CHAPITRE 4 ETUDES DE CAS ET R´ ´ ESULTATS
4.1 Protocole de dˆıner des cryptographes (DCP)
4.1.1 Mod´ elisation du DCP avec le langage PRISM
A seguir para cada pergunta proposta como objeto de análise deste trabalho serão apresentados os resultados observados na Bolsa Eletrônica de Compras do Governo do Estado de São Paulo. A partir destas informações, pretende-se demonstrar as reais contribuições que sistema semelhante pode trazer para organizações dos setores público e privado.
a) Qual o impacto da Bolsa nas compras realizadas pelo Estado de São Paulo?
A economia alcançada pelo Estado pode ser calculada com a comparação dos preços e quantidades compradas na Bolsa com os preços e quantidades das compras que ainda são praticadas dos mesmos materiais no método tradicional.
Uma dificuldade inicial da pesquisa foi a padronização das unidades de medida dos materiais comprados no sistema tradicional com o sistema BEC. Para muitos materiais, a unidade de medida utilizada para compras na BEC é uma unidade “comoditizada”, ou de maior disponibilidade no comércio em geral, geralmente de menor capacidade por embalagem ou unidade. Enquanto para os mesmos itens comprados no sistema tradicional, a embalagem era geralmente de capacidade maior, menos padronizada.
Para viabilizar a comparação de preço por unidade, um ajuste na base de dados foi necessário a fim de padronizar as unidades de medida. Seguem alguns exemplos, não exaustivos, dos ajustes realizados em parte dos 1299 itens de materiais desta análise que são comprados ao mesmo tempo na BEC e no sistema tradicional:
• Copo descartável de poliestireno, para líquidos, 110 ml, possuía a quantidade no sistema BEC agrupada por centena (1 centena, 2 centenas, etc.), enquanto no sistema tradicional a medida era por unidade comprada. A divisão da quantidade comprada no tradicional
por 100 foi necessária para padronização e obtenção de um preço por centena comparável;
• Envelope comercial, 75g/m2, 114X162mm, branco, é registrado no sistema tradicional em milhares de unidades (milheiro), na BEC em centena de unidades, ajuste semelhante ao anterior foi necessário; • Bobina para fac-simile, térmico, medida 216mmx30m, branca, é
registrado por unidade na Bolsa e por caixa com 12 unidades no sistema tradicional;
• Café em pó torrado/moído, almofada sem vácuo é comprado em embalagem de 500 g na BEC e de 1 Kg no método tradicional. Foi necessário ajustar as compras na BEC para 0,5 Kg para que a divisão do preço pela quantidade resultasse em informação comparável.
Após a padronização pela mesma unidade de medida, para cada item de material comprado pelo Estado foi calculada a diferença de preços entre as compras da bolsa e as compras tradicionais. Esta diferença foi multiplicada pela quantidade comprada somente na Bolsa. Ou seja, um item que apresenta grande economia (redução de preço em relação ao preço tradicional) quando comprado na Bolsa, mas do qual o Estado ainda não utiliza a BEC como principal meio de compra (grande quantidade deste item é comprada pelo sistema tradicional), não contribuirá com uma significativa economia total já que a quantidade de compra considerada é a negociada na Bolsa. A somatória das economias de cada item apresenta-se no numerador.
Como denominador, tem-se para cada item o preço do item comprado no método tradicional e a quantidade comprada na Bolsa. Multiplicando estas últimas duas variáveis tem-se o quanto gastar-se-ia se, para todos itens comprados na Bolsa, fosse pago o preço do método tradicional. A fórmula final é a seguinte:
Onde:
Pt i = preço médio praticado no método tradicional do item i
Pb i = preço médio praticado na Bolsa do item i
Qb i = quantidade do item i comprada na Bolsa
(Pt i - Pb i ) Qb i
O resultado da somatória acima para todos os 1299 itens que possuem compras efetuadas tanto na Bolsa quanto no método tradicional é o seguinte:
Ou seja, a Bolsa gerou uma economia de R$ 14,9 milhões para o Estado ou uma redução de 22,3% no preço dos materiais, considerando os 1.299 materiais que são comprados em ambos os métodos (tradicional e leilão).
