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essentiels et les actions efficaces pour un PDIE

4.2. La place des modes alternatifs dans une zone d’activités

Data 02/02/2008

-* Eu os convidei para participar de um projeto de pesquisa social pra doutoramento, estou fazendo a tese de doutoramento. E foram convidados porque todos vocês vêm de lugares diferentes, de formações diferentes, mas tem algo em comum que é estar ou ter estado envolvido com formulação de projetos sociais. O critério que eu utilizei, além de estar ligado à formulação e coordenação de projetos, foi de estar buscando o grupo mais heterogêneo possível, do ponto de vista de ser agente do Estado, da universidade, de organizações privadas que trabalham com saúde, com meio ambiente, com educação. E nesse sentido foi bom eu buscar pessoas que de alguma forma passaram na história da minha vida. Só o Luciano que eu não conhecia, mas temos a orientadora em comum, professora Eda Tassara. É um projeto de pesquisa que está sendo feito junto ao Instituto de Psicologia Social. A gente formou uma equipe constituída pelo Nilton, que vai estar na observação do grupo, do ponto de vista do conteúdo, da dinâmica, que trabalha aqui com a gente há muito tempo. E o Paulo pra fazer o registro audiovisual do trabalho. A gente pretende ter três registros de grupos: um de beneficiários de projetos, outro de profissionais técnicos especialistas e outro de investidores. Também aceito indicações para o grupo de investidores. Vamos pedir autorização para vocês para a divulgação das fitas, para esse trabalho ser veiculado, mas antes enviaremos a transcrição para vocês confirmarem. Esperamos que a participação de vocês seja a mais espontânea possível sem nenhuma preocupação. Isso que vai ser valioso pra nós, exatamente a forma espontânea de vocês falarem do tema. Eu vou fazer algumas perguntas e a partir do que vocês forem colocando eu vou fazer outras perguntas. Então vocês vão me ajudando na própria condução do grupo. As primeiras respostas eu vou propor que vocês não respondam a partir dos pensamentos, mas a respondam a partir de uma representação. Eu vou trazer pra cá uma mala de objetos de representação, que ajuda a gente pensar sobre as coisas. Vou propor que vocês respondam a pergunta com os objetos que estão aí. A forma pode ser individualmente, coletivamente, da forma que vocês acharem melhor., da forma como vocês quiserem.

Vocês foram chegando aos poucos e eu fui apresentando. Mas antes de ver a mala seria interessante que vocês se apresentassem, a partir de alguma coisa que seja importante na vida de vocês hoje.$

*-Sou Baiano Estou há 13 anos em São Paulo, toda a minha vida profissional foi voltada pra área social. Trabalhei muito tempo com criança e adolescente. Esses cabelos brancos é real. Eu contribuí com o Estatuto da Criança e Adolescente,estou desde esse movimento. Comecei a perceber que isso sempre tinha a ver com a questão ambiental. Dei aula durante muito tempo, sou professor de História e Filosofia, formado pela Católica de Salvador e PUC de São Paulo. Hoje atuo com projetos de comunicação ambiental pra comunidade, empresa, criança, adulto, jovem. Estou como coordenador do Instituto Ecoar.

*-Marcos Fui trazido pra São Paulo há 31 anos, tenho 33. Com dois anos de idade. Também sou nordestino, de Alagoas. Desde os 15 anos atuo com educação, mas como militante de movimentos de bairro na área educacional. Atualmente estou me graduando em Pedagogia, na USP, e trabalho com projetos de educação com jovens, projetos de inovação pedagógica com escolas públicas, basicamente

*-Dinah Eu sou paulistana, filha de pai gaúcho, mãe fluminense. Sou formada em antropologia, tenho mestrado em desenvolvimento. Trabalhei dez anos em

desenvolvimento local sustentável, projetos sociais, dentro do setor governamental, privado, e um pouco menos com ONG. Hoje trabalho como consultora e sou escritora. Nesse último ano parei de trabalhar institucionalmente, estou independente, e dedicando maior parte do meu tempo pra escrever.

