1.3 Notations
2.1.1 Problème de modules
Com o rádio a história não poderia ser diferente. Assim como os outros tradicionais meios de comunicação, o rádio passou por esse processo de convergência midiática e a sua forma de consumo foi se adaptando de acordo com a evolução das tecnologias e, principalmente, com o advento da internet. As ondas do rádio iniciaram um processo de saída do meio offline para entrada com força e precisão na esfera online.
Uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Emissoras de Radiodifusão (Abert) em 2012 mostra que 91,3% das rádios no país têm sites e que 84,1% transmitem seus programas pela internet. Outros aparatos tecnológicos também são utilizados, apesar de com um pouco menos de força, porém já em forma de ensaio para um desenvolvimento futuro.
Por exemplo, 12% das emissoras utilizam recursos extras como exibição de imagens do estúdio, por meio de webcasting (é a transmissão de áudio e vídeo utilizando a tecnologia streaming media. Pode ser utilizada por meio da internet ou redes corporativas ou intranet para distribuição deste tipo de conteúdo). Além disso, 23% das emissoras hospedam vídeos relacionados com as rádios. Visando uma forma de lucro, 24% vendem espaços publicitários nas páginas da rede.
Ou seja, nota-se que o curso jornalístico e publicitário envolvendo a rádio caminha em direção a uma comunicação multifacetada, onde as ondas sonoras não são as responsáveis exclusivas do modo de produção. As possibilidades de integração do rádio às novas plataformas digitais, em um cenário de crescente convergência, reconfiguram a lógica do meio e impõem desafios. Há uma mudança central em desenvolvimento.
Um processo multidimensional que, facilitado pela implantação generalizada das tecnologias digitais de telecomunicação, afeta, no âmbito tecnológico, empresarial, profissional e editorial, os meios de comunicação, propiciando uma integração de ferramentas, espaços, métodos de trabalho e linguagens anteriormente separados, de modo que os jornalistas elaboram conteúdos que se distribuem por múltiplas
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plataformas, mediante as linguagens próprias de cada uma delas. (Salaverría & García, 2008, p. 35)
As possibilidades oferecidas atualmente por um celular, por exemplo, permitem que se tenha acesso à grade de programação de emissoras de rádio através desse aparelho, configurando assim uma forma de convergência. Uma vez que existe a opção de acessar a internet pelo celular, a rotina do usuário também é configurada. Assim, pode-se dizer que em diversas situações do cotidiano é necessário considerar a presença desse processo e as suas consequências na vida da comunidade que produz e que consome o rádio.
Neste sentido, é importante destacar que existem diferentes níveis de convergência midiática como a empresarial, de conteúdo, profissional e tecnológica. A convergência empresarial se refere à diversificação midiática ocorrida em empresas (Salaverría & Negredo, 2008). Ocorre quando uma mesma empresa trabalha com diferentes veículos de comunicação. A convergência de conteúdos trata da difusão dos mesmos conteúdos através dos diferentes meios. Ocorre, por exemplo, quando um informativo radiofônico ocupa-se de conteúdos divulgados previamente em um jornal impresso.
Por isso, também, passou a ser exigido um profissional ágil e multimídia para atuar em uma redação de rádio. O fluxo de convergência passou a pressupor que o jornalista não deveria saber apenas elaborar informativos destinados ao rádio offline, mas também a diferentes tipos de mídias. Além disso, saber editar, fotografar e gravar entrevistas são outras atividades que passaram a ser cobradas com mais rigor.
Essa realidade se torna ainda mais latente quando se volta para as emissoras radiofônicas que estão lotadas nas cidades de interior no Brasil. Pegando o nicho das cidades do interior de Pernambuco, nota-se que as redações são compostas por pouquíssimos profissionais, mas as atividades a serem realizadas são diversas. Sendo assim, o profissional, muitas vezes sozinho, redige as notícias, grava entrevistas, faz locução e abastece o site da emissora com informações dadas através do offline.
