Permutations and Combinations
5 Properties of Binomial Coefficients
passando a ser delimitadora do espaço cénico.
Na cena 5.1 A Noiva dois elementos se destacam: no momento da foto ainda não surge a sugestão da selfie, elemento potenciador de interação, e o bouquet é feito a partir duma bola de pano preto.
Na cena 5.2. A Madame, apesar de já ter quase a sequência, a manipulação dos materiais, como o desenho da saia, ainda é bastante diferente, resultando numa saída de cena pouco conseguida e bastante atabalhoada.
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5.1.1 A Noiva, Foto e Choro, 1º Opus 3
https://youtu.be/OWzoE4T43lw
Algo nasce
Famalicão, 18 a 21 de outubro de 2016
O bebé desde que nasce, ele brinca. E o primeiro grande brinquedo é o próprio corpo. Como no início ele descobre a vida através dos sentidos, essa brincadeira se dá se descobrindo, descobrindo o Outro e, depois, em função dos objetos que você coloca em volta dessa criança. Adriana Friedman, (Renner, 2016)
The Beginning of life, The Series, Episódio 3, Temporada 1, a partir do minuto 15:53
E chega o dia em que se parte para o palco. Apertam-se os nós das almofadas, estica-se o fio que desenha o palco, e transforma uma comum sala de aula em espaço cénico, enfrentam-se os primeiros pequenos que me olham num misto de medo, receio e curiosidade desmedida.
Nesta primeira semana, implementa-se e realiza-se em versão laboratorial, quer dizer, não propriamente uma estreia, mas um momento em que, estabilizados os diversos quadros-cena, o espetáculo começou a ter uma figura com altura, largura, peso, presença. Regista-se, novamente. Observa-se e escuta-se uma e outra vez, a sós e em conjunto. Fazem-se novas listas e notas. Novo roteiro do espetáculo, complementam-se memórias e o corpo torna-se noutra coisa.
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4.2 Pré Rainha das Rosas, 1º Opus 3
https://youtu.be/V2lAWXLkeCA
A cena 4.2 que surge neste registo é uma versão intermédia entre o ensaio assistido de Paradela da Cortiça e a Rainha das Rosas, que mais tarde aparecerá. Tecnicamente mostrou-se bastante difícil executar uma rápida transição entre a cena anterior e o aparecimento das rosas em tecido, pelo que se optou pela criação duma personagem que pudesse ter, como adorno, o pano sobre os ombros. A Rainha das Rosas surge, assim, como uma alusão à Rainha Santa Isabel, coroada, que, milagrosamente, faz nascer do colo uma rosa.
Esta semana em versão laboratório, em que tive oportunidade de levar Opus 3 a várias escolas, trouxe-me várias questões acerca da exploração posterior que poderia fazer dos conteúdos artísticos, sonoros e de movimento, em contexto de sala de aula, ou seja, no papel de professora de música. Uma dessas questões relacionava-se com a forma de apresentar esses conteúdos sonoros e de movimento, sem que essa exploração passasse por ser uma cópia do espetáculo em que era intérprete.
Rapidamente entendi que a cópia não seria possível já que em contexto de sala de aula não teria ao meu dispor a parafernália de tecidos. Por outro lado, e mesmo sem os tecidos e a língua de papel, seria impossível não haver resquícios no corpo desse papel de intérprete que se multiplica em personagens várias – seria até contraproducente. O resultado foi uma forma contaminada de trabalhar os sons e os movimentos, aproveitando as interações contínuas e semanais com os alunos vendo a sua evolução e relação com os conteúdos, assimilando o que íamos criando à volta desses conteúdos para poder aperfeiçoar, também, a prática artística.
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Outonário I
Das folhas que caíram por sua
escolha e destino enquanto eu, que
não sou folha, escolha ou destino,
me requebro com pedaços de
papel e fio.
Apanhadas do chão e em quase
queda, salvaram-me, mais tarde, do
desejo que a dor previa de evasão e
fuga.
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Galeria Outonário Famalicão, Outubro de 2016
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Maioridade
Famalicão, 15 a 18 de novembro de 2016
Viver com as crianças, estar com elas é uma espécie de redescoberta de muitas coisas. Os adultos deveriam continuar a fascinar-se com essas coisas.
Vea Vecchi, (Renner, 2016)
The Beginning of life, The Series, Episódio 3, Temporada 1, a partir do minuto 26:42
Passado um mês, volto ao rebuliço das creches e jardins de infância, à sala de ensaios e ao Pequeno Auditório da Casa das Artes de Famalicão. A palavra estreia torna-se agora inevitável, o corpo já se transforma quase sem se questionar, porque respira e se sente consciente ao mover-se na direção do Outro. Os registos voltam. Observa-se enquanto se escuta e vice-versa. Fazem-se comentários, uns novos, outros refletidos e reflexivos, e aperfeiçoa-se.
18 de novembro de 2016
Opus 3 atingiu, nesta data, a maioridade: 18 espetáculos e um prazer imenso em partilhar, com os mais pequenos, momentos que ficam na memória dos corpos.
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Galeria Respigos Sala de Ensaios, Casa das Artes de Famalicão, Novembro de 2016
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Olhar para trás
Paradela da Cortiça, 18 de dezembro de 2016
Em Dezembro de 2018 tive o prazer de voltar à aldeia-comunidade onde se realizou a segunda residência artística, e onde se fez o primeiro ensaio assistido. Não há filmagens deste reencontro, apenas fotografias. No público, muitos repetentes e um Opus 3 que tinha nascido, crescido, atingido autonomia. Risos, muitos risos. Ao contrário da primeira vez, em que as pessoas da aldeia, tanto adultos como crianças, nos olharam com alguma reserva, desta vez houve verdadeiras trocas e interações. Não foi à toa que a foto escolhida foi a da cena 5.1 A Noiva: este foi, sem dúvida, um dos momentos mais sentidos pelo público adulto, tanto em Paradela da Cortiça como em todos os lugares por onde passámos.
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