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2.3 Phase SrCrO 3

3.0.1.1 Phase n=1 Ca 2 CrO 4

Jos´e Miguel dos Santos Castro Padilha,Escola Superior de Enfermagem do Porto

Ana Leonor Ribeiro,ESEP

Jos´e Lu´ıs Ramos,ESEP

Paulo Puga,ESEP

Introdu¸c˜ao

O ensino de enfermagem rege-se por elevados padr˜oes de qualidade e seguran¸ca desafiando os professores `a inova¸c˜ao e moderniza¸c˜ao das estrat´egias pedag´ogicas. A introdu¸c˜ao de tecnologias digitais no ensino de enfermagem otimizar´a o desenvolvimento de competˆencias de racioc´ınio cl´ınico, elemento fundamental para a qualidade da decis˜ao aut´onoma em enfermagem.

A necessidade de garantir elevados padr˜oes de qualidade e seguran¸ca nos cuidados de enfermagem, associados `

as restri¸c˜oes ´etico-legais do treino cl´ınico em doentes, conduz `a necessidade de recorrer a tecnologias inovadoras que viabilizem a constru¸c˜ao de aprendizagens que capacitem os estudantes para a decis˜ao cl´ınica. Atualmente os simuladores, mesmo os de alta fidelidade, continuam a ser pouco dinˆamicos revelando lacunas no treino do racioc´ınio cl´ınico dadas as limita¸c˜oes do report´orio de cen´arios cl´ınicos que disp˜oem.

O desenvolvimento de competˆencias de racioc´ınio cl´ınico, aspeto pr´evio `a competˆencia para a decis˜ao cl´ınica, apela `

a integra¸c˜ao de dados relativos `a condi¸c˜ao dos doentes com origem em diferentes fontes (ex.: exames anal´ıticos; monitoriza¸c˜oes; entrevista; exame f´ısico), facto que se torna dif´ıcil de ensinar e recriar em ambiente de sala de aula, tornando-se pouco apelativo para o estudante dada a sua complexidade. Os estudantes pela ausˆencia de experiˆencia cl´ınica tˆem dificuldade em recriar mentalmente (em sala de aula) a complexidade das condi¸c˜oes cl´ınicas (apresentadas pelos professores) que envolvem m´ultiplos dados e/ ou condi¸c˜oes de sa´ude (ex.: doentes cr´onicos). Estes factos reduzem as oportunidades de aprendizagem, e consequentemente, a competˆencia para a decis˜ao, e a qualidade/seguran¸ca da decis˜ao cl´ınica. Estas deficiˆencias na aprendizagem s˜ao exacerbadas, em contexto cl´ınico, por fatores externos ao estudante, como s˜ao os de oportunidade de “casos cl´ınicos”, e por fatores internos, como os associados `a gest˜ao das emo¸c˜oes, normalmente associadas ao medo de errar, `a perce¸c˜ao de uma baixa efic´acia na decis˜ao, decorrente das poucas experiˆencias de aprendizagem do racioc´ınio cl´ınico. A aprendizagem em enfermagem e o treino na decis˜ao cl´ınica s˜ao influenciados por fatores tanto de natureza cognitiva, psicomotora, interpessoal, quanto emocional.

Objetivo

Pretendemos contribuir para o desenvolvimento de um report´orio de cen´arios cl´ınicos (base de conhecimento) que suportem o desenvolvimento de um simulador digital, sustentado por um algoritmo fisiol´ogico dinˆamico - Body InteractTM, que contribua para a melhoria da aprendizagem do racioc´ınio cl´ınico dos estudantes nas unidades curriculares (UC) de respostas corporais `a doen¸ca (I e II) de um curso de licenciatura em enfermagem em Portugal. Metodologia

Utilizamos a investiga¸c˜ao a¸c˜ao participativa (IAP) (Reason, 2006) e um ciclo de justaposi¸c˜ao de a¸c˜ao e de inves- tiga¸c˜ao (Marshall & Mckay, 2002).

Este percurso adota uma estrutura te´orica para enformar e conduzir a IAP baseado num processo c´ıclico com cinco fases: diagn´ostico, planeamento da a¸c˜ao, implementa¸c˜ao da a¸c˜ao, avalia¸c˜ao e identifica¸c˜ao do adquirido (Susman & Evered, 1978; Padilha, 2015) a concretizar-se entre 2015-2019.

