I NTEGRATION S EMANTIQUE DES
IV.3. Notion d'ontologie
IV.3.4. Construction d'ontologies
IV.3.4.4. Outils de développement des ontologies
a) Pacientes admitidos no SEH no período de janeiro a dezembro de 2018:
O SEH do HC-UFU registrou a entrada de 16.287 pacientes no ano de 2018. Em média, 1.357 ao mês e 45 pacientes por dia.
Tabela 1: Quantidade, percentual e média diária de pacientes admitidos no SEH no período de janeiro a dezembro de 2018
Mês Quantidade de pacientes admitidos
% de pacientes admitidos
Média diária de pacientes admitidos jan 1427 8,8 46 fev 1350 8,3 48 mar 1551 9,5 50 abr 1517 9,3 50 mai 1448 8,9 47 jun 1286 7,9 43 jul 1023 6,3 33 ago 1159 7,1 37 set 1317 8,1 44 out 1461 9,0 47
46 48 50 50 47 43 33 37 44 47 45 45 0 10 20 30 40 50 60
jan fev mar abr mai jun jul ago set out nov dez
nov 1351 8,3 45
dez 1397 8,6 45
Total 16.287 100,0 44,5
Fonte: UFU85
A Tabela 1 demonstra que os três meses que mais concentraram pacientes admitidos no serviço foram: março (9,5%), abril (9,3%) e outubro (9,0%) e aqueles com a menor concentração de pacientes admitidos foram: julho (6,3%), agosto (7,1%) e junho (7,9%).
Quando observada a média diária de pacientes admitidos, nota-se uma queda de quase 16 pacientes admitidos ao dia no mês de julho quando comparado com a média total dos meses de 2018, conforme demonstrado no Gráfico 1.
Gráfico 1: Média diária de pacientes admitidos no SEH no período de janeiro a dezembro de 2018
Fonte: UFU85
No mês de julho a queda pode ter ocorrido em virtude de registro de greve nacional dos trabalhadores que reduziu o número de funcionários em atividade no SEH no período de 11 a 18 de julho. A greve se deu em virtude da reivindicação da regularização dos pagamentos de salários que vinham sendo efetuados pela FAEPU com atrasos desde o início do ano.
Outra variável é a de que no dia 22 de julho, após o encerramento da greve, aconteceram movimentos de transição no serviço para a implantação do Lean Healthcare no SEH Adulto com o propósito de reduzir a superlotação por meio da aplicação de ferramentas de melhoria de processos de trabalho e, principalmente, redução de desperdícios. Essa é uma das intervenções estudadas nesse trabalho que será apresentada adiante.
b) Pacientes admitidos no SEH por gênero e faixa etária no ano de 2018:
Referente ao número total de pacientes admitidos por faixa etária e por gênero, demonstrados na Tabela 2 e 3, percebe-se uma distorção quanto à quantidade total de pacientes admitidos no SEH no mesmo período. Na Tabela 1 o número total é de 16.287 pacientes admitidos, na Tabela 2, referente à faixa etária o total é de 15.383, já na Tabela 3 referente ao gênero informado o total é de 14.203.
Tabela 2: Quantidade e percentual de pacientes admitidos no SEH por faixa etária, no ano de 2018
Faixa etária Quantidade
de pacientes % de pacientes admitidos 13 a 19 anos 828 5,3 20 a 29 anos 2521 16,4 30 a 39 anos 2280 14,8 40 a 49 anos 2285 14,9 50 a 59 anos 2421 15,7 60 a 69 anos 2267 14,7 70 a 79 anos 1702 11,1 80 a 89 anos 886 5,8 90 a 99 anos 193 1,3 Total 15.383 100 Fonte: UFU85
Tabela 3: Quantidade de pacientes admitidos no SEH por gênero no ano de 2018
Masculino Feminino Total
Total 6.915 7.288 14.203
Fonte: Fonte: UFU85
Nos relatórios enviados pelo HC-UFU a diferença foi justificada pela inconsistência dos dados alimentados em sistema próprio do hospital, o SIH (Sistema de Informação Hospitalar), fonte de dados para esta pesquisa. Outra justificativa informada em documentos analisados é de que quando se trata da coleta de faixa etária e gênero há dificuldades da equipe de cadastro e triagem do SEH em finalizar o preenchimento completo dos dados no momento da entrada do usuário.