No entanto, existem alguns materiais que são comprados somente na Bolsa, num volume total de compras que chega a R$ 12,4 milhões no mesmo período (jan-nov/2003). Apesar de não possuir o preço médio que seria obtido no sistema tradicional para o cálculo da economia nos preços, se considerada a mesma economia média de 22,3% dos outros materiais analisados anteriormente, chegar- se-ia a uma economia adicional de R$ 2,8 milhões.
Ou seja, a economia nos preços proporcionada ao Estado com a criação da Bolsa foi de aproximadamente R$ 18 milhões de janeiro a novembro de 2003, mais de R$ 1,7 milhão por mês.
Este valor pode até ser considerado muito baixo comparado com o tamanho do orçamento do Estado de São Paulo. No entanto, será demonstrado na próxima seção que existe grande potencial para aumento das negociações eletrônicas do Estado. Este aumento ocorrerá em função da nova modalidade de licitação “Pregão” que no momento ainda é realizada apenas sob a forma presencial, mas cuja migração para o meio eletrônico, por meio da Bolsa, deve ocorrer em breve. Concretizando-se este aumento de volume, que já vem ocorrendo desde o lançamento deste sistema, mantida a mesma proporção média de 22% de economia, os benefícios para o Estado podem ser ainda maiores.
Por outro lado, independente do potencial de volume a ser negociado, o montante de R$ 1,7 milhão por mês mais do que justifica o esforço e os custos de implementação deste novo procedimento. Estima-se que o custo de desenvolvimento e implementação do sistema da BEC/SP totalizou
R$ 14.953.795,00
aproximadamente R$ 3 milhões (informação verbal)3. Ou seja, as compras
realizadas através da Bolsa em apenas dois meses já geraram economia suficiente para pagar o investimento realizado.
3Entrevista com João Adolfo de Rezende Ponchio, ex-Gerente do Programa de Modernização do
b) Como este impacto nos preços pode ser mais detalhado e quais são outros aspectos importantes observados?
Nesta seção pretende-se analisar os impactos da nova ferramenta nas compras do Estado de São Paulo de forma mais detalhada. Serão realizadas análises mais granuladas a fim de entender as diferenças de volume e preços praticados dentro e fora da Bolsa, em alguns casos com separação por grupo de material (material de escritório, medicamentos, alimentos, etc.).
b.1) Qual a proporção das compras totais de materiais do Estado está sendo negociada na Bolsa?
Pretende-se com a análise realizada a seguir demonstrar o quanto do total de materiais de consumo comprados pelo Estado em 2003 poderia ter sido comprado pela Bolsa. O objetivo desta análise não é fazer um estudo detalhado do potencial máximo que a Bolsa pode alcançar, já que isto envolveria todo um estudo dos materiais e, até mesmo, serviços que poderiam ser negociados eletronicamente. Isto demandaria uma classificação dos materiais e serviços que podem ser “comoditizados”, ou seja, que possam ser comprados sem qualquer avaliação mais qualitativa (não preço). Tal análise não cabe no escopo deste trabalho que visa entender e explicar as economias geradas pela nova ferramenta, e não as razões de sua menor ou maior utilização pela administração pública.
A proposta deste item é, portanto, apenas demonstrar sob a atual formatação da Bolsa, principalmente sob a restrição legal de comprar apenas materiais na modalidade de licitação convite e na dispensa de licitação, o quanto o Estado comprou em 2003, e quanto poderia chegar a comprar.
O Gráfico 2 a seguir demonstra que, do total de R$ 1,76 bilhão comprado de material de consumo pelo Estado, 24% foram comprados pela modalidade convite ou por dispensa de licitação, ou seja, poderiam ser negociados na Bolsa Eletrônica de Compras de São Paulo. Destes 24% ou R$ 423 milhões passíveis de serem negociados na BEC/SP em 2003, 21% ou R$ 87 milhões foram efetivamente comprados no meio eletrônico. Os demais R$ 336 milhões continuaram sendo comprados sob a forma tradicional e representam no curto prazo uma meta para ser negociada na Bolsa. Total de compras fora das modalidades convite e dispensa de licitação 100% = R$ 1,76 bilhão Total de compras em convite e dispensa Volume não negociado na BEC Volume negociado na BEC R$ 423 milhões 79% 21% = R$ 87 milhões 76 24
Gráfico 2 – Proporção de compras negociadas na BEC/SP em 2003 Fonte: Secretaria da Fazenda de São Paulo – SIGEO/SIAFÍSICO
Muito importante observar que esta meta pode ser realmente alcançada no curto prazo com o recém publicado decreto do Governador, mencionado anteriormente, que obriga a compra de materiais de entrega imediata, em dispensa ou convite, de ser realizada pela BEC/SP (SÃO PAULO, 2004).
