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Retinoic X Receptor Alpha Heterodimer Activation by Selective VDR Modulator and VDRE Sequence

PEPTIDES: SEQUENCE ANALYSIS 505 - 518

A arquitetura nasceu da necessidade do homem de encontrar abrigo, tornando-se num reflexo da habitabilidade tecnológica e dos objetivos sociais e espirituais. Contudo, este princípio foi rapidamente subvertido em detrimento do fator económico, passando os edifícios na sua grande generalidade a ser assumidos como um resultado financeiro, ou seja, um meio para atingir lucros (Rogers, 2001).

Atenta sempre às preocupações relacionadas com questões ambientais rapidamente procurou unir todos os processos envolvidos na edificação, concentrando-se na harmonia entre a obra final, o seu processo de construção e o meio ambiente, aliando o conceito de sustentabilidade à sua atividade.

Esta abordagem holística orienta à construção sustentável, aquela que considera todas as dimensões do desenvolvimento sustentável – ambiental, económica, social e cultural – desde a fase projeto até à fase de fim do ciclo de vida.

A construção em geral e o sector dos edifícios em particular, contribuem expressivamente para a degradação do meio ambiente. Deste modo, é necessário promover a sustentabilidade da construção.

O conceito de construção sustentável não é recente, existem documentos, que remontam à Antiguidade Clássica, referindo-se às ligações entre os meios artificial e natural. Este conceito foi exposto pelo arquiteto e engenheiro Vitrúvio (séc. I a.c.), no seu tratado de arquitetura, através de algumas recomendações de temas como a localização, orientação e iluminação natural dos edifícios (Tarré, 2010).

Em 1994, o Conselho Internacional da Construção (CIB) definiu construção sustentável como “criação e gestão responsável de um ambiente construído saudável, tendo

em consideração os princípios ecológicos e a utilização eficiente dos recursos e no projeto baseado em princípios ecológicos. ” (Kibert, 2005).

Tem uma grande preocupação pelo ciclo de vida e considera que os recursos da construção são os materiais, a água, a energia e o solo. Segundo o CIB, há sete princípios fundamentais para a Construção Sustentável. Sendo eles:

 Redução do consumo de recursos;  Reutilização de recursos;

 Utilização de recursos recicláveis;  Proteção da natureza;

 Eliminação de tóxicos;

 Aplicação de análises de ciclo de vida em termos económicos;  Ênfase na qualidade.

A construção hoje encara os edifícios como produtos industriais, em que a qualidade definida deve satisfazer as exigências dos utilizadores finais, um novo desafio coloca todas as fases do processo – projeto, construção e demolição – no mesmo patamar, obrigando à adoção de princípios de desenho (tabela 6) nos quais as prespetivas energéticas e ambientais surgem par a par (Bragança, 2005).

Princípios de desenho de edifícios sustentáveis

Utilização racional de energia

Minimizar consumos durante a fase de construção

Reduzir consumos na fase de utilização pelo recurso a fontes de energia renováveis Implementar tecnologias solares passivas

Otimizar a ventilação

Aproveitar a topografia do terreno, a orientação e os sistemas passivos

Redução do consumo de água

Utilizar equipamentos mais eficientes

Recolher e utilizar as águas pluviais e as águas cinzentas Recorrer à xero jardinagem na conceção de espaços verdes

Seleção criteriosa de materiais e técnicas construtivas

Escolher materiais eco eficientes e ecológicos

Preferir materiais sem químicos nocivos, duráveis e com baixa energia incorporada Promover o uso eficiente dos materiais evitando desperdícios

Utilizar sistemas pré-fabricados

Maximizar a durabilidade dos edifícios

Planear a conservação e a manutenção

Fomentar a reutilização de estruturas já existentes

Economia

Minimizar os custos

Diminuir o período de obra pelo uso de sistemas construtivos simples

Aumentar o valor residual da obra a adoção de materiais reutilizáveis e recicláveis

Tabela 6 – Princípios de desenho de edifícios sustentáveis. Fonte: (Bragança, 2005).

