Chapitre 2: La variabilité du HBV
2. La variabilité phénotypique
2.2 L'infection par le HBV
2.2.3 Les mutants HBV
2.2.3.1 Les mutants PréC/C
Fonte: Arquivo pessoal da autora - Visita Técnica PPGEDAM/UFPA, 2012
Uma das razões para a sua abertura é o excesso de vazão ou de chuva. Outra é a existência de água em quantidade maior que a necessária para o armazenamento ou a geração
de energia. Em períodos de chuva, o processo de abertura de vertedouros busca evitar enchentes na região de entorno da usina.
O lago formado, situado na cota de 72 metros, inundou uma área de 2.875 km2, da qual 25 % correspondem a áreas anteriormente ocupadas pelo rio Tocantins e seus principais afluentes. Nessa cota o reservatório apresenta um perímetro de 7.700 km e possui aproximadamente 1.600 ilhas, formadas pelas terras mais elevadas que não foram inundadas. O comprimento do lago é de 170 km no eixo norte-sul.
Sua posição geográfica é definida pelas coordenadas 03º 45' de latitude sul e 49º 41' de longitude oeste. A área de influência do reservatório à montante compreende integral ou parcialmente aos municípios de Tucuruí, Novo Repartimento e Itupiranga - na margem esquerda, a Breu Branco, Goianésia do Pará, Jacundá e Nova Ipixuna - na margem direita, totalizando uma área de aproximadamente 25.750 km²
O reservatório de Tucuruí encontra-se limnologicamente compartimentado apresentando duas principais porções distintas: o corpo central e o compartimento Caraipé, formado sobre a bacia do rio Caraipé. O reservatório da usina de hidrelétrica de Tucuruí pode ser dividido em 3 compartimentos distintos, sendo eles: montante, calha central e marginal.
Explica pela diferenciação do tempo de retenção hidráulica, dentro do próprio reservatório, devido à morfometria e hidrodinâmica do lago.
Devido regras da usina hidrelétrica, que precisa manter uma cota operacional elevada, para garantir máxima produção de energia, a capacidade do reservatório de Tucuruí em amortecer cheia a jusante é limitada, pois durante o período chuvoso grande volume de água passa pelo vertedouro, enquanto que no período de estiagem a vazão defluente é mínima (EVANGELISTA, 1993 apud ALVES, 2005).
O comportamento hidrossedimentológico de uma bacia hidrográfica é de extrema importância para o desenvolvimento de diversas atividades econômicas. A deposição de sedimentos nos canais, a formação de deltas e o movimento de bancos de areia no fundo dos rios podem dificultar a navegabilidade em determinados trechos do rio.
No caso de um empreendimento hidrelétrico, o conhecimento hidrossedimentológico é importante, pois condiciona a vida útil do reservatório, fazendo parte dos estudos de viabilidade do projeto.
A vida útil de um reservatório de uma usina hidrelétrica, do ponto de vista sedimentológico, é considerada como o período após o qual os sedimentos ali depositados passam a perturbar a sua operação normal. Essa perturbação começa a partir da área de remanso, onde a redução da velocidade da água permite a deposição dos sedimentos de arraste
e em suspensão mais pesados, e prossegue reservatório adentro em escala decrescente de granulometria (ELETRONORTE, 2001).
Durante o projeto da 1a Etapa, estimou-se em mais de 400 anos a vida útil do reservatório da UHE de Tucuruí (ELETRONORTE, 1984). Porém, vale ressaltar, que atualmente já se percebe um incremento bastante acentuado de desmatamento na bacia, sendo o processo de assoreamento do reservatório possivelmente bastante acelerado.
A fauna na região do baixo Tocantins é considerada uma das mais ricas e diversificadas do mundo. Antes do enchimento do reservatório realizou-se um levantamento das espécies faunísticas existentes, sendo, então estimada uma riqueza de 117 espécies de mamíferos, 294 de aves, 120 de répteis e anfíbios.
No entanto, em virtude do intenso processo de ocupação humana, esta região apresenta uma elevada destruição de habitat naturais, associada à caça predatória, que vem levando a uma diminuição significativa na abundância dessas espécies.