O Decreto publicado no início de Janeiro já provocou mudanças significativas com relação aos dados de 2003. A maior delas foi a redução da participação da modalidade convite e da dispensa de licitação no total de compras do Estado, conforme observado no Gráfico 3. Do total de compras de material de consumo, estas duas “modalidades” estão representando em 2004 apenas 9% do total comparado aos 24% de 2003.
Esta redução pode ser explicada pelo grande aumento no volume de compras realizadas através da modalidade Pregão. As compras por esta modalidade de licitação no Estado de São Paulo são realizadas ainda somente na forma presencial, mas já com grande crescimento do volume. Grande parte deste crescimento em 2004 decorre da obrigatoriedade imposta pelo mesmo decreto citado anteriormente. Segundo o Decreto, toda aquisição de bens e serviços comuns (cujos padrões de desempenho e qualidade possam ser objetivamente definidos no edital), qualquer que seja o valor da contratação, deve ser realizada na modalidade pregão. A modalidade pregão que em 2003 representou 6% do total de R$ 1,76 bilhão de material de consumo comprado, até 5 de maio de 2004 já representava 33% dos R$ 633 milhões comprados.
No entanto, o crescimento da modalidade Pregão não deve ser entendido como um modo de compras que está substituindo as compras na Bolsa. No curto prazo, o efeito observado no Gráfico 3 leva a esta conclusão. Porém, no médio prazo, este efeito pode significar um crescimento das negociações da Bolsa já que parte ou mesmo a totalidade do volume em pregão presencial pode migrar para o meio eletrônico, através da BEC/SP, a partir do 2º semestre de 2004.
Total de compras fora das modalidades convite e dispensa de licitação 100% = R$ 633 milhões Total de compras em convite e dispensa Volume não negociado na BEC Volume negociado na BEC R$ 55 milhões 55% 45% = R$ 25 milhões 91 9
Gráfico 3 – Proporção de compras negociadas na BEC/SP até 5/5/04 Fonte: Secretaria da Fazenda de São Paulo – SIGEO/SIAFÍSICO
Apesar da diminuição de 24% para 9% a participação de dispensa e convite no total de material de consumo do Estado em 2004, observa-se no Gráfico 3, também em função do Decreto o crescimento das negociações da Bolsa dentro de convite e dispensa. No período de 1º de janeiro a 5 de maio de 2004, dos R$ 55 milhões comprados nestas duas modalidades, 45% foram negociados na Bolsa. O Gráfico 2 mostra uma participação relativa menor (21% dos R$ 423 milhões negociados em 2003).
No geral, percebe-se que não só em decorrência do novo Decreto, mas também do esforço do Governo, o padrão das compras do que se denomina “bens comuns” (ou “comoditizáveis”) está se alterando dentro do Estado de São Paulo. O Estado está incentivando as Unidades Gestoras a comprarem por meio de leilão, seja na Bolsa ou na forma presencial da modalidade Pregão, e já vem alcançando mudanças significativas com esta política.
O formato leilão mostrou-se em ambos os meios, eletrônico ou presencial, um forte instrumento de economia nos dispêndios públicos. No primeiro momento, a estratégia do Governo de incentivo ao leilão presencial da modalidade Pregão é necessária para que o funcionalismo fique mais familiarizado com esta nova formatação de compras. Diversos servidores já estão sendo treinados como leiloeiros para realizarem compras pela modalidade Pregão nas diversas regiões do Estado. Uma vez enraizados nos responsáveis pelas compras os processos e os benefícios dos leilões será muito mais tranqüila a transição destes mesmos procedimentos para o meio eletrônico.
Esta transição é um caminho que necessariamente será percorrido já que o custo de participação nos leilões presenciais é muito alto para o fornecedor. Existem todas as despesas de deslocamento e transporte para chegar até o local do leilão, além do custo de oportunidade de manter uma pessoa dedicada ao processo licitatório no local até a finalização da compra.
