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PARTIE I DEPOT ET CARACTERISATION DE MONOCOUCHES A BASE DE

2.2 Mise en fonctionnement du bâti Balzers BAK600

Tal como referido anteriormente, os cursos de mestrado abrangidos neste estudo serão os que incluírem a formação para a docência em 1º Ciclo, quer segundo o Decreto-lei 43/2007 (Mestrado em Ensino do 1º Ciclo do Ensino Básico; Mestrado em Ensino Pré-Escolar e 1º Ciclo do Ensino Básico; e Mestrado em Ensino do 1º e 2º Ciclos do Ensino Básico), bem como os cursos de mestrado definidos no decreto-lei 79/2014, no qual assistimos a uma ramificação em termos de especialização (Mestrado em Ensino do 1.º CEB e de Português e História e Geografia de Portugal no 2.º CEB e Mestrado em Ensino do 1.º CEB e de Matemática e Ciências Naturais no 2.º Ciclo do EB).

Numa 1ª fase, foi solicitada autorização ao Presidente da Instituição para a recolha de dados. Inicialmente procedemos à aplicação de duas entrevistas exploratórias, com carácter informal, a professores recém-formados do Mestrado em Ensino do 1º e 2º CEB. Após reflexão perante estas entrevistas exploratórias que nos permitiram conceber e ajustar o guião, demos início à recolha dos dados, realizando entrevistas semiestruturadas a ex-estudantes do Mestrado em Ensino do 1º e 2º CEB, formados pela instituição selecionada e que se encontrassem em exercício de funções.

Estabelecemos como faixa de seleção os 0 a 5 anos de serviço docente após a conclusão da sua formação para a docência.

Foram entrevistados 12 professores recém-formados, todos em exercício de funções e que tivessem feito o curso na instituição em estudo. No que respeita à caracterização sociodemográfica da amostra, de entre os entrevistados, 11 eram do género feminino e 1 do género masculino. Todos exerciam funções em instituições particulares na região da grande Lisboa, à exceção de uma professora que se encontrava numa escola pública na mesma região. Aquando da realização da entrevista, os professores tinham idades compreendidas entre os 23 e os 31 anos de idade.

Estes docentes foram escolhidos por conveniência (Coutinho, 2014), a partir da sua disponibilidade. As entrevistas foram realizadas em locais diversos, atendendo à disponibilidade dos entrevistados. Procedeu-se à gravação das mesmas, mediante autorização expressa do entrevistado e, posteriormente, foram transcritas na sua totalidade. A duração das entrevistas foi bastante variável, dependendo da dinâmica estabelecida com o entrevistado, bem como da sua capacidade de envolvimento e interesse no tema, no entanto, de um modo global, as entrevistas duraram, em média, 30 minutos. Os entrevistados foram identificados com o código RF (Recém-formados) associado a um número de ordem (RF1 a RF12).

Na 2ª fase, criámos três grupos focais de estudantes de mestrado (4 participantes por grupo focal) em formação na área de docência do 1º Ciclo para a abordagem da temática em estudo, num ambiente de debate e reflexão, analisando imagens, tabelas, respondendo a questões de resposta aberta, etc. Cada um dos grupos entrevistados proveio de uma formação diferenciada, assim, houve um grupo focal com estudantes com formação em Ensino do 1º e 2º ciclos do ensino básico, que se preparam para lecionar todas as áreas/disciplinas nos dois ciclos (decreto-lei 43/2007), e dois grupos distintos que, de acordo com o decreto-lei 79/2014, foram formados para lecionar: um, o 1º CEB e o 2º CEB nas áreas de Matemática e Ciências Naturais e outro em 1º CEB e o 2º CEB nas áreas de Português e História e Geografia de Portugal:

Tabela 7. Área de formação dos estudantes participantes nos grupos focais Grupo

Focal Área de Formação Normativo

1 Mestrado em Ensino do 1º e 2º Ciclos do EB decreto-lei 43/2007 2 Mestrado em Ensino do 1.º CEB e de Português e História e Geografia de

Portugal no 2.º CEB

decreto-lei 79/2014

3 Mestrado em Ensino do 1.º CEB e de Matemática e Ciências Naturais no 2.º CEB

De entre os 11 estudantes (um dos estudantes selecionados não pode comparecer por questões de saúde, pelo que a amostra inicialmente prevista de 12 elementos se reduziu para 11), 10 eram do género feminino e 1 do género masculino e tinham idades compreendidas entre os 22 e 33 anos.

Estes grupos de discussão foram dinamizados na instituição de formação e os alunos foram contactados via e-mail para se proceder ao agendamento do dia e hora mais conveniente para todos os envolvidos. O registo da sessão foi filmado, mediante autorização dos envolvidos, para posterior transcrição integral. A gravação audiovisual foi imprescindível devido à presença de vários intervenientes e devido à complexidade que se gera com diversos discursos em simultâneo.

Para referenciar estes participantes, utilizámos um sistema de codificação que identifica cada um dos estudantes (AF1 a AF11 – Alunos em Formação) mas também o(s) Grupo(s) Focal(is) em que se inseria (GF1 – Grupo Focal 1; GF2 – Grupo Focal 2 e GF3 – Grupo Focal 3).

Na 3ª e última fase foram aplicadas entrevistas semiestruturadas aos formadores de futuros professores da Instituição selecionada, uma amostra não aleatória e criterial, pois selecionámos os formadores segundo um critério pré-definido. Por considerarmos que a preparação para atuar em contextos inclusivos vai muito além dos objetivos das Unidades Curriculares de Necessidades Educativas Especiais/Educação Inclusiva, pois o princípio da Infusão (Rodrigues, 2014) “pressupõe, assim, que todos os conteúdos que digam respeito à educação e ao ensino de alunos com dificuldades sejam integrados nas disciplinas regulares” (p.89), optámos por entrevistar também os docentes coordenadores das diferentes Didáticas nos cursos de mestrado: Língua Portuguesa; Matemática; Expressões; Ciências Naturais; e História e Geografia. Entrevistámos ainda os coordenadores das áreas do Currículo e NEE e os coordenadores da Prática Educativa Supervisionada, nos mesmos mestrados. É de referir que, no plano de estudos destes mestrados nesta instituição, há uma UC obrigatória no 1º ano que abrange as questões curriculares e a abordagem das NEE. A UC, no entanto, é lecionada em dois módulos distintos (currículo+NEE), cada um com seu professor. No plano de estudos da licenciatura em Educação Básica que antecede os mestrados em formação de professores, surgem algumas UC relacionadas com as NEE, mas são de caráter eletivo, pelo que muitos estudantes se deparam com a abordagem desta temática apenas no mestrado.

Nesta amostra de 8 formadores, quatro eram do género masculino e 4 do género feminino, com idades nas faixas dos 40, 50 e 60 anos. Todos os docentes entrevistados tinham o grau de doutor, encontrando-se a maioria em exercício de funções no ensino superior há mais de 10 anos. Alguns dos professores coordenadores de UC da componente Educacional Geral são também coordenadores da Prática de Ensino Supervisionada nestes mestrados.

Os docentes foram contactados via e-mail e/ou telefonicamente, a partir de uma base de dados da Instituição, sendo que as entrevistas se realizaram na escola de formação de acordo com a disponibilidade dos docentes. À semelhança das restantes entrevistas, houve lugar a gravação e posterior transcrição.

No tratamento e análise das entrevistas, cada formador foi codificado com a sigla FP (Formadores de Professores) associada a um número de ordem, bem como a um código referente à sua área de formação (EG –Educação Geral; D –Didáticas e PES (Prática Educativa Supervisionada).