Nesse contexto, Drumond Jr.52, explica que sobre os dados considerados na pesquisa, é preciso relativizar os problemas de qualidade segundo o tipo de análise que será realizada. Numa análise temporal, como no monitoramento ou na vigilância, é possível obter conhecimento sobre tendências mesmo com ocorrência de sub-registro.
Nesse sentido, entende-se que os dados coletados quanto à faixa etária e gênero, embora não demonstrem a totalidade dos pacientes admitidos no SEH no período analisado, possibilitam assim mesmo conhecer a tendência das características em debate.
Sendo assim, nota-se que o maior número de pacientes admitidos no SEH está na faixa etária de 20 a 29 anos (16,4%). Na segunda colocação estão os pacientes da faixa etária de 50 a 59 anos (15,7%).
Segundo Vecina e Malik56 a faixa etária acima de 65 anos possui uma demanda maior, cerca de quatro vezes mais, por internações hospitalares e o aumento da necessidade desses serviços está relacionado com o aumento da expectativa de vida. Porém, a partir dos dados encontrados essa faixa etária (>65 anos) não corresponde a faixa majoritária dos pacientes admitidos no Serviço de Emergência Adulto o que não se pode concluir que não seria a faixa com mais ocorrência de admissão no restante do HC-UFU.
No geral, os pacientes se concentram na faixa etária entre 20 e 69 anos, equivalente a 76,5% do total de admissões no serviço, em contrapartida a 23,5% dos demais pacientes pertencentes a outras faixas etárias.
Quanto ao gênero, podemos concluir por um equilíbrio entre homens e mulheres. Foram registradas 51% de acessos de mulheres enquanto homens corresponderam a 49%.
Importante ressaltar que a classificação de “gênero” do cadastro utilizado no SEH do HC não se adequou às mudanças instituídas pelo Ministério da Saúde, que tratam da inclusão dos campos “Orientação Sexual” e “Identidade de Gênero” no Sistema do Cartão Nacional de Saúde57.
A Portaria GM/MS nº 2.836, de 1º de dezembro de 201157 (Portaria de Consolidação GM/MS nº 02, de 28 de setembro de 2017 - Anexo XXI, Capítulo I) que trata da Política Nacional de Saúde Integral LGBT tem os seguintes objetivos específicos:
[...] IV - Qualificar a informação em saúde no que tange à coleta, ao processamento e à análise dos dados específicos sobre a saúde da população LGBT, incluindo os recortes étnico-racial e territorial.
Art. 4º Compete ao Ministério da Saúde: X - Incluir os quesitos de orientação sexual e de identidade de gênero, assim como os quesitos de raça, cor, nos prontuários clínicos, nos documentos de notificação de violência da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (SVS/MS) e nos demais documentos de identificação e notificação do SUS57.
Nesse sentido, percebe-se que o HC-UFU deverá se adaptar à Política Nacional de Saúde Integral da População LGBT, visando a alimentação dos seus sistemas de informação, considerando-se a orientação sexual, a identidade de gênero, a raça/cor e a etnia, para promover o cuidado integral com equidade.
c) Meio de chegada do pacientes admitidos no SEH no período de janeiro a dezembro de 2018:
O SEH do HC-UFU tem como característica ser um serviço referenciado e ao mesmo tempo porta aberta 24h/dia durante sete dias na semana.
Nos relatórios fornecidos pelo HC-UFU, quando a entrada do usuário no SEH se dá por “meios próprios” e “trazidos por outros” é considerada demanda espontânea, o que significa dizer que o usuário chegou até o serviço sem ser referenciado por outro prestador da Rede Pública de Saúde ou por alguma Central de Regulação de Acesso instituída na Rede de Atenção à Saúde.
