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6.4 Parcours de graphes

6.4.2 Parcours en largeur

Neste item, dedicamo-nos a apresentar algumas características de cada uma das seis professoras colaboradoras/participantes neste estudo: estado civil, idade, formação, tempo de atuação, turma da Educação Infantil com a qual trabalha, a motivação para ser professora e qual o seu pensamento sobre a criança frequentar a Educação Infantil.

A Professora 1 _ Instituição municipal (P1m), é uma mulher casada, mãe de um casal de filhos adultos, porém solteiros. Tem 58 anos de idade, possui formação em Magistério - Ensino Médio 1987 na EESG “Dr. Álvaro Guião” e graduação à distância em

Pedagogia (2001) na Universidade Luterana do Brasil (ULBRA). Trabalhou durante 27 anos em uma instituição bancária e aposentou-se antes da hora por não querer continuar na profissão de bancária: Eu já fui bancária. Trabalhei 27 anos num Banco e confesso que apesar de ficar tanto tempo não me trouxe satisfação pessoal. O trabalho no Banco era muito estressante. (RE, P1m, §27)58.

Atua como professora de Educação Infantil há seis anos, sempre na faixa etária de zero a três anos. O seu acesso à rede pública municipal deu-se por concurso público. Atua (2012) com crianças de quatro meses a um ano (bebês), denominando esta etapa como fase um, seu turno de trabalho é das 13 às 18 horas e divide a turma de 16 bebês com outra professora.

Sua motivação para tornar-se professora veio da infância e a escolha pela Educação Infantil decorre de uma insatisfação ao comportamento apresentado por crianças maiores, quando esta realizava estágio curricular no Ensino Fundamental:

Venho de uma geração em que todas as meninas queriam ser professoras. Era a elite da época. O meu pai achava o máximo quando eu dizia que queria ser professora, porque era a profissão do momento e também eu sempre gostei de estudar. (RE, P1m, §5).

Queria realizar o meu sonho de infância, embora sabendo que a realidade do professor atualmente era outra. Queria dar aulas no Ensino Fundamental, mas mudei rapidamente de ideia quando fiz estágio para o Magistério na 4ª série no CAIC e presenciei a disciplina dos alunos. (RE, P1m, §6).

Como eu já me referi anteriormente, eu escolhi dar aulas na Educação infantil, porque fiquei assustada com o comportamento dos alunos do Ensino fundamental presenciado nos estágios e também através de relatos de professores que lecionam nessa modalidade. (RE, P1m, §9).

Perguntada sobre a importância de a criança frequentar a Educação Infantil e sobre a função da Educação Infantil no seu desenvolvimento, colocou-se da seguinte maneira:

Eu acho que todas as crianças deveriam passar por essa escolaridade, porque é marcante o desenvolvimento apresentado. Elas ficam muito mais espertas e independentes. O relato dos pais comprova isso, pois a criança sofre grandes transformações para melhor. (RE, P1m, §12).

A Educação infantil contribui enormemente para o desenvolvimento dos pequenos, pois inclui em sua prática

pedagógica a estimulação, a imitação, o trabalho em equipe, o respeito ao outro, ao diferente. (RE, P1m, §13).

As informações coletadas por meio das técnicas comunicativas possibilitaram saber que a professora 1, da instituição pública municipal, teve, em sua vida profissional, uma experiência anterior à docente, trabalhando como bancária. Decidiu, em certo momento, aposentar-se antes do tempo e retomar sua antiga formação como professora. Formou-se em Pedagogia enquanto trabalhava como professora de educação Infantil e seu trabalho na instituição há seis anos, sempre foi com crianças de até um ano de idade. A professora nos conta que não se identificou com o trabalho no Ensino Fundamental, sendo esta sua motivação para trabalhar na Educação Infantil. Sobre a criança frequentar a Educação Infantil, pensa que é muito importante para o seu desenvolvimento.

A seguir apresentaremos a professora 2, desta mesma instituição.

A Professora 2 _ Instituição municipal (P2m), é uma mulher de 32 anos de idade, recém separada, com um filho de dois anos de idade. Possui formação em Magistério – Ensino Médio (1997) na EE. “Capitão Virgílio Garcia”, graduação em Pedagogia (2000) no Centro Universitário Barão de Mauá e especialização em Psicopedagogia (2004) no Centro Universitário Claretiano.