Para a população a jusante, as alterações ambientais aconteceram a partir de seis meses, logo após a conclusão da barragem, o que levou a população a associar as alterações às situações verificadas no ecossistema fluvial do Baixo Tocantins e a Usina Hidrelétrica de Tucuruí. Desta forma, os moradores na sua maioria responsabilizam a ELETRONORTE pelos problemas, mas também, com sua infinita sabedoria esses mesmos moradores, dizem ser a referida empresa a responsável pelas soluções. Realmente, a partir mais claramente, da inundação do reservatório logo que começaram os impactos ambientais visíveis à população, também foram levadas em consideração medidas mitigatórias pela ELETRONORTE, no entanto, não se sabe ainda hoje, se essas medidas foram tomadas ou não, assim como a maneira com que os estudos ambientais foram levados a cabo, e também, o papel dessas considerações no processo de tomada de decisões. Pois, dado aos inúmeros planos ambiciosos para o desenvolvimento hidrelétrico na Amazônia, muito uso poderia ser feito das lições aprendidas de Tucuruí, a barragem mais poderosa da Amazônia com 8.400 mW de capacidade, que está construída no rio Tocantins, no Estado do Pará, em um local propício para geração de energia.
Desde que as pesquisas executadas e/ou financiadas pela dita empresa, falam-se dos resultados de seus trabalhos sobre impactos ambientais de Tucuruí.
Da barragem de Tucuruí foram herdados impactos severos, inclusive a perda de floresta, deslocamento de povos indígenas e residentes ribeirinhos na área de submersão, eliminação da pesca a jusante, formação de criadouros para uma praga de mosquitos, e metilação de
mercúrio com consequências potenciais de saúde pública, sérias para a população local e para consumidores de peixe em centros urbanos como Belém.
A formação do lago de Tucuruí ocasionou importantes transformações na ictiofauna do rio Tocantins; de modo geral, ocorreu uma diminuição na abundância e diversidade de espécies da foz em direção ao curso superior dos rios, relacionada à ausência de planícies de inundação e às variações de vazão do médio e alto Tocantins.
Alguns dos principais tópicos constantes de alguns EIA elaborados para a construção de hidrelétricas.
As oscilações sazonais de níveis d’água, principalmente se acentuadas, deverão ser avaliadas, pois poderão, em função do local e do material de sua formação, provocar escorregamentos ou deslizamentos de terra nas margens dos lagos formados.
4.4.2 Custos ambientais da construção da UHE Tucuruí
É evidente na avaliação da ELETRONORTE sobre os impactos ambientais que o mais importante é sem dúvida a questão custo & benefício, priorizado pela empresa. Pois, as questões que deveriam ser priorizadas desde o surgimento da ideia ao primeiro esboço do projeto da referida usina, deveriam ser as questões relacionadas aos impactos ambientais e sociais. Que provocariam sobre o ambiente e as populações ribeirinhas, indígenas especialmente, além do restante da população de Tucuruí. Uma classificação dos impactos como “esperados e inesperados”, temos hoje como resultado alguns dos mais óbvios impactos:
A Floresta Perdida: Se deve as áreas inundadas de forma excedente em muito às áreas calculadas na ocasião em que foram tomadas às decisões sobre a construção da barragem. Como mostram os dados fornecidos pela própria ELETRONORTE, quando da elevação da cota de 70 para 72 metros, aumentando a área de 1.630 km2 para 3.500 km2 e,
calcula-se que cerca 1.800 ilhas tenham sido formadas ao nível de água. O que levou novamente a um número significativo de agricultores a serem assentados ou a permanecerem com parte das suas terras debaixo d’água. A perda da floresta causada pela barragem de Tucuruí não é limitada à área inundada. Desmatamento também é feito por pessoas retiradas da área de submersão, junto com outras pessoas que vão à área por causa de suas estradas, mercado e oportunidades de emprego não agrícola. Muito da margem do reservatório já foi desmatado. O desmatamento por pessoas deslocadas foi maior que teria sido na ausência de Tucuruí porque uma praga de mosquitos do gênero causou muitos problemas à população que
tinha sido assentada na Gleba Parakanã a se mudar para nova área de assentamento ao longo de estradas de cortadores de mogno que unem a rodovia Transamazônica com a cidade de Tucumã (Foto 5).