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PROGRAMMATION GENERIQUE PARAMETREE

Na pesquisa, procuramos adotar a abordagem qualitativa cujo método de investigação tem como foco o caráter subjetivo do objeto ora analisado. Além disso, adotamos o método hipotético-dedutivo que busca explicar os fenômenos (ou melhor, o porquê das coisas), mostrando o que tem de ser feito, “mas não quantificam os valores e as trocas simbólicas nem se submetem à prova de fatos, pois os dados analisados são não-métricos (suscitados e de interação) e se valem de diferentes abordagens” (GERHARDT; SILVEIRA, 2009, p. 32).

Com o objetivo geral de analisar, especificamente, as funções discursivas pretendidas pelo infográfico na composição do gênero webnotícia do G1, esta pesquisa vê o objeto se constituindo à medida que o fenômeno linguístico vai sendo descrito, compreendido e explicado conforme a teoria de base.

Desse modo, entendemos que o paradigma qualitativo seja o mais adequado para compreendermos o porquê de determinados comportamentos que apresenta o infográfico ao ser intercalado na constituição interna da webnotícia do G1.

As autoras Gerhardt e Silveira (2009, p. 32) destacam que “esse tipo de abordagem pode trazer alguns limites e riscos”, tais como a excessiva confiança do sujeito-pesquisador no momento de coletar os dados da pesquisa e, principalmente, a reflexão exaustiva acerca das notas de campo que representam uma tentativa de dar conta da totalidade do objeto pesquisado, além da falta de observância de aspectos e enfoques diferentes e da certeza do próprio pesquisador com relação a seus dados, dentre outros.

Elas alertam para que o sujeito pesquisador seja cuidadoso desde a coleta até a análise dos dados, já que esse tipo de abordagem possibilita um envolvimento subjetivo maior com a situação e o objeto pesquisado.

Na pesquisa qualitativa, como já sabemos, o pesquisador é, ao mesmo tempo, o sujeito e o objeto de suas investigações, porque ele busca questionar, com a ajuda de uma “bússola”, suas inquietudes e suas escolhas, de modo a garantir a cientificidade de seus resultados para que estes tenham credibilidade e não sejam facilmente contestáveis.

Para a Semiolinguística, dentro do seu quadro metodológico adotado nesta pesquisa, considera-se “uma perspectiva de análise textual na qual se focaliza uma realização particular (um texto), para tentar descrever, da maneira mais exaustiva possível, os traços que a caracteriza.” (CHARAUDEAU, 2005b, s/p). Sendo assim, os procedimentos metodológicos, para o teórico, partem de uma perspectiva em que se levam em conta os comportamentos linguageiros dos sujeitos que encenam seu dizer (e que possuem estratégias discursivas de interação) e as condições psicossociais (que são específicas) em situação de troca e mediante as restrições dos “contratos”.

Uma investigação, de acordo com o teórico, é exatamente essa busca em compreender tais condições que propiciam os comportamentos linguageiros dos

sujeitos que “encenam” seu dizer e “enunciam” seu discurso em função do outro. Essas condições em situação enunciativa são estruturadas em virtude da existência de um contrato de comunicação que torna efetiva a produção linguageira. Para descrevê-las, é necessário reunir produções que, por hipótese, pertençam ao mesmo tipo de situação. A isso ele chama de “corpus de textos” (os dados da pesquisa).

5.2 Problematização

Ao longo de nossa pesquisa, discutimos que a webnotícia é, hoje, um dos gêneros jornalísticos largamente utilizados no meio social e cultural, razão pela qual se destaca pelo caráter dinamizador de atrair leitores quanto aos conteúdos temáticos e fatos relevantes do dia a dia, além de se popularizar em portais, blogs e sites diversos. É oportuno destacar que a notícia produzida para circular na internet ainda chama a atenção de um grande público, principalmente nos meios midiáticos, como a TV e o rádio.

Em virtude de lermos notícias pela tela do celular, buscando informações importantes do nosso cotidiano através de sites ou portais jornalísticos, uma pergunta básica sempre nos deixava inquietos diante do que observámos na produção da matéria jornalística do G1 – o Portal de Notícias da Globo.

Mesmo antes do desenvolvimento do projeto de pesquisa, logo no início do curso de mestrado, percebemos que o G1 possui um diferencial na produção de suas webnotícias se comparado a outros sites, como a UOL Online, o R7 Notícias, dentre outros: o uso da infografia em suas edições jornalísticas. É de grande relevância a qualidade dos textos noticiosos produzidos em relação a outros portais em função da elaboração do infográfico para complementar a informação veiculada.

Além disso, diante das temáticas discutidas em suas matérias jornalísticas, o Portal de Notícias da Globo seleciona, monta e produz a arte dos infográficos conforme a situação de comunicação prevista no contrato.

Embora saibamos do propósito comunicativo e da função social desse gênero jornalístico, que é levar informações novas e relevantes para os leitores, a estrutura composicional da webnotícia precisa sofrer modificações, haja vista as condições hipertextuais apresentadas pelo suporte midiático, que a Web e,

consequentemente, possibilitar uma melhor compreensão leitora por parte dos usuários, ávidos de informação nova.

Nesse sentido, percebemos que chegaríamos a resultados tão importantes acerca do processo de produção e composição de webnotícias, se investigássemos um fenômeno linguístico observado quanto ao comportamento do infográfico jornalístico, ao ser intercalado a um gênero, principalmente em ambiente digital.

Assim, ao desenvolvermos a nossa proposta em AD, aquelas perguntas básicas iniciais abriram caminho para possíveis respostas: Como se constitui a materialidade semiológica do gênero webnotícia do G1? O que diferencia uma webnotícia do G1 dos demais portais? O que torna a webnotícia do G1 mais crível?

Então elaboramos nosso problema de pesquisa que norteou todo o percurso teórico-metodológico: o uso do infográfico como um recurso

estratégico na produção de webnotícias do G1.

A partir da questão principal, levantamos questões norteadoras: Como é elaborado um infográfico jornalístico pela edição de arte do G1? O que caracteriza um infográfico de informação complementar? Por que o infográfico interfere na composição de um gênero como a webnotícia do G1? Qual é o papel do infográfico para a produção de webnotícias do G1?

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