CHAPITRE 2 REVUE DE LA LITTÉRATURE
2.3 Capteurs inertiels à faible coût
2.3.2 Modélisation des erreurs de nature déterministe
Como já observado, o longo período em que se aborda a temática da produtividade não conduziu a discussão a um consenso com relação à sua definição, pelo que tudo indica devido à diversidade de interesses dos autores que abordam essa temática. Para Ghobadian e Husband (1990 apud SEVERIANO FILHO, 1999), as perspectivas da produtividade, de um modo genérico, se enquadram em três categorias: os conceitos de natureza tecnológica, econômica e de engenharia.
Segundo as categorias acima sugeridas, o conceito tecnológico sugere que a produtividade deve ser definida em termos do rateio dos insumos gastos na produção pelos resultados obtidos (output). A engenharia, por sua vez, trata a produtividade numa visão de eficiência, definida pela relação entre os resultados atual e potencial de um processo. Finalmente, a teoria econômica estabelece que a produtividade deve ser definida como a eficiência da alocação de recursos.
Em complementaridade à explanação dos diversos pontos de vista que focam a produtividade, Morais (2011) apresenta um quadro contendo algumas perspectivas e seus respectivos autores, a seguir:
Quadro 11 - Perspectivas diversas da produtividade
Definição Referência
Produtividade = Faculdade para produzir Littré (1883)
A produtividade é o que o homem pode realizar com o material, capital e tecnologia. A produtividade é principalmente uma questão de forma pessoal. É uma atitude que deve
melhorar continuamente nossos egos e as coisas ao nosso redor. Bjõrkman (1991) Produtividade = Unidades de saída / Unidades de entrada Chew (1988) Produtividade = Saída real / recursos utilizados Sink e Tuttle (1989) Produtividade = Valor agregado / Entrada de fatores de produção Aspén (1991) A produtividade é definida como a relação do que é produzido para o que é necessário
para produzi-lo. A produtividade mede a relação entre a produção, tais como bens e serviços produzidos, e insumos, que incluem capital de trabalho, material e outros recursos.
Hill (1993) Produtividade (saída por hora de trabalho) é o fator central de longo prazo de qualquer
determinação média de vida da população. Thurow (1993)
Produtividade = a qualidade ou estado de levar por diante, de gerar, de causar a existir, de produzir resultados grandes ou produzindo abundantemente.
Koss e Lewis, (1993) Produtividade significa o quanto e como se produz a partir dos recursos utilizados. Se
produzir mais bens ou mais dos mesmos recursos, aumenta-se a produtividade. Ou se vamos produzir os mesmos bens de menores recursos, também se aumenta a produtividade. “Recurso” significa todos os recursos humanos e físicos, ou seja, as pessoas que produzem os bens ou fornecem os serviços e os bens com que as pessoas podem produzir bens ou prestar os serviços.
Bermolak (1997)
A produtividade é uma comparação das entradas físicas para uma fábrica com a saúde
física da fábrica. Kaplan e Cooper, (1998)
Produtividade = Eficiência * Eficácia = Tempo que acrescenta valor / Tempo total Jackson e Peterson, (1999) Produtividade = (Saída / Entrada) * Qualidade = Eficiência * Utilização * Qualidade Al-Darrab (2000) Produtividade é a capacidade de satisfazer a necessidade do mercado de bens e serviços
com um mínimo de consumo de recursos totais.
Moseng e Rolstadás (2001)
Fonte: Morais (2011), p. 31.
Há, no quadro 11, uma pluralidade nas formas de conceituar a produtividade, transitando entre conceitos verbais, e até mesmo subjetivos, e conceitos dotados de objetividade matemática. Em outras palavras, estão presentes no quadro expressões da produtividade projetadas em objetivos e metas, sendo as metas formas quantificadas, medidas de desempenho, que podem ser usadas para monitorar o alcance dos objetivos (TANGEN, 2004).
Embora haja uma diversidade de perspectivas sobre o conceito de produtividade, isso não admite a indistinção entre produção e produtividade, o que é apontado por Contador (2004) como um equivoco comum. A produção é o processo de consecução dos produtos (bens ou serviços) da empresa, bem como expressa o montante de outputs. Desse modo, a sua medição exprime nada mais que o quantitativo do que foi produzido, sem, no entanto, denotar o esforço necessário à fabricação.
Ainda segundo o mesmo autor, um aumento da produção não implica, necessariamente, no aumento da produtividade. Geralmente, isso se torna possível devido á
economia de escala, por conseguinte, a melhor utilização dos recursos da empresa. Assim, a redução dos custos unitários do produto impactará positivamente na produtividade. Entretanto, o aumento da produção também poderá induzir deseconomias de escala, sobretudo nos casos em que se excede a produção que a capacidade produtiva instalada viabiliza.
Contador (2004) adiciona que a produtividade pode ser analisada em diferentes esferas, focando desde a produtividade da operação, até a produtividade de uma nação. Nesse caso, a produtividade da operação metrifica o desempenho do trabalhador ou de uma máquina. A produtividade da nação é expressa pela renda per capta, que é o Produto Interno Bruto (PIB) dividido por toda a população.
Ademais, o autor trata da produtividade em duas outras esferas, a saber:
produtividade da fábrica – que é a razão entre o resultado da produção e o total de recursos
produtivos utilizados; produtividade da empresa – que “é a razão entre o faturamento e os custos respectivos”. Mais estritamente focado na empresa, Tangen (2004) refere que a compreensão da produtividade se estratifica, nos diferentes níveis hierárquicos de uma empresa, tomando expressões e desenhos diferentes para cada nível. A figura 6 ilustra como diversos fatores e medidas de desempenho se projetam nos níveis hierárquicos da empresa.
Figura 6 - Medidas de desempenho em três níveis hierárquicos
Ainda no esforço para definir a produtividade, Severiano Filho (1999) parte de um sentido amplo e tradicional de produtividade até os conceitos mais discretos. Desse modo, ele afirma que a produtividade expressa uma ligação entre os resultados obtidos num sistema de produção e as entradas necessárias à aquisição desses resultados. Essa relação expressa uma visão genérica, onde os processos internos do sistema não são evidenciados. Daí a necessidade de detalhamento e busca por conceitos mais apurados.
Uma definição bastante genérica, aplicável à industria, é apresentada por Moreira (2008), onde a produtividade é essencialmente uma relação entre produção e insumos. Portanto, é necessário, para se medir a produtividade, ter medidas de produção e de insumos. Esta definição é bastante similar à apresentada por Goldman (1992). A equação abaixo apresenta esse conceito:
) ( ) ( Pr entradas Inputs saídas Output e odutividad =
Smith (1993 apud PEIXOTO, 2006) considera que definições úteis de produtividade devem levar em conta variáveis específicas de efetividade humana e organizacional, e que geralmente o conceito de produtividade incorpora variáveis como lucratividade, eficiência, efetividade, valor, inovação, qualidade e qualidade de vida no trabalho.
À primeira vista é possível associar o conceito de produtividade aos conceitos de eficiência e eficácia. Diorio (1981) reforça essa ligação ao afirmar que produtividade é a economia dos meios de produção na busca de um objetivo específico. Para Neely (2005) a produtividade é uma combinação da eficácia e da eficiência, é uma forma de quantificá-las, com base em ações passadas.
Nesse momento, antes de aprofundar a discussão sobre produtividade, faz-se necessário introduzir uma breve consideração sobre os conceitos que se ligam intrínseca ou extrinsecamente ao conceito de produtividade, pois, além de freqüentes equívocos emanados da indistinção entre estes conceitos, os mesmos mantêm relação mútua notável.