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Les placements en vue d’ado En 2011, 761 enfants ont été co

2. Les mouvements d’enf

2.3 Les placements en vue d’ado En 2011, 761 enfants ont été co

É sabido que o sector da construção está, em Portugal, a sofrer uma forte quebra, que afecta directamente as empresas relacionadas, sendo que este facto se deve em muito ao abrandamento económico global associado à crise económica internacional. Também é do conhecimento geral que o sector da construção depende muito do investimento público, especialmente o subsector das infra-estruturas de transporte, o qual depende ainda mais dos recursos e directrizes políticas estatais. Assim, nesta conjuntura, facilmente se vislumbra uma diminuição nos volumes de negócios das empresas relacionadas, razão pela qual muitas têm vindo a investir em mercados externos e/ou reforçar a sua internacionalização para assim tentar reverter este mau momento económico pelo qual estão a passar.

O presente trabalho aborda as temáticas relacionadas com o processo de decisão afecto à internacionalização das empresas de construção de infra-estruturas de transporte no sentido da sua caracterização geral e estudo do necessário processo de decisão afecto à referida internacionalização das empresas.

No decorrer do estudo foi pesquisada muita informação relacionada com a internacionalização no supra-referido subsector, tendo sido, neste contexto, estabelecidos contactos e criadas parcerias com entidades oficiais públicas como o Banco Mundial, AICEP e o AICCOPN, e privadas, correspondendo as últimas a entrevistas a responsáveis de empresas portuguesas que operam no subsector.

O intuito dos supra-enumerados contactos e parcerias foi fundamentalmente garantir a fiabilidade da informação utilizada, bem como a imparcialidade face à grande quantidade de notícias, pareceres, artigos, referências e informação geral menos fidedigna e portanto menos passível de contribuir para a sustentabilidade e representatividade que se pretende atingir nesta dissertação.

Assim sendo, os objectivos fundamentais do estudo prendem-se com a determinação, definição, ponderação e análise dos factores críticos sob 3 perspectivas distintas, e o cruzamento de informação de várias fontes oficiais, tendo sempre, como referência, a realidade subjacente ao estudo de caso proposto. A aferição de possíveis estratégias de internacionalização assume-se também como um objectivo, ainda que implícito no decorrer do estudo apresentado.

O conceito de internacionalização estudado diz respeito ao ―processo pelo qual uma empresa incrementa o nível das suas actividades de valor acrescentado fora do país de origem‖ [2]. A referida definição foi assumida com base na sua versatilidade e acima de tudo tendo presente quer a sua abrangência quer o tipo de subsector económico em estudo. Conclui-se portanto que a

94 internacionalização das empresas em questão se verifica divergente de uma grande parte das empresas portuguesas internacionalizadas devido não só à forma como ainda aos modos de entrada e acima de tudo face à motivação que as empresas construtoras apresentam para procurarem mercados externos para desenvolver a sua operação.

Foi possível verificar que as motivações para a internacionalização das construtoras se baseiam fundamentalmente na expectativa da progressiva diminuição de dependência do mercado interno (com uma forte quebra), do aumento do volume total de negócios, de melhores margens operacionais brutas, do reforço da imagem institucional, da redução do risco da carteira de obras, da diversificação dos subsectores de actuação e acima de tudo da expectativa de melhores resultados económicos.

Quanto aos modos de entrada em mercados externos, conclui-se que estes variam muito em função da postura empresarial dos gestores das empresas em questão. Pode no entanto referir-se que, regra geral, o modo de entrada de cada construtora será mais ou menos ponderado pelos agentes decisores consoante a sua expectativa de resultado a obter com a operação externa. Este facto advém da ausência de um padrão de entrada em novos mercados por parte das empresas que operam neste subsector. Ainda assim, com boa vontade, se podem aceitar 3 processos de implantação institucional internacional, sendo estes direccionados para determinados tipos de empresas atendendo à sua dimensão e/ou risco assumido pelos seus gestores.

Assim sendo, aceita-se serem, ao que foi possível apurar, as PMEs, as empresas onde o risco assumido é menor no caso (comum) da sua entrada nos mercados externos ocorrer por subcontratação de uma outra empresa (do mesmo país de origem da PME em causa), de maior dimensão, já presente no país alvo. Conclui-se também que as grandes empresas de construção constituem representações comerciais e até estruturas próprias no país para o qual se pretendem internacionalizar, deslocando quadros técnicos, comerciais e administrativos do país de origem, para crescer sustentadamente nestes mercados. É também possível verificar que as grandes empresas optam, regra geral, por participar no capital de empresas locais, ou criam com estas parcerias (joint-ventures) e/ou consórcios específicos para operarem nessas novas geografias. Claro está que no último caso, o risco assumido é maior, sendo também maior o controlo e acima de tudo o investimento empresarial afecto à operação internacional que promovem.