A construção sustentável procura então seguir as premissas do desenvolvimento sustentável de forma a não esgotar os recursos planetários e a desenvolver métodos ambientais corretos de produção e consumo, que garantam a sobrevivência dos ecossistemas sem abdicar da evolução da tecnologia e por acréscimo da poluição.

Difere por ser um produto da moderna sociedade tecnológica, recorrendo ou não, a materiais naturais ou produtos provenientes da reciclagem de resíduos, focando a importância de uma abordagem holística, integrada e prática numa prespetiva interdisciplinar, como forma efetiva de concretizar esses princípios (Kibert, 1994).

Este conceito surge assim, ligado aos recursos limitados, em geral os recursos naturais e à energia, tendo como principal objetivo redução dos impactos no ambiente natural. A ênfase está nas questões técnicas como os materiais, componentes da construção, tecnologias da construção e conceitos de projeto relacionados com a energia, também nos aspetos económicos, sociais e de herança cultural.

Tipo de

Benefícios Benefícios Tipo de

benefícios Benefícios

Ambientais

Diminuição das emissões de GEE Associadas à utilização de energia e

ao transporte

Económicos

Diminuição das emissões de GEE Associadas à utilização de energia

e ao transporte Poupança em gastos de energia, água,

tratamento de resíduos

Aumento do valor comercial dos edifícios

Diminuição da qualidade de resíduos e poluição

Aumento da produtividade dos trabalhadores

Utilização consciente do solo

Sociais

Aumento da qualidade das infraestruturas

Proteção da qualidade do ar e água Aumento da satisfação das

comunidades Proteção da camada de ozono

Diminuição dos problemas de saúde associadas aos “edifícios

doentes” Proteção dos recursos naturais

Proteção dos habitats e biodiversidade

Tabela 7– Exemplos de benefícios decorrentes da Construção Sustentável. Fonte: (Landman, 1999).

Analisando a tabela anterior, pode-se comprovar que as vantagens da construção sustentável são evidentes. Apesar disso, este tipo de construção não é a mais frequente, nem a mais simples de concretizar porque não é intuitiva, obriga a um estudo consistente e complexo, visando o sucesso ambiental integral da obra.

A construção sustentável obriga a uma nova forma de equacionar a conceção, construção, operação e a desconstrução/demolição. Na construção tradicional as preocupações centram-se no tempo dispensado, qualidade do produto e nos custos associados.

Figura 10 – Evolução das preocupações no sector da construção civil. Fonte: (Bourdeau et al., 1998).

Pode-se observar na figura 10 que a construção sustentável soma as preocupações ambientais relacionadas com o consumo de recursos, as emissões de poluentes, a saúde e a biodiversidade, o que compõe um novo paradigma que seu objetivo é contribuir para a qualidade de vida, para o desenvolvimento económico e para a equidade social (Agenda 21, 1992).

Segundo (Bourdeau et al., 1998) a sustentabilidade evolui através do paradigma de qualidade, custo e tempo, garantindo o bom desempenho ambiental. O papel dos vários agentes é decisivo, incluindo assim o sector da extração dos materiais, da construção, os clientes e os responsáveis da manutenção.

Tempo

Qualidade Custos

Biodiversidade Tempo Emissões

Custo Qualidade Recursos Recursos Custo Qualidade Tempo Biodiversidade Emissões Desenvolvimento económico sustentável Equidade Social Herança Cultural

Assim pode-se afirmar que este novo modo de conhecer a construção, tem como objetivo satisfazer as necessidades humanas, protegendo e preservando a qualidade e os recursos naturais.

Figura 11 – Importância da construção sustentável para o desenvolvimento sustentável Fonte: (LiderA, 2010).

Perante a figura 11, é conclusivo que é primordial o contributo da construção sustentável para unir o conceito de sustentabilidade na sociedade, assim, concretiza-se o objetivo final: desenvolvimento sustentável.

É com base nestes pontos, que se considera este processo operativo muito importante para o futuro das cidades e da qualidade de vida das gerações que nelas irão habitar.