Atua como professora de Educação Infantil há 12 anos, sempre na faixa etária de zero a três anos e, desde 2006, atua também como professora do 1º Ciclo do Ensino Fundamental. O seu acesso à rede pública municipal deu-se por meio de concurso público. Em (2012) atua com crianças de três anos, sendo quinze crianças, no período matutino, das 7 às 12 horas.

Sua motivação para tornar-se professora foi definida como um gostar de estudar e gostar de fazer trabalhos manuais. Já o seu envolvimento com a Educação Infantil:

Quando saí do Magistério, a diretora da escola onde eu estudava me chamou para trabalhar na escola dela e por motivos financeiros (meus pais não tinham condições de me manter estudando em outra cidade e nem de pagar minha faculdade), aceitei o convite. Trabalhava o dia todo e a noite ia para a faculdade em Ribeirão Preto, cidade mais próxima de São Simão, minha cidade natal. Foi ai que comecei a me envolver com crianças menores e, sinceramente, adoro os pequenos. Trabalho com o Ensino Fundamental também, mas minha preferência é a Educação Infantil. (RE, P2m, §6)59.

Seu posicionamento quanto à importância de a criança frequentar a Educação Infantil e a função desta no desenvolvimento das crianças, foi apresentado da seguinte maneira:

Acho muito importante que a criança frequente a Educação Infantil porque ela passa a ter um meio social mais amplo, o qual tem muitas coisas para lhe oferecer. (RE, P2m, §9).

Primeiramente é a socialização, a criança deixa de ter apenas a família como referência e começa a buscar outras, dentro do meio escolar que está inserida. O contato com outras crianças faz com que ela perceba que é preciso compartilhar, ouvir, esperar e outras coisas mais, desenvolvendo assim o conceito de coletivo, o que pode e o que não pode, quando está em um grupo. (RE, P2m, §10).

A professora 2, da instituição pública municipal, trabalha com a Educação Infantil e o Ensino Fundamental, e demonstra a sua preferência pela Educação Infantil. É formada em Magistério no Ensino Médio, Pedagogia e Psicopedagogia. Na Educação Infantil, tem experiência nas faixas-etárias de zero a três anos, ou seja, na creche (LDB). No ano da coleta comunicativa de informações, seu trabalho era com 15 crianças de três anos. Contou- nos que a motivação para ser professora veio do gostar de estudar e fazer trabalhos manuais. Envolveu-se com a Educação Infantil logo que se formou no Magistério e pensa ser muito importante para a criança o contato social proporcionado pela experiência da educação Infantil.

Nossa próxima professora atua em outra realidade: a realidade de uma Instituição de Educação Infantil da rede Privada/Particular.

A professora 1 _ Instituição particular (P1p), é uma mulher solteira de 24 anos de idade, possui formação em Magistério – CEFAM Dep. “Miguel Petrilli” (2005), graduação em Pedagogia (2010) na Universidade Estadual Paulista “Julio Mesquita Filho” FCL - Araraquara e está frequentando curso de especialização em Psicopedagogia no Centro Universitário Central Paulista (UNICEP).

Sua atuação como professora de Educação Infantil acontece há três anos com a faixa-etária de zero a quatro anos. Seu acesso na instituição particular, em que está atualmente, deu-se por meio da entrega de um currículo, logo que terminou a graduação. Sua

turma em 2012 é no período vespertino e constitui-se por 11 crianças com idade de três a quatro anos, que esta divide com uma auxiliar de sala 60.

Sua motivação para tornar-se professora de Educação Infantil vem da infância:

Desde criança sonhava em ser professora, porém, o que mais me despertou para concretizar este sonho foi a vontade de participar do processo de aprendizagem das crianças, que muito me fascina. (RE, P1p, §2) 61.

Como relatado na pergunta anterior, sempre quis ser professora, porém, acredito que o que me deu confiança de continuar nesta área foi o curso de magistério, onde foram apresentados todos os conceitos pedagógicos, as fases de desenvolvimento, que me despertaram muito o meu interesse e me mostraram que a Educação Infantil é muito importante, me ajudando a escolher posteriormente o curso de Pedagogia. (RE, P1p, §3).

Minha experiência sempre foi com crianças pequenas, a faixa etária menor que trabalhei foi de um ano e meio. Encarei este momento como um desafio, pois antes havia trabalhado somente com crianças de três anos, por isso, minha motivação foi o crescimento e adquirir experiências. (RE, P1p, §7).