Naturalmente que às conclusões referentes aos modos de entrada supra-enunciados, estão associadas diferentes fases enfrentadas pelas empresas durante o seu processo de internacionalização. Estas fases relacionam-se com a mudança organizacional que a empresa desenvolve na sua estrutura institucional no decorrer da sua internacionalização para um ou posteriormente para várias geografias diferentes. A referida alteração estrutural assume-se, regra geral, como uma necessidade da empresa para fazer face às várias exigências financeiras, laborais, sociais e institucionais que vão sendo necessárias à medida que esta empresa investe na internacionalização para vários países, oferecendo vários serviços e até mesmo partilhando capital com outras empresas.

Após o estudo das evidências acima referidas, foi possível concluir que a internacionalização das empresas do subsector em análise é hoje uma clara necessidade. Adicionalmente, poderá ainda juntar-se a baixa dimensão da generalidade das construtoras portuguesas nesta área específica, o que por si só as inibe de competir no mercado internacional. Ainda assim, verificou-se que uma crescente especialização da operação das mesmas empresas pode sustentar um crescimento razoável ao nível doméstico, o que poderá então lançar a bases sólidas necessárias para a promoção da operação internacional.

95 Pela complexidade da operação empresarial no subsector em estudo, considerou-se necessária uma abordagem multidisciplinar da sua internacionalização, razão pela qual foram constituídas 3 análises diferenciadas, correspondendo estas às 3 perspectivais analisadas no presente trabalho, a perspectiva macroeconómica, empresarial e operacional, equivalendo a 3 ópticas diferentes da ponderação empresarial inicial face a um qualquer processo de internacionalização a promover. São assim promovidas análises diferenciadas da mesma temática, através da determinação e definição dos respectivos factores críticos de decisão.

Conclui-se então, que a metodologia proposta permitiu o estudo e posterior caracterização do processo de internacionalização tendo presente vários pontos de vista, pelo que se considera a mesma caracterização válida e devidamente sustentada, com base nomeadamente em várias fontes de informação oficial.

Conclui-se também que o estudo de caso proposto constituiu a peça fundamental na presente dissertação, pois permitiu não só a ―materialização prática‖ das premissas definidas no âmbito de cada perspectiva em análise, bem como, e acima de tudo, possibilitou a utilização das ditas premissas na definição e constituição dos resultados do estudo dos países exemplo, e respectiva apresentação sob forma de classificação de acordo com os princípios defendidos no presente trabalho. Esta valência do presente trabalho foi determinante para a prossecução dos objectivos do mesmo.

Da análise do Capítulo 3, ou seja, do estudo da perspectiva macroeconómica, associada essencialmente a temáticas relacionadas mais directamente com o desenvolvimento económico dos países, verificou-se que esta referida perspectiva permite a ponderação que deve ser feita por parte dos gestores no que respeita ao desenvolvimento económico de cada país e/ou região, com base em factores críticos de decisão assentes em indicadores macroeconómicos.

A informação recolhida para a avaliação desta perspectiva, é baseada maioritariamente nos dados recolhidos do AICEP tendo presente horizontes temporais e sociais devidamente fixados, e acima de tudo, atendendo à teoria económica elementar. A metodologia utilizada nesta perspectiva foi a comparação directa e sumária dos valores dos factores macroeconómicos críticos afectos aos países exemplo do estudo de caso proposto.

Da ponderação dos ditos factores críticos e posterior análise comparativa dos dados dos países, foi possível concluir que as empresas devem atender à expressividade desta perspectiva para terem uma percepção clara do desenvolvimento económico espectável em cada país. Conclui-se também que existem indicadores macroeconómicos mais importantes a considerar quando se analisa o subsector em estudo. Neste contexto foi possível aferir a importância substancial dos seguintes factores críticos: ―PIB a preços de mercado‖, ―Crescimento real do PIB‖, ―Consumo público‖, ―Taxa de inflação‖, ―Dívida pública‖, ―Balança corrente‖ e ―Taxa de desemprego‖, sendo que se defende que estes são os factores que as construtoras devem ponderar sob o ponto de vista macroeconómico.