Nesse contexto de convergência profissional, surge o conceito do profissional multiplataforma. Trata-se daquele profissional que difunde as suas informações através de vários canais diferentes, e cada vez mais, precisa de ajustar o seu produto jornalístico às características de cada meio. Dessa forma, torna-se necessário que o profissional esteja apto a desempenhar qualquer função da área, com responsabilidade, uma vez que essa é uma das cobranças mais exigidas no atual mercado de comunicação.
Este profissional encontra-se, em grande medida, condicionado por uma nova configuração do rádio (Lopez, 2009), que disponibiliza sua informação em dispositivos multiplataforma para um público que demanda oferta de conteúdo jornalístico atualizado e diverso. Logo, esse processo faz com que o
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produto oriundo deste processo de convergência seja mais complexo e o consumo seja de forma mais lenta e gradativa. Ou seja, o receptor passará mais tempo trafegando entre os materiais produzidos pela emissora de rádio.
Parte-se, portanto, de uma concepção muito aberta do ciber-rádio com o objetivo de integrar outras inovações mais ou menos próximas e que tenham como núcleo expressivo principal o som. Emerge um mundo sonoro por trás desta denominação que abarca todo o fenômeno sonoro da Internet ou procedente de outras modalidades internas ou externas da Rede. Tudo isso é possível graças à transição rumo à web 2.0, que repercute de maneira transversal em todas as grandes mudanças na Internet até dar o salto para uma nova concepção comunicativa baseada no desenvolvimento de redes sociais. Neste caso, interessam as redes sociais centradas no áudio como prolongamento do ciber-rádio. (Cebrián Herreros, 2008, p. 134)
Uma considerável modificação causada a partir do processo de convergência no rádio é a respeito do perfil dos consumidores de mídia e a forma como eles participam na programação. Se há alguns anos esses consumidores já participavam no processo de produção de rádio através de cartas, telefonemas ou mesmo comparecendo na redação, hoje eles participam muito mais, inclusive criticando e interagindo com os veículos.
Pensando nesse papel reconfigurado do consumidor de mídia, é importante lembrar que o rádio é um veículo interativo, móvel, portátil e imediato por natureza. Nos últimos anos é possível observar que a participação do público no processo de construção de programação radiofônica tem sido potencializada e uma relação entre produção e ouvinte tem sido estabelecida de forma mais intensa. O estudo dessa relação e suas consequências é fundamental para que se possa entender a atual situação do radiojornalismo.
A utilização da internet, passada a fase inicial dominada pelos pequenos empreendedores, desperta a atenção de grandes grupos empresariais. Emissoras tradicionais buscam expandir seus serviços para a rede mundial de computadores e vêm colhendo resultados promissores. Por exemplo, a rádio CBN, com sede em São Paulo, que detém audiência média de 25 mil ouvintes por minuto, somadas suas frequências em AM e FM, já contabiliza mais de 70 mil assinantes de podcasts de seus principais comentaristas.
Outro indício desta aproximação crescente pode ser verificado na WHTZ, emissora em FM de Nova Iorque que funciona com o nome fantasia Z100. A rádio tem cinco milhões de ouvintes e o site mais acessado entre as estações dos Estados Unidos, apresenta intervalos comerciais diferenciados para o público que acompanha as transmissões via computador: o áudio de alguns spots – em geral, de anunciantes com presença global, como cartões de crédito e indústrias automobilísticas – faz referência a imagens e a textos de banners, um procurando interagir com o outro.
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Por isso, neste meio multimidiático que a convergência proporciona, o rádio conseguiu se sobressair de uma estrutura engessada e galgar novos ares que atravessaram fronteiras que, anteriormente, eram colocadas como empecilho para o desenvolvimento do veículo. Agregado à internet, o rádio conseguiu “sair da caixinha” em sua forma de produzir jornalismo e outros tipos de conteúdo. As potencialidades da internet, enquanto meio de convergência, são exploradas com muita fluidez e eficiência.