Perguntada sobre a importância da criança frequentar a Educação Infantil e sobre a função da Educação Infantil no desenvolvimento das crianças, colocou-se da seguinte maneira:

Acho que a criança que frequenta a escola durante a Educação Infantil tem mais possibilidades de alcançar um desenvolvimento pleno de suas habilidades sejam elas cognitivas, motoras e sociais. É neste período que as crianças começam a desenvolver sua personalidade, por isso acredito que é de extrema importância frequentar a Educação Infantil. (RE, P1p, §10). Segundo a Lei 9.394 de 20 de dezembro de 1996, a finalidade da Educação Infantil é promover o desenvolvimento integral da criança, até seis anos, em seus aspectos físicos, psicológicos, intelectuais e sociais, complementando a educação dada pela família e sociedade. (RE, P1p, §11).

A professora 1, da instituição particular é solteira, formada em Magistério pelo CEFAM, em Pedagogia e está frequentando o curso de Psicopedagogia. Sua experiência como professora de Educação Infantil é de três anos, trabalha com onze crianças de três a

60 Nesta Instituição particular de Educação Infantil a função de auxiliar de sala é desempenhada por estudantes de Pedagogia, pessoas que ainda não possuem a formação completa em Pedagogia, mas que frequentam a graduação.

quatro anos, mas possui experiências com as idades menores. A motivação para tornar-se professora veio da infância e pensa que a criança que frequenta a educação infantil tem mais possibilidades de alcançar um desenvolvimento pleno de suas habilidades.

Prosseguindo as apresentações, a seguir temos a professora 2 da instituição particular.

A professora 2 _ Instituição particular (P2p), é uma mulher solteira de 22 anos de idade. Possui formação em Pedagogia (2010) no Centro Universitário Central Paulista (UNICEP).

Atua como professora de educação Infantil há um ano, tendo atuado nesta mesma instituição como auxiliar de sala. Sua turma é formada por 13 crianças de dois a três anos de idade. Conta com a ajuda de uma auxiliar de sala. O seu acesso a esta instituição deu- se por meio de indicação de amigos.

É da infância, e da importância que atribui ao papel do professor, que vem a sua motivação para tornar-se professora de Educação Infantil:

Desde criança gostava de brincar como professora e sempre me interessei pela educação. (RE, P2p, §2)62.

Ver o papel fundamental que o professor tem . (RE, P2p, §3). Minha experiência sempre foi com crianças menores, minha motivação foi o crescimento e adquirir experiências. (RE, P2p, §5).

Seu posicionamento quanto à importância da criança frequentar a Educação Infantil e a função desta no desenvolvimento das crianças, foi:

...é na Educação Infantil que a criança tem a base de tudo, está se preparando para conhecer um mundo de descoberta. (RE, P2p, §7).

A função da Educação Infantil é desenvolver o conhecimento. (RE, P2p, §8).

A professora 2, da instituição particular, é solteira e tem 22 anos de idade. Formou-se em Pedagogia e atua como professora de Educação Infantil há um ano, tendo experiência anterior como auxiliar de sala nesta mesma instituição. A infância e o papel do professor é que a motivaram a seguir esta profissão. Pensa ser importante para a criança a frequência na educação Infantil, para o desenvolvimento de conhecimentos.

A seguir, apresentaremos as professoras da instituição pública ligada a uma Universidade.

A Professora 1_ Instituição universitária (P1u), é uma mulher solteira, de 32 anos de idade, que cursou e finalizou o Magistério à distância (Iesde) em 2005. Atualmente está realizando sua graduação em Pedagogia, semi-presencial na Universidade Estadual Paulista “Julio Mesquita Filho” FCL – Araraquara.

Atua como professora de Educação Infantil há 12 anos, e já atuou nas faixas- etárias de zero até quatro anos. Atualmente está com uma turma de 11 crianças de dois a três anos de idade. Divide esta turma com uma professora volante 63. Nesta instituição a jornada de trabalho constitui-se de 40 (quarenta) horas semanais.

O seu envolvimento com a Educação Infantil aconteceu por influência de sua mãe:

Nunca quis ser (professora). Venho de uma família de professoras, mas nunca quis fazer o magistério. Me apavorava, ou melhor, ainda me apavora o fato de pensar que a alfabetização de um ser depende de mim. Mas saiu um concurso para pajem na prefeitura municipal e minha mãe quase me obrigou a prestar. Como passei, fui trabalhar e me apaixonei pela profissão. (RE, P1u, §2)64.

