• Aucun résultat trouvé

PROCESSING PUNCHED CARD FILES

Dans le document Macro User's (Page 44-55)

Como mencionado anteriormente, o software de gerenciamento do sistema será executado no computador e fará o gerenciamento dos ensaios para a avaliação metrológica do EMH sob teste. Este deverá ter flexibilidade suficiente para ser aplicado a diferentes tipos de EMH. Tal flexibilidade se apoiará no uso de um banco de dados com informações específicas para cada tipo e modelo de EMH. Os dados de medições devem ser obtidos através de ensaios padronizados e validados em consonância com as normas técnicas específicas.

Na perspectiva da aplicação do software, um ensaio é constituído por uma lista ordenada de procedimentos. Procedimentos são instruções detalhadas sobre as ações que devem ser executadas a fim de produzir os dados metrológicos sobre o objeto em teste, nas condições previamente definidas. Assim, pode-se dizer que um ensaio é uma lista de procedimentos que define um modo unívoco de se obter as informações (condições operacionais e medições) sobre um processo, e em particular, sobre o desempenho metrológico do EMH em ensaio. Neste contexto, acrescenta-se aos ensaios, procedimentos com capacidade de comparar ou avaliar se as informações obtidas atendem a critérios preestabelecidos, em geral, por normas técnicas bem fundamentadas e estabelecidas.

Alguns procedimentos podem requerer a intervenção do metrologista, outros podem ser executados automaticamente pelo sistema, dependendo do grau de automação e capacidade de comunicação dos elementos de máquinas do sistema. Neste sentido, é imperativo que o sistema permita ao usuário definir os procedimentos, incluindo, quando necessário, ligações para módulos de software específicos para que o próprio sistema execute tais procedimentos. Um sinal audível deve ser emitido sempre que a atenção ou intervenção do metrologista se fizer necessária.

Com relação ao encadeamento dos ensaios que constituem uma avaliação, percebe-se a necessidade de executar alguns ensaios em modo sequencial (série) e outros em modo simultâneo (paralelo). A Figura 3.4 apresenta um exemplo. A monitoração de “condições ambientais” do local de realização dos ensaios (E01) deve ser simultânea (modo paralelo) a outros ensaios de maior especificidade ao EMH em teste. Por outro lado, o ensaio de avaliação do “tempo de aquecimento” da incubadora (E02) deve preceder (modo série) todos os ensaios que requerem um modo de operação com temperatura estável (E03 a E14), visto que tal estabilidade só ocorre após o período de aquecimento. Deste modo, o sistema deve prover meios para que o modo de sequenciamento de cada ensaio seja configurado.

Para exemplificar, na execução do ensaio de monitoração de “condições ambientais” (E01 na Figura 3.4), o primeiro procedimento pode instruir o metrologista a instalar o IMCA, seus sensores e sua conexão com o computador; o segundo, estabelecer a comunicação com o IMCA; o terceiro, inicializar o IMCA através de comandos apropriados; o quarto, receber os dados de medição do IMCA durante todo o intervalo de execução dos ensaios; o quinto, verificar tais medições com respeito a critérios predefinidos, e por fim, instruir o metrologista de como desinstalar, acondicionar e armazenar o IMCA (Figura 3.5). Os demais ensaios (E02 a E15 na Figura 3.4) são executados de forma análoga, tão logo o sistema inicie a recepção de

dados do IMCA, dependendo do modo de encadeamento. Nesta analogia o par EMH – analisador equivale ao IMCA.

Figura 3.4 Exemplo de encadeamento de ensaios para incubadoras neonatais.

Figura 3.5: Exemplo da composição dos procedimentos de um ensaio.