Tabela 4: Quantidade de pacientes admitidos no SEH por meio chegada no período de janeiro a dezembro de 2018
Mês Meios Próprios
Ambulâ
ncia COBOM SAMU
Trazido por Outros MGO Rodovia Ambulâ ncia do HC PM Total jan 972 359 70 0 12 12 2 0 1427 fev 904 364 48 0 23 7 4 0 1350 mar 1055 403 62 0 24 4 3 0 1551 abr 1040 385 63 0 16 8 5 0 1517 mai 955 385 66 0 36 4 2 0 1448 jun 779 413 61 0 27 2 4 0 1286 jul 565 308 69 60 15 4 2 0 1023 ago 609 399 62 64 20 2 3 0 1159 set 737 419 76 64 14 3 2 2 1317 out 820 483 63 61 16 9 3 6 1461 nov 742 450 63 63 16 7 3 7 1351 dez 739 472 78 79 18 5 6 1397 Total 9.917 4.840 781 391 237 67 33 21 16.287 % 60,9 29,7 4,8 2,4 1,5 0,4 0,2 0,1 100,00 Fonte: UFU85
Neste caso, percebe-se na Tabela 4 que apesar do SEH ser um serviço referenciado, mais de 62% das admissões registradas em 2018 são consideradas demanda espontânea.
O meio de chegada classificado como “Ambulância” corresponde ao transporte sanitário de paciente residente em algum dos municípios que referenciam para o SEH. Esse meio de chegada teve o segundo maior registro (29,7%) entre os meios de chegada de pacientes ao SEH. Os pacientes que utilizaram esse tipo de meio de chegada tiveram de alguma maneira seu acesso ao SEH regulado, seja pela Central Estadual de Regulação, seja pela Central Municipal de Regulação do município de Uberlândia.
Outras classificações utilizadas pelo HC-UFU no cadastro de acesso dos usuários no SEH é o “COBOM” (Corpo de Bombeiros Militar), “MGO Rodovias” e “PM” (Polícia Militar). A classificação “MGO Rodovias” corresponde à Concessionária de Rodovias Minas Gerais/Goiás que administra o trecho da rodovia federal BR 050, que passa pela região, entre os estados de Minas Gerais e Goiás. Tanto os meios de chegada “MGO Rodovias”, “COBOM” e “PM” utilizam de grade de encaminhamento pactuada com a Rede de Atenção à Saúde para informarem previamente aos estabelecimentos de saúde que farão o transporte de usuários que demandam assistência de urgência ou emergência. Na Tabela 4, nota-se que cerca de 5% dos usuários utilizam esses meios de chegada para acessarem o SEH, sendo que os trazidos pela Polícia Militar apresentam o menor número em comparação com todos os outros meios de chegada apresentados na referida tabela.
A classificação “Ambulância do HC” significa o meio de chegada do usuário no SEH transportado por ambulância do próprio hospital. Em sua maioria refere-se ao transporte de pacientes acamados ou debilitados que já são assistidos pelo Serviço de Atenção Domiciliar do HC e que, por descompensação da condição clínica, demandam atendimento em ambiente hospitalar. A quantidade (33) de usuários que utilizam esse meio de chegada é menor em relação aos demais visto que durante o ano de 2018.
Por fim, o meio de chegada classificado como “SAMU” (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi utilizado apenas a partir do mês de julho, por 391 usuários, correspondendo 2,4% do total de acessos registrados no SEH. Isto porque o SAMU foi implantado na Região Ampliada de Saúde do Triângulo Norte (região onde está inserido o HC), no mês de julho de 2018. Os pacientes que utilizaram esse meio de chegada foram regulados via Central de Regulação de Urgência do SAMU.
Referente aos meios de chegada se destaca a redução de pacientes admitidos no serviço por demanda espontânea (meios próprios + trazidos por outros), principalmente a partir do mês de julho. Essa queda pode ter se dado em virtude da implantação do SAMU no dia 3 de julho de 2018 em 26 municípios (exceto Uberlândia) que referenciam pacientes para o SEH. Sinalizando que a partir daí houve aumento de pacientes com acesso regulado no SEH.
O Gráfico 2 apresenta um paralelo entre o número de pacientes admitidos no SEH por demanda espontânea e os admitidos via SAMU no ano de 2018.
