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I.2 S OLUTIONS EXISTANTES

I.2.3 Ouvertures techniques

Apesar de não haver diferença nos cálculos estatísticos, em decorrência do reduzido número de animais, percebe-se nítida redução do número de filhotes dos cruzamentos com machos esplenectomizados (Tabela 3). Por outro lado, não houve alteração no número de filhotes quando ambos os camundongos do casal foram esplenectomizados.

 

 

21   Tabela 3 :Número de filhotes de camundongos obtidos na terceira gestação de todos os grupos estudados

Não houve diferença p = 0,11

Não foi encontrada diferença na quantidade de filhotes obtidos.

Casal Número de Filhotes

Sem opera- ção Laparotomia Machos esplenectomizados Fêmeas esplenectomizados Machos e fêmeas esplenectomizados 1 9 4 0 9 5 2 8 6 0 9 4 3 6 8 4 7 7 4 6 10 1 5 7 5 7 8 0 2 6 Média EPM 7 1,3 7 2,2 2 2,1 6 2,9 5 1,3

 

 

22   7.5 Período em dias entre a segunda e a terceira gestações.

Não houve diferença no período entre a segunda e a terceira reprodução dos casais de todos os grupos de camundongos, em que foram gerados filhotes. (Tabela 4)

Tabela 4 – Análise do tempo (dias) entre a segunda e a terceira reprodução em cada grupo.

Casal Tempo em dias

Sem opera- ção Laparotomia Machos esplenectomizados Fêmeas esplenectomizadas Machos e fêmeas esplenectomizados 1 17 20 __ 42 22 2 28 17 __ 16 20 3 20 28 27 35 21 4 19 19 22 22 24 5 27 21 __ 27 21 Média EPM 22 21 4 25 4 28 10 22 2 5

 

 

23   7.6 Análise hormonal

Houve elevação dos valores de testosterona no grupo de ratos esplenectomizados, apesar de não ter sido considerada significativa nos parâmetros adotados nesta pesquisa.

Tabela 5- Valores séricos da testosterona (ng/dl) em ratos dos grupos controle e esplenectomizados Animal Valor da testosterona (ng/dl) Controle Esplenetomizados P 1 148,3 475,8 0,0711 2 303,1 196,4 3 258,7 302,7 4 164,4 612,7 5 374,0 584,8 6 209,5 221,7 7 16,6 736,8 8 57,8 847,3 9 286,3 224,1 10 839,6 425,9 MÉDIA EPM 265,8 229,8 462,8 229,4

 

 

24   8. DISCUSSÃO

Optou-se por não desenvolver a pesquisa em humanos em decorrência de fatores intervenientes na libido, como excesso de trabalho, estresse, uso do álcool, tabaco, drogas, medicamentos, além de doenças vasculares, obesidade e diabetes melito, entre outras. Haveria ainda o risco de respostas inverídicas por parte dos entrevistados com dificuldades na atividade sexual.

Os camundongos BALB/c e os ratos Holtzman são de fácil manejo, período reprodutivo curto e conhecido , além de serem de pequeno porte, o que facilita o seu acondicionamento e cuidados.

Inicialmente, a pesquisa teve por objetivo a libido dos animais, porém não foram encontrados na literatura subsídios que permitissem este estudo em camundongos, a revisão bibliográfica não revelou artigo que abordasse a relação entre baço, libido e reprodução. O estado asplênico também não tem sido relacionado aos aspectos reprodutivos, hormonais ou de libido.

As operações foram realizadas de acordo com os princípios da técnica cirúrgica e anestesiológica correta, evitando a interferência de complicações pós-operatórias no trabalho proposto. As condições de higiene dentro das gaiolas foram satisfatórias, para permitir o conforto dos casais de camundongos para seu acasalamento.

A coleta de sangue em camundongos não forneceu material suficiente para que fossem realizadas as dosagens hormonais. Por esse motivo, optou- se pela inserção de dois grupos de ratos, nesta pesquisa. A princípio, houve a intenção de estudar todos os hormônios sexuais e relacionados à reprodução, contudo preferiu-se transferir essa avaliação para um novo trabalho desta linha de pesquisa. Investigou-se apenas a testosterona como

 

 

25   subsídio piloto de trabalho vindouro. A elevação da testosterona reforça a necessidade de compreender melhor a influência da esplenectomia na reprodução de animais machos.

Cabe ressaltar a associação negativa da esplenectomia na reprodução com machos asplênicos somente quando as fêmeas eram normais. Nos casais em que ambos os camundongos haviam sido esplenectomizados, não se registrou mudança no padrão reprodutivo.

Por um lado pressupõe-se a interferência do estado asplênico na reprodução dos machos. Por outro lado, deve-se considerar o aspecto de a fêmea não aceitar o cruzamento com macho esplenectomizado, tendo em vista que o macho laparotomizado apenas, foi bem aceito para o cruzamento. O cruzamento com macho esplenectomizado ocorre normalmente desde que a fêmea esteja em condição similar.

Com relação aos machos com baço, não se observou mudança no padrão reprodutivo, seja com fêmeas esplenectomizadas ou normais. Considerando os achados deste trabalho, torna-se necessário prosseguir na mesma linha de pesquisa, para esclarecer o papel do baço e as repercussões do estado asplênico nas funções reprodutiva, hormonal e comportamental.

Na pesquisa conduzida por Oakley et al (2010) houve indícios de interferência da esplenectomia na ovulação, porém os achados restringiram- se a alterações nas fêmeas, diferentemente deste trabalho, que não observou alteração na fertilidade feminina.

Na pesquisa atual, as alterações encontradas foram em machos esplenectomizados. Tais resultados ainda não foram publicados na literatura, e não foram encontradas explicações para a não interferência no grupo de

 

 

26   machos e fêmeas esplenectomizados. Esses resultados reforçam as primeiras publicações dos séculos XVIII e XIX, que apontaram para o desinteresse masculino por atividade sexual após a retirada do baço. Estudos futuros poderão trazer mais subsídios para a compreensão da função esplênica no interesse sexual, na ovulação e na espermatogênese.

9.Conclusão

Há redução do número de gestações e tendência de diminuição da prole em casais de camundongos machos esplenectomizados com fêmeas normais. A esplenectomia associa-se ao aumento da testosterona sérica em ratos.

 

 

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