• Aucun résultat trouvé

Multiple Input Files to Executables

Dans le document For Mary (Page 187-191)

A crescente escassez de recursos naturais, inclusive a água, induz, por um lado, a seu uso racional, e, por outro, à busca de novas fontes ou alternativas à água potável, quando seu uso não for exigido (FIORIN, 2005). Como ponto de partida, deve-se estudar as ações para redução da demanda de água dos usuários nas edificações e, na sequência, as possíveis formas seguras de oferta de água proveniente de fontes alternativas (CNI, 2013).

No que tange o esgotamento sanitário, a coleta adequada e destinação à rede municipal já consiste em uma medida ambiental e de saúde pública. Os prejuízos socioambientais causados pelo esgoto não coletado são dos mais diversos e presentes na realidade dos continentes africano, asiático e sul americano (VAZ, 2009).

2.4.2.1 Uso de metais e louças eficientes

O conceito de gestão da demanda, no âmbito da gestão de recursos hídricos, é entendido como toda e qualquer medida voltada a reduzir o consumo de água final dos usuários, sem prejuízo dos atributos de higiene e conforto dos sistemas originais (NETO, JULIO, 2014). Tal redução pode ser obtida por meio da mudança de hábitos no uso da água ou mediante a adoção de aparelhos e equipamentos poupadores (PNCDA, 2000).

Metais e louças sanitárias de vazão reduzida já estão amplamente difundidos no mercado e optar por tais opções incorre em um aumento quase desprezível no custo total de uma obra (SCHROTH, 2016).

Uma lista de metais e louças sanitárias, com os respectivos valores de vazão, está apresentada na Tabela 4, conforme opções disponíveis em lojas de materiais de construção na Região Metropolitana de Curitiba (PR).

Tabela 4 – Metais e louças sanitárias de vazão reduzida Equipamento economizador Fluxo reduzido

Vaso sanitário dual-flush 3 e 6 litros

Lavatório com arejador 1,8 litros/minuto

Chuveiro 8 litros/minuto

Torneira com arejador 3,6 litros/minuto

Obs: Dados obtidos em lojas de materiais de construção na Região Metropolitana de Curitiba (PR).

Um dos principais difusores de medidas de eficiência no uso da água são as certiciações ambientais de edificações, como a Leardeship in Energy and

Environmental Design (LEED) do Green Building Council (GBC). Estas cerficiações

servem o duplo papel de possibilitar a comparação entre as práticas convencionais de mercado e as iniciativas sustentáveis na construção civil, bem como premiam e atestam imparcialmente aquelas iniciativas que efetivamente tragam benefícios.

As diretrizes do LEED, organizadas na forma de um manual chamado

Referencial Guide (USGBC, 2009) trazem dados para os usos diários dos metais e

louças sanitárias em ambientes de trabalho, bem como fornecem os respectivos valores de referência de vazão para aparelhos sanitários convencionais. As diretrizes da certificação no tangente à estimativa de consumo pertinentes a este trabalho estão resumidas nas Tabelas 5 e 6.

Tabela 5 – Número estimado de usos diários para os metais e louças Usos por ocupante Usos por visitante

Bacia sanitária1 3 0,5

Lavatório 3 0,5

Chuveiro 1 0

Torneiras de pia/tanque 0,1 0,1

Fonte: Adaptado de LEED Reference Guide (USGBC, 2009)

1 Caso o sistema seja dual-flush, consideram-se 2 descargas no fluxo reduzido e 1 no fluxo completo.

Tabela 6 – Fluxo por acionamento e fluxo por ciclo de metais e louças convencionais Fluxo por

acionamento

Fluxo por ciclo Duração do ciclo

Bacia sanitária 6 litros - -

Lavatório - 1,9 litros/minuto 30 segundos Chuveiro - 9,5 litros/minuto 5 minutos Torneiras de pia/tanque - 8,3 litros/minuto 15/30 segundos

Fonte: Adaptado de LEED Reference Guide (USGBC, 2009).

2.4.2.2 Água de chuva como fonte alternativa no abastecimento de água

Captar água de chuva é uma técnica antiga cuja popularidade tem sido renovada, devido à qualidade inerente da água pluvial e ao interesse em reduzir o consumo de água potável, onde possível o uso de água não potável (TEXAS WATER DEVELOPMENT BOARD, 2005).

Atualmente, muitas cidades estão estabelecendo medidas que induzam a utilização de fontes alternativas para captação de água de chuva nas novas edificações (JABUR, BENETTI, SILIPRANDI, 2011). Na Tabela 7 é ilustrado um breve histórico da evolução das legislações brasileiras a respeito do uso racional da água.

Tabela 7 - Legislações municipais brasileiras acerca do uso racional da água Município - Estado Legislação

Viçosa - MG Lei Municipal 14401/2001

Recife - PE Lei Municipal 16759/2002

Maringá - PR Leis Municipais 6345/2003 e 6339/2003

Passo Fundo - RS Lei Complementar 110/2003

São José - SC Lei Municipal 4082/2003

Curitiba - PR Lei Municipal 10785/2003

Rio de Janeiro - RJ Decreto Municipal 23940/2004

São Paulo - SP Decreto Municipal 47731/2006

Campinas - SP Lei Municipal 12474/2006

Matão - SP Projeto de Lei Municipal 042/2006

Americana - SP Projeto de Lei Municipal 093/2006

Cascavel - PR Lei Municipal 4631/2007

Vitória - ES Lei Municipal 7079/2007

Fonte: adaptado de BEZERRA et al., 2010

A ABNT publicou em 1989 a ABNT NBR 10844:1989 que trata de sistemas prediais para águas pluviais. A norma em questão fixa exigências e critérios necessários aos projetos e se aplica a drenagem de águas pluviais em coberturas e demais áreas associadas ao edifício (ABNT, 1989). Os procedimentos de dimensionamento dos componentes de captação do sistema de águas pluviais podem ser encontrados na íntegra na referida normativa. Porém, esta norma não trata das questões de armazenamento para posterior aproveitamento de água de chuva.

Apenas em 2007 é que foi publicada a ABNT NBR 15527:2007, norma essa que apresenta os requisitos, e demais recomendações normativas de projeto, para o aproveitamento de água da chuva de coberturas em áreas urbanas, para fins não potáveis (ABNT, 2007).

A partir da média pluviométrica mensal e usando a área de telhado como a área de captação, calcula-se o potencial de captação de água de chuva por meio da equação 1, sugerida na norma ABNT NBR 15527:2007 (ABNT, 2007).

Onde:

V = volume de agua de chuva aproveitável (m3) p = precipitação media mensal (m)

A = área de captação (m2)

C = coeficiente superficial de escoamento da cobertura (adimensional) η = coeficiente de aproveitamento (adimensional)

A utilização de água da chuva para fins não potáveis pode ser realizada com sistemas simples de implantação e operação (JABUR et al., 2011). Tais fins não potáveis incluem usos como irrigação, lavagem de pisos e descargas em sanitários (DEVKOTA et al., 2015).

O aproveitamento de água de chuva para fins não potáveis no galpão utlizado pelos catadores da Associação Ilha poderá contribuir para a redução do consumo de água potável, onde esta não for necessária. Consequentemente, a utilização desta fonte alternativa poderá colaborar para reduzir o custo mensal com a conta de consumo de água potável.

Após esta revisão da literatura referente aos objetivos deste trabalho, o próximo capítulo apresentará os procedimentos metodológicos utilizados.

Dans le document For Mary (Page 187-191)