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Motivation et mentions de la décision

II. RAPPEL DES PRINCIPES CONTENUS DANS LA CHARTE

2.1 A CCIDENTS DU TRAVAIL

2.1.2 G ARANTIES DANS L ’ OCTROI DES PRESTATIONS

2.1.2.1 La phase administrative

2.1.2.1.3 Motivation et mentions de la décision

A vida e dinâmica de uma organização depende sobretudo de uma comunicação adequada, que inclua especialmente o diálogo entre líderes e funcionários. Comunicar-se afinal, conforme apresentado nas Teorias, é uma via dupla – que vai de quem comunica ao que recebe e responde à mensagem enviada. Desta forma, mais que transmitir uma mensagem, o líder deve também ouvir (receber o feedback), para interagir junto ao seus funcionários.

No entanto, na visão de TJOSVOLD e TJOSVOLD (1995), isto nem sempre ocorre no âmbito das organizações:

Infelizmente, muitos líderes ignoram a realidade de que são necessárias duas pessoas para se comunicar. Eles falam e quando descobrem que o

funcionário não entendeu, culpam o funcionário. [...] Os problemas de falta de comunicação vão além da falta de motivação. [...] Alguns líderes dispensam a idéia de que as pessoas precisam de relacionamentos fortes e cooperativos para se comunicarem e coordenarem. Eles negam-se a admitir que existem preocupações sobre relacionamentos. A expectativa é que as pessoas sejam racionais e profissionais. Elas devem ser maturas o suficiente para se comunicarem e, desta forma, fazer o que for de sua responsabilidade, independentemente de seu relacionamento com o outro. [...] Esta atitude ´cabeça dura´ de ser impessoal e não deixar que a personalidade e relacionamentos interfira na comunicação se torna impraticável, irreal (p. 135-136).

Sob o mesmo ponto de vista, LACOMBE (2005) também avalia que a comunicação faz parte do universo do administrador, mas ressalta a necessidade do líder em ter consciência de que para se obter os resultados desejados – seja qual for que a organização tiver planejado – o melhor caminho é saber lidar com as pessoas, e isto requer uma boa comunicação:

O administrador vive num oceano de comunicações. Comunica-se com chefes, com seus pares, com os subordinados, com seus clientes internos e externos durante todo o tempo em que está trabalhando. [...] A Comunicação envolve um fluxo de mão dupla, com um emissor e receptor, em que o que recebe a informação responde a ela de alguma forma, de imediato ou após certo tempo. [...] Boa parte de nossos problemas resulta de comunicações inadequadas, inoportunas ou falhas. Todo processo de comunicação é falho e sujeito a distorções. [...] Não é necessário ressaltar a importância da comunicação para o administrador. Se ele precisa acima de tudo saber lidar com as pessoas, a boa comunicação com essas pessoas é fundamental para obter resultados desejados (p. 239-240).

Um dos executivos mais bem sucedidos dos últimos tempos, Jack Welch acredita que alguns fundamentos são essenciais para as organizações modernas (apud LACOMBE, 2005, p. 241):

ƒ É preciso investir na comunicação. Tempo e dinheiro investidos na comunicação com os funcionários são os melhores investimentos em curto e longo prazo no desempenho empresarial;

ƒ A comunicação é o caminho direto para a inovação;

ƒ A comunicação clara cria expectativas claras. A clareza da comunicação é refletida na clareza das expectativas;

ƒ A comunicação torna a vida mais simples;

ƒ É preciso ser frontal; como afirmou Paul Gavin, da Motorola: ´Diga-lhes a verdade, em primeiro lugar, porque é a opção mais acertada e, em segundo, porque eles acabarão por descobrir de qualquer forma´. A comunicação honesta é sempre a melhor atitude em longo prazo, apesar de tentações ilusórias de curto prazo.

Nesse sentido, a comunicação interna é essencial para que a liderança se relacione com os indivíduos e grupos que interage no dia a dia do trabalho. As experiências na Fábrica de Hawthorne, de Elton Mayo, sem dúvida, trouxe a evidência o que a Administração Científica deixou a desejar, a importância do humanismo no centro da organização mecanicista.