Nos produtos jornalísticos dessa etapa, é possível observar tentativas de, efetivamente, explorar e aplicar as potencialidades oferecidas pela web para fins jornalísticos. Nesse estágio, entre outras possibilidades, os produtos jornalísticos apresentam recursos em multimídia, como sons e animações, que enriquecem a narrativa jornalística; oferecem recursos de interatividade, como chats com a participação de personalidades públicas, enquetes, fóruns de discussões; disponibilizam opções para a configuração do produto de acordo com interesses pessoais de cada leitor/usuário; apresentam a utilização do hipertexto não apenas como um recurso de organização das informações da edição, mas também começam a empregá-lo na narrativa de fatos. (Mielniczuk, 2003, p. 36)
É nesta perspectiva que a internet se apresenta em relação ao rádio. As novas tecnologias estão cada vez mais presentes na sociedade contemporânea. No campo das mídias de informação, as discussões se pautam a partir da permanência dos meios tradicionais (o rádio, a televisão e o jornal impresso) simultaneamente com outros, como a internet. O rádio se destaca, neste círculo multimídia, porque era o meio que mostrava ter menos força para atravessar a fronteira da convergência, mas as possibilidades mostraram que as chances de sobrevivência do veículo se tornaram reais.
A incorporação da linguagem do rádio na internet e vice-versa ocorre com muita frequência, principalmente quando o mesmo profissional precisa de produzir para ambas as esferas. É comum a criação de sites com conteúdos de áudio como sua principal ferramenta. Inclusive, em diversas cidades do mundo essa já é uma realidade vivenciada há alguns anos. Uma das plataformas digitais que utilizam a linguagem do rádio na internet é o Last.fm – rede social criada com o objetivo de agregar um público consumidor de músicas em uma plataforma virtual.
Apesar de possuir outras funcionalidades, como a oferta de vídeos, textos e imagens, o Last.fm funciona primordialmente a partir da linguagem incorporada do rádio. O rádio, por sua vez, também precisou se adaptar às novas tecnologias para continuar vivo no convívio de seus consumidores. A adaptação do rádio se dá por diversos meios, seja pela criação de sites com a programação sendo passada integralmente, ou com a utilização de mais mídias como forma de agregar conteúdos à mídia regente ao rádio.
Ainda nessa perspectiva, também podem ser mencionadas as radiowebs, que são criações tipicamente híbridas resultantes da utilização da internet com a linguagem radiofônica. Esse fenômeno
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é possibilitado apenas na internet e as rádios tradicionais optam por outras formas de se adequar aos novos padrões digitais, mantendo o padrão conceitual de rádio transmitido por ondas hertzianas. Exemplo dessas tentativas é a criação de sites e perfis em redes sociais (como o Facebook, o Twitter e o Instagram) para alcançar o seu público de interesse nas redes digitais.
Muitas vezes, entretanto, a radioweb não disponibiliza uma ampla forma de interação a depender de como ela é produzida e repassada. No Brasil, por exemplo, muitas delas têm um caráter educativo e social, além de muita prestação de serviço a famílias e comunidades. No entanto, Ferraretto ratifica a importância do comunicador nesse processo de convergência das mídias, em que a radioweb não está excluída disso, já que esse é um dos elementos fundamentais para o estabelecimento daquilo que constitui a essência do rádio.
Em termos de mensagem, o comunicador radiofônico constitui-se no elemento diferencial mais significativo da passagem do rádio em que preponderava a difusão – o dos tempos do espetáculo das novelas, dos humorísticos e dos programas de auditório – para o no qual a segmentação torna-se hegemônica. É ele o responsável pelo diálogo imaginário – e com dose significativa de coloquialidade – estabelecido pela estaçãoe rádio com os seus ouvintes. (Ferraretto, 2010, p. 459)
Em certo sentido, pode-se imaginar que o desenvolvimento das radiowebs, neste processo de convergência, possibilitou um maior acesso ao tradicional meio de comunicação que é o rádio. Como afirmam Piñeiro-Otero e Ramos (2011, p. 62), “a incorporação da web rádio no âmbito da radiodifusão universitária favorece a conexão com as novas gerações de estudantes, pertencentes à geração dos nativos digitais”.
