ACQUIS DE L’EXPÉRIENCE (présentation du dispositif étudié, ses enjeux sociaux et le contexte scientifique
3.2 Les pratiques d’accompagnement en VAE : une construction par les acteurs du terrain eux‐mêmes
Na análise microscópica das lâminas delgadas de sílex, pretendeu-se identificar e caracterizar as características texturais, quanto aos constituintes e à dimensão dos cristais, utilizando as classificações de Folk (1962) para a com- posição e de Dunham (1962), para a textura e Scholle, (2003, apud Scholle, 2003, pp .285 e 287), para rochas de origem carbonatada.
Na observação das amostras, pode-se reconhecer um bandado em amostra de mão e ao microscópio, que correspon- de a maior concentração de fósseis. As quatro amostras antrópicas recolhidas nas intervenções arqueológicas de Vila Pouca, Montes Claros e Travessa das Dores, foram identificadas com acrónimos referentes aos povoados onde foram recolhidos.
Originária do povoado de Vila Pouca, VP 59-1, caracterizada composicionalmente como mudstone a wackestone (Fig. 3A e 3C) e de textura criptocristalina a microcristalina (Fig. 3B e 3D). Nas zonas de concentração de fósseis podemos observar elementos da Classe Ostracoda, do Filo Foraminifera com secções de pouca qualidade de foraminíferos da Sub-ordem Miliolida e Género Praealveolina, bioclastos das Classes Bivalvia e Gastropoda, com cristalização de mega- quartzo e em alguns casos quartzo hidratado (calcedónia); ao longo da lâmina delgada é possível observar óxidos de ferro.
Do povoado de Montes Claros, foram escolhidas 3 amostras, MC 40 – 1, MC 40 – 2 e M – 04 – 1, para produzir lâminas delgadas, no caso de MC 40 – 1 e MC 40 – 2, têm textura criptocristalina e microcristalina (Fig. 3E, e 3G) e composicional mudstone a wackestone (Fig. 3F e 3H), no entanto não é visível qualquer zoneamento da distribuição das amostras anteriores. Nestas amostras podemos observar abundantes fósseis da Classe Ostracoda, bioclastos preenchidos por megaquartzo, no entanto em alguns casos existem restos de carbonatos associados aos fósseis, A amostra MC 40 – 1 é cortada por fractura, pós deposicional, preenchida por megaquartzo (Fig. 3I) e na proximidade são observáveis óxidos de ferro.
A amostra M – 04 – 1, de textura criptocristalina e zonas microcristalinas (Fig. 3J) e composicional mudstone a wackes- tone (Fig. 3L), com áreas com abundantes fósseis de espiculas de Echinodermatas, Classe Ostracoda, Filo Foraminifera, bioclastos das Classes Bivalvia e Gastropoda, com preenchimento de megaquartzo e em alguns casos existem vestígios de carbonatos. A lâmina delgada desta amostra mostra a tendência de zoneamento da abundancia de fósseis. Da intervenção arqueológica da Travessa das Dores, no ano de 2013, foi exumado um núcleo de sílex, do qual foi corta- da uma lâmina delgada em que podemos observar texturas criptocristalina e microcristalina (Fig. 3M), e composicional mudstone a wackestone (Fig. 3N), com áreas com fósseis de espiculas de Echinodermata, fósseis de Classe Ostracoda com valvas soltas, Filo Foraminifera, bioclastos da Classe Bivalvia com cristalização de megaquartzo e em alguns casos quartzo hidratado, (Fig. 3O), existindo óxidos de ferro dispersos na lâmina.
Amostras recolhidas em afloramento, na Formação de Bica, foram escolhidas para este trabalho seis amostras, a da Pedreira do Rio Seco, designada com RS – 15, é uma amostra de texturas criptocristalina e microcristalina (Fig. 4A) e composicional mudstone a wackestone (Fig. 4B), com uma fractura pós-deposicional, com preenchimento de mega- quartzo, existindo fósseis da Classe Bivalvia, preenchidos por megaquartzo (Fig. 4C) e outros por quartzo hidratado; em alguns casos a silicificação não foi completa, existindo vestígios de carbonatos; podemos observar igualmente fósseis da Classe Ostracoda, Filo Foraminifera e espiculas de Echinodermata.