-*Carlos Sou paulista também, nasci em Santos e vim pra cá criança, ainda. Sou formado em Ciências Sociais, já dentro do mestrado entrei pra área de saúde e trabalho com formação médica, na área de saúde pública, na Escola Paulista de Medicina, Santa Casa de São Paulo. A gente tem desenvolvido desde os anos 90 projetos de pesquisa e de ensino que incluem segmentos conhecidos normalmente como excluídos da sociedade, de formas bem variadas. Crianças em situação de rua, trabalhadores do sexo, travestis. São vários grupos, dos cortiços, imigrantes que a gente tem feito vários trabalhos junto a ONG Nós do Centro. Mais recentemente a gente teve um trabalho grande, aprovado pela União Européia, junto com Centro de Saúde do Centro e Prefeitura Municipal, pra trabalhar a formação de redes e intersetorialidade na área central da cidade de São Paulo -*Sueli Sou paulistana, venho de uma formação em psicologia e pedagogia. Me envolvi muito com o trabalho da educação, hoje me considero uma pesquisadora de arte educação. Trabalho com circo escola. Atualmente estou como diretora de um circo em Guarulhos, eu trabalho com crianças e adolescentes, um trabalho sócio-educativo com crianças e adolescentes, apaixonante. É uma das unidades de uma instituição que é o Instituto Criança Cidadã. Aqui em São Paulo tem vários lugares. Um trabalho de arte educação com 700 jovens onde tem capoeira, música, teatro, artes. São quinze unidades eu dirijo uma unidade que fica em Guarulhos.

-*Fernanda Sou da fundação das irmãs missionárias scalabrinianas. Trabalhamos algum tempo com a assessoria da Leila. Sou formada em Serviço Social, estou na coordenação dos projetos na Província, no momento. Temos alguns Centros de Promoção do Migrante que o objetivo é estar qualificando, preparando, favorecendo o migrante em São Paulo, principalmente os nordestinos, temos os mineiros do norte de Minas e alguns estrangeiros. No momento eu moro no bairro do Pari, estamos num projeto recém começado, e a Leila ajudou na elaboração e pesquisa desse projeto. Teve uma participação nesse projeto no Pari. Estamos na busca, na luta pela vida., acho que no momento é favorecer, ajudar, é promover a vida e os migrantes são aqueles que têm muita dificuldade, encontram muitos obstáculos aqui em São Paulo, Então a gente favorece a inserção desses migrantes, trabalhamos com adultos, mulheres principalmente, em redes sociais.

-* De diferentes formas vocês mencionaram a palavra projeto. A primeira pergunta é: o que é projeto? E eu gostaria que vocês respondessem usando os objetos que estão dentro desta mala.[Leila coloca uma mala sobre uma mesa larga de forma que todos pudessem ter acesso. Os participantes ficam olhando a mala meio paralisados] $

-*Carlos Posso ajudar? -*Marcos Por favor

-* Carlos Pode olhar? Que medo!

-*Dinah Eu não resisti quando vi o palhaço. Pensei este é o projeto. Você quer o palhaço também? Pode ir falando ou tem um momento?

-* Daqui um tempo a gente vai conversar. Mas se quiser comentar alguma coisa, tudo bem. O que é projeto e porque vocês escolheram essas representações para responder à pergunta?$

-* Licença poética né!

-* O que é projeto e porque vocês fizeram estas representações para responder a pergunta?

-*Dinah Vou começar. Porque eu sou muito mental, eu imediatamente fiz uma resposta no pensamento. Eu pensei em você reduzir o todo em um objetivo específico pra tentar

concretizá-lo. Eu achei legal essa proposta e, assim que abriu eu estava procurando e não resisti quando vi o palhaço, o tipo de espontaneamente dar uma risadinha e pensar que no fundo é tudo meio uma palhaçada. Eu selecionei o palhaço e retendo o conteúdo mais sério a cerca, no sentido não do arame farpado, nada, mas justamente que o projeto é um instrumento pra você cercar uma realidade, um todo, focar e tentar realmente concretizar e realizar alguma coisa com objetivo específico. Então a minha solução foi a cerca e o palhaço.