Desta forma, é plausível o entendimento de que as radiowebs atraem o interesse de jovens – que, por sinal, formam uma das camadas da sociedade que inicialmente não tende a se interessar pelo rádio – e possivelmente o levam a consumir o rádio tradicional, seja pelas ondas offline, seja através de uma plataforma digital. Outro ponto fundamental nesse novo modelo de rádio é que, segundo Cunha (2004, p. 12), “soma-se a isso a possibilidade de ouvir emissoras da internet em um celular ou computador de mão sem fio”.
Após o surgimento da internet, com sua ideia subjacente de interatividade, real ou irreal, faz com que o ouvinte ganhe espaços crescentes nas irradiações. A opinião do público, que antes aparecia na forma de enquetes, de telefonemas e até mesmo de cartas, torna-se mais constante, incluindo as já citadas mensagens de e-mails, chat, MSN ou celular. Várias emissoras incentivam a participação da audiência – o chamado ouvinte-repórter – também com informações. Há, ainda, as que colocam questões, disponibilizando números de telefone associados a programas de computador, permitindo mensurar quantos dos que ligarem possuem esta ou aquela posição a respeito de um determinado assunto. Todas estas práticas têm alterado, na contemporaneidade, o conteúdo das irradiações. (Ferraretto, 2010, 550)
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Com essa popularização da internet e as possibilidades que ela criou para o rádio enquanto meio de comunicação, aumentou o espaço de interação virtual e, assim, surgiram novos meios de comunicação e uma nova forma de se comunicar através das ondas sonoras. Claro que o desenvolvimento de plataformas digitais, principalmente dos celulares, encurtou esse processo que, incialmente, mostrava ser mais longo.
O fator de incentivo à tecnologia tornou possível um investimento mais atraente para as rádios como ressalta Lopez: “a ascensão da internet como plataforma de comunicação contribui para o surgimento de um novo tipo de usuário e consequentemente com o atual processo de convergência midiática, de um novo ouvinte de rádio” (Lopez, 2014, p. 171).
Neste contexto, nota-se que a internet se tornou uma grande aliada do profissional do jornalismo no processo de geração e difusão de informações, dentro do recorte do rádio a máxima segue sendo a mesma. Ela é considerada aliada porque propicia a difusão de conteúdo em larga escala.
Por exemplo, um indivíduo pode criar sua emissora radiofônica na internet, fazê-la falar para o mundo ou apenas para um grupo de amigos. Como foi falado, basta lembrar que atualmente boa parte das emissoras de rádio possui portais onde se disponibiliza link de reprodução da programação ao vivo, conteúdos em forma de textos, vídeos, infográficos, entre outros.
A grande rede é usada também como fonte para a produção de rádio e isso se refere tanto para a busca de informações a serem noticiadas quanto para os sites de compartilhamento de arquivos de áudio. Por estes motivos, a difusão da informação radiofônica neste processo de convergência ganhou força e notoriedade. Estudiosos perceberam o poder que o rádio tinha diante de uma previsão que, inicialmente, poderia ser de fim do meio por causa do advento das novas tecnologias.
Se moldando, o rádio conseguiu adequar seus conteúdos e a forma de propaga-los de acordo com a nova demanda de produção e consumo. Ao invés de chegar para colocar um fim, a internet chegou para desafiar o tradicional meio (assim como também podemos nos referir ao processo passado pela televisão e pelo jornal impresso) a se adequar aos novos tempos. Paralelo a isso, esses tradicionais veículos começaram a fazer um trabalho de atração de um novo público. Ou seja, captar a atenção de uma camada mais jovem e “antenada” da população.
