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O Curso de Graduação em Fisioterapia da UFSM foi implantado no ano de 1977, juntamente com o Departamento de Fisioterapia e Reabilitação, reconhecido pela Portaria nº 58, do Ministério da Educação e Cultura (MEC), emitida em 16/01/1980. O Conselho Federal de Educação-MEC, através da Resolução nº 04/83, instituiu o currículo mínimo para os cursos de graduação. Em decorrência disso, no ano de 1984, o Curso de Fisioterapia passou pela primeira reforma curricular. Em 1994, o Curso passou por uma adequação curricular, em que não foi alterada a carga horária, houve apenas modificações na seqüência lógica em disciplinas. Este processo contou com a participação de todo o corpo docente, em reuniões por área de concentração, e também em um seminário de avaliação das atividades de extensão.

Por ser o único Curso de Fisioterapia de Instituição Federal no Sul do País e por estar no centro do Estado, ele atende a demanda do ensino superior de várias cidades, tanto do Estado quanto da Região Sul. O Curso já graduou 915 fisioterapeutas e conta com 188 alunos matriculados. Atualmente, o Curso possui características de atuação multidisciplinar, desenvolve ações de promoção, prevenção, assistência e reabilitação, com atividades em nível ambulatorial, hospitalar e comunitário (UFSM, 2005).

O Projeto Político-Pedagógico do Curso de Fisioterapia foi aprovado, primeiramente, no Colegiado do Curso, em 12 de abril de 2005 e passou pelas demais instâncias institucionais no primeiro semestre desse ano. A matriz curricular definitiva resultou do envolvimento e do trabalho de toda a comunidade acadêmica, já mencionada e também se fundamentou na Lei de Diretrizes e Bases para a Educação, nas Diretrizes Curriculares Nacionais dos Cursos de Graduação em Fisioterapia, nas resoluções do Conselho Nacional de Educação, na Lei Orgânica do Sistema Único de Saúde, no PPP da UFSM e nas Resoluções do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, que tratam dos padrões mínimos de qualidade para os Cursos de Fisioterapia (UFSM, 2005).

A mobilização para a construção dos projetos político-pedagógicos dos cursos da UFSM teve como marco a deflagração do processo de avaliação institucional, que foi mais incisivo ao longo dos anos de 1998/1999/2000, quando foram instaladas as Comissões de Avaliação Institucional dos Cursos. A primeira comissão de avaliação do Curso de Fisioterapia foi nomeada pela Portaria 142/98 e composta pelo coordenador do Curso, por mais cinco docentes, dentre estes, um representava os docentes das áreas básicas e, ainda, por uma funcionária como representante do segmento administrativo e por três acadêmicos.

O relatório dessa comissão apresenta a realização de uma série de atividades que envolveram todos os segmentos do Curso, com o objetivo de sensibilizar a comunidade acadêmica por meio de palestras, de distribuição de informativos sobre o Curso e de discussões internas; já outra atividade realizada foi o diagnóstico, que resultou do levantamento de dados por meio da aplicação dos instrumentos elaborados pela Comissão de Avaliação Institucional da UFSM, compostos por três módulos. No módulo I, os alunos da graduação avaliavam a estrutura do Curso; no módulo II, os alunos avaliavam disciplinas e professores; no módulo III, os professores avaliavam o Curso, o corpo discente, a infra-estrutura e o departamento. Os resultados que foram quantificados, acompanhados das propostas e das sugestões para a tomada de decisões, compunham os relatórios parciais. Ocorreram ainda, outras atividades como: avaliação interna decorrente da análise do diagnóstico, elaboração de relatórios, realização de assembléias para divulgação à comunidade do Curso, e aplicação do instrumento de avaliação externa com os egressos (UFSM, 2004).

Na continuidade do processo, o ano 2002 foi alusivo aos 25 anos de criação do Curso de Fisioterapia da UFSM. Dentre as comemorações, foi realizado o Seminário de Avaliação Institucional do Curso, com a presença do Pró-Reitor de Graduação. O objetivo desse seminário foi ampliar e aprofundar as discussões e consolidar a proposta do PPP do Curso (UFSM, 2004). Ao longo dos anos de 2003/2004, a administração e o corpo docente estiveram envolvidos em comissões de trabalho para a elaboração do diagnóstico do Curso, cujos dados foram lançados no formulário do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP).

A visita da comissão de avaliação, para fins de reconhecimento do Curso, ocorreu em outubro de 2004. O Curso obteve os conceitos “B”, pela organização didático-pedagógica; “MB”, pelo corpo docente; “R”, pelas instalações (ANEXO B).

Todo o envolvimento da comunidade do Curso, no processo de avaliação pelo Ministério da Educação serviu para mobilizar e sedimentar a continuidade do trabalho na construção do PPP.

A fim de manter uma coerência interna entre os marcos referencial, conceitual e estrutural, foram realizadas muitas revisões. Estas foram compondo um diagnóstico das ações que vinham sendo desenvolvidas em cada disciplina e culminaram com a realização do I e do II Seminário sobre o marco estrutural do Projeto Político Pedagógico do Curso, ocorridos em 05 e 27-28 de novembro de 2004, respectivamente. O I Encontro Discente de Avaliação dos Projetos Extra-Curriculares de Extensão do Curso de Fisioterapia também ocorreu no dia 27 de novembro. Os resultados desses eventos foram trabalhados pela Comissão de Elaboração e Sistematização do PPP e foram referendados pela comunidade acadêmica do Curso, em momentos posteriores. Finalmente, a proposta da matriz curricular do Curso de Fisioterapia foi elaborada, em dezembro de 2004, pelo trabalho conjunto dos docentes do Curso (UFSM, 2004) e, após, ainda foi revisada e concluída no final de março de 2005.

Diante desse arrazoado que explicita o envolvimento de toda a comunidade acadêmica, desde o âmbito nacional, pela participação na elaboração das DCN, até esfera local no processo de avaliação institucional e de construção do PPP da UFSM e do Curso de Fisioterapia, justifica-se a opção pela eleição dos documentos para serem analisados na pesquisa, porque eles revelam uma construção coletiva; por conseguinte, representam o pensamento acadêmico naquele momento histórico.