Foi a profissão que me escolheu. (RE, P1u, §3).

Falando do envolvimento com as crianças menores:

Aqui no trabalho, não temos o direito da escolha de salas. Nossa equipe é quem escolhe, não antes porém de uma conversa sobre qual sala eu gostaria de estar. Gosto dos menores, mas também dos maiores. A única coisa que me apavora em estar nos maiores, é o letramento. E por isso, tenho medo de estar em uma sala de maiores.

Imagine o fundamental!. Espero que meu estágio, lá, supere os meus medos. Mas na verdade, me sinto feliz correndo, sendo “uma deles”, pulando, cantando... não penso ser aquela professora inacessível, com sua mesa ao centro que quase nem toca os alunos... os pequenos nos dão esta oportunidade, de brincarmos, de aprendermos, de tocarmos, de vivermos... (RE, P1u, §6 e 7).

63 Nesta Instituição as professoras volantes são profissionais concursadas e com formação para trabalhar como professoras, porém, antes do início do ano letivo elas mesmas é que informam o interesse por ocupar esta função. Quem define qual professora irá ficar com determinada turma é a coordenação/direção da instituição, considerando os interesses apresentados. Pode acontecer da professora não ficar com a turma que pretendia. 64 Roteiro de Entrevista, Professora 1 da instituição ligada a uma universidade, parágrafo 2.

Perguntada sobre a importância da criança frequentar a Educação Infantil e sobre a função da Educação Infantil no desenvolvimento das crianças, colocou-se da seguinte maneira:

É quando a criança vai à “escola” que ela se insere no contexto social. É estando com seus pares que acontecem as negociações, as disputas, os diálogos, o companheirismo. É na interação com o outro que isto tudo acontece. Não que em casa isso não possa acontecer, mas o ficar em frente a uma tv, a não disputa por algo que se queira, os jogos sozinhos, tendem a acontecer menos. (RE, P1u, §11 e 12).

É inseri-la no mundo social, é oportunizar-lhe cuidado e educação, é garantir-lhe o brincar, o sorrir, o se sujar, se expressar, é mostra-lhe o lúdico e convidá-la a fazer parte. É garantir que ela seja ouvida, seja participativa, coopere, se entusiasme, se alegre, se sinta desafiada, brinque, enfim, é permitir-lhe ser criança e respeitá-la em seus anseios, desejos e necessidades. (RE, P1u, §13).

Como características identitárias da professora 1, da instituição pública ligada a uma Universidade, podemos citar a idade de 32 anos, ser solteira, ser formada em Magistério pelo curso à distância oferecido pelo IESDE e atualmente frequentar o curso de Pedagogia semipresencial. Trabalha com educação Infantil há doze anos, tendo experiência com crianças de zero até quatro anos. Durante o desenvolvimento deste estudo (2012), trabalhava com onze crianças de dois a três anos, com jornada diária de 40 (quarenta) horas. A profissão, como ela mesma informa, foi que a buscou, por meio da sua mãe que indicou-lhe inscrever-se em um concurso para pajem da Prefeitura. Julga importante a Educação Infantil, pois esta oportuniza experiências sociais às crianças.

Nossa sexta e última participante, é a Professora 2_ Instituição universitária (P2u), uma mulher de 58 anos de idade que formou-se no Magistério – Ensino Médio (1974) na EESG “Dr. Álvaro Guião” e possui Pedagogia à distância (1989) na Faculdade São Luis - Jaboticabal.

Atua como professora há 27 anos, sempre na Educação Infantil, com as faixas- etárias de quatro meses a seis anos. Seu acesso a Instituição deu-se por concurso público. Hoje (2012) está com uma turma de dez bebês de quatro meses a um ano de idade, divide a sala com outra professora e, também, recebe o apoio da professora volante. Sua jornada de trabalho é de 40 (quarenta) horas semanais.

Sua motivação para tornar-se professora de Educação Infantil vem de boas recordações de uma professora que teve na infância:

Eu acho que foi desde criança, quando me identifiquei muito com minha professora de jardim da infância, que era uma pessoa muito calma, tranquila, pela qual tenho lembranças muito boas, das historinhas que contava, da massinha de modelar, etc. (RE, P2u, §1).

Talvez seja por esta situação citada acima e por eu gostar muito de crianças e convivência com sobrinhos pequenos. (RE, P2u, §2).

