• Aucun résultat trouvé

Gráfico 4 – Avaliação direcionada aos pares (Habilidades).

Como mostra o Gráfico 4 quanto ao desenvolvimento de habilidades vivenciadas pelos colegas de grupo através de uma experiência com o PBL a que mais se destacou aparecendo (43) vezes como excelente, foi a autoavaliação pois, proporcionou que os colegas pudessem reconhecer as suas dificuldades de entendimento e a falta de conhecimento adequado para a resolução do problema, bem como favoreceu a reflexão sobre como ocorreu a aprendizagem. Verifica-se, portanto, que o fato de o PBL considerar diferentes caminhos de avaliação (autoavaliação, avaliação dos pares e do processo educacional) isso pode contribuir na promoção de uma atitude reflexiva sobre o processo de ensino e aprendizagem por parte dos estudantes, estimulando que esses possam desenvolver conhecimentos necessários para uma prática docente eficaz (RIBEIRO 2010). Enquanto que o estudo independente apareceu (39) vezes como excelente no segundo momento, no qual estudantes consideraram como importante o fato da experiência com o PBL ter favorecido para que os colegas de grupo pesquisassem sozinhos os assuntos em livros, artigos publicados e internet em busca da melhor solução para o

problema. Portanto, diante de dados podemos perceber que o contexto problemático criado nessa pesquisa se comportou de maneira condizente com o que é descrito na literatura, pois considerando os estudos de Barell (2007) e Carvalho (2009) quando falam das características de um bom problema, verifica-se que esse deve atrair o interesse dos alunos, estimular a pesquisa para aprofundamento dos conceitos, o que pode ser percebido nos resultados.

Em um terceiro momento o trabalho em equipe foi considerado (38) vezes como algo excelente, pois os licenciandos avaliaram que os colegas de grupo contribuíram para os objetivos do grupo. Portanto, percebe-se que o trabalho com os grupos quando da implementação do PBL se apresentou de forma condizente com que o está descrito na literatura, pois para Gijselaers (1996), ao trabalhar em pequenos grupos os alunos expressam suas ideias e compartilham a responsabilidade de administrar atividades, promovendo visões diferentes sobre um problema. Como também, Barrows (2003) ressalta que um dos objetivos do PBL ao trabalhar em torno de problemas reais seria o desenvolvimento de habilidades de aprendizagem autônoma e de trabalho em equipe, tal como ocorre em situações práticas.

Com relação ao trabalho autorregulado e ao planejamento essas habilidades em um quarto momento foram citadas (31) vezes como excelente cada uma, deixando transparecer que o processo PBL, fez com que os colegas de grupo, trabalhassem de forma mais autônoma e consequentemente responsáveis pela sua aprendizagem, através de ações planejadas em prol da resolução do problema. Fato esse observado durante o processo de intervenção, pois o professor em todos os momentos se colou a disposição dos grupos para possíveis dúvidas, mas sem trazer respostas prontas, conduzindo os estudantes nas suas possíveis escolhas e assim construindo um ambiente de reflexão para que o estudante pudesse compreender o caminho da sua aprendizagem. Portanto, esses dados corroboram com o que pontua Barrows (1996) quando afirma que na abordagem PBL, os desafios em forma de problemas, são os veículos iniciais para a aprendizagem de novos conhecimentos e para o desenvolvimento de habilidades de soluções de problemas, de forma mais autônoma, proporcionando um processo de ensino e aprendizagem no qual o centro é o aluno e o professor o mediador (tutor).

Levando em consideração o descritor bom os licenciandos destacaram por (36) vezes a comunicação como habilidade desenvolvida no trabalho com o PBL, pois o mesmo colocou os discentes em situações que pudessem comunicar-se de forma eficaz e concisa com o professor e os demais colegas de sala de aula. Resultado esse verificado quando da apresentação do produto final, na qual os grupos tiveram que expor oralmente as suas soluções para o problema de forma que houvesse interações entre os alunos, o conteúdo e o professor. Considerando a integração com a IES e integração com disciplinas os licenciandos ressaltaram o descritor bom (31) vezes respectivamente, pois acreditaram que houve por parte dos colegas a integração das discussões do problema com a realidade da instituição escolar, assim como observaram que houve integração da aprendizagem durante o PBL com as demais disciplinas do curso, relacionando os conhecimentos de diferentes áreas.

Quanto à criatividade e a análise crítica essas habilidades foram colocadas em destaques por (30) vezes cada uma, evidenciando que o trabalho em grupo com o PBL foi bom, pois fez com que os colegas fossem capazes de buscar novas informações para a resolução do problema, analisando as soluções através de julgamentos e tomadas de decisões. Enquanto que solução de problema é citada (29) vezes pelos licenciandos como algo bom, o que demonstrou que o processo PBL foi capaz de proporcionar o estímulo do pensamento dos colegas, através da busca de novos conhecimentos para a resolução do problema. Para Delisle (2000) A opção por uma metodologia de aprendizagem centrada no aluno evidencia a importância do PBL, vez que, por sua aplicabilidade, estaríamos possibilitando o desenvolvimento de atividades educativas que abrangem a participação individual e grupal em discussões críticas e reflexivas. Mesmo porque esse método compreende o ensino e a aprendizagem a partir de uma visão complexa e transdisciplinar que oferece aos alunos a convivência com a diversidade de opiniões, transformando as atividades desenvolvidas em sala de aula em situações ricas e significativas para a produção do conhecimento e da aprendizagem para a vida. Além disso, propicia o acesso a maneiras diferenciadas de aprender.