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6. CONCEPT D’ORGANISATION SPATIALE, CONCEPT D’ENSEMBLE DÉTAILLÉ ET PLAN DES

6.3 P LAN DES AMÉNAGEMENTS PUBLICS

O grupo iniciou descrevendo as dificuldades referentes aos caminhos pensados para a elaboração de um material didático suportado com as TIC, como proposta de solução para o problema. O que pode ser verificado no registro a seguir:

“aí teve a questão que a gente teve a dificuldade no meio do percurso de tentar achar até mesmo por falta de compreensão do que era um material didático. A gente se reuniu com o professor e a gente ficava nessa tecla até mesmo a gente buscar realmente entender o que é o material didático até chegar no Hipertexto” (Relato L2 – videografia).

Diante do relato do estudante L2 percebe-se que o PBL ao considerar como importante a interação social integrando, portanto atividades com uma maior cooperação em grupo possibilita que os estudantes confrontem pontos de vistas diferentes, comparando ideias prévias e discutindo-as e dessa maneira possam a se tornar mais competentes na busca de informações no intuito de trabalhar na construção do seu conhecimento. Portanto, como os

professores nesse processo não são vistos como fontes de respostas, mas como facilitadores de solução de problemas, os estudantes tendem a se tornar mais competentes na busca de informações e consequentemente na exploração do problema, levantamento de hipóteses, tentativa de solução do problema, identificação do que não sabem e do que precisam saber para solucionar o problema, entre outras responsabilidades (ALBANESE; MITCHEL, 1993; BARELL, 2007; BARRETT; MOORE, 2011; WOODS, 2001).

Como forma de responder ao problema proposto, o grupo 3 optou em elaborar um Hipertexto como material educacional. Como descrito na sequência:

“Elaborar um Hipertexto ressaltando a importância de um

ensino não-linear e de associar os textos com o cotidiano dos alunos, utilização de artigos confiáveis direcionados para os alunos, bem como a natureza do conteúdo escolhido que por si só já trazia uma interdependência de outros, como é o caso das reações de Oxirredução”. (Relato do grupo – videografia)

“Pensou em disponibilizar o hipertexto no Dropbox já que algumas pessoas não têm redes sociais e com o Dropbox só precisaria o e-mail. Ressaltando que no Dropbox dá para tirar dúvidas em um fórum, que pode servir como forma de avaliação através dos comentários dos alunos. E também pode está baixando o arquivo e está utilizando off-line, pois tem essa vantagem”. (Relato do grupo – videografia)

A partir dos relatos feitos pelo grupo percebe-se que esse no decorrer do processo PBL refletiu sobre as propostas de uso das TIC e optou em trazer como solução para o problema a elaboração de um hipertexto, com conteúdos selecionados pelo professor no qual o estudante pudesse acessar textos confiáveis da internet e que estivessem associados ao seu cotidiano. Apesar de ser algo elaborado pelo docente observa-se que o estudante ao acessar esse tipo de material poderá fazer escolhas de qual caminho seguir para leituras que favoreçam a aquisição de informações sobre o conteúdo específico o que por se só já se apresenta como algo positivo, pois pode favorecer ao desenvolvimento de habilidades como autonomia e responsabilidade no seu próprio aprendizado. Ressaltando, também a possibilidade do professor no momento da construção desse recurso poder disponibilizar links que possam

promover a integração de conceitos necessários para a aprendizagem do estudante, bem como ter a possibilidade de armazenar e compartilhar esse material em um serviço de armazenamento em nuvem como o Dropbox que oferece diversos recursos online, podendo favorecer práticas de trabalho mais colaborativas que para Barrett e Moore (2011) são fontes de reconstrução do conhecimento e de aprendizagens nas quais valores como solidariedade, respeito às ideias dos pares, correções entre os colegas, entre outras se apresentam como oportunidades de crescimento enriquecedoras para o ser humano influenciando positivamente nas suas relações pessoais e profissionais, que são fundamentais para o bom desempenho no mundo do trabalho (CARVALHO, 2009).

Amaral (2008) em sua pesquisa chama atenção para a importância dos docentes terem a capacidade de fazer escolhas conscientes das tecnologias para se trabalhar um determinado assunto com foco não no uso pontualmente, mas nas suas potencialidades, ou seja, que possibilitem que o docente seja capaz de criar materiais e tarefas pertinentes para se comunicar de forma mais interativa e crítica e não apenas atividades mais dinâmicas e motivadoras (MAURI; ONRUBIA 2010).

Para Garcia et. al., (2011) as tecnologias digitais devem vislumbrar a possibilidade de práticas não apenas mais dinâmicas, mas substancialmente modificadas. E, são essas modificações que podem produzir no trabalho docente e na formação de futuros professores grandes desafios.