-*Baiano Quem é o próximo? -* Sueli Você (risos)

-*Baiano Quando se fala em projeto imediatamente a gente pensa que você elabora o projeto ou participa de um projeto a partir de um problema. É a primeira coisa que veio. O projeto só surge por conta de uma demanda, de uma necessidade, de um problema. Aí eu peguei isso aqui, acho que representa mais ou menos, um pouquinho, alguma coisa relacionada a uma caixinha de problemas. E que quando você começa o projeto, depois dele estar elaborado, quando você vai pra campo e começa a trabalhar as pessoas ou com o grupo, vai surgindo um monte de outros probleminhas que você não tinha imaginado. São todas essas outras pecinhas miúdas que, por mais que você conheça, que você tenha feito um diagnóstico, uma avaliação anterior, vão surgir outras coisinhas que vão puxando pra uma determinada situação que muitas vezes se a gente não tiver foco pode fugir do objetivo do projeto. E por fim eu acho que o resultado aqui como este som deste instrumento, que é maravilhoso

-*Carlos Posso? Eu tenho uma mania de remeter imediatamente pro concreto as idéias, pensamento pré-lógocp, na antropologia dos franceses do início do século XX isto é chamado de pensamento pré-lógico. Você precisa de alguma coisa concreta para pensar. Enfim a construção de um projeto seria a idealização de uma conjunção de fatos que você, que a gente cria individualmente ou coletivamente. O projeto me remete também a, eu peguei um objeto escada, à idéia de mudança, mudança de direção, ascensão, descida também, pra não dizer queda. E essas coisas que não são tão rígidas, porque a realidade não é tão rígida, nem o que a gente idealiza sobre ela, fica aqui a idéia da fluidez da água, que pode misturar, que liga de várias formas. É isso.

-*Sueli Posso? Isso me remeteu a um praticável onde as pessoas utilizam pra se colocar em cima pra poder se ver melhor, se fazer enxergar. Acho que é fruto do momento que estou vivendo profissionalmente, de subir e ecoar a necessidade de algumas questões vividas por uma determinada comunidade, que eu trabalho. O palhaço é uma analogia ao circo.o quanto um recurso, uma linguagem como essa da arte circense; eu posso reverter assim o projeto de vida que eles trazem através de uma linguagem artística; o quanto você pode promover dentro de uma proposta de educação, ou auxiliar que as pessoas desenvolvam grandes potencialidades que estão ligadas a arte circense. Ecoar de vozes que as pessoas clamam, desejam mudanças. Estamos lá ouvindo, como eu conversei anteriormente.

-* Fernanda Tentei representar a idéia de projeto. Meio a idéia de projeto de vida: é algo que você tem, um objetivo, aquilo que você quer alcançar. E também é uma ação em favor da vida que visa, que imprima mudança, uma transformação do meio onde vive, ou uma transformação da realidade, do problema que se quer transformar. Então tentei representar por esses objetos aqui. Esse aqui me remeteu à vida, que o projeto ele é em função, em vista de uma vida. Se eu vou implantar um projeto, desenvolver um projeto, ele é sempre em função de melhorar a vida de alguém. E também a questão do meio, meio ambiente, o meio onde se vive, a realidade que se quer transformar através desta ação.

-* O rinoceronte pra você é o meio.$ -*Fernanda Isto.

-*Marcos Bem, eu, isso aqui é uma criança, pra mim é um aspecto do projeto é essa idéia do novo, do novo sempre relativo: a criança é nova pro mundo, mas o mundo existe antes dela. A gente sofre esse constrangimento nos projetos. O barquinho é por conta da idéia de navegação mesmo; por águas nem sempre claras, nem sempre turvas, nem sempre calmas, nem sempre revoltas. Essa idéia do projeto como algo dinâmico. E pra mim também, do ponto de vista mais instrumental como uma ferramenta pensando aqui mesmo, uma ferramenta de gerir um aspecto da realidade. Nesse sentido também uma invenção nossa. E eu gosto muito, Leila sabe disso a gente tem conversado, pelo estudo de lógica, essa idéia do jogo, o projeto como sendo parte de, um esforço de jogos de relações que exige algum esforço em busca de sentido, concatenizaçao de resultados. Pra mim, pessoalmente é algo bastante difícil por ser bastante artificial.

