Mesure de givrage
6.2 Mesures en météorologie [41]
Ao falar de aprendizagem através do lúdico, considera-se que é uma alternativa (e muito significativa) de aprender e transformar conhecimento, atitudes e comportamentos. Sempre que falamos de uma mudança de significação, estamos falando de uma mudança da estrutura cognitiva. É certo que pode ocorrer uma mudança na estrutura cognitiva nos casos de experiência repetida, mas é importante considerar
que “a repetição em si não é essencial para a aprendizagem e sim a mudança na estrutura cognitiva”. (Lewin, 1965, p.85).
Participar de simulações e dramatizações não é apenas repetir alguns procedimentos, divertir-se e comprometer-se com outras pessoas. É, acima de tudo, colocar a própria experiência como fonte de análise, reflexão e transformação. “(...) Os seres humanos aprendem melhor por experiência própria.” (Senge, 1995, p.277).
Esta seção visa esclarecer como é o processo de aprender; de qual natureza é o conhecimento que se busca na formação de líderes e integrantes de organizações modernas.
2.4.1 Ep is t e m o l o g ia: A n a t u r e z a d o c o n h e c im e n t o
A epistemologia é a teoria do conhecimento. Estuda o conhecimento como objeto universal e procura desvendar o que está envolvido no processo de conhecer. A partir de questionamentos tais como “Existe alguma coisa em comum no ato de conhecer?” O conhecimento é um ato mental?; busca-se compreender como as pessoas pensam, sentem e aprendem. Kneller (1982) conceitua cinco tipos de conhecimento (Tabela 2).
Visto que a ciência, em sua maioria, é empírica, a sua metodologia está estreitamente ligada ao conhecimento empírico. As teorias ou hipóteses são comprovadas através de experiências para descobrir qual delas explica melhor um determinado fenômeno. O êxito depende de inúmeras variáveis tais como a cuidadosa compilação de dados, controle de variáveis, etc. Ainda assim, nunca se espera que a conclusão de uma experiência prove ou reprove absolutamente uma hipótese. Pode apenas apresentar resultados como mais ou menos prováveis. Portanto, o conhecimento empírico não é, necessariamente, o mais digno de confiança, mas ocupa o seu lugar ao lado de outros tipos de conhecimento para a compreensão da realidade (Kneller, 1982).
I
UFSC
Tipo de Conhecimento Características
Conhecimento Revelado
Limita-se às religiões e seitas; é considerado a verdade divina revelada por Deus. Não pode ser provado nem reprovado empiricamente. Aceita-se na base da fé.
Conhecimento Autoritário
E o conhecimento aceito como verdade por que provém de especialistas; aceita-se sem discussão as fórmulas e axiomas.
Conhecimento Intuitivo
É o meio mais pessoal de saber; está intimamente ligado aos sentimentos e contrasta com os processos lógicos usualmente aceitos.
Conhecimento Racional
É uma fonte de conhecimento da qual derivamos juízos válidos e coerentes entre si; o intelecto interpreta e organiza fragmentos e parcelas de informação, convertendo-os no que chamamos em um conhecimento idôneo e significativo. Possui limitações importantes: tende a ser abstrato.
Conhecimento Empírico
É o conhecimento que provém dos sentidos; vendo, ouvindo, sentindo e provando formamos nossa imagem do mundo. E o conhecimento compõem-se de idéias formadas de acordo com os fatos vividos.
Além dos tipos de conhecimento que pode existir, existem várias maneiras de concepção do conhecimento. São as filosofias de educação. O que a filosofia da educação tem a ver com jogos de empresas e vivências grupais? Para compreendermos os pilares pedagógicos do conhecimento, é preciso compreender quais são seus pressupostos. As teorias educacionais de John Dewey, Kurt Lewin e, em certa medida, de Jean Piaget tem origem no Pragmatismo.
O Pragmatismo sustenta que “a própria realidade não é exterior ao Homem, mas algo criado pela interação do organismo humano com o seu meio circundante; a realidade é a soma total daquilo que experimentamos. Portanto, o Homem e o meio estão coordenados” (Pinto, 1979, p. 18).
Se, como os pragmáticos, acreditarmos que a transformação e a interação é a essência da realidade, os meios e os fins da educação devem ser flexíveis e abertos a constantes revisões. A escola deve usar situações da vida real, em lugar de depender, sobretudo, dos estudos formais e acadêmicos. Deve-se considerar a mente algo exploratório e ativo, em vez de receptivo e passivo. “O Homem não se limita a receber conhecimento: fá-lo” (Dewey apud Kneller, 1982, p. 68).
O professor pragmático constrói, então, situações de aprendizagem em tomo de determinados problemas, que ele considere verdadeiramente significativos para os seus alunos e com probabilidades de acarretar melhor entendimento mútuo e do meio em que se situam.
A partir destes pressupostos do conhecimento, é igualmente importante conhecer a estrutura da aprendizagem. Em que ela se fundamenta e como é o processo da aprendizagem vivencial.
2.4.2 Es t r u t u r a d a Ap r e n d iz a g e m
A investigação da estrutura da aprendizagem requer algumas limitações. Primeiro, é delimitar que se trata, aqui, da aprendizagem através da experiência. Segundo, que esta abordagem a ser relatada, traça um modelo estrutural de como ocorre a aprendizagem idealmente e não sob diversas variáveis.
Aprendizagem é o processo no qual o conhecimento é criado através da transformação da experiência (Kolb, 1984). Ou seja, resulta de uma combinação de
compreender a experiência e transformá-la. O processo de aprendizagem vivencial pode ser descrito em ciclo composto de cinco estágios (Seção 2.5.3). A partir destes (Tabela 3), pode-se notar quatro dimensões da aprendizagem: experiência concreta; conceituação abstrata; experimentação ativa e observação reflexiva.
Dimensões da Aprendizagem Ciclos da Aprendizagem Vivencial
experiência concreta vivência e relato
observação reflexiva análise
conceituação abstrata generalização
experimentação ativa transferência
Tabela 3. Correlação entre as dimensões da aprendizagem e o ciclo de aprendizagem vivencial.
O interessante é que Kolb (1994) classifica, didaticamente, estas quatro dimensões da aprendizagem em apreensão e transformação da experiência. Apreende-se a experiência pela experiência concreta (vivência) e conceituação abstrata (generalização) e a transformamos pela observação reflexiva (análise) e experimentação ativa (transferência). Isto acaba resultando em quatro formas diferentes e interdependentes de conhecimento.
Não basta a experiência sozinha, tampouco o racionalismo abstrato, para constituir-se de fato uma aprendizagem significativa. É necessário tanto uma manipulação ativa do mundo externo quanto uma interpretação conceituai.
Apesar da aprendizagem sugerir dimensões genéricas, os seres humanos não aprendem da mesma maneira. Aparentemente, estruturas fisiológicas e sociais tendem a direcionar o estilo de aprendizagem em algumas dimensões mais do que outras. Isso é muito importante para termos noção de como os indivíduos aprendem individualmente e como o grupo pode ser utilizado como técnica de estudo.