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Perfil de la compañía 15

Dans le document Informe de sostenibilidad Ejercicio 2018 (Page 17-35)

I. Conoce Iberdrola

I.1. Perfil de la compañía 15

A área de estudo é a primeira etapa, pois é nela que se define a região da qual se pretende conhecer os trechos rodoviários que possuem necessidades de implantação de áreas de descanso, possibilitando, então, que os caminhoneiros possam respeitar a Legislação.

A partir desse ponto, inicia-se os procedimentos necessários para responder à questão referente à localização dos trechos que devem ser prioritários para a implantação das áreas.

O principal objetivo da área de estudo é criar um isolamento virtual das demais áreas existentes. Isso é importante porque permite um detalhamento da região que se pretende estudar, cuja especificação faz- se necessária a fim de definir algumas delimitações a serem consideradas, por exemplo, os limites da rede de transporte.

Essa etapa é primordial, também, visto que todos os dados a serem coletados e analisados dependem das delimitações impostas pela unidade espacial de análise. Eles podem ir desde os dados geográficos até os socioeconômicos.

Os elementos básicos contidos na região de estudo para a implantação de áreas de descanso, mostrados na Figura 40, basicamente, são:

 limite das zonas externas;  centroides;

 zonas de tráfego de fronteira; e  rede rodoviária de fronteira.

Figura 40 - Elementos básicos da área de estudo

Fonte: o autor (2015).

O cordão externo é uma linha virtual que circunscreve a região de estudo, com o objetivo de delimitar e filtrar os elementos que estão contidos na área que será analisada mais profundamente. O cordão externo também auxilia na separação das zonas de tráfego internas das externas; ele não precisa, necessariamente, respeitar barreiras físicas, naturais ou políticas. Em um planejamento tradicional de transportes, é recomendado que não se utilize separações políticas para que não fiquem fora dos estudos alguns detalhes importantes da região, pois essas separações não deveriam interferir. Todavia, para o caso de área de descanso, o autor recomenda que se utilize, como referência, uma delimitação política ou geográfica, a fim de facilitar a segmentação. Para isso, é necessário utilizar uma ferramenta SIG a fim de facilitar esse corte, por exemplo, usando funções espaciais que relacionam camadas – entre elas, a intersecção.

O limite das zonas externas nada mais é que a região escolhida que delimita a localização máxima que será considerada no estudo. Todavia, a sua delimitação é virtual, ou seja, não precisa respeitar uma delimitação política ou física, pois seu objetivo é apenas representar uma localização externa ao cordão. Esse limite e, principalmente, o cordão externo podem indicar áreas nas quais existe a previsão de

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desenvolvimento futuro dentro do período para o qual se planeja a implantação das áreas de descanso.

As zonas de tráfego externas devem estar contidas dentro do limite das zonas externas. No contexto das áreas de descanso, o limite das zonas externas não necessariamente precisa ser feito; o importante é definir bem os locais onde essas áreas estão. Na seção sobre zonas de tráfego, será retomado o assunto de como definir a localização.

No presente método, o conjunto de variáveis mais importante é o das características que podem influenciar a atração e a produção de viagens entre as possíveis zonas de tráfego a serem definidas, tanto as internas quanto as externas. Na delimitação da área de estudo, o que importa é a definição das possíveis áreas de fronteira, considerando-se que, posteriormente, no momento da definição das zonas de tráfego internas, é possível adaptar os limites internos utilizados nessa etapa.

Na definição da área de estudo, deve-se selecionar as regiões de fronteira e as especificidades de seus movimentos, principalmente os externos, ou seja, na fronteira de sua área. Outro ponto fundamental a ser observado é em relação ao tempo entre as zonas de fronteira mais distantes, ou seja, tempo máximo entre Zi e Zj.

Para isso, é necessário elaborar uma matriz unitária entre as possíveis zonas de tráfego de fronteira ou, ainda, entre as zonas externas. O passo seguinte é fazer múltiplas simulações para encontrar a matriz de tempo de viagem entre essas zonas. Outro ponto fundamental é o da definição, mesmo que simplificada, da rede de transportes, a fim de possibilitar que essa simulação seja usada para definir a área de estudo. Um método que pode ser utilizado nesse caso é o das linhas de desejo, ou seja, o da rede que liga uma Origem a um Destino. As definições das zonas de tráfego e da rede de transporte serão detalhadas na sequência da explicação do método proposto.

Recomenda-se que o tempo máximo entre a Zi e Zj não ultrapasse dois dias de viagem. O motivo da recomendação diz respeito à análise da aderência ao tempo de viagem, pois, de acordo com Lei n. 13.103/2015, a jornada de trabalho é de oito horas, admitindo-se prorrogação por até duas horas extraordinárias ou mediante previsão em convenção ou acordo coletivo por, até, quatro horas extraordinárias. Ou seja, o motorista, em um dia de trabalho, pode dirigir, no máximo, 12 horas. No Artigo 4 dessa Lei, são definidas as viagens de longa distância. Segundo ele, viagens de longa duração são aquelas em que o caminhoneiro profissional permanece fora de casa ou da empresa por mais de 24 horas.

Assim, é necessário fazer a análise do tempo de viagem considerando as viagens de média e longa duração para saber se o motorista está respeitando a Legislação. Por outro lado, de forma geral, após realizar o repouso e o descanso, o motorista zera suas obrigações e, então, reinicia o contador para limitar o tempo de viagem.

O estabelecimento de uma área de estudo poderia considerar duas jornadas de trabalho, mas não é obrigatória a utilização dessa delimitação para se utilizar o método. Todavia, é preciso entender que quanto maior o problema a ser resolvido mais numerosas serão suas alternativas de solução e, consequentemente, maior será o tempo para encontrar a melhor. Por exemplo, nas simulações, quanto maior for a rede de transporte e os centroides a serem considerados, maior a complexidade do algoritmo.

Dessa forma, a divisão do problema de identificação dos trechos prioritários para a implantação de áreas de descanso em pequenas ou médias regiões facilita as análises necessárias para a tomada de decisão. Esse assunto será tratado, com detalhes, na etapa de definição de zonas de tráfego.

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