O seu envolvimento com as crianças menores aconteceu:

Em 1984 quando fiz o curso de especialização para pré-escola. Sempre tive esse desejo de ser professora de pré-escola, mas o trabalho com crianças menores começou em 1985 quando comecei a trabalhar (na presente instituição), com crianças do maternal (2 anos). A escola não preparava as professoras para trabalhar nessa faixa-etária, porém, com a experiência que eu tive com irmãos menores, com sobrinhos e com minhas próprias filhas eu consegui sanar essa falta, bem como através do meu esforço, conversando e trocando ideias com professoras que tinham experiências com crianças menores e que já tinham trabalhado em escolas maternais particulares da cidade. (RE, P2u, §4 e 5).

Ao falar sobre a importância da criança frequentar a Educação Infantil e a função desta no desenvolvimento das crianças:

Acho muito importante , desde que seja uma escola de boa qualidade, que ofereça às crianças oportunidade de explorar ambientes que sejam desafiadores, aconchegantes, porém ,bastante seguros, onde ela vai poder interagir com outras crianças, com brinquedos, com adultos, novos ambientes, promovendo a construção da sua identidade e também o desenvolvimento integral da criança (desenvolvimento cognitivo, motor, efetivo, etc.). (RE, P2u, §6).

A professora 2, da instituição de educação infantil pública, ligada a uma universidade, é a professora com o maior tempo de experiência nesta amostra, no trabalho com crianças da Educação Infantil. Está há 27 anos atuando com essa faixa-etária. Em 2012, seu trabalho era com crianças de zero até um ano de idade. Formou-se em Magistério no Ensino Médio e graduou-se em Pedagogia pela modalidade semipresencial. Trabalha em jornada diária de quarenta horas. Sua motivação para ser professora vem de lembranças positivas de uma professora que teve na infância. Julga importante a Educação Infantil para as crianças, desde que, esta, seja de boa qualidade.

Apresentadas as professoras participantes neste estudo, passaremos agora à análise das informações obtidas tanto por meio do Roteiro de Entrevista (RE) quanto por meio do Relato Comunicativo (RC) estaremos identificando as manifestações das professoras a partir de sua origem.

Os Relatos Comunicativos aconteceram durante os meses de julho ao início do mês de agosto de 2012. As professoras se encontravam em recesso escolar e os contatos foram feitos por ligações telefônicas. Os locais, dias e horários foram consensuados pelas pesquisadora e professora, tendo acontecido da seguinte maneira: uma professora preferiu realizar o relato gravado em áudio na sua casa, quatro professoras realizaram o relato comunicativo na casa da pesquisadora, sendo que esta disponibilizou-se a buscá-las e levá-las de volta às suas casas e uma professora também realizou o relato na casa da pesquisadora, porém escolheu ir ela mesma com sua condução ao encontro.

Portanto, nenhum Relato Comunicativo aconteceu no espaço ou no horário em que as professoras desempenham suas atividades profissionais. Cada relato durou, em media, de uma a uma hora e meia. Para o Relato Comunicativo, a pesquisadora elaborou um roteiro constituído de temas gerais que surgiram após uma primeira análise das respostas dadas ao roteiro de entrevista, considerando as questões, hipótese e objetivos deste estudo. Com os temas gerais lançados, o Relato Comunicativo tratou especificamente das aprendizagens e dos momentos de formação presentes no cotidiano das professoras.

Denominamos estes momentos/temas como “aprendizados” e organizamos da seguinte maneira: 1) aprendizado acadêmico: constituído pela formação básica e formação profissional65 realizada pelas professoras; 2) aprendizado na instituição: consideramos todos os momentos citados pelas professoras nas relações com as crianças, com os familiares, com as demais professoras, com a direção/coordenação da instituição e o grande diferencial que surgiu – a relação com a equipe de apoio técnico e pedagógico da instituição; 3) aprendizado por meio de pesquisa: entendido como busca de informação para contemplar alguma necessidade da professora relacionada à sua atuação, aquele que as professoras realizam por conta própria, ou motivadas e incentivadas pela instituição, e por último; 4) o aprendizado

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Denominamos formação básica a formação realizada pela professora antes da realização de uma formação para sua atuação como professora, ou seja, Pré-Escola, Ensino Fundamental, Ensino Médio. Já a formação que denominamos como profissional, ocupa-se da realização dos cursos de Magistério, graduação em Pedagogia. A formação em Psicopedagogia realizada por algumas professoras, neste estudo, é entendida como

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