No Vale de Alcântara foi recolhida uma amostra, acrónimo VA – 16, zonada de tons claros e escuros, caracterizada com- posicionalmente como mudstone a wackestone (Fig. 4D) e de textura criptocristalina a microcristalina (Fig. 4E), com maior concentração de bioclastos silicificados e zonas com vestígios de carbonato. Os bioclastos presentes na amos- tra são do Filo Echinodermata, Filo Foraminifera, Classes Ostracoda e Bivalvia, preenchidos por megaquartzo e quartzo
Figura 3 – A e C – Amostra VP 59-1, composição mudstone a wackestone (nicóis paralelos). B e D – Amostra recolhida em Vila Pouca, VP 59-1, textura cripto- cristalina a microcristalina (nicóis cruzados). E - Amostra recolhida em Montes Claros, MC 40 – 1, textura criptocristalina a microcristalina (nicóis cruzados). F - Amostra recolhida em Montes Claros, MC 40 – 1, composição mudstone a wackestone (nicóis paralelos). G - Amostra recolhida em Montes Claros, MC 40 – 2, textura criptocristalina a microcristalina (nicóis cruzados). H - Amostra recolhida em Montes Claros, MC 40 – 2, composição mudstone a wackestone (nicóis paralelos). I - Amostra recolhida em Montes Claros, MC 40 – 1, preenchi- mento da fractura por megaquartzo, (nicóis cruzados). J - Amostra recolhida em Montes Claros, M - 04 – 1, textura criptocristalina a microcristalina (nicóis cruzados). L - Amostra recolhida em Montes Claros, M - 04 – 1, composição mudstone a wackestone (nicóis paralelos). M - Amostra recolhida na Travessa das Dores, TDD-13, textura criptocristalina a microcristalina (nicóis cruzados). N - Amostra recolhida na Travessa das Dores, TDD-13, composição mudstone a wackestone (nicóis paralelos). O - Amostra recolhida na Travessa das Dores, TDD-13, preenchimento de bioclasto, por megaquartzo e algumas zonas por calcite, (nicóis cruzados).
hidratado; o zoneamento observável em amostra de mão é evidente na observação microscópica e correspondendo à maior concentração de fósseis.
A amostra MTA – 17, foi recolhida no Parque Florestal de Monsanto, Trilho Amarelo, de texturas criptocristalina e mi- crocristalina (Fig. 4F) e composicionalmente como mudstone a wackestone (Fig. 4G), existindo vestígios de bioclastos do Filo Echinodermata, Foraminifera e Classes Ostracoda e Bivalvia, silicificados; em alguns casos essa substituição deu-se por megaquartzo, da mesma forma ocorreu o preenchimento da fractura pós-deposicional, afectando alguns desses bioclastos (Fig. 4H) e preenchida por quartzo e com óxidos de ferro na envolvente.
Na Pedreira do Alvito, PA – 14, recolheu-se uma amostra de sílex, texturalmente criptocristalina e microcristalina (Fig. 4I) e composicionalmente, mudstone a wackestone (Fig. 4J), idênticas às anteriores, recolhidas em afloramento tal como na constituição fossilífera, igualmente silicificados por megaquartzo e quartzo hidratado (Fig. 4L) e com áreas enriquecidas de carbonatos, e vestígios de óxidos de ferro.
O sílex da Pedreira da Calceteira, CO – 16 é caracterizado por texturas criptocristalina e microcristalina (Fig. 4M) e composicionalmente como mudstone a wackestone (Fig. 4N), existindo vestígios de organismos do Filo Echinodermata, Foraminifera e das Classes Ostracoda e Bivalvia preenchidos por megaquartzo (Fig. 4O) e calcedónia, existindo óxidos de ferro na amostra. Esta amostra difere um pouco das restantes amostras geológicas, pela menor quantidade de componente fossilífera.
OEM – 16, amostra de sílex originária da saída Norte do Túnel do Rossio, junto às oficinas da EMEF, de texturas criptocris- talina e microcristalina (Fig. 4P) e com composição que a caracteriza como mudstone a wackestone (Fig. 4Q), com uma fractura pós deposicional, com preenchimento de megaquartzo; em determinados bioclastos, pode-se reconhecer a existência de carbonato de cálcio. Os fósseis constituintes desta lâmina delgada são da Classe Ostracoda e Bivalvia, com preenchimento de megaquartzo (Fig. 4R) e quartzo hidratado. Ao observar a amostra de mão, podemos reconhe- cer o zoneamento observável na observação microscópica e correspondendo à maior concentração de fósseis.
Figura 4 – A - Amostra recolhida na Pedreira do Rio Seco, RS – 15, textura criptocristalina a microcristalina (nicóis cruzados). B - Amostra recolhida na Pedreira do Rio Seco, RS – 15, composição mudstone a wackestone (nicóis paralelos). C - Amostra recolhida na Pedreira do Rio Seco, RS – 15, preenchimento de bioclasto, por megaquartzo. D - Amos- tra recolhida no Vale de Alcântara, VA – 16, composição mudstone a wackestone (nicóis paralelos). E - Amostra recolhida no Vale de Alcântara, VA – 16, textura criptocristalina a microcristalina (nicóis cruzados). F - Amostra recolhida em Monsanto Trilho Amarelo, MTA – 17, composição mudstone a wackestone (nicóis paralelos). G - Amostra recolhida em Monsanto Trilho Amarelo, MTA – 17, textura criptocristalina a microcristalina (nicóis cruzados). H - Amostra recolhida em Monsanto Trilho Amarelo, MTA – 17.