4.8 Évolution des perturbations du bourrelet
4.8.2 Prise en compte de l’évolution du bord
Para aprofundar ainda mais a análise dos gargalos, foi determinado que fossem abertos os critérios mais impactantes e avaliados seus componentes, os chamados subcritérios. Os itens julgados como importantes para uma nova rodada de avaliações foram burocracia/legislação, custos altos, infraestrutura, concorrência e fatores macroeconômicos.
Foi aplicada a mesma metodologia que foi usada para os critérios, um ranking, onde 1 era o subcritério mais impactante e 3 a 5 o subcritério menos impactante (dependendo do número de itens de cada critério). Foi dado a opção 0 também, para poder classificar como não impactante.
No caso dos subcritérios, optou-se por apenas uma avaliação conjunta dos dois setores por frequências absolutas e relativas, conforme já aplicado nos critérios.
Concorrência
O item concorrência é o critério com o menor número de subitens, com apenas três integrantes: mercados consolidados que se refere aos Estados Unidos e Caribe, mercados emergentes, principalmente da Ásia e da Oceania e setor hoteleiro brasileiro, com enfoque nos resorts costeiros. Neste caso de 3 subcritérios, o avaliador tem 4 possibilidades: nota 1 (o subcritério mais impactante), nota 2 (segundo mais impactante), nota 3 (terceiro mais impactante) ou nota 0 (não impactante). As tabelas 4.14 e 4.15 mostram as frequências absolutas e relativas.
Tabela 4.14: Frequências Absolutas dos Itens do Critério Concorrência
Tabela 4.15: Frequências Relativas do Primeiro Lugar dos Itens do Critério Concorrência
LUGAR CRITÉRIO: CONCORRÊNCIA % 1 Mercados Emergentes 50,00% 2 Mercados Consolidados 33,33% 3 Setor Hoteleiro Brasileiro 16,67% TOTAL 100,00% Fonte: o autor (2015).
O resultado da análise confirmou as manifestações das operadoras. Na opinião da metade dos especialistas, os mercados emergentes são, no momento, o maior problema para o mercado brasileiro.
Custos Altos
Nesta avaliação encontram-se quatro itens: a carga tributária, os pagamentos pelos serviços da praticagem, o custo de combustível e outras taxas portuárias como embarque/desembarque, trânsito, pernoite e abastecimento entre outras. A seguir, os resultados da avaliação:
Tabela 4.16: Frequências Absolutas dos Itens do Critério Custos Altos
Tabela 4.17: Frequências Relativas do Primeiro Lugar dos Itens do Critério Custos Altos
LUGAR CRITÉRIO: CUSTOS ALTOS %
1 Combustível 50,00% 2 Impostos 25,00% 2 Praticagem 25,00%
4 Outras Taxas Portuárias 00,00%
TOTAL 100,00%
Fonte: o autor (2015).
Neste caso, 50% dos especialistas avaliaram o custo alto do combustível como o item que mais impacta nas operações. Cabe ressaltar que as empresas pagam pelo combustível do navio e, em parte, pelo combustível dos ônibus que transportam os passageiros nos destinos.
Infraestrutura
Este item consiste em quatro subcritérios: dragagem, terminal de passageiros, estrutura receptiva (cais, berço etc.) e tráfego terrestre, que representa os itens: acessos terrestres, área de circulação, estacionamentos e disponibilidade de meios de transporte entre outros. As tabelas 4.18 e 4.19 apresentam os resultados:
Tabela 4.18: Frequências Absolutas dos Itens do Critério Infraestrutura
Tabela 4.19: Frequências Relativas do Primeiro Lugar dos Itens do Critério Infraestrutura
LUGAR CRITÉRIO: INFRAESTRUTURA %
1 Terminal de Passageiros 41,67% 2 Estrutura Receptiva 33,33% 3 Dragagem 25,00% 4 Tráfego Terrestre 00,00% TOTAL 100,00% Fonte: o autor (2015)
Nesta avaliação, os membros da comissão deram prioridade para a falta de terminais de passageiros em alguns destinos importantes como Maceió e as inadequações dos terminais já existentes como Santos.
Burocracia/Legislação
Burocracia/legislação tem uma categoria com cinco itens de avaliação: atitude dos agentes, facilidade de fazer negócios, falta de lei específica e as duas normas que regem sobre o setor IN 137 (sobre a obrigação de abrir uma empresa no Brasil) e RN 71 (trata da obrigação de contratar 25% de mão de obra brasileira para fazer cabotagem). A seguir, as frequências aplicadas:
Tabela 4.20: Frequências Absolutas dos Itens do Critério Burocracia/Legislação
Tabela 4.21: Frequências Relativas do Primeiro Lugar dos Itens do Critério Burocracia/Legislação
LUGAR
CRITÉRIO:
INFRAESTRUTURA %
1 Falta Lei específica 33,33% 2 Mão de Obra Brasileira 25,00% 3 Facilidade de fazer Negócios 16,67%
3 Atitude dos Agentes 16.67%
5 Representação no Brasil 8,33%
TOTAL 100,00%
Fonte: o autor (2015).
Burocracia/Legislação foi o critério mais divergente em relação às avaliações dos subitens. Todos os cinco subcritérios foram avaliados como o mais impactante por pelo menos um especialista, e o primeiro lugar de falta de lei específica foi alcançado com apenas 33,33% das frequências relativas.
Fatores Macroeconômicos
O último critério que foi avaliado detalhadamente também tem cinco subcritérios: o câmbio, a inflação medida pelo IPCA, a taxa SELIC, o Produto Interno Bruto (PIB) e a taxa de desemprego (medida no contexto da PNAD). Seguem as tabelas 4.22 e 4.23 com as frequências aplicadas:
Tabela 4.22: Frequências Absolutas dos Itens do Critério Fatores Macroeconômicos
Tabela 4.23: Frequências Absolutas dos Itens do Critério Fatores Macroeconômicos LUGAR CRITÉRIO: INFRAESTRUTURA %
1 Câmbio 83,33%
2 PIB 16,67%
3 Facilidade de fazer Negócios 00,00%
3 Atitude dos Agentes 00,00%
3 Representação no Brasil 00,00%
TOTAL 100,00%
Fonte: o autor (2015).
Este critério produziu o maior consenso entre os membros da comissão, pois 10 dos 12 avaliadores atribuíram a maior influência ao fortalecimento do dólar americano, e apenas o PIB recebeu dois votos como subcritério mais impactante. A seguir, a tabela 4.24 resume os critérios analisados, com os subcritérios avaliados como os mais impactantes:
Tabela 4.24: Resumo dos subcritérios mais impactante para cada critério
Fonte: o autor (2015).
Percebe-se, após a análise desses dados, como os especialistas avaliam a situação. No caso da concorrência, eles priorizaram os mercados da Ásia e a Austrália, em relação aos custos, foi dada a maior importância para o preço alto do diesel no Brasil e as questões relacionadas aos terminais de passageiros foram as que tiveram o maior peso dentro do item infraestrutura.
A falta de uma lei específica do setor dos cruzeiros marítimos foi o item mais citado em relação à burocracia e legislação, e a avaliação do critério fatores macroeconômicos foi quase unânime: o fraco desempenho do real brasileiro no mercado internacional complica a situação para as empresas do ramo.