0 0 0 0 0 0 60 64 64 61 63 79 984 927 1079 1056 991 806 580 629 751 836 758 757 0 200 400 600 800 1000 1200
jan fev mar abr mai jun jul ago set out nov dez
pacientes trazidos pelo SAMU pacientes por demanda espontânia
Gráfico 2: Média mensal de pacientes admitidos no SEH, por demanda espontânea, no período de janeiro a dezembro de 2018
Fonte: UFU85
O tema vinculado à implantação do SAMU será tratado em capítulo específico deste trabalho.
d) Classificação de Risco dos usuários admitidos no SEH no período de janeiro a dezembro de 2018:
Muitos serviços de atendimento às urgências convivem com grandes filas onde as pessoas disputam o atendimento sem critério algum a não ser a hora da chegada. A não distinção de riscos ou graus de sofrimento faz com que alguns casos se agravem na fila, ocorrendo às vezes até a morte de pessoas pelo não atendimento no tempo adequado. Esse tipo de organização do serviço reproduz certa forma de lidar com o trabalho que privilegia o aspecto da produção de procedimentos e atividades em detrimento da análise dos resultados e efeitos para os sujeitos que estão sob sua responsabilidade58.
O Ministério da Saúde, com o propósito de melhorar a qualidade do atendimento do SUS, instituiu a Política Nacional de Humanização da Atenção e Gestão do SUS (HumanizaSUS). Nesta Política está inserida a abordagem do Acolhimento com Classificação de Risco (ACCR), que é uma diretriz e um dispositivo de interferência nos processos de trabalho em SEH58.
Nesse sentido, o acolhimento se caracteriza pela escuta qualificada e pactuação entre a necessidade do usuário e a capacidade do serviço em responder à sua demanda, com vistas à qualificação da atenção e à responsabilização quanto ao direcionamento seguro a outro serviço. Já a classificação de risco implica a agilidade do atendimento mediante a
aplicação de um protocolo que determina o grau da necessidade do usuário, conforme a complexidade e não a ordem de chegada 59.
O acolhimento com classificação de risco foi introduzido nos serviços de emergência com o objetivo de reduzir as superlotações, adequando o atendimento conforme o grau de gravidade, identificando os pacientes que precisam ser vistos primeiro e aqueles que possam esperar com segurança, sem que haja qualquer risco para o mesmo60.
A classificação de risco é uma ferramenta que, além de organizar a fila de espera e propor outra ordem de atendimento que não a ordem de chegada, tem também outros objetivos importantes, como: garantir o atendimento imediato do usuário com grau de risco elevado; informar o paciente que não corre risco imediato, assim como a seus familiares, sobre o tempo provável de espera; promover o trabalho em equipe por meio da avaliação contínua do processo; dar melhores condições de trabalho para os profissionais pela discussão da ambiência e implantação do cuidado horizontalizado; aumentar a satisfação dos usuários e, principalmente, possibilitar e instigar a pactuação e a construção de redes internas e externas de atendimento58.
Tabela 5: Quantidade de pacientes admitidos no SEH por classificação de risco no período de janeiro a dezembro de 2018
Classificação
de Risco Jan fev mar abr mai jun jul Ago set out nov dez Total %
Emergência 19 32 47 47 47 35 28 45 43 35 29 46 453 3 Muito Urgente 208 387 492 410 426 362 357 364 366 401 392 438 4603 30 Urgente 338 570 646 648 647 541 379 423 564 589 552 542 6439 42 Pouco Urgente 56 133 138 164 131 131 105 129 141 188 157 148 1621 10 Não Urgente 11 19 6 12 10 9 7 10 10 21 22 19 156 1 Sem Classificação 151 198 208 229 181 200 139 177 180 217 185 186 2251 15 Total 783 1339 1537 1510 1442 1278 1015 1148 1304 1451 1337 1379 15523 100,0 Fonte: UFU85
Na tabela 5, referente à classificação de risco dos pacientes admitidos SEH do HC/UFU no período de janeiro a dezembro de 2018, percebe-se a fragilidade nos dados fornecidos quando se observa a diferença entre o total de pacientes admitidos no serviço apresentados na tabela 1 (16.287) com o total desta tabela (15.523). Entretanto, estudos afirmam que ainda assim há possibilidade de se conhecer a tendência das características dos dados em discussão52.
