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Micro-actionneurs pour la formation de jets pulsés

3. Solutions pour le contrôle d’écoulement 1. Modifications géométriques

3.3. Contrôle de décollement

3.3.4. Micro-actionneurs pour la formation de jets pulsés

A ag i ultu a iológi a u odo de p oduç o ue se p ati a e ha o ia o a natureza, num sistema de exploração em que há utilização preferencial dos recursos locais, através de práticas culturais que promovam a criação de ecossistemas equilibrados, que assegurem uma produtividade durável, em que a reciclagem dos ele e tos ut iti os o stitui u ele e to esse ial da fe tilizaç o INTERBIO, 2015).

A realização do combate contra pragas e doenças, segundo a associação supracitada, é efetuada principalmente pela gestão da relação hospedeiro-predador, pela luta cultural, pelo acréscimo das populações de insetos auxiliares, pela exclusão mecânica

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de organismos indesejados ou partes de plantas fracas ou doentes. Desta forma, existe uma gestão ponderada do trabalho no solo, na cultura e no meio, caminhando sempre rumo a intervenções que favoreçam o equilíbrio.

Para que a castanha seja considerada biológica, os produtores têm que respeitar o Regulamento da agricultura biológica e submeter a sua exploração ao controlo de um organismo de certificação.

Surgiu em 1991 o primeiro Regulamento Europeu que veio esclarecer e impor os princípios da agricultura biológica. Este regulamento, que é aplicável a produtos agrícolas vegetais e animais e aos seus transformados desde que para a alimentação humana, sofreu diversas transformações, o que levou à aprovação de um novo Regulamento, em vigor desde Janeiro de 2009 – Regulamento (CE) nº 834/07.

Os princípios da agricultura biológica, as regras de produção e as práticas culturais a utilizar, os fatores de produção autorizados, a rotulagem específica e as regras de controlo são normas que estão expostas no Regulamento. Todos os agentes envolvidos no processo produtivo, desde o produtor, transformadores, embaladores, até ao consumidor final, estão sujeitos a controlo, isto porque existe a necessidade de o cliente ter a certeza que está perante um produto de agricultura biológica e que esteve sob controlo durante toda a cadeia.

Para que seja possível a comercialização de produtos biológicos, a INTERBIO (2015) revela que existe a necessidade de o terreno onde os mesmos são obtidos passar por um período de conversão, podendo esse período ser de três anos no que diz respeito a culturas contínuas, e de normalmente dois anos para plantas anuais. O Regulamento deverá ser cumprido nesse período pelos produtores, contudo não podem o e ializa o p oduto o o de ag i ultu a iológi a , pode do ape as comercializá-lo como em conversão pa a a ag i ultu a iológi a , a pa ti do fi al do 1º ano. Caso seja demonstrado que nos três anos antecedentes, as práticas culturais nos terrenos foram de acordo com este modo de produção, o Regulamento prevê que se possam colher logo como sendo produtos biológicos.

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que como um dos problemas centrais na agricultura biológica é a nutrição das plantas (que se agrava nos soutos em que não existe reposições nutritivas através de rotações), a preocupação com a fertilização do solo em vez da planta, a manutenção e a melhoria da fertilidade do solo transformam-se numa prioridade para que seja possível garantir uma produção regular tanto em termos de quantidade como de qualidade a longo prazo. Quando se dá a resolução do problema de nutrição das plantas, a conversão de soutos é facilmente alcançada, devido à proximidade da maioria das práticas culturais com o modo de produção biológico.

A existência de um solo ativo é de extrema importância, uma vez que a disponibilidade de ut ie tes o solo p o , uitas ezes, da ati idade i o ia a. A fe tilizaç o a partir de matéria orgânica é mais completa, equilibrada e regular, pois após humificação, mineraliza-se lenta e regularmente, disponibilizando o alimento para as plantas de forma gradual. Um solo com um bom nível de matéria orgânica humificada possui uma estrutura adequada, que favorece a alimentação da planta e a gestão da água, assegurando a presença de organismos do solo, cuja atividade favorece a alimentação das plantas. Igualmente a micorrização, tão importante no castanheiro, é fa o e ida e solos e uili ados INTERBIO, 2015).

Na agricultura biológica, uma prática de fertilização bastante utilizada é o uso de compostos de estrumes ou de outras matérias orgânicas. Este processo fornece húmus estável ao solo, o que possibilita a eliminação de sementes de infestantes e de micro- organismos indesejáveis. O uso de adubos verdes é útil, contudo dever-se-á ter em consideração as condições locais e a disponibilidade de água.

Como existe o obstáculo ao uso de herbicidas na produção biológica o trabalho do solo é essencial, e por isso tem a tarefa de incorporar a matéria orgânica, impulsionando o arejamento e estimulando a atividade biológica. Para controlar os infestantes, os meios que podem ser utilizados são o mecânico e o de cobertura vegetal, existindo já várias coberturas vegetais analisadas para os diferentes estados de solo e clima que podem ser usadas com sucesso.

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Existe a necessidade de acrescentar que, os soutos que estão destinados à exploração de castanha são ecossistemas criados pelo homem, e por isso há que ter em conta a existência de mais de mil espécies de insetos, aracnídeos e outros animais, em povoamentos deste tipo, bem como mais de quatro dezenas de espécies de pássaros que neles vivem, para além de muitas outras que aqui entram para se alimentarem. Assim a ideia que o autor pretende transmitir é o facto de as aves terem um papel importante para o controlo das pragas do castanheiro e da castanha. O equilíbrio completa-se ainda com os mamíferos. Para que este equilíbrio seja alcançado a intervenção no souto deve ser reduzida. Deve então ser do interesse do agricultor tomar medidas de forma a atrair as aves e outros animais que beneficiem a diversidade ecológica em vez de os afastar, pois permitirão um equilíbrio natural que irá favorecer a produção. Exemplos destas medidas são a construção de ninhos ou refúgios para as aves e outros animais, bem como a manutenção ou criação de sebes ou bosquetes.

No que diz respeito aos produtos biológicos a oferta é muito reduzida comparativamente à procura, especialmente no mercado externo, pelo que a produção de castanha biológica deverá ser uma aposta a ser ponderada, podendo vir ser um negócio viável.