-* Me chama a atenção que antes da gente começar a mala vocês estavam falando, conversando. Depois que começou o grupo vocês falavam: “posso?”. “posso?”, pedindo licença pra falar. Por que será?$

-* Baiano Aguarda até o final do tempo, você vai pedir para a gente parar.

-* Só para te situar, Maria, esta mala e para auxiliar o grupo responder o que é a palavra projeto$

-* Maria me dá um tempo.

[o grupo fica em silêncio aguardando Maria mexer nas peças]

-*Maria Conforme as pessoas foram falando eu fui identificando algumas coisas que bateram com o que eu penso sobre projeto. Uma idéia é de construção, por isso que eu pus esse aqui. A outra idéia é de movimento, por isso a bola. A outra idéia, a idéia de finalidade, de objetivo e acho que essa idéia também, que apareceu mais no final, de envolver pessoas, de um processo coletivo também é significativo. Eu acho que a coisa do processo, de construção, de finalidade, de equipe, de movimentos, de partes, pra mim são alguns pontos que dão conta de projeto. Processo. Tem uma finalidade, mas tem um movimento também que pode chegar a um resultado ou não. Nesse sentido o projeto é dinâmico e fluido. Acho que para ser rápido é isso.

-*Pode ser demorado também$.

-Maria Acho que por enquanto dá conta. -*Vocês gostariam de comentar o que viram?$

-*Baiano Gostei dessa idéia da palhaçada, queria ouvir mais, entender um pouco mais. -*Dinah Eu não especifiquei muito. Eu venho de uma formação muito técnica, né. E quando você se torna uma coordenadora e começa a ver a política, às vezes a gente sabe que é tudo meio palhaçada e que no fundo, por traz desse instrumental que é hiper sofisticado, que a gente faz cursos, tem intenções e diversas coisas que no fundo não são... Pra alguns é uma forma de captação de dinheiro, outro é pra fazer retórica de marketing. Então, acho que o projeto também tem um pouco isso. Dele ser aquilo e ser tão fascinante pra quem trabalha com planejamento. Porque ele realmente é um instrumento de fazer acontecer e ao mesmo tempo quanto que ele é manipulado, e muitas vezes o quanto que é realmente uma palhaçada. Foi nesse sentido. Não sei se vocês concordam.

-*Maria Você fala no uso que pode ser dado ao projeto.

-*Dinah A gente para de pensar só o projeto. Tem todo um contexto. Quando você começa a entender mais o contexto ele fica, eu digo palhaçada no sentido pejorativo, eu sei que você trabalha com circo, mas eu estou falando no sentido pejorativo. Não no sentido legal.

-*Carlos Com crítica né? Eu tinha entendido que era a via do humor. Eu não tinha entendido como crítica, mas a via do humor é sempre bastante interessante. Mesmo quando se trata de projetos complexos, ou a realidade que a gente está vivendo é muito complexa dos dois lados, de quem conduz, de quem financia e mesmo de quem sofre

conosco o projeto de intervenção, com a gente, a população alvo. Eu tinha entendido pra ver com humor. Engraçado, né?

-*Interessante que uma hora vocês falam que o projeto é uma ferramenta, que buscam conceituar: uma ferramenta pra produzir mudança, o projeto tem uma finalidade, um objetivo. Mas além de ter um objetivo ele tem outras coisas também que podem contrariar esse objetivo. O projeto tem movimento, mas ele pode dar uma coisa bonita. E então, pra conceituar o que é projeto vocês buscaram descrever características e allgumas inclusive contraditórias em relação uns aos outros. Não assim uma definição, por exemplo: projeto é isso, isso, isso. Interessante que vocês descrevem características pra vocês do que é um projeto. E a palavra projeto amplo senso. Quando vocês vão descrever as características vocês trazem alguns adjetivos: projetos de vida, projeto de inclusão e começam a falar da necessidade de jogos, de negociação. Então vocês trazem pra um campo que a gente diria que é o campo social. Se tivesse aqui arquitetos eu acho que talvez as respostas pudessem ser diferentes, se fossem engenheiros poderia ser diferentes, mas vocês trazem pro campo social. Ainda usando a mala, pensando essa mala como recurso, todos utilizáveis; e usando a mesa, pensando essa mesa como espaço, toda ela utilizável, vamos tentar agora responder isso que vocês estão buscando caracterizar. O que é projeto social? É a segunda pergunta.$