Com relação ao conteúdo específico a ser trabalhado o grupo se mostrou bastante coerente quando optou por trabalhar o conteúdo de eletroquímica e especificamente sobre “A Pilha de Daniel” destacando os motivos dessa escolha e a importância de associar o cotidiano dos estudantes para um melhor entendimento do assunto em sala de aula, o que podem ser verificados nos relatos seguintes:

“Explica sobre como abordar primeiramente o assunto com a tentativa de associar ao cotidiano do aluno mostrando que as pilhas estão em vários ambientes. Procurar saber onde se encontraria Pilha, ou seja, no carro, em tudo, celular, controle remoto, então usaria isso de forma que ele pudesse compreender de fato onde as pilhas estavam empregadas na vida deles” (Relato L3 – videografia).

“Iria saber que na pilha acontece uma reação uma reação de oxirredução e também na pilha acontece a transformação de energia química para energia elétrica por causa disso ocorre a energia que funciona nos equipamentos” (Relato L5 – videografia).

“Causar até mesmo aquela dúvida neles pra que eles procurassem saber, onde é que tem a pilha? Será que a pilha somente é aquela que eu utilizo no carro”? (Relato L2 – videografia)

“Qual a diferença? Né, por que existe a pilha menor, a maior, tem a bateria de carro que é diferente, teria que diferenciar cada um deles” (Relato L4 – videografia).

No final da apresentação o grupo entregou o relatório final do processo vivenciado. Com o término das apresentações, a pesquisadora solicitou que todos os alunos presentes respondessem a um questionário, como forma de avaliar a implementação da metodologia PBL.

4.4.5 Síntese da análise

Por meio dos registros apresentados no decorrer da descrição e análise dos dados a luz da literatura pertinente da área, observou-se que o grupo 3 se apresentou inicialmente tímido quanto à tentativa de delimitação do problema e soluções para o mesmo, no entanto, no decorrer do processo demonstrou interesse pelo contexto problemático deixando transparecer essa atitude, através do fato de demonstrarem a necessidade de continuarem pesquisando para aprofundamento dos conceitos e em busca de uma solução coerente para o problema (BARELL, 2007; CARVALHO, 2009).

Nos seus posicionamentos percebe-se que foram realizadas escolhas conscientes do conteúdo a ser trabalhado, pois o mantiveram do início ao fim do processo com o PBL, destacando a preocupação do grupo em associar o assunto com o cotidiano do aluno, o que pode contribuir para o abandono de práticas tradicionais de ensino que tem como foco apenas a memorização sem levar em consideração o contexto no qual o estudante está inserido.

Quanto ao material didático a ser elaborado com as TIC verificou-se que o grupo iniciou o processo PBL ainda com uma visão instrumentalista das tecnologias, pois pensaram em propostas de utilização das mesmas apenas para repassar conteúdos ou reforçar o dinamismo nas práticas pedagógicas.

Para Garcia et. al., (2011) as tecnologias digitais devem vislumbrar a possibilidade de práticas não apenas mais dinâmicas, mas substancialmente modificadas. E, são essas modificações que podem produzir no trabalho docente e na formação de futuros professores grandes desafios.

Entretanto, com o decorrer do processo o grupo refletiu e resolveu elaborar um material que incentivasse a integração de conceitos e que trouxesse uma prática de leitura não linear favorecendo assim que o estudante escolhesse qual o caminho a seguir em busca da sua aprendizagem possibilitando dessa maneira o desenvolvimento de atitudes como autonomia e responsabilidade na gestão do seu aprendizado. Lançando também como proposta a possibilidade de disponibilizar o material elaborado no Dropbox que é um recuso online cujo armazenamento dos arquivos é feito na “nuvem” podendo ser compartilhados entre as pessoas, no intuito de incentivar práticas de trabalho mais colaborativas. Para Barrett e Moore (2011) atividades que possam promover a colaboração, são fontes de reconstrução do conhecimento e de aprendizagens nas quais valores como solidariedade, respeito às ideias dos pares, correções entre os colegas, entre outras se apresentam como oportunidades de crescimento enriquecedoras para o ser humano influenciando positivamente nas suas relações pessoais e profissionais, que são fundamentais para o bom desempenho no mundo do trabalho (CARVALHO, 2009).

Portanto, destacamos a importância do docente em processo de formação inicial, não vivenciar processos acríticos de utilização da tecnologia, o que originaria na introdução e utilização indiscriminada de tecnologias nas salas de aula sem intencionalidade pedagógica, nesse sentido kenski (1997), faz uma importante consideração destacando a necessidade dos sujeitos em processo de formação ter oportunidades de iniciar e aprofundar suas relações, sobretudo pedagógicas, com a tecnologia, o que aconteceu no decorrer do processo PBL, pois os estudantes além de refletirem sobre a sua futura prática

docente também pensaram no contexto de uso das TIC, o que pode contribuir para a superação de uma formação acadêmica desarticulada das situações complexas que permeiam a atividade profissional do professor de Química (AMARAL, 2008).