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Combinations of Events

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C wins withA

6 Combinations of Events

4.1.3

4.1.3

4.1.3 Os Directores enquanto AccionistasOs Directores enquanto AccionistasOs Directores enquanto AccionistasOs Directores enquanto Accionistas

A influência da percentagem da organização detida pelos directores na

corporate

governance

é pertinente, sobretudo determinadas ênfases colocadas à utilização de políticas de remuneração que utilizam prémios de acções, ao invés de opções sobre acções, como parte integrante das remunerações dos directores.

- 34343434 -

Muitos directores possuem parcelas significativas da organização que nunca estiveram relacionadas com políticas remuneratórias passadas ou presentes40. Recordando, a teoria da agência refere que a detenção de acções por parte dos directores ajuda a fazer convergir os interesses dos accionistas e dos administradores. Como refere

Short

(SHORT, 1999: p. 342),

Jensen

e

Meckling,

na sua hipótese de convergência de interesses, afirmam que quando aumenta a percentagem de detenção por parte dos seus directores, aumenta também uniformemente o desempenho da organização, uma vez que os directores tenderão a desviar menos recursos que possam ser utilizados na maximização do seu valor. Todavia, existem outros investigadores41 que afirmam que a disciplina de mercado força os directores a aderirem à maximização do valor da organização mesmo em situações de baixa percentagem de detenção pelos seus executivos.

Estudos empíricos nos EUA42, apontam genericamente no sentido de que existe alinhamento dos interesses da administração e dos accionistas para níveis baixos e eventualmente para níveis elevados de detenção da organização pelos directores, adoptando aqueles atitudes defensivas quando a percentagem de detenção se situa num nível intermédio, embora esta situação possa não ser linear em alguns casos.

Short

e

Keasey

(1999) observaram idêntica evidência nas organizações do Reino Unido. Em contraste, análises de alguns

management buy-outs

43 no mesmo país mostraram

uma relação linear entre a parcela da organização detida pelos seus executivos e o seu desempenho44. Porém, existem provas que apontam para poderem ser adoptadas estratégias defensivas por parte dos directores quando estes detenham níveis muito baixos de participação. Os resultados da pesquisa desenvolvida, no Reino Unido, por

Dahya

e outros

40

Short

e

Keasey

(1999) demonstram que em 1992, para uma amostra aleatória de

organizações cotadas do Reino Unido, a parcela das organizações detida pelos directores era 11,5%.

41Demsetz (1983) e Fama e Jansen (1983) citados por (SHORT, 1999: p. 342).

42Morck e outros, (1988); McConnell e Servaes, (1990 e 1995) e Kole, (1995) citados por (SHORT, 1999: p. 342). 43 Aquisição das organizações pelos seus próprios executivos, normalmente, a preços mais elevados que o preço

de mercado.

- 35353535 -

(1998)45, sugerem que os executivos de topo parecem estar muito afastados da disciplina do mercado de controlo interno quando a sua participação nas organizações exceder 1%.

A participação detida nas organizações pelos DNEs pode afectar a sua disposição para acompanhar o desempenho dos directores executivos.

O relatório de Hampel referia, no seu § 4.8, que “o pagamento de parte da remuneração dos directores não executivo com acções pode constituir uma forma útil e legítima de alinhar os interesses dos directores com esses accionistas”.

Shivdasani (1993) e Jensen (1989) sugerem que, provavelmente, os DNEs que detenham uma participação substancial da organização têm maior propensão para controlar os directores executivos que não detenham qualquer participação.

(SHORT, 1999: p. 342)

Outra questão a ter em consideração é o efeito da participação dos directores no capital das organizações no

entrepreneurship

organizacional. Todavia, os resultados têm sido inconclusivos.

Wright e outros (1996) sugerem que, em organizações com oportunidades de crescimento, a relação entre participação detida pelos executivos e o risco empresarial conduzem a aumentos iniciais (do risco) e subsequentes diminuições quando aumenta a percentagem da participação detida.

Gibbs (1993) considerou que os executivos com largas percentagens de participação na organização têm tendência para diversificar as actividades da mesma numa tentativa para diversificar os seus próprios portfólios.

Denis e outros (1997) nos EUA encontraram uma relação negativa entre a diversificação e percentagens muito baixas de participação dos executivos, mas verificaram um efeito positivo dominante para níveis muito elevados de participação. Em contraste, Hill e Snell (1988) encontraram uma correlação negativa entre a participação detida e a expansão da diversificação, enquanto Hoskisson e outros (1995) encontraram uma relação positiva entre a diversificação internacional e participação detida. Zahra (1996) encontrou uma relação positiva entre o entrepreneurship organizacional e a participação detida pelos executivos.

(SHORT, 1999: p. 343)

Habitualmente as organizações que sofrem situações de

management buy-out

- 36363636 -

experimentam melhorias no

entrepreneurship

organizacional, como forma de melhorar a utilização da investigação e desenvolvimento (I&D), incrementar novas parcerias e incentivar o desenvolvimento de novos produtos.

Porém, vários investigadores, entre os quais

Hill

e

Snell

(1998, 1989),

Kochhar

e

David

(1996),

Hansen

e

Hill

(1991) e

Hoskisson

e outros (1995) 46 , não encontraram qualquer relação significativa entre o volume das despesas de I&D e a participação accionista dos executivos. Se a pesquisa for limitada à relação entre a participação accionista dos DNEs e o

entrepreurship

organizacional, verifica-se que aquela participação modera o efeito negativo entre a percentagem de membros independentes no Conselho e o mesmo

entrepreneurship

(

Zahra

, 1996) e afigura-se positivamente relacionada com a diversificação internacional (

Hoskisson

, et al., 1995).

Em suma, nos EUA, a evidência mostra que a participação accionista dos directores na organização representa um papel significativo no governo das organizações. Em particular, verifica-se que, regra geral, baixos níveis de participação accionista ajudam a ajustar os interesses dos directores e dos accionistas e serviram de base para que alguns desenvolvimentos recentes encetassem tentativas de promoção de políticas de remuneração sobre a forma de eventuais detenções futuras de participações na organização. Porém, mais recentemente, verificou-se que pode ocorrer a utilização de estratégias defensivas por parte dos executivos, mesmo nas situações em que possuam baixos níveis de participação, o que aponta para que outros mecanismos de

governance

possam surgir.

4. 4. 4.

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