Nota-se pelos dados da tabela acima que o maior número de pacientes admitidos no SEH é classificado como “Urgente” (42%). Já 30% dos pacientes são classificados como “Muito urgente” e 3% são classificados como “Emergente”. Esses resultados demonstram que
3% 30% 42% 10% 1% 15% Emergência Muito Urgente Urgente Pouco Urgente Não Urgente Sem Classificação
75% dos pacientes admitidos no SEH tem o risco classificado como urgente ou emergente, compreendendo assim que a maior parte dos pacientes que acessam o SEH tem o perfil de usuários que pela sua classificação de risco deveriam realmente procurar um Serviço de Emergência.
Quando observado o número de pacientes classificados como “Pouco Urgente” ou “Não Urgente”, tem-se 11% do total dos pacientes classificados nesse risco.
Maior que o número de “Pouco Urgente” ou “Não Urgente”, é o percentual de pacientes “Sem classificação”, perfazendo 15% do total dos pacientes classificados no ano de 2018. Os relatórios apresentados pelo HC/UFU registram que os pacientes “Sem classificação” são aqueles que acessaram o SEH por meio de encaminhamentos feitos por médicos da instituição durante sua atuação em estabelecimentos distintos do HC ou em ambulatórios do próprio HC. O gráfico 3 abaixo apresenta os percentuais de acordo com cada risco classificado.
Gráfico 3: Percentual de pacientes admitidos no SEH por classificação de risco no período de janeiro a dezembro de 2018
Fonte: UFU85
O conhecimento da população sobre a qualidade da assistência pode ser confundida pela crença de que em hospitais serão mais bem atendidos do que em outros Serviços de Saúde. Essa crença é voltada para o modelo assistencial biomédico, em que os hospitais são a peça central do sistema de saúde e a rede básica é considerada desqualificada61.
O sistema adotado para classificação de risco dos pacientes admitidos no SEH é Sistema de Triagem do Manchester. Este sistema foi adotado no Brasil e reconhecido pelo Ministério da Saúde. Nele a classificação é feita por indicação clínica e por cor, cada cor
determina um tempo máximo para realização do atendimento, o qual vai do zero - atendimento imediato ao não urgente, com tempo máximo de 240 minutos62.
Nesse Sistema a cada categoria é atribuído um número, cor, nome e tempo-alvo máximo aceitável até o primeiro atendimento médico, como se segue62:
nível 1: emergente, vermelho, imediato; nível 2: muito urgente, laranja: 10 minutos; nível 3: urgente, amarelo: 60 minutos; nível 4: pouco urgente – verde: 120 minutos; nível 5: não urgente – azul: 240 minutos.
e) Quantidade de pacientes admitidos no SEH por especialidade no período de janeiro a dezembro de 2018:
Considerando que este trabalho delimitou o estudo no SEH do HC que assiste apenas usuários adultos, a Tabela 6 não traz algumas especialidades encontradas em outros serviços com o mesmo perfil, como pediatria, ginecologia e obstetrícia.
Novamente obervamos a mesma inconsistência apresentada nas Tabelas 2 e 3, referente à diferença do número total de admissões. Nesse caso, deixou-se de apontar no momento do cadastro e/ou alimentação do sistema a especialidade demandada por 1.058 usuários, o que equivale a 7% do total de usuários que deram entrada no SEH no ano de 2018.
