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Depois de elaborado, a avaliação é de fundamental importância no processo de construção do PPC, nesse sentido avaliar e verificar os resultados, determinar quem vai acompanhar o processo, tanto de elaboração como de aplicação, serão os atores que são os professores, os alunos, os técnicos administrativos e a comunidade em geral. E para esse acompanhamento é imprescindível que haja cursos de formação continuada. Segundo Veiga (1998):

A construção de um projeto político pedagógico realmente comprometido com a melhoria da qualidade de ensino passa, portanto, pela percepção da escola sobre a condição dos indivíduos como sujeitos sociais. Especificamente em relação ao aluno,deve oportunizar a apropriação dos conhecimentos humanos e técnicos historicamente produzidos,na perspectiva de melhor contribuir para sua inserção crítica no contexto das relações sociais,em nível macro, como um ser que se humaniza, cada vez mais. Nesse enfoque, a escola não pode restringir suas práticas avaliativas à questão administrativa, uma vez que a perspectiva burocrática não é, de forma alguma, o mundo do conhecimento. (VEIGA, 1998, p. 127)

O PPC, como qualquer outro projeto, necessita de uma visão realista, necessita de espaço para as análises que devem ser feitas por meio de um acompanhamento minucioso e compromissado com o bom andamento do processo.

Em geral, quando se fala em acompanhamento, a ideia que nos vem à mente é de algo que é observado sem, no entanto, serem feitas modificações. Acontece que a situação não é bem essa quando se trata de um projeto, principalmente um PPC. Faz-se necessário que seja

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feito um acompanhamento que possibilite aos envolvidos no projeto fazer ajustes ou modificações na medida em que estes se tornem necessários.

Ferreira (2000) afirma com absoluta propriedade pedagógica que:

A fase de acompanhamento não é ficar assistindo de camarote como ação se desenvolve. Na verdade tem que se interferir nela , mudá-la sempre que comece a se mostrar furada, arriscando não levar aos que se pretende atingir. (FERREIRA, 2000, p. 61)

Dessa forma, acredita-se ser uma característica do acompanhamento interferir no andamento do processo de desenvolvimento do projeto sempre que necessário. É preciso que se tenha a capacidade de modificá-lo na medida em que situações de mudança tornem-se pertinentes. O que acontece, na verdade, é que, em geral, faz-se pouco ou quase nada no momento em que se acompanha o andamento do processo de desenvolvimento de um projeto por se ter em mente uma visão pouco realista do que vem a ser esse processo.

Por tudo que a boa ou má realização do projeto pode representar para os envolvidos, o acompanhamento deve ser feito com muita cautela, pois dificuldades podem surgir ao longo do desenvolvimento das tarefas, o que pode comprometer e muito os resultados que se espera alcançar ao final dos trabalhos.

Para que os problemas com as dificuldades sejam minimizados, é necessário que a equipe responsável por coordenar os trabalhos esteja sempre atenta a tudo que possa ser considerado anormal durante a execução das atividades propostas. Essa equipe deve estar também disposta a verificar o estado de ânimo dos participantes e a encontrar novas formas de estimular todos os membros do grupo para que não venha a existir desistência por falta de incentivo. Se não houver uma equipe dinâmica e eficiente, todo o trabalho do grupo poderá ficar comprometido e à mercê da apatia que poderá atingi-lo.

Os componentes do grupo devem estar dispostos a aceitar desafios e a mudar o rumo dos trabalhos sempre que for notado qualquer tipo de apatia por parte de alguns membros. Daí

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a necessidade de o acompanhamento ser considerado um momento no qual se deve tomar o máximo de cuidado possível com o andamento do trabalho, de forma que se procure manter os componentes sempre integrados, impedindo com isso que as atividades diárias se tornem rotina, ganhando assim a apatia daqueles a que elas estão direcionadas, evitando que se tornem apenas atividades repetitivas impostas pela escola e sem nenhum sentido pra quem delas participa.

Segundo a obra de Bourdieu e Passeron (1975), a desigualdade está inserida não só na sociedade, mas também na escola. Um exemplo disso seria observando no acesso ao nível superior, já que, como se sabe, ao longo do período escolar uns tem mais oportunidades que outros, é claro que um jovem de classe alta está muito mais preparado que um jovem da mesma idade de classe média ou baixa.

No entanto, não é somente isso que determina e afasta cada vez mais as crianças desfavorecidas, mas também o privilegio cultural. O acesso dessas crianças a determinados locais como cinema, teatro, shows e viagens às vezes é inviável, pois estas teriam que dispor de um aspecto importante, que seria o capital. Além disso, o sistema de ensino e as perspectivas profissionais exigem cada vez mais conhecimentos, e na maioria das vezes, até uma ajuda familiar. A herança cultural, que varia de acordo com a classe social, também influencia no sucesso da criança na escola.

Percebemos alguns aspectos interessantes, dentre os quais está o ritmo de vida cada vez mais agitado e trepidante dos pais, que pode destruir o frágil equilíbrio nervoso das crianças e comprometer o seu futuro escolar. Isto é, sem dúvidas, uma das causas do crescente fracasso na escola.

Mas, para além destas, existem outras causas também profundas e perigosas, como a instabilidade familiar e a insegurança. Viver em segurança, em uma atmosfera serena, é algo importante, tanto para as crianças como para os adolescentes. Isto supõe viver em uma família

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estável, em que haja constância das pessoas, das situações, da presença e da serenidade dos pais.

O sentimento de segurança na criança não deriva da situação econômica da família como acontece com o adulto, mas da harmonia que reina entre os seus pais, do amor que os une e da estabilidade do lar. Existem casos nos quais os filhos, embora sejam ricos economicamente, vivem inseguros, enquanto filhos de pais desempregados gozam de uma perfeita serenidade.