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C ONCLUSIONS DE L ’ ETUDE COMPARATIVE

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4 E TUDE COMPARATIVE DE LA DIFFUSIVITE DE

4.4 C ONCLUSIONS DE L ’ ETUDE COMPARATIVE

A questão de investigação desta tese que motivou tanto as hipóteses do trabalho, quanto as perguntas de pesquisa abordadas no MSL, indaga:

“Que requisitos arquiteturais devem ser considerados na concepção de soluções de TA voltadas a pessoas com deficiências físicas motoras

nos membros superiores, por forma a que possam ser utilizados em diversos contextos?

Estes requisitos arquiteturais, ou seja, os aspectos construtivos que devem ser considerados de forma a prover uma solução reutilizável para TA, foram elencados du- rante as diferentes etapas de trabalho. Em termos conceituais, as análises realizadas no Capítulo 3 permitiram vislumbrar os elementos básicos que deveriam constituir es- ses itens arquiteturais. Tanto por meio dos trabalhos recuperados pelo MSL, quanto da pesquisa qualitativa sobre soluções consolidadas no mercado, foi possível identificar os possíveis requisitos iniciais que deveriam compor a solução proposta.

Associado aos resultados oriundos a partir da metodologia de investigação, a apli- cação do processo de desenvolvimento descrito no Capítulo 4, não somente corro- borou os elementos levantados com os estudos, como também permitiu ampliar os requisitos que deveriam ser considerados neste trabalho. Estas condições arquitetu- rais são destacadas no Capítulo 5, com a proposição de um arcabouço para o dispo- sitivo IOM, e suas funcionalidades essenciais. Por fim, este capítulo traz a evolução do modelo implementado para um arcabouço de referência. Este modelo ampliado mantém os componentes utilizados na estrutura desenvolvida para IOM, e o amplia com elementos que não puderam ser utilizados, devido às limitações tecnológicas ine- rentes ao dispositivo utilizado como objeto de estudo. Assim, os principais requisitos arquiteturais encontrados são relacionados aos aspectos de:

• Comunicação - responsável por estabelecer um canal de comunicação eficaz entre aplicação desenvolvida e o dispositivo de interação. Ao longo dos ciclos de desenvolvimento destacados no Capítulo 4, este aspecto apareceu recor- rentemente nas prototipações. Em especial, esse item foi bastante trabalhado no SCCIOM (Seção 4.3.1), onde foi delineada a versão inicial do protocolo de comunicação seguido pelo IOM. Posteriormente, a adoção de funcionamento baseado em eventos, observada tanto no desenvolvimento do Doce Labirinto (Seção 4.3.2) quanto do IOM4TV (Seção 4.3.4), ampliou e diversificou os dados trocados entre a aplicação e o IOM (e sua interpretação), dependendo do tipo de interação escolhida. No modelo ampliado este aspecto é destacado nos três elementos que o compõem: (a) componente Comunicação na API; (b) Protocolo de regras de comunicação; e (c) Firmware do dispositivo de interação específico; • Configuração - engloba tarefas essenciais de ajustes para uso da solução. Este aspecto é intimamente ligado a Comunicação, já que se preocupa com a iden- tificação do dispositivo que será utilizado, a forma de conexão que será esta- belecida e as funcionalidades disponíveis para ajustes. Assim como na Comu- nicação, esta questão foi abordada em todas as prototipações realizadas (vide Capítulo 4), uma vez que endereça questões essenciais relativas a utilização do

dispositivo de interação IOM. Considerando o estudo de caso, apenas a conexão serial foi implementada. No entanto, o arcabouço desenvolvido já prevê suporte Bluetooth, o qual deverá ser incorporado ao dispositivo em sua próxima versão. No modelo ampliado este item é representado na API pelos componentes Cone- xão e Configuração, destacados na Figura 64;

• Forma primordial de interação - define qual a forma preponderante de intera- ção entre usuário e aplicação. No estudo de caso do trabalho, este aspecto está relacionado com a escolha do tipo de interação desejada, ou seja, movimentação contínua ou baseada em eventos. Conforme foi percebido ao longo dos ciclos de desenvolvimento, esta escolha está intrinsecamente ligada ao objetivo da so- lução proposta. A utilização da navegação por eventos, simplifica a utilização de aplicações que possuem GUI próprias, como no IOM4TV, por exemplo. Além disso, é uma forma de amenizar a fadiga sentida por seus usuários no uso cons- tante da solução. Contudo, a utilização de movimentação contínua é necessária, em especial, para realizar atividades relacionadas ao acesso ao computador e suas aplicações. No modelo ampliado, este elemento é apresentado no compo- nente Modo de Interação, o qual se divide em dois subcomponentes Eventos e Default, responsáveis por lidar as especificidades de cada forma de interação. Vale ressaltar que este fator é ligado com os aspectos de Configuração, bem como com os elementos GUI Handlers e Multimodo presentes no modelo; • Interface - aspecto relativo ao endereçamento de elementos relacionados com

a GUI que está sendo utilizada para interação. Dentre estas atribuições tratadas neste aspecto podem ser destacadas: tornar o objeto selecionável; restringir a navegação à interface; e preparar a interface para resposta a eventos. Durante as prototipações estes elementos foram bastante explorados, em especial no desenvolvimento dos protótipos do IOM4Home e do IOM4TV. Considerando o do modelo da Figura 64, este aspecto é refletido pelo componente GUI Handlers; • Dados - refere-se ao tratamento dos dados provenientes dos sensores dispo-

níveis. Durante as prototipações, foram utilizados dados provenientes do ace- lerômetro acoplado ao IOM, além do tempo, utilizado para disparo de cliques via Dwell time. O tratamento deste aspecto é realizado em diversos elementos existentes no modelo. Inicialmente os dados oriundos do sensor são tratados no firmware do próprio dispositivo de interação. Já no nível de aplicação, o manu- seio destes dados é realizado de acordo com o tipo de interação que está sendo utilizado (default ou eventos); e

• Multimodo - relacionada à possibilidade de utilização de dois ou mais canais de interação pelos usuários. Como destacado no Capítulo 3, boa parte dos traba-

lhos estudados utilizam pelo menos dois canais de interação para os usuários interagirem. Apesar de não implementada nos protótipos, devido a limitações da versão corrente do dispositivo IOM, esse aspecto se apresenta como um re- quisito bastante relvante para aprimorar e simplificar o processo de interação. A utilização de entrada de voz, por exemplo, pode ser adotada como com a pos- sibilidade para efetuar os cliques do mouse e outras ações futuramente. Desta forma, esse componente foi previsto no modelo ampliado, através do elemento Multimodo.

Estes foram os aspectos essenciais que devem ser contemplados no planejamento de uma arquitetura de TA. No entanto, o modelo deve ser suscetível ao acolhimento de mudanças, especialmente por meio de especialização das aplicações. Assim, apesar destes aspectos proverem uma base sólida para a estruturação das soluções, uma ar- quitetura assistiva deve ser capaz de comportar adaptações e especializações. Esta particularidade é importante já que, em um processo de concepção de uma TA, as necessidades e requisitos individuais devem ser avaliados de forma que seja possível introduzir componentes específicos a uma solução que atenda as demandas particu- lares de um grupo de pessoas ou mesmo de um único indivíduo.

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