Dado todo este cenário positivo com relação às compras em leilão no Estado de São Paulo, apesar dos dados de curto prazo mostrarem o contrário, a BEC/SP apresenta um grande potencial de aumento nos volumes transacionados e de geração de maiores economias para o Estado a partir do final de 2004.
b.2) Quais os grupos de despesa (ou classes de materiais) que mais estão sendo comprados no meio eletrônico e quais são as proporções destas compras eletrônicas em relação ao total comprado de cada grupo ou classe?
O Gráfico 4 apresenta os cinco grupos de despesa com maiores volumes de compras do Estado realizados pela Bolsa, mostrando também qual é a proporção das compras na Bolsa em relação ao total. O grupo de materiais de suprimento de informática é o de maior volume comprado pela Bolsa num total de R$ 9,9 milhões, o que equivale a 82% do total de R$ 10,5 milhões comprados pelo Estado no período analisado. 82 45 63 47 18 55 37 17 53 54 83 46 Bolsa eletrônica (%) R$ 10,5
milhões R$ 15,6 milhões R$ 10,3 milhões milhõesR$ 4,5
1º Suprimento Informática 2º Medica- mentos 3º Materiais uso técnico hospitalar 4º Suprimentos didático pedagógicos, papelaria < 100% 5º Combustívei s via atacado (distribuidor) TOTAL R$ 7,9 milhões milhõesR$ 120 Processo Tradicional (%)
Gráfico 4 – Volumes totais comprados nas 5 maiores classes de materiais e proporções compradas pela Bolsa e pelo processo tradicional
Fonte: Secretaria da Fazenda de São Paulo – SIGEO/SIAFÍSICO
Para elucidar melhor estes resultados, os principais itens comprados em cada uma destas cinco classes são destacados a seguir:
• Suprimentos de Informática: cartucho e tonner para impressora e disquete de 1,44 MB;
• Medicamentos: peginterferon alfa injetável, vancomicina, cefalotina sódica, desmoprecina acetato, piperacilina e cefalexina;
• Materiais de uso técnico hospitalar: luva para procedimento de látex, compressa de gaze, equipo macro, fita adesiva cirúrgica, cateter e atadura;
• Suprimentos de uso didático-pedagógicos, de papelaria e de escritório: papel sulfite, livro ata, envelope saco;
• Combustíveis líquidos e gasosos (atacado via distribuidor): gasolina comum automotiva, óleo diesel automotivo, álcool etílico hidratado.
Percebe-se ainda pelo gráfico que se considerarmos somente os itens de material que podem ser negociados na BEC/SP (ou seja, existe a possibilidade de escolha entre Bolsa/Tradicional), a Bolsa representa 54% do total de aproximadamente R$ 120 milhões comprados no período de 1 de janeiro a 12 de novembro de 2003.
Um aumento no volume das compras do Estado negociadas na BEC pode advir de uma maior participação nestes itens já especificados, ou do aumento do potencial de compra até um patamar limite destacado anteriormente no Gráfico 1.
A Tabela 1 contém uma lista das 30 classes de materiais mais compradas através da BEC/SP:
Tabela 1 – Volume comprado na BEC/SP e no sistema tradicional por classe (continua)
Classe de Material Volume BEC
Volume Tradicional Volume Total % BEC % Trad SUPRIMENTOS DE INFORMATICA 8.600.735 1.881.265 10.482.000 82% 18% MEDICAMENTOS 7.060.146 8.519.601 15.579.746 45% 55%
MATERIAIS DE USO TECNICO
HOSPITALAR 6.438.402 3.823.878 10.262.280 63% 37% SUPRIMENTOS DE USO DIDATICO,PEDAGOGICO,DE PAPELARIA E DE ESCRITORIO 3.732.059 749.027 4.481.085 83% 17% COMBUSTIVEIS LIQUIDOS E
GASOSOS,(ATACADO VIA DISTRIBUIDOR) 3.677.850 4.187.565 7.865.415 47% 53%
ARTIGOS DE PAPEL PARA HIGIENE
PESSOAL 2.370.937 1.139.950 3.510.886 68% 32%
