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Moyens techniques et informatiques

PARTIE V – STRATEGIE D’INVESTISSEMENT ET MOYENS TECHNIQUES

II. Moyens techniques et informatiques

pessoas, e desperta no leitor o desejo de agir em nome de uma causa, e consequentemente pelo seu poder de persuasão pode promover mudanças na sociedade como todo. Sendo assim, o trabalho com o gênero campanha comunitária contemplou as ideias dos alunos, e a nossa busca por alternativas para o domínio da produção de argumentos conforme podemos observar a seguir.

3.2.2 PROPOSTA DE PRODUÇÃO DE TEXTO: CARTAZES PARA CAMPANHA COMUNITÁRIA

Essa proposta de produção de texto aconteceu em pequenos grupos, variando de três a quatro alunos, tendo em vista que o compartilhamento da leitura da primeira parte Três anos antes do livro Perseguição, de Tânia Martinelli (2009), promoveu diversas sugestões de ações de combate ao bullying na sala de aula feita de maneira coletiva pelos alunos no momento de

compartilhamento da leitura que realizaram. Considerando as sugestões e interesses dos alunos em produzir cartazes para uma campanha comunitária, incluímos a proposta de atividade na sequência didática e elaboramos uma proposta para a produção de texto de cartazes para campanha comunitária sobre o bullying.

Na elaboração da proposta de produção de texto para a campanha comunitária inicialmente na intenção de motivar os alunos para a escrita, apresentamos dois trechos do conto Perseguição de Tânia Alexandre Martinelli, instigando o aluno a relembrar alguns acontecimentos presentes que retrataram momentos vivenciados pelos personagens Malu e Léo, momentos esses que levaram a turma a propor a produção de cartazes para uma campanha comunitária. Em seguida, apresentamos o objetivo da produção de texto e as orientações para a produção, pois conforme cita Orlandi (2012, p.85) “é importante antes da análise de um texto dar algumas informações sobre o seu contexto de produção.”

O recorte a seguir exemplifica a produção de texto vivenciada em grupos e representa a troca de ideias e a organização de estratégias argumentativas, desenvolvidas por um grupo de alunos no qual se fazia presente o aluno A1.O critério para a apresentação da produção de texto desse grupo nesse trabalho foi por motivo de possuir um discurso que contempla a

produção de diferentes sentidos, conforme podemos observar na figura a seguir:

RECORTE X

Figura 3: Cartaz 4 do Grupo IV (7º Ano)

Fonte: Acervo da pesquisadora

Ao observarmos o discurso, presente nesse cartaz, logo compreendemos que o grupo de alunos produtores do texto se dirige a dois públicos diferentes. O dizer NÃO SOFRA BULLYING! DENÚNCIE. NÃO FIQUE EM SILÊNCIO NOS CASOS DE BULLYING, focaliza quem é vítima de bullying ou a plateia, isto é, quem presencia a prática de bullying e fica calado. Já o dizer PARE COM O BULLYING é direcionada a quem pratica o bullying. São públicos que possuem características diferentes, mas que estão presente no mesmo cenário e contribuem para que a prática do bullying se propague em nossa sociedade, tirando o direito de cidadania de muitas pessoas, pois as vítimas se sentem excluídas e desenvolvem problemas emocionais que levam a consequências bastante desastrosas, destruindo a vontade de viver, e até mesmo causando atitudes violentas.

O coração que ilustra o texto foi produzido por um aluno do grupo, carrega o sentido de despertar as pessoas para o amor às diferenças, diferenças essas que estão sinalizadas nos

desenhos por diferentes cores. Essa leitura nos leva até às palavras de Orlandi (2012, p.13) “... há relações de sentidos que se estabelecem entre o que um texto diz e o que ele não diz, mas que poderia dizer, entre o que ele diz e o que outros textos dizem.”

A ideia de desenhar o coração, segundo os componentes do grupo, foi fruto do diálogo, da troca de ideias que aconteceu no grupo, advinda do argumento de que as pessoas devem acolher os diferentes, não só nos lugares que frequentam, mas também, em seu coração, pois esse grupo de alunos, eles têm observado que, na prática há muitos discursos contraditórios quanto à inclusão e à aceitação do diferente em um grupo, que isso ocorre até mesmo na sala de aula, quando o professor pede para formar um grupo, ninguém quer ficar com aquele aluno que tem mais dificuldades.

Durante a produção dos cartazes, passamos por cada grupo buscando desvendar como tinha sido a participação de cada sujeito na atividade realizada, o porquê da utilização de algumas imagens, estrutura e do sentido de algumas palavras que nos chamaram atenção, para isso, foi necessário conversar com o aluno que havia sido responsável por determinado detalhe presente em cada texto, pois cada produção, mesmo possuindo o compartilhamento de uma diversidade de saberes, de ideias de várias pessoas, traz consigo a manifestação da singularidade de cada sujeito, que contribuiu para que o texto tomasse forma.

Nesse diálogo que realizamos com cada grupo, descobrimos também que os desvios quanto às normas ortográficas aconteceram em decorrência do fato de a escrita ter sido realizada por um aluno, que não tem preocupação com a ortografia,ou que, ao passar o texto a limpo acabaram se distanciando das normas ortográficas em decorrência da falta de habilidade para usar a letra bastão,ou de escrever com letras maiores,ou mesmo que também havia sido uma distração.

Diante das explicações quanto às inadequações ortográficas, explicamos para os alunos que os textos fariam parte de uma campanha comunitária, destinavam-se a colegas de outras turmas, aos professores da escola, aos pais e ao público em geral, então, deveriam ser mais cuidadosos com a ortografia e a concordância, pois esses interlocutores são mais exigentes, ou melhor mais “real”, avaliam a escrita.

O passo seguinte foi a digitação dos textos que apresentavam inadequações, colagem de imagens, organização de uma apresentação das produções em data show, e, em seguida, foram realizadas as discussões coletivas em sala de aula, sobre os sentidos de cada anúncio,cada grupo explicando os sentidos do seu anúncio, e em seguida, no dia dedicado ao combate ao bullying na escola, foram expostos no mural da escola.