2.1 3 'rHE EGypnAN EXPERIMENT OF THE ROAD SAFETY SYSTEM
5. PHASE IV : THE FUI'URE
2.14 ORGANIZATION AND STATUS OF ROAD SAFETY WORK IN NIGERIA
“Aprender pode ser gostoso” (ROSSINI, 2003, p. 10). Para ser “gostoso”, implica atender as necessidades humanas, ser algo motivador e ter métodos socializados. Deve ser do interesse do sujeito, mas, igualmente, é de responsabilidade do educador e dos pais proporcionarem essa satisfação às crianças e aos adolescentes. Para Rossini (2003), o atendimento às necessidades humanas causa prazer e essas necessidades são as fisiológicas (alimento, hidratação, repouso, movimento, abrigo, etc.) e as psicológicas (amar e ser amado, sentir-se seguro, ter autoestima, sentir-se realizado, ser aprovado e aceito pela sociedade). Os sujeitos podem tornar-se apáticos a aprendizagem se essas necessidades não forem atendidas.
Aprender pode ser dominar uma atividade, ser solidário, responsável, ajudar os outros, entender as pessoas, conhecer a vida; dominar uma relação, que pode ser consigo mesmo, para construção de si, ou com os outros, o que colabora no aprendizado (CHARLOT, 2000). A aprendizagem requer relações bem-sucedidas, com os pares, com o conhecimento e com a própria vida.
A aprendizagem é o processo de adquirir novos conhecimentos, novas habilidades e competências. Demanda uma ação que envolva o ensinante e o aprendente em uma troca mediada pelo ato de amor na descoberta do mundo. Deve se desenrolar de forma instigante, de maneira prazerosa, para haver significado àquele que constrói conhecimento. Quando isso não acontece, pode ocorrer a dificuldade para aprender, que, quase sempre, culmina com o fracasso escolar.
Todo sujeito tem sua modalidade de aprendizagem, um fator determinante que indica como ele realiza seus vínculos com os objetos do conhecimento. O fracasso escolar nasce, então, porque, de uma forma ou de outra, existe uma barreira na construção desses vínculos, muitas vezes despercebida ou negligenciada pela escola ou produzida dentro da própria esfera institucional. A escola, na figura dos seus profissionais, não consegue vislumbrar que cada aluno tem sua modalidade de aprendizagem adquirida dentro da sua cultura, sendo essa, portanto, diferente em cada sujeito.
Fernández (1991) argumenta sobre a aquisição da aprendizagem e aponta a modalidade de aprendizagem que cada um possui desde o nascimento, uma forma pessoal de se aproximar do conhecimento. É um esquema de operar que o sujeito utiliza, ao se deparar com as diferentes situações de aprendizagem. Essa modalidade é construída de acordo com as experiências efetivadas e com os modelos de aprendizagem vivenciados no grupo familiar.
A aprendizagem se consolida mediante condições externas e internas ao sujeito. Na dimensão interna, há três planos inter-relacionados, como o corpo, a condição cognitiva e a dinâmica do comportamento. O corpo, na sua estrutura neurofisiológica com sua integridade anátomo-funcional e seus esquemas e coordenações conservados, é o mediador da ação, é com ele que se aprende (PAIN, 1985). “As condições do mesmo, sejam constitucionais, herdadas ou adquiridas, favorecem ou atrasam os processos cognitivos e, em especial, os de aprendizagem” (PAIN, 1985, p. 22). A condição cognitiva da aprendizagem está relacionada “[...] à presença de estruturas capazes de organizar os estímulos do conhecimento” (PAIN, 1985, p. 23), ou, se não há essa condição, necessário se faz a articulação de meios para o alcance desse fim. Tal meio pode ser equacionado pelos fundamentos psicopedagógicos. Além disso, a dinâmica do comportamento é condição para a efetivação da aprendizagem, pois ela supõe um processamento da realidade e é resultado do comportamento/atuação do sujeito sobre os objetos do conhecimento. Assim, o aprender vai ser mais rápido de acordo com as necessidades individuais (PAIN, 1985).
Ao falar em processos cognitivos e da ação dos sujeitos sobre a realidade concreta, Porto (2009) salienta que os aspectos afetivos, junto com os cognitivos e biológicos, são fatores individuais, internos que interferem nas aprendizagens. A aprendizagem ocorre no dia a dia e, por meio do aprender, o sujeito desenvolve comportamentos para viver.
O aprender envolve a inteligência, os desejos e as necessidades e, por intermédio do cognitivo, busca-se generalizar, classificar, ordenar, identificando-se semelhanças, enquanto que, por meio dos desejos e das necessidades, busca-se o individual, o subjetivo e o diferente (PORTO, 2009, p. 39-40).
A Psicopedagogia reconhece a interdependência desses aspectos nas mais diversas formas de aprendizagens. E esse reconhecimento leva a um assessoramento mais reflexivo, formativo e inovador nas situações e se constitui em aspectos positivos para reduzir os fracassos escolares existentes.
“Aprender é construir seu próprio significado, e não encontrar respostas certas dadas por alguém” (PORTO, 2009, p. 41). Diante disso, afirma-se que a Psicopedagogia favorece essa construção significativa pelo aprendente em um formato suplementar, quando o sujeito tem certas limitações, de quaisquer ordens ou se essas limitações são externas a ele. É um caminhar juntos, em um oferecimento de suportes e recursos necessários a construção do saber. “Toda e qualquer experiência só se converte em conhecimento quando tenha passado
por um procedimento reflexivo (crítico - analítico - valorativo - compreensivo), combinado ou relacionado com outras experiências” (PORTO, 2009, p.63-64).
A Psicopedagogia oferece conhecimentos sobre a aprendizagem de modo que haja auxílio ao sujeito, de forma a resgatar suas possibilidades de aprender, em suas relações com os objetos do conhecimento.
Quando se fala nas relações entre o sujeito e objeto, lembrar-se-á da concepção interacionista. Os conhecimentos sobre a base interacionista são muito importantes para entender a aprendizagem, cujo foco não está no sujeito, como pontua o Inatismo, nem no objeto, como infere o Empirismo, mas nas relações interativas que se estabelecem nas duas vertentes: sujeito e objeto. A Psicopedagogia se respalda no paradigma interacionista, que se
o
contrapõe ao Inatismo e ao Empirismo . No Interacionismo, “[...] o processo de aprendizagem humana não se dá por força da bagagem hereditária apenas, nem apenas da pressão do meio, físico ou social, mas por força entre esses dois polos, interação ativada pelo sujeito de aprendizagem” (BECKER, 2003, p. 17). E mesmo a inteligência tendo uma base genética, de acordo com os postulados piagetianos, seu processo de construção ocorre a partir de ações do sujeito sobre os objetos, em uma relação entre estruturas internas e o meio externo. Assim, as relações sociais têm papel importante para a aprendizagem.
Pela perspectiva psicopedagógica, possíveis soluções surgem de modo a diminuir manifestações negativas no aprender materializadas no baixo rendimento dos alunos, ocasionando o fracasso escolar. A Psicopedagogia representa ações, meios e técnicas para a promoção das capacidades do aprender de maneira gratificante, de modo a preparar os educadores para identificação do tipo e intensidade de mediações de que o sujeito em aprendizagem necessita para progredir, dentro das dimensões afetivas, cognitivas, psicológicas, culturais e outras, reduzindo-se, assim, as suas dificuldades escolares e de aprendizagem.