INSUMOS PARA EQUIPAMENTOS MEDICO
HOSPITALARES 2.339.951 569.448 2.909.398 80% 20%
PNEUS E CAMARAS DE AR,EXCETO OS
DE AERONAVES 1.671.251 545.253 2.216.504 75% 25%
Tabela 1 – Volume comprado na BEC/SP e no sistema tradicional por classe (conclusão)
Classe de Material Volume BEC
Volume Tradicional Volume Total % BEC % Trad
PECAS E ACESSORIOS PARA
COMPUTADORES 1.066.092 729.679 1.795.770 59% 41%
FORMULARIOS CONTINUOS 884.720 201.117 1.085.838 81% 19%
ARTIGOS PARA SERVICOS DE MESA 875.532 441.769 1.317.301 66% 34%
MOBILIARIOS DE HOTELARIA E
ALOJAMENTOS 803.337 102.403 905.740 89% 11%
CARNES,AVES E PEIXES IN-NATURA 765.063 882.876 1.647.939 46% 54%
ARTIGOS PARA ESCRITORIOS 728.364 260.609 988.973 74% 26%
PRODUTOS PARA HIGIENE PESSOAL 704.833 224.982 929.815 76% 24%
CEREAIS EM GRAOS E FARINHAS EM
GERAL 676.336 484.742 1.161.077 58% 42%
LEITES, LATICINIOS E SEUS DERIVADOS 638.901 654.350 1.293.251 49% 51%
CAFES, CHAS, ACHOCOLATADOS E
OUTRAS BEBIDAS SOLUVEIS 583.284 618.103 1.201.387 49% 51%
COMPOSTOS E PREPARADOS PARA
LIMPEZA E POLIMENTO 506.874 231.575 738.449 69% 31%
ACUCARES E ARTIGOS PARA
CONFEITARIAS 469.227 270.039 739.266 63% 37%
CARNES,AVES E PEIXES PROCESSADOS
E SEMI PROCESSADOS 456.843 645.851 1.102.694 41% 59%
FRUTAS,VERDURAS E LEGUMES IN-
NATURA 438.125 598.626 1.036.751 42% 58%
LAMPADAS ELETRICAS 345.203 137.224 482.428 72% 28%
SUPRIMENTOS PARA MAQUINAS DE
ESCRITORIO 336.163 141.084 477.247 70% 30%
MATERIAIS, A GRANEL, DE ORIGEM
MINERAL PARA CONSTRUCAO 319.535 503.531 823.066 39% 61%
BEBIDAS NAO ALCOOLICAS 262.169 884.749 1.146.918 23% 77%
GUARNICOES DE CAMA, MESA E
ARTIGOS DE PANO 249.309 72.272 321.581 78% 22%
IMPRESSORAS 237.980 177.920 415.900 57% 43%
EQUIPAMENTOS DE PROJECAO 213.827 128.954 342.781 62% 38%
Fonte: Secretaria da Fazenda de São Paulo – SIGEO/SIAFÍSICO
Percebe-se que estas 30 classes de materiais já apresentam um nível mínimo de compras de aproximadamente 50% sendo realizadas pela Bolsa. Sendo que algumas classes como suprimentos de informática, suprimentos de uso pedagógico, papelaria, artigos para escritório, formulário contínuo, mobiliário de hotelaria e alojamento, produtos para higiene pessoal, pneus/câmaras de ar já possuem um nível de compras eletrônicas por volta de 80% do total comprado nas modalidades de convite e dispensa de licitação.
Observando estas classes com alta proporção comprada via Bolsa, comprova-se as observações de Jap citado anteriormente (2002, p.509) de que os leilões reversos têm grande aplicabilidade em materiais e serviços da atividade meio,
ou não estratégicos, “comoditizados”, ou seja, bens no qual o preço determina a totalidade do valor do produto. Para este tipo de material, o sistema de leilão mostra- se muito eficiente.
Na prática, estes resultados demonstram que os próprios agentes compradores do Estado (UGEs), que tem liberdade de escolher entre o sistema tradicional e o sistema BEC, já estão optando pelo meio eletrônico em mais de 80% do volume comprado dos materiais “comoditizados”. Ou seja, eles já perceberam a possibilidade de alavancar o leque de fornecedores disponíveis via Bolsa, e a economia que o sistema pode trazer para suas unidades administrativas.
O Apêndice A contém a lista completa do volume comprado em cada uma das 114 classes de materiais na BEC/SP e no sistema tradicional.
b.3) Quais grupos ou classes de despesa apresentam maior redução de preços quando as compras são efetuadas na Bolsa Eletrônica?
