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4·20. MICROPROCESSOR AND SUPPORTING CI RCUITS

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SECTION II SYSTEM HARDWARE

4·20. MICROPROCESSOR AND SUPPORTING CI RCUITS

A atividade de confecção de vestuário em Maringá iniciou na década de 1980, como uma atividade de mulheres e suas famílias que procuravam uma forma de

aumentar a renda familiar, e envolveu a população local, resultando em uma grande expansão do setor, intensificado a partir de 1990.

A atividade de confecções foi responsável por um faturamento de R$ 224 milhões, aproximadamente 6% do faturamento da atividade industrial na Microrregião de Maringá (SEFA, 2003). Por outro lado, caracterizava-se pela elevada participação no emprego industrial regional, do qual representa 25%. Cabe salientar que, nesta microrregião, o emprego na confecção estava praticamente concentrado no município de Maringá, que respondia por 84% dos postos de trabalho formais do setor. Pelos dados da RAIS (2003), existiam 569 estabelecimentos registrados na microrregião, dos quais 474 (83%) estavam localizados no seu município polo (Maringá), com predominância de micro e pequenos, inexistindo grandes estabelecimentos com 250 ou mais empregos (IPARDES, 2006b).

A atividade era relativamente nova na região, sendo a maioria das empresas criadas nos últimos 20 anos, o que propiciou o surgimento de uma nova geração de empresários locais. Alguns deles relacionaram as dificuldades de interação dos empreendedores locais com a recente formação deste empresariado (IPARDES, 2006b).

Nesta visão, a geração pioneira na atividade era constituída por pessoas oriundas do meio rural, que viram na atividade de confecção uma alternativa de ocupação e renda urbana, ou seja, uma base cultural não vinculada, na sua origem, ao “mundo da moda”. Essa nova visão da atividade começou a se consolidar a partir da década de 2000 (IPARDES, 2006b).

Maringá possuía instituições (Sindivest, Vestpar) com um papel importante na organização e representação política do setor de confecção na região e no Estado, porém, sua atuação, em termos de promoção de ações coletivas que visassem maior eficiência e competitividade da aglomeração produtiva local, em 2004 eram muito incipientes (IPARDES, 2006b).

Contudo, já se observavam algumas iniciativas locais, tais como: a organização de um consórcio para exportação envolvendo cerca de 60 empresas da região (Programa Setorial Integrado – PSI); o fortalecimento da produção regional por meio do desenvolvimento de ações integradas (Projeto Corredor da Moda, capitaneado pelo Conselho de Desenvolvimento de Maringá (Codem), que previa reunir empresas localizadas no eixo Londrina-Maringá); e a instalação de um Condomínio Industrial, abrigando empresas do ramo e a sede do Sindivest.

Comparativamente aos demais APLs do segmento no Estado, as empresas de confecções instaladas em Maringá caracterizavam-se por maior heterogeneidade no seu nível tecnológico e diversidade em sua pauta de produtos, desde a produção especializada em jeans até aquela direcionada a públicos segmentados, como moda gestante, moda ginástica, moda social, lingeries, entre outros. Apesar disso, as empresas locais utilizavam com menos frequência a prática de terceirização de etapas do processo produtivo (IPARDES, 2006b).

De acordo com o Sindivest, eram 10 as empresas avançadas tecnologicamente, sendo elas responsáveis por aproximadamente 20% a 30% da produção do segmento no município. O grande mercado da região era nacional, especialmente os estados de São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul (IPARDES, 2006b).

Maringá constituiu um grande centro distribuidor, com toda a infraestrutura necessária para a realização das operações de venda. Em termos de exportação, representava no máximo 5% de toda a comercialização do arranjo.

A aquisição de matéria-prima era feita predominantemente junto a fornecedores de São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com reduzida parcela das compras realizadas no Paraná. Cabe ressaltar que a Microrregião de Maringá foi a que apresentou o maior número de classes industriais relacionadas para o setor de confecções, com relevância estatística, ou seja, com densidade de estabelecimentos e especialização produtiva (IPARDES, 2006b).

A modernização aconteceu pela adoção de novas tecnologias, e o número de empresas do setor cresceu ao longo dos últimos anos, aumentando a produtividade e a competitividade das empresas da região (IPARDES, 2006b).

A atividade de confecção destacava-se na região Noroeste do Estado, especialmente no entorno do Município de Maringá. A localização dessa atividade na região contemplava 10 municípios, com a dinâmica determinada pelo Município de Maringá. A cadeia produtiva da atividade de confecção da região de Maringá encontrava-se relativamente bem estruturada e contava com sete estabelecimentos relacionados às atividades da agroindústria e beneficiamento (IPARDES, 2006b).

O setor de fiação estava presente nos municípios de Maringá e Mandaguari e centrava sua produção na fabricação de fios de algodão e seda. Assim, quase a totalidade dos tecidos requeridos pela indústria de confecção era adquirida em outros estados ou países.

Quanto ao ramo de tecelagem e malharia, observava-se um número expressivo de empresas que atuavam nas mais diversas classes de atividades, fato que instiga a investigar a existência de uma especialização produtiva. Acrescentavam-se a esse segmento as atividades de produção, distribuição e comercialização de aviamentos presentes na região (IPARDES, 2006b).

O setor de confecção representava o elo mais forte da cadeia produtiva na região, e a classe mais importante era a de confecção de peças do vestuário, exceto roupas íntimas, blusas e camisas. Essa atividade destaca-se diante das demais atividades econômicas da região pela sua capacidade de empregabilidade. Trata-se de um setor cuja utilização de mão de obra se dava intensivamente, embora esta estivesse cada vez mais qualificada para o exercício da atividade (IPARDES, 2006b). O setor de confecção de vestuário possuía um grande número de micro, pequenas e médias empresas e respondia por um grande volume de emprego, especialmente o familiar. Além disso, especializavam-se e se complementavam por meio de relações de subcontratação (IPARDES, 2006b).

Desde 2013, o setor entrou em crise e demonstrou recuperação em 2019, quando cresceu cerca de 1%. São 341 empresas e 3.907 empregos em Maringá e na região são 919 indústrias (22,3% do total do Paraná, no polo de confecções, segundo dados do Sindivest Maringá. (CARDOSO, 2019).

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