• Aucun résultat trouvé

OUTPUT DATA

Dans le document SIGMA 5 (Page 90-96)

A busca por independência no abastecimento de água de um shopping, deve estar na pauta dos investidores, garantido uma maior autonomia ao fornecimento público. O consumo mensal de água em um empreendimento como Shopping Center Vila Velha, em média, gira em 9.000 m³/mês, o equivalente ao consumo de uma população entre 4 a 5 mil habitantes. No entanto, a prioridade do fornecimento de água potável, é para a comunidade e não ao atendimento ao comercio e indústria.

De maneira geral, o uso de fontes alternativas não é uma medida de otimização do uso, mas apenas substituição de fonte. O conceito de otimização está associado a práticas e processos que efetivamente reduzam o consumo da água no empreendimento, o que pode ser verificado pelo consumo específico de água, por exemplo (Litros por usuário).

Como parte de ações recomendadas por pesquisadores, a formação de uma equipe exclusiva para ações de gestão da água, capaz de identificar problemas e de forma imediata, resolve-los, são fundamentais. Para isso, o conhecimento detalhado de todos os sistemas e subsistemas hidráulicos, devem ser estudados a fundo nos projetos e conferidos em campo. Um diagnósticos minucioso, de todo empreendimento, precisa estar incorporado à capacitação profissional dos atores envolvidos na operação e manutenção, isto se dá através da capacitação profissional. A equipe de operação e manutenção, deverá contar com uma brigada de bombeiros hidráulicos, apta a ações rápidas e contínuas de manutenção e regulagem dos equipamentos economizadores, calibrando-os em relação à vazão para cada finalidade. Para isto, um bom projeto em parcimônia com as questões de conservação de água, irá contribuir significamente, com as ações e reações da equipe responsável pela boa gestão de um shopping.

Os dados de consumo e metas de redução devem diariamente ser acompanhados pelos administradores e expostos ao público, como fonte de incentivo ao usuário consciente, isto poderá promover a sensibilização do usuário, trazendo ganhos econômicos, sociais e ambientais, através da construção permanente educacional, isto se dá através de campanhas educativas específicas, as quais quando julgadas por gestoras e empresas, ficaram em primeiro lugar de prioridade, já

quando julgadas pelos profissionais, foram para o terceiro lugar, ficando atrás de água cinza e água de chuva e finalmente quanto feito o julgamento combinados de todos os participantes, a campanha educativa, caiu para a última escolha, atrás de todas as outras alternativas.

Mundaças nos layout sanitários, como por exemplo, instalar menos bacias sanitárias e mais mictórios, uma vez que pesquisas apontam para praticamente 90% como uso das bacias, ainda é uma grande barreira a ser vencida, inclusive esbarrando em normas vigentes, que exigem um número de bacias, iguais a de mictórios e pias, calculado pelo número de usuários, o que limita a decisão dos projetistas em propor novas soluções, no entanto, é possível repensar sobre uma maior privacidade entre equipamentos sanitários incentivando, com isto, seu uso.

Uma construção como a do SCVV, possui uma complexa rede hidráulica e consumos diferenciados, o que torna o trabalho difícil. Todos os esforços combinados, devem ser levados a prática, considerando ações gerenciais, técnicas, operacionais e educacionais. Os dados obtidos no SCVV, são resultados de como ele foi projetado, executado, mantido, e principalmente, do comportamento dos usuários, sejam eles, clientes, lojistas ou funcionários administrativos, sendo que cada construção é única e os procedimentos e resultados refletem a realidade de cada empreendimento, sendo assim, não houve nessa pesquisa, a intensão de informar aos participantes que responderam aos questionários, sobre as demandas e vazões do SCVV.

Provavelmente os resultados das ofertas e demandas seriam diferentes, caso o empreendimento tivesse sido realizado com conceitos mais alinhados com as questões ambientais. As informações relacionadas as questões no trato com a redução do consumo de água, devem estar na intensão de quem o faz, desde da sua concepção.

Alterar e adaptar as instalações existentes, de um empreendimento como o SCVV, é extremamente oneroso, devido a complexidade dos sistemas e subsistemas hidrossanitário e seu longo percurso. Entende-se que esse percurso é o mesmo desde a fase projetual, mas há uma significativa diferença entre executa-lo durante a obra e executar quando já se encontra pronto e em operação. Todo o transtorno, retrabalho e o alto custo, são fatores que levam ao desmotivação em adequações pós obra.

Cada região tem as suas peculiaridades em termos de ambiente, procedimentos e cultura; avançar no assunto, envolve, necessariamente atividade,

despreender-se de uma rotina de visão estática, com ações que nos tiram de uma realidade e nos levam ao próximo estágio

Um empreendimento inicia-se no projeto arquitetônico, que parte de um programa de necessidades, levantados a partir do estudo técnico e econômico de viabilidade do negócio e resultados pretendidos. Segundo pesquisadores do PROSAB-5, quando há uma sinergia entre os empreendedores, as áreas de projeto de arquitetura e engenharia, com os princípios da sustentabilidade ambiental, ambos convergem para alcançar as melhores respostas relativas à conservação de água e de energia no edifício.

Finalizando, as opiniões dos especialistar, por sua natureza científica, estão relacionadas as boas práticas de gestão so uso da água, como capanhas educativas, uso de fontes alternativas, controle de perdas e desperdícios, equipe de manutenção e operação eficiente, entre outras, mas poderia ir na raiz do problema, como na capacitação e ataualização dos profissionais que projetam e executam as obras. A questão esta na causa e efeito e esse poderá ser o ponto de reflexão para a evolução da sustentabilidade na construção, segundo o autor desta pesquisa.

Dans le document SIGMA 5 (Page 90-96)

Documents relatifs