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LISTE DES TABLEAUX
I. Anatomie du pouce
3. Muscles du pouce
4.3.1 Estudos de campo
Antes de proceder com a coleta principal de dados em campo, buscou-se participar de eventos em Paragominas com o intuito de conhecer a realidade local e estabelecer um primeiro contato com os agricultores das comunidades selecionadas para o estudo. A participação foi efetivada através de duas reuniões de cunho socioambiental, em Paragominas, promovidas em parceria pela EMBRAPA Amazônia Oriental e Centro de Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento-CIRAD. A primeira reunião, intitulada “IV Jornada da Agricultura Familiar: valorização ambiental a propriedade”, foi executada em 26 e 27 de Outubro de 2015. Nessa reunião, os agricultores realizaram intercâmbio de conhecimento sobre leis ambientais e melhoria de aspectos ambientais e produtivos no estabelecimento rural do agricultor. A segunda reunião foi realizada em 4 e 5 de Junho de 2016, através de uma oficina sobre um quadro de um processo participativo sobre o futuro da agricultura familiar em Paragominas, onde representantes de várias comunidades foram convidados a construir juntos um cenário através de uma metodologia prospectiva.
Foram também realizadas entrevistas semi–abertas com representantes de duas instituições locais (Apêndice 2, 3) com o objetivo de compreender as capacidades institucionais, bem como as percepções sobre o interesse dos agricultores, as facilidades, barreiras e
dificuldades relacionadas à recuperação florestal. A primeira guia de entrevista foi realizada com uma funcionária da instituição gerenciadora do projeto Pará-Florestal (IDEFLOR-BIO) e a segunda com o coordenador técnico da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (EMATER) que colabora nas ações de restauração florestal em curso pelo IDEFLOR-BIO.
Os entrevistados discorreram livremente sobre o tema, a partir de cada questão realizada pelo entrevistador. As entrevistas, realizadas na sede da instituição do entrevistado, foram agendadas previamente e obedeceram à disponibilidade de horário dos mesmos, bem como foi respeitado a não identificação das suas identidades. Os guias de entrevista seguiram uma sequência de três grandes temas.
Os temas abordados para o IDEFLOR-BIO foram: o Projeto Pará Florestal, a modalidade de recuperação, e a avaliação do desempenho do projeto. Já os temas abordados para EMATER foram: o Projeto Pará Florestal, o posicionamento da EMATER com recuperação, e as ações concretas da EMATER. As entrevistas foram gravadas por um celular e posteriormente transcritas integralmente para o papel para posterior análise dos dados contidos nas respostas.
Após a realização da coleta de dados da pesquisa, voltou-se a campo juntamente com a equipe do IDEFLOR responsáveis pelo programa Pará Florestal para conhecer melhor como estava se dando o processo de desenvolvimento do Programa, bem como levar até a comunidade os resultados preliminares da pesquisa.
Para os estudos de campo, foi realizada uma primeira visita exploratória em abril de 2016 nas comunidades de Nazaré e São Sebastião com duração de um dia em cada comunidade, com o intuito de estabelecer mais contato com os agricultores familiares e compreender o contexto socioeconômico e ambiental em que eles estavam inseridos.
A coleta de dados em campo foi feita através da aplicação de um questionário semi- aberto em junho de 2016 com os (as) chefes de domicílio de 34 estabelecimentos rurais, considerando as duas comunidades, o que representou cerca de 30% dos domicílios existentes nas duas localidades (Apêndice 1). Na amostra, buscou-se incluir tanto participantes totalizando 14 pessoas sendo 7 em Nazaré e 7 em São Sebastião quanto não participantes do Programa Pará-Florestal sendo o total de 20 agricultores 10 em Nazaré e 10 em São Sebastião. Além disso, foram incluídos também agricultores que haviam aderido ao programa, mas que desistiram posteriormente (n=3). Assim, foram incluídos 17 agricultores em Nazaré e 17 em São Sebastião.
Para aplicação do questionário semi-aberto hospedei-me na comunidade Nazaré na Casa das Mães no centro da comunidade no decorrer de uma semana. Já na comunidade São Sebastião também fiquei por uma semana hospedada na Escola EMEF- Monte Alegre, também no centro da comunidade, totalizando duas semanas de campo exploratório em cada comunidade.
Nesse contexto, as rotinas referentes a aplicação dos questionários se deram de manhã e de tarde visitando cada estabelecimento rural. Para a escolha dos 34 produtores rurais, conversou-se com o agricultor chefe do programa Pará-Florestal de cada comunidade os quais apontou todos os agricultores participantes, não participantes e os que saíram do programa.
Durante a entrevista, para os agricultores que possuíam o Cadastro Ambiental Rural (CAR), foi solicitado o acesso ao documento. Quando o acesso foi permitido, os seguintes dados foram anotados: Área Total do estabelecimento rural do agricultor, Área de Preservação Permanente, Área de Preservação Permanente a Recompor, Área para Uso Alternativo do Solo, Área de Reserva Legal Total e Área de Reserva Legal a Regularizar. No total, foi possível ter acesso ao documento do CAR em apenas 12 estabelecimentos rurais, sendo três em São Sebastião e nove em Nazaré. (Tabela 4).
O questionário para os produtores foi aprimorado através de um estudo piloto que visou testar a viabilidade e qualidade do mesmo antes de ser aplicado. O questionário foi dividido em três grupos de questões, conforme detalhado a seguir:
1 - Características dos entrevistados e de seus estabelecimentos rurais: Incluiu-se critérios como idade, escolaridade, área do estabelecimento rural, tem título, tem CAR, tem floresta, tem rio/igarapé e se a floresta já foi queimada.
2 - Conhecimento sobre as leis: Incluiu aspectos como ouviu falar de código florestal (CF), ouviu falar de área de preservação permanente (APP)/reserva legal(RL), ouviu falar de regularização ambiental (RA), percepção do estado de (APP), APP e RL faz sentido, crime ambiental, acha difícil respeitar a lei.
3 - Percepção sobre a Floresta e a Recuperação Florestal: Incluiu aspectos como percepção do sentido de RA, por que deixou floresta, se usa Floresta, o tipo de produtos florestais usados, entre madeireiros e não-madeireiros, se já havia pensado em replantar, os tipos de espécies de plantas que considerava plantar, como preferia recuperar e barreiras para recuperação florestal.
Tabela 2.Números amostrais da pesquisa realizada nas comunidades de Nazaré e São Sebastião, no município de Paragominas, Pará.
Comunidades Total Nazaré São Sebastião
Total de estabelecimentos rurais 34 17 17 Entrevistados por gênero (mulheres) 07 03 04 Entrevistados por gênero (homens) 27 14 13 Participantes Pará- Florestal 14 7 7 Não participantes Pará-Florestal 20 10 10 Estabelecimentos rurais declararam possuir CAR 21 10 11 Estabelecimentos rurais que mostraram o CAR na entrevista 12 09 03
Fonte: Elaborado pelo autor
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