Como NASSAR (2003) ressalta:

O recado capturado nas pesquisas feitas pelo sociólogo australiano, em uma fábrica de Hawthorne, foi que as pessoas produziam mais quando motivadas por uma causa, quando estimuladas e principalmente ouvidas e consideradas pela organização. [...] Comunicação interna é a ferramenta que vai permitir que a administração torne comum as mensagens destinadas a motivar, estimular, considerar,

diferenciar, promover, premiar e agrupar os integrantes de uma organização (p.73-74).

O mesmo ponto de vista é compartilhado por CHIAVENATO em relação à necessidade de se desenvolver a competência dos administradores na comunicação junto aos seus funcionários (2000, p. 142-143):

Identificou-se a necessidade de elevar a competência dos administradores por meio de relacionamento interpessoal, no sentido de adquirirem condições de ultrapassarem os problemas de comunicação humana e de adquirirem confiança e franqueza no seu relacionamento humano. Nesse sentido, a Teoria das Relações Humanas mostrou que as comunicações dentro das organizações são falhas e compeliu os administradores a: assegurar a participação das pessoas dos escalões inferiores na solução dos problemas da empresa; e incentivar franqueza e confiança entre indivíduos e grupos nas empresas.

Pode-se, portanto, dizer que a liderança é a influência interpessoal exercida em uma circunstância e que, através do processo da comunicação humana, tem-se em vista um ou diversos objetivos específicos, conforme defendido por TANNENBAUM, WESCHLER e MASSARIK (1970).

Com raras exceções, o objetivo final do líder não é apenas o de ocasionar uma mudança de atitude. Em vez disso, o líder usa a comunicação como o meio através do qual tenta afetar as atitudes do seguidor, de sorte que este se apreste para mover-se ou já estará movendo-se na direção da meta especificada. [...] Para que um líder seja eficaz precisa selecionar de ser repertório os comportamentos de comunicação que tenham a probabilidade de ´bater na tecla´ da formação da personalidade do seguidor, tendo como resultado mudanças de atitudes e comportamento, de conformidade com a meta desejada (p.46,47).

CHANLAT e BÉDARD (1996) também defendem que o diálogo é uma oportunidade de exercer influência sobre o comportamento e atitude do outro.

Que interesse haveria em multiplicar encontros, se ao fim dos quais cada um conservasse integralmente suas posições iniciais? [...] Se o diálogo é ao mesmo tempo constitutivo do ser, descoberta de si mesmo, lugar de confronto de idéias e modo de influenciar, convém não esquecermos que ele pode desempenhar um papel ímpar na elaboração dos conhecimentos pessoais e no estabelecimento da verdade [...] É principalmente através da conversação metódica e da troca de idéias que progride o conhecimento de cada um a respeito do universo que o rodeia (p.133).

CHIAVENATO (2000, p. 142) defende que a comunicação é uma atividade administrativa que pode produzir um espírito de equipe e um melhor desempenho no resultado das tarefas dos funcionários, assim como proporcionar dois propósitos principais:

a) Informação e compreensão necessárias para que as pessoas possam se conduzir em suas tarefas;

b) Atitudes necessárias que promovam a motivação, cooperação e satisfação dos cargos.

Não há como se deixar de reconhecer que a comunicação é ferramenta central nos relacionamentos humanos. Sob essa perspectiva, os líderes se tornam atores centrais em suas organizações por refletiram a sua “face” - com palavras, ouvidos e gestos. Eles representam a parte tangível do imenso universo da organização invisível. Portanto, seu papel como comunicador é inevitável e essencial em uma organização viva e eficaz.

CHANLAT e BÉDARD (1996, p. 127) ressaltam: “O homem é, antes de tudo, um homo loquens; é através da linguagem que ele constrói seu mundo, e o espaço é, antes de tudo, um universo de palavras”.

É, portanto, inescusável a ausência do comprometimento do líder na utilização de uma linguagem capaz de liderar e motivar. É claro que essa “humanização” nas organizações tem que começar pelo próprio líder – afinal ele também necessita comunicar-se, como seus subordinados. Quando isto não ocorre, os resultados são penosos e resultam em graves conseqüências para a moral e a integridade dos indivíduos.

Conforme aponta GOFFMAN (apud CHANLAT e BÉDARD (1996, p. 134): “Parece não haver agente mais eficaz do que uma outra pessoa – por seu olhar, gesto ou comentário – para garantir o desabrochar de um indivíduo ou, ao contrário, para aniquilar a realidade de sua existência”.

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