Para minimizar a necessidade de atualização das rotinas do sistema e dos módulos específicos, os ensaios devem ser parametrizados e os meios para definição e configuração dos parâmetros devem ser providos. Parâmetros, como, por exemplo, “Temperatura Ambiente Máxima”, podem ser definidos e seus valores podem ser configurados para atender a uma

Início

Apresentar instruções para instalação dos instrumentos Estabelecer comunicação

Enviar comandos de inicialização Receber dados de medição

Verificar conformidade dos dados de medição Apresentar instruções para finalização

C01 C02 C03 C04 C05 C06 C07 C08 | | | | | | | | --+--> E02 --+--> E03 --+--> E04 --+--> E05 --+--> E06 --+--> E07 --+--> E08 --+--> | | | | | +--> E09 --+--> E10 --+ | | | | | +--> E11 --+--> E12 --+ | | | | | +--> E13 --+--> E14 --+ | | | | +---> E15 ---+ | | +---> E01 ---+ Legenda:

Condições operacionais da incubadora: C01, C02, C03...

Ensaios:

E01: Condições ambientais E02: Tempo de aquecimento E03 a E08: Gradiente de temperatura E09 a E10: Variação da temperatura E11 a E12: Erro da temperatura indicada E13 a E14: Erro da temperatura de controle

E15: Amplitude de sobre-elevação e tempo para nova estabilização

prescrição específica, evitando que, por exemplo, um procedimento de verificação de conformidade seja alterado e seus recursos de software, recompilados.

É importante notar que os procedimentos devem ser definidos pelo usuário, podendo ele, por exemplo, definir um procedimento para cada atividade (instalar o IMCA, os seus sensores e a sua conexão com o computador) ao invés de um único procedimento com múltiplas atividades. Esta flexibilidade é que permitirá a generalização necessária para que o sistema possa executar diferentes ensaios em diferentes tipos de EMH.

O hardware deve prover o sistema com meios apropriados de comunicação. O software deve estabelecer a comunicação com os dispositivos para enviar os comandos e/ou receber as informações (medições ou informações operacionais). Na falta desses meios, por uma limitação do próprio hardware, o metrologista deve interferir, lendo, por exemplo, um valor medido no display do IMCA e o informando via teclado. O sistema deve possibilitar que o usuário defina o tipo de conexão (RS232, USB etc.) e outros parâmetros específicos (velocidade, paridade etc.) para cada elemento do sistema, permitindo o uso de diferentes tecnologias, em diferentes estágios de evolução.

Portanto, o objetivo do software gerenciador de ensaios é permitir que o usuário defina e execute os ensaios em um EMH, provendo a esse usuário o suporte para a aquisição, o armazenamento e o processamento das informações acerca do desempenho metrológico do EMH sob o teste, de forma criteriosamente ordenada e preestabelecida.

Do exposto, é possível listar as principais funcionalidades do software:

i. Orientar detalhadamente o metrologista nos procedimentos de ensaios para a avaliação do EMH, solicitando a confirmação de cada procedimento realizado;

ii. Fornecer comandos específicos para a operação adequada do analisador e da IMCA; iii. Receber dados de medições do analisador;

iv. Receber dados de medição da IMCA (diretamente, via interface de reconhecimento ótico ou manualmente pelo metrologista);

v. Receber dados de medição e/ou de operação do EMH (diretamente, via interface de reconhecimento ótico ou manualmente pelo metrologista);

vi. Monitorar e processar os dados recebidos de acordo com critérios predefinidos e emitir relatório de conformidade técnica;

vii. Possuir um modo de operação diferenciado onde seja possível cadastrar elementos específicos e necessários ao cumprimento das outras funcionalidades.

Visto que as ações de um ensaio são ordenadas em procedimentos, será necessário embutir as funcionalidades de (i) a (vi) nestes procedimentos, permitindo configurar como o sistema irá coordenar e sincronizar essas funcionalidades. Por outro lado, a sétima funcionalidade (vii) deve permitir que o usuário estabeleça novos ensaios ou novos procedimentos.

Dans le document Macro User's (Page 44-55)