Será ainda de salientar que a presente perspectiva não é, por si só, passível de sustentar devidamente um processo de internacionalização para determinado país, devido nomeadamente à volatilidade dos dados e correspondentes índices macroeconómicos nos quais assenta. É aconselhável e essencial que o agente empresarial pondere mais variáveis relacionadas com o ambiente negocial/social do país alvo para assim diminuir o risco do ―efeito surpresa‖ muito característico dos possíveis obstáculos presentes, por vezes até nos países teoricamente mais vantajosos sob esta óptica puramente económica.

No Capítulo 4, formulou-se a abordagem das temáticas mais directamente relacionadas com a organização e/ou com os procedimentos institucionais, legais e regulamentares afectas à

96 operação de uma construtora de infra-estruturas no estrangeiro.

Conclui-se primeiramente que é válida e expressiva a informação base utilizada, informação esta recolhida dos rankings dos países, patentes e disponíveis para consulta no sítio do Banco Mundial. A metodologia utilizada foi, sumariamente, a comparação dos dados de cada país do estudo de caso, sendo sempre respeitadas as premissas e disposições normativas da referida entidade assumida como fonte de informação nesta abordagem empresarial.

Foi então possível verificar pela análise dos supra-referidos dados que, regra geral, os países evidenciam grandes disparidades regulamentares, legais e até ao nível da implantação institucional das empresas. Esta é sem dúvida a questão basilar que deve ser ponderada pelos gestores das empresas que se pretendem internacionalizar, pois, às ditas diferenças regulamentares, corresponderão diferentes procedimentos que as empresas deverão promover para se implantarem num novo mercado. Neste sentido, conclui-se que os factores críticos desta ponderação devem ser a ―Facilidade na abertura de novas empresas‖, a ―Obtenção de alvarás de construção‖, o ―Registo de Propriedades‖, o ―Pagamento de impostos‖ e a ―Protecção de investidores‖. Sendo ainda de notar que através dos enunciados factores foi possível definir o ambiente empresarial espectável dos mercados analisados como estudo de caso. Conclui-se ainda, pela ponderação apresentada nesta abordagem empresarial, que a respectiva envolvente negocial nos países propostos seria bastante diferenciada, apresentando, naturalmente, alguma convergência ao nível regional, no caso dos países do Magrebe. Finalmente foi possível também constatar-se um mau ―desempenho geral‖ no ambiente empresarial regulamentar em alguns países, nomeadamente Angola, facto que revela alguma coerência e até veracidade face à actualidade e informação do conhecimento público geral.

Constata-se também que a abordagem dita empresarial, ainda que com algumas limitações, possibilita aos gestores uma percepção da complexidade dos procedimentos que terão que promover em novos mercados, razão pela qual se poderá dizer que esta abordagem é fundamental num processo de internacionalização. Isto porque o modo de entrada e as fases do dito processo poderão ser mais ou menos afectados pela realidade em estudo nesta perspectiva. Verificou-se pela análise geral de toda a informação recolhida no decorrer do presente trabalho, que não poderia deixar de se estudar no âmbito do mesmo, a problemática das temáticas relacionadas com as operações de específicas de construção de infra-estruturas de transporte. Neste contexto, foi possível constatar que a logística de materiais, recursos humanos e equipamentos constituem algumas das operações mais susceptíveis de dificultar e/ou constituir obstáculos à implantação das empresas deste subsector no estrangeiro.

Foi então possível concluir que em cada um dos factores críticos definidos, a ponderar pelos gestores, deveriam ainda ser analisados parâmetros específicos afectos a cada factor. Estes parâmetros foram determinados e definidos para, desta forma, melhor caracterizar o processo de internacionalização das construtoras na sua fase inicial, que se concluiu ser a mais difícil. Para tal caracterização, foi recolhida variada informação do mercado e operações empresariais relacionadas, mas acima de tudo, foi verificada a necessidade de proceder ao levantamento da opinião dos agentes decisores empresariais das empresas já internacionalizadas. O referido levantamento foi realizado sob a forma de entrevistas aos ditos agentes, totalmente imparciais e anónimas, incidindo verticalmente na averiguação de informação que pudesse qualificar e quantificar os supra-citados parâmetros. Assim, após o seu tratamento, foi possível qualificar e também quantificar os factores críticos de decisão, os quais depois de devidamente definidos e sustentados permitiram concluir sobre a sua influência nos países do estudo de caso, bem como sobre a sua classificação teórica tendo em conta as premissas evidenciadas. Finalmente

97 procedeu-se então ao posicionamento dos ditos países atendendo à operacionalidade logística da na construção nos mesmos.