Pode-se dizer que a sociedade transita hoje no que se convencionou denominar Era Digital. Os computadores ocupam espaço importante e essencial no atual modelo de sociabilidade que configura todos os setores da sociedade, comércio, política, serviços, entretenimento, informação, relacionamentos. Os resultados desse processo são evidentes, sendo que essas transformações mudaram o cenário social na busca pela melhoria e pela facilitação da vida e das práticas dos indivíduos. As tecnologias digitais possibilitaram uma nova dimensão dos produtos, da transmissão, arquivo e acesso à informação alterando o cenário econômico, político e social. Porém, a
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dimensão mais importante do computador não é ele em si mesmo, mas a capacidade de interligação, de formação de rede. Assim, com o surgimento da internet no final dos anos 1960, as ideias de liberdade, imaterialidade passam a revolucionar a leitura e a comunicação em rede, possibilitando arquivar, copiar, desmembrar, recompor, deslocar e construir textos, exibi-los e ter acesso a todo tipo de informação, de qualquer variedade, a todo instante. (Kohn & Moraes, 2007, p. 5)
Entretanto, é preciso lembrar que o Brasil, por exemplo, é um país no qual a desigualdade social assola a população e as dificuldades para se posicionar frente a essas mudanças bruscas são enormes. Então, ainda é compreensível que algumas áreas do país (principalmente as zonas rurais), onde o fenômeno do novo consumo do rádio ainda não chegou, a rádio convergente ainda vá demorar a chegar. Em muitas pequenas cidades, a única modalidade para se consumir o meio de comunicação continua sendo através das ondas sonoras offline.
As disparidades sociais vão se agravando e a parcela menos favorecida se torna renegada pela globalização (aqui já temos uma realidade vivenciada mundialmente). É por isso que a institucionalização de uma sociedade que se diz avançada não se dá a todos do mesmo modo, não se pode implantar na população algo que ela não pode adquirir ou de que não pode extrair benefício. A esfera virtual pode, sim, se tornar ferramenta democrática, mas só a partir do momento em que ela puder ser compreendida e direcionada a esse fim.
Por esse motivo, algumas empresas do setor da comunicação têm colocado suas emissoras de rádio com cuidado dentro de um processo de convergência midiática, pois a cautela se tornou essencial para que não houvesse uma perda de audiência, caso os conteúdos viessem a ser produzidos todos de forma multimídia – ou, muita vezes, de forma exclusiva para o meio online.
Quando se fala na interface rádio e tecnologias, normalmente nos vem em mente equipamentos como computadores e celulares, utilizados na produção radiofônica. Porém, é importante destacar que tecnologias existem desde o primeiro momento em que se pensa o veículo rádio. Desde o seu surgimento, quando o número de receptores era baixo e concentrado nas mãos da elite, devemos considerar o rádio como uma tecnologia. Como em todas as outras áreas, as tecnologias do rádio tiveram alterações ao longo dos anos. Desde a utilização do telégrafo para a transmissão de sinais à distância até à utilização da internet e do celular, muita coisa mudou.
A observação do desenvolvimento das tecnologias rumo ao rádio atual nos permite compreender porque e como ele se desenha a cada dia mais com um caráter multiplataforma. Este perfil, embora não nos pareça claro ao lançarmos um primeiro olhar sobre sua história, é parte do rádio.
A necessidade que sempre teve o veículo de se reinventar permitiu também que ele se incorporasse em novos espaços e estivesse sempre presente no dia a dia de seu público, ainda mais
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nesta época de forte convergência. A variação no perfil de consumo da informação permitiu ao rádio ser incorporado em distintos equipamentos e manter-se útil, integrado ao cotidiano de seu público e atualizado, falando diretamente com a sua audiência.
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