Após analisar as classes com maior volume comprado na Bolsa, a fim de definir a melhor política de compras considerando o novo instrumento, faz-se necessário analisar as classes em que são observadas as maiores reduções de preços em relação ao sistema tradicional.
Como cada determinada classe de material pode conter diversos itens, é necessário agrupar a economia de cada item em uma economia consolidada por classe. Por exemplo, a classe Alimentos possui diversos itens como leite em pó e arroz.
Primeiramente, foi calculado, então a economia de cada item. Assim, dividiu-se o preço médio de todas as compras do item (ex. leite em pó) fora da Bolsa (Tradicional) pelo preço médio de todas as compras do item (ex. leite em pó) dentro da Bolsa.
Em seguida, foi necessário agrupar a economia de cada item (ex. leite em pó e arroz) em uma média da classe (ex. Alimentos) como um todo. Para isto, foi considerado o volume comprado de cada item (em R$) e a soma do volume de todos os itens da classe (em R$). A participação de cada item na economia da classe foi calculada baseada na sua participação no volume total (em R$) de compras da classe, ou uma média de economia de preços ponderada pelo volume.
O Esquema 1 contém um modelo, com dados apenas ilustrativos, que demonstra a metodologia utilizada.
Esquema 1 – Metodologia de cálculo da economia de preços por classe
A Tabela 2 contém a lista das economias obtidas para cada classe de material segundo a metodologia acima.
4,0 2,0 1,0 0,8 Item 1: Leite em pó Preço por Kg em R$ Preço Médio Tradicio- nal Preço Médio Bolsa Item 2: Arroz Preço por Kg em R$ -50% Preço Médio Tradicio- nal Preço Médio Bolsa -20% Classe de Alimentos
Volume R$ 900 mil R$ 100 mil
% do Volume da Classe 90% 10% Ponderação da Redução de preços da classe 90% x -50% + 10% x -20% = - 47%
Tabela 2 – Economia de preço média por classe de material comprada na BEC/SP (continua)
Classe de material Economia da BEC/SP
UTENSILIOS PARA HIGIENE PESSOAL 81%
DISJUNTORES 79%
EQUIPAMENTOS DE REDE LOCAL 53%
INSTRUMENTAIS DE USO MEDICO, CIRURGICO OU HOSPITALAR 51%
MAQUINAS DE REPRODUCAO E COPIADORAS 50%
MAQUINAS E EQUIPAMENTOS PARA SERVICOS AUXILIARES DE USO
COMERCIAL 44%
ACESSORIOS OU SUPRIMENTOS PARA INSTALACOES HIDRAULICAS,
SANITARIAS E D 43%
VIDRARIAS, CORRELATOS E INSUMOS P/ USO LABORATORIAL 41%
MEDICAMENTOS EXCLUSIVOS DE USO VETERINARIO 41%
SISTEMAS ELETRICOS PARA MOTOS 39%
PECAS, ACESSORIOS E MATERIAIS PARA EQUIPAMENTOS DE COMUNICAÇÃO,
DETEC 38%
REAGENTES QUIMICOS E BIOLOGICOS 38%
FERTILIZANTES E DEFENSIVOS AGRICOLAS 38%
REATORES, SUPORTES PARA LAMPADAS E ELEMENTOS DE PARTIDA 37%
GUARNICOES DE CAMA, MESA E ARTIGOS DE PANO 35%
EQUIPAMENTOS DE ARMAZENAMENTO DE DADOS 35%
MOBILIARIOS DE ESCRITORIO 33%
EQUIPAMENTOS DE TELEFONIA 32%
ACESSORIOS E PECAS PARA REPOSICAO DE EQUIPAMENTOS PARA
REFEITORIO, COP 31%
FILMES E FITAS NAO REVELADOS 30%
FRUTAS,VERDURAS E LEGUMES IN-NATURA 30%
SOLUCOES ANTI-SÉPTICAS 29%
ARTIGOS PARA SERVICOS DE MESA 28%
SISTEMAS DE SINALIZACAO, ALARME E DETECCAO PARA SEGURANCA 28%
EQUIPAMENTOS ELETRICOS AUTOMOTIVOS E SEUS AGREGADOS 27%
UTENSILIOS PARA ESCRITORIOS 27%