-*Carlos Vamos romper o silêncio, posso começar? Projeto social surge de uma necessidade, por outro lado surge de desejos de quem faz, de quem promove. Normalmente ele é recortado, a gente delimita esse objeto pra construção do próprio projeto. É o instrumento, representando o deslocamento do ar que se transforma em som. Conforme quem toca, pode ser som musical ou a gente simplesmente chamar de barulho. Conforme quem toca, quem está no comando ou quem participa de uma maneira geral. -*Marcos Eu acho que projeto social é um esforço arbitrário, daí a idéia do juiz, do árbitro no caso. As pessoas que se engajam no projeto, instituições, de ter algum controle sobre a realidade. Controle, no sentido, eu acho que projeto é sempre, ele tem essa característica mais ampla de aposta, mas é um esforço de tentar arbitrar sobre algo que parece caótico. Pra mim essa metáfora do árbitro como esforço dos projetos que intervém sobre determinado problema, mas não é uma intervenção solta, é uma intervenção que parte de um certo ponto de vista, de uma certa relação sobre o que é certo e o que não é certo; o que deve ser mudado e o que deve ser mantido. Sempre, na minha opinião, são arbítrios, nesse sentido de juízo.

-*Dinah O que diferenciei do projeto social é que ele tem a ver com o humano. Eu tinha me interessado por essa pecinha que é um ser humano, um trabalhador; e também a mulher, pra discutir essa questão de gênero. Acho que isso é a diferença. O projeto que é social é sempre voltado pro humano, pra o trabalho, para o melhoramento das classes trabalhadoras, da relação homem mulher...

-*Sueli Acho que tem toda essa questão dar perspectiva. Quando você pensa em projeto social você sempre pensa na finalidade. Pra que você está envolvendo pessoas dentro daquilo que você considera um objetivo, né. Que você se depara com pessoas tão diferentes nestes projetos. E você dá condições para ele pensar no futuro, de transformação, né. Futuros pesquisadores estão ali, futuros médicos, trabalhadores, enfim quem serão esses cidadãos lá na frente, o quanto os projetos sociais influenciam as pessoas que virão. Seus desejos, mudança ou de comodismo, isso que a gente luta pra não ter. O comodismo. Pessoas que tenham perspectivas pra mudar.

-*Fernanda Projeto social é dar resposta a uma necessidade específica representada pela perninha que está quebrada, mas são várias necessidades, que encontra uma meta, sabendo onde quer chegar, partindo de uma realidade ou a partir de uma necessidade. Ele é construído aos poucos. Não nasce pronto. Ele começa a acontecer e vai sendo

construído a partir da realidade, da necessidade, para dar um colorido diferente aquela comunidade, aquela realidade.

-*Maria O projeto social é uma forma de enfrentar uma determinada questão social, que envolve a população, segmentos da população. Aqui eu representei, por exemplo, um projeto na área de criança e adolescência. Então você elabora um projeto pra uma determinada demanda, pra uma determinada questão social. E daí eu resgatei o rinoceronte porque acho que no projeto social essa questão do contexto tem que estar muito presente, que precisa ser considerada. Essas pessoas estão inseridas num contexto e nessa realidade e então eu achei essas outras pra colocar muito dentro de um ambiente. Agora, pra mim o projeto, a gente trabalha na secretaria com projetos, programas e serviços. O projeto, ele tem começo, meio e fim. Ele é uma coisa determinada. É diferente de uma rede de serviços que você tem um perspectiva de continuidade, ou de um programa que aglutina várias ações. O projeto geralmente, na área que a gente atua, acaba sendo mais uma experiência piloto, onde você faz um projeto num determinado segmento, numa determinada condição, com tempo demarcado. E a partir daquilo você avalia os objetivos, os resultados. Tem elementos que estão colocados em todo projeto. Perspectiva de um resultado, de um objetivo, mas essa coisa