Tabela 6: Quantidade de pacientes admitidos no SEH por especialidade, no período de janeiro a dezembro de 2018
Especialidade jan fev mar abr mai jun jul ago set out nov dez Total Clinica Médica 8 371 469 458 421 312 278 344 364 389 442 432 4288 Cirurgia Geral 393 410 476 370 365 337 248 253 340 347 325 362 4226 Traumatologia 261 235 219 267 197 211 166 191 182 258 232 226 2645 Oftalmologia 1 183 169 156 167 109 105 139 180 198 129 132 1668 Urologia 43 16 30 57 75 69 51 36 39 44 48 49 557 Psiquiatria 23 23 27 31 39 32 28 43 40 44 30 43 403 Cirurgia Vascular 28 12 23 18 51 50 31 35 30 33 29 44 384 Neurocirurgia 124 6 9 20 21 24 24 24 27 38 37 19 373 Otorrinolaringologia 26 21 34 40 33 38 31 28 26 31 19 14 341 Traum. Buco-Maxilo 15 7 15 20 25 22 17 13 17 15 11 20 197 Cirurgia Torácica 8 9 5 3 2 7 4 6 1 12 7 10 74 Cirurgia Plástica 4 8 3 6 10 4 3 8 5 7 6 9 73 Total 934 1301 1479 1446 1406 1215 986 1120 1251 1416 1315 1360 15.229 Fonte: UFU85
Essa situação evidencia uma fragilidade na alimentação do sistema de informação do HC, o que pode comprometer a coleta e análise de dados que embasam a tomada de decisão e definem estratégias de gestão.
Os dados da Tabela 6 demonstram que 56% da demanda dos pacientes admitidos no SEH é por Clínica Médica (28,2%) e por Cirurgia Geral (27,7%).
f) Município de origem dos pacientes admitidos no SEH no período de janeiro a dezembro de 2018:
O HC-UFU, consequentemente o seu SEH, é referência para assistência de alta complexidade para cerca de 1,2 milhão de pessoas residentes em algum dos 27 municípios que compõem a Região Ampliada de Saúde Triângulo do Norte. No entanto, entre os vários serviços que o hospital é credenciado, existem alguns, como por exemplo, cardiologia (somente eletrofisiologia) e cirurgia cardíaca pediátrica que também possuem pactuação para atendimento a outros municípios que pertencem a outras Regiões de Saúde de Minas Gerais. Já o SEH do HC-UFU é a única referência em atendimento de Urgência e Emergência Hospitalar, de média e alta complexidade que presta assistência 24h/dia com porta aberta para os 27 municípios sob a jurisdição da Região Ampliada de Saúde Triângulo do Norte.
Tabela 7: Quantidade de pacientes admitidos no SEH por município de origem, no ano de 2018 Município de Origem da Região Ampliada de Saúde
Triângulo Norte Quantidade de Pacientes
Uberlândia 12.887 Araguari 637 Tupaciguara 302 Monte Carmelo 280 Prata 224 Ituiutaba 203
Monte Alegre De Minas 200
Coromandel 123 Nova Ponte 118 Patrocínio 118 Santa Vitória 107 Canapólis 94 Capinopólis 78 Campina Verde 77 Centralina 59 Iraí de Minas 58
Abadia Dos Dourados 54
Araporã 50
Indianópolis 46
Romaria 24 Cascalho Rico 22 Gurinhatã 18 Cachoeira Dourada 14 Grupiara 12 Douradoquara 10 Ipiaçú 9
Municípios de outras Regiões de Saúde 429
Total 16.287
Fonte: UFU85
A Tabela 7 evidencia que a maior parte de pacientes admitidos no SEH é do município de Uberlândia (79%). Os demais pacientes são oriundos de municípios da mesma região (18,4%) e apenas 2,6% são residentes fora da Região a qual pertence o HC.
Compreende-se que pelo motivo do SEH do HC-UFU estar instalado na sede do município de Uberlândia facilita o acesso dos usuários ao serviço. Outro motivo é que Uberlândia concentra 52% do total de habitantes residentes na Região Ampliada de Saúde Triângulo do Norte que também utilizam o SEH como serviço de referência.
g) Tipo de regulação de acesso realizada para admissão dos pacientes no SEH no período de janeiro a dezembro de 2018:
A regulação de internações de urgência e emergência inclui, dentre outras responsabilidades, a regulação de acesso, transferência entre hospitais e municípios e autorização e controle da disponibilidade de leitos63.
O acesso dos pacientes ao SEH do HC-UFU é organizado a partir da atuação da Regulação de Acesso à Assistência.
A Portaria nº 1.559, de 1º de agosto de 200864, que institui a Política Nacional de Regulação do SUS, apresenta os objetivos dessa regulação e trata de outros aspectos:
Regulação do Acesso à Assistência: também denominada regulação do acesso ou