Os m´etodos de recolha e an´alise dos dados emergir˜ao das necessidades identificadas.

Participam neste percurso 11 professores e os estudantes das UC envolvidas, e uma empresa de desenvolvimento tecnol´ogico.

Resultados

Na primeira fase do estudo, de diagn´ostico de situa¸c˜ao, atrav´es de um consenso entre peritos identificamos a necessidade de desenvolver 30 cen´arios cl´ınicos que respondem `as necessidades de desenvolvimento de competˆencias de racioc´ınio cl´ınico nas UC envolvidas.

mento da base de conhecimento de cada cen´ario cl´ınico, que depois de submetido `a valida¸c˜ao de um grupo de peritos ´e integrado num simulador digital. O desenvolvimento do cen´ario cl´ınico implica tamb´em, o desenvolvi- mento de ´arvores de decis˜ao cl´ınica que suportem a programa¸c˜ao do simulador digital.

Na fase de implementa¸c˜ao procedemos `a implementa¸c˜ao da base de conhecimento no simulador digital, `a sua avalia¸c˜ao funcional, e `a implementa¸c˜ao nas UC. Na fase de avalia¸c˜ao procederemos `a realiza¸c˜ao de um estudo do tipo experimental, com recurso a uma amostra probabil´ıstica aleat´oria de estudantes, com a inclus˜ao de um grupo de controlo, cuja finalidade ´e avaliar a perce¸c˜ao da utilidade, facilidade, inten¸c˜ao de utiliza¸c˜ao e a aprendizagem do estudante.

Conclus˜oes

A investiga¸c˜ao a¸c˜ao participativa ´e um m´etodo de excelˆencia para a implementa¸c˜ao da mudan¸ca, inova¸c˜ao e melhoria do conhecimento na pr´atica pedag´ogica.

A disponibiliza¸c˜ao de uma ferramenta pedag´ogica, interativa, dinˆamica dispon´ıvel em ambiente f´ısico (sala de aula) e web (para treino remoto) otimiza o desenvolvimento de competˆencias de racioc´ınio clinico nos estudantes de enfermagem, facto que concorre para uma maior efetividade da aprendizagem e para uma pr´atica cl´ınica de maior seguran¸ca e qualidade.

O acesso a tecnologias de simula¸c˜ao digital no ensino de enfermagem, permite otimizar a literacia tecnol´ogica dos estudantes, gerando novas oportunidades de investiga¸c˜ao e desenvolvimento.

O desenvolvimento de um simulador digital de treino do racioc´ınio cl´ınico adaptado `as necessidades formativas dos estudantes de enfermagem, permitir´a disponibilizar as mesmas oportunidades de aprendizagem e avalia¸c˜ao a todos os estudantes, garantindo a uniformidade de crit´erios de aquisi¸c˜ao de competˆencias e avalia¸c˜ao, por um lado, e a qualidade e seguran¸ca dos cuidados de enfermagem prestados `as popula¸c˜oes, por outro.

O desenvolvimento deste simulador, pela utilidade e inova¸c˜ao que empreende, influenciar´a a forma¸c˜ao dos enfer- meiros a n´ıvel nacional e internacional e tornar-se-´a uma referˆencia no dom´ınio da simula¸c˜ao na ´area da enfermagem e da sa´ude.

Referˆencias

MCKAY, J.; MARSHALL, P. - Action research: a guide to process and procedure. Conference: European Conference on Research Methods in Business and Management. 2002.

PADILHA, J. M., SOUSA, P.A, PEREIRA F.M. - Participatory action research: A strategy for improving self- care management in chronic obstructive pulmonary disease patients. Action Research. Pre published September 23, 2015 DOI: 10.1177/1476750315606196.

REASON, P. - Choice and quality in action research practice. Journal of Management Inquiry, 15(2), 2006, 187-203.

SUSMAN, G.I. & EVERED R.D. - An Assessment of the Scientific Merits of Action Research. Administrative Science Quarterly. Vol. 23 (1978), p. 582-603.

Avalia¸c˜ao (quase) cont´ınua para grandes grupos de estudantes

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