Desta forma, pode concluir-se que abordagem operacional apresentada no Capítulo 5 é válida e representativa da realidade mais ou menos vantajosa ao nível das operações logísticas de cada país. Sendo de notar que se constatou curiosamente divergentes a realidade presente na maioria das entrevistas, face à realidade noticiada e/ou apresentada institucionalmente por algumas empresas do subsector em estudo. Este facto é tão mais relevante que conduziu, naturalmente, à obtenção de resultados que apontam no sentido da existência de muitos problemas e/ou dificuldades das PMEs a trabalhar presentemente no estrangeiro.

Assim sendo, pode finalmente concluir-se que se assume cada vez mais necessária uma ponderação séria dos gestores acerca das temáticas logísticas, sob pena do desconhecimento e/ou falta de preparação culminar em verdadeiros desastres económicos de empresas que no limite podem mesmo ver reflectidas as implicações de um mau desempenho internacional no seu mercado doméstico. Assume-se então fundamental a existência de uma atitude responsável dos gestores empresariais neste contexto.

Finalmente, da análise do conteúdo disposto no Capítulo 6, é possível concluir que as 3 perspectivas em análise no presente trabalho, representando visões diferentes da mesma problemática, naturalmente apresentam considerações diferenciadas. Ainda assim, é possível constatar algumas correlações entre factores de ponderação em diferentes perspectivas, e mesmo alguma convergência específica quando analisadas algumas operações empresariais em determinados países. Este facto é relevante pois indica que em alguns casos, poder-se-á vislumbrar vantagens (ou desvantagens) competitivas em determinado mercado, sob vários pontos de vista, o que por si só pode ajudar muito algumas empresas na sua opção de investimento. Acrescente-se também que a classificação teórica dos países exemplo do estudo de caso, apesar de variável em função da perspectiva em análise, pode ser semelhante no caso de uma abordagem empresarial e operacional, o que permite aferir sobre a facilidade na implantação empresarial e na operacionalidade logística afecta a determinado mercado, razão pela qual se constatou que o agrupamento das ditas perspectivas poderá auxiliar os gestores a decidir quanto à forma como pretendem promover a internacionalização da respectiva construtora.

Quanto aos resultados sumários obtidos da análise do estudo de caso, evidencia-se que na

perspectiva macroeconómica os países Argélia, Brasil e Angola/Líbia apresentam,

respectivamente, a primeira, segunda e terceira posição teórica face às mais-valias económicas definidas no presente trabalho. Em contraponto, os restantes países são (comparativamente aos primeiros) menos favoráveis tendo em conta o seu nível de desenvolvimento económico, para o investimento por parte de uma qualquer empresa construtora que se pretenda internacionalizar. Poder-se-á dizer, face às premissas definidas na perspectiva empresarial, que a Tunísia, Marrocos e Moçambique, ocupam as melhores posições, respectivamente, como destinos mais favoráveis (tendo em conta os países do estudo de caso proposto) para internacionalização das construtoras de infra-estruturas. Da mesma forma, esta perspectiva estima que os procedimentos empresariais necessários à implantação das empresas nos mercados da Argélia e Angola serão, teoricamente menos facilitados, nomeadamente na fase da implantação empresarial inicial nestes países.

Quando se analisa a maior ou menor facilidade das operações logísticas de matérias, recursos humanos e de equipamentos na perspectiva operacional, o Brasil e Marrocos/Tunísia assumem-se como os mercados onde as referidas operações são (teoricamente) menos

98 dificultadas. Constatou-se também que as possíveis dificuldades relacionadas com a logística em geral são mais instáveis em Angola. Será pertinente referir então que, atendendo aos resultados patentes na dita óptica operacional, se verifica na prática, alguma coerência (espectável) com os resultados obtidos sob um ponto de vista empresarial neste estudo de caso. Este facto representa por si só a confirmação prática de algumas premissas teóricas evidenciadas ao longo desta dissertação.

Pode ainda ser concluído do presente trabalho que os seus objectivos foram razoavelmente cumpridos no que concerne à já mencionada caracterização do processo de internacionalização, atendendo nomeadamente à sua definição, contextualização, e acima de tudo ao estudo integrado da mesma sob vários pontos de vista.

No decorrer do estudo das perspectivas e sua comparação foi ainda possível aferir de uma forma implícita sobre possíveis estratégias empresariais.