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Essais réalisés au laboratoire

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Essais en condition de givrage

7.2 Essais réalisés au laboratoire

O conceito de vivência utilizado por Gramigna (1995) é de “momento vivido pelo grupo em atividades simuladas, semelhantes à sua realidade, que permitem ampla participação e forte comprometimento com o aqui e agora” (p. 13). Assim como os jogos de empresas, as vivências grupais se caracterizam por terem sido planejados tendo como referência situações reais; pressupõem participação ativa do grupo e têm regras que estabelecem o cenário simulado, sinalizando o que é permitido e o que é proibido.

No entanto, as vivências grupais se diferenciam dos jogos pela determinação das regras e critérios. Em um jogo existem vencedores e perdedores; em uma vivência grupai isso não existe. Não há um caráter de competição mas um caráter de ação e reflexão coletiva.

Utilizado como técnica de ensino em outros países, o Psicodrama pedagógico é aplicado fundamentalmente nas seguintes situações: para compreender um conhecimento já adquirido mediante técnicas tradicionais; para avaliar um tema e repassar conceitos esquecidos. (Bustos et al. ,1982).

“A hipótese didática é que através de um treinamento específico, é possível levar o grupo a trocas (simpatia, prestígio, consideração, coesão e liderança) de

caráter cada vez mais formalizado e mais operatório, o que eqüivale dizer que, através do treinamento o grupo pode aumentar sua funcionalidade de regras, afetividades e aumentar os níveis de compreensão. (Lima, 1969, p.28)

Ao planejar um programa de atividades, é necessário mesclar vivências grupais e jogos, evitando sobrecarregar o grupo com um clima de competição e possibilitando que o mesmo tenha oportunidade de analisar e refletir acerca de seus próprios comportamentos e atitudes.

2.6.1 Ob je tiv o s das Vivên c ia s Gru pais

O interesse em conhecer a natureza dos grupos; os comportamentos humanos vêm interessando os estudiosos há muito tempo. A mais antiga literatura filosófica de que se tem conhecimento contém muita sabedoria sobre a natureza dos grupos e as relações entre indivíduos e grupos. Apresenta, também, uma série de especificações sobre as ‘melhores’ maneiras de organizar a vida coletiva. Entre século dezesseis e o século dezenove, criou-se na Europa uma significativa literatura a respeito da natureza do homem e de seu lugar na sociedade. Nessa literatura pode-se encontrar a maioria das principais tendências ou hipóteses que orientam as atuais pesquisas e reflexões sobre grupos.

A maneira de estudar os grupos, conhecida como ‘dinâmica de grupo’, é estritamente um desenvolvimento do século XX e difere significativamente da forma de estudo dos séculos anteriores.

Segundo Cartwright e Zander (1975), a expressão ‘dinâmica de grupo’ popularizou-se desde a Segunda Guerra Mundial, mas com a maior divulgação seu sentido ficou mais impreciso. “Segundo um emprego freqüente, a dinâmica de grupo refere-se a um tipo de ideologia política, interessada nas formas de organização e direção dos grupos. Essa ideologia acentua a importância da liderança democrática, a participação dos membros nas decisões e as vantagens tanta para a sociedade quanto para os indivíduos, das atividades cooperativas em grupos. Um segundo emprego da expressão dinâmica de grupo refere-se a um campo de pesquisa dedicado a obter conhecimento a respeito da natureza dos grupos, das leis de seu desenvolvimento e de suas interrelações com os indivíduos, outros grupos e instituições mais amplas. (...)

Outro conhecido emprego da expressão dinâmica de grupo refere-se a um conjunto de técnicas, tais como o desempenho de papéis, discussões, observações e feedback de processos coletivos, muito empregado em programas de treinamento planejados para o desenvolvimento de habilidades em relações humanas” (Cartwright e Zander, 1975,

P-06).

Este trabalho enfoca a dinâmica de grupo como um conjunto de técnicas aplicadas a um jogo de empresas, visando a aquisição e a prática de conceitos dé liderança e motivação. Para não confundir com outras concepções da dinâmica de grupo, foi conveniente denominar “vivências grupais”.

Este tipo de metodologia é muito aplicada para questionar e modificar, com sucesso, algumas atitudes e comportamentos , possibilitando que os participantes obtenham compreensão das reações e sentimentos próprios e dos demais relativos a eventos vivenciados em comum e observados nos grupos.

Os principais objetivos que pretende-se alcançar, através de vivências grupais, dizem respeito a valores fundamentais que são comunicados através de um treinamento experiencial. São eles: um maior compromisso com um espírito de indagação e uma atitude diagnostica diante de situações interpessoais e organizacionais; um compromisso com o valor da comunicação franca e sincera sempre que adequado e; compreender e agir nos processos de um grupo, não apenas o conteúdo daquilo que está sendo trabalhado (Schein, 1982).

2.6.2 Co n te x to de Aplic açã o

A aplicação de vivências grupais em grupos de treinamento tem sido muito utilizado em treinamentos e cursos escolares. Como forma de participação e motivação dos membros dos grupos, as vivências grupais tomam-se opção para aqueles que vêem no ensino tradicional, uma passividade e acomodação negativa aos objetivos do ensino e aprendizagem.

Todo bom trabalho de grupo inicia-se na fase de preparação. A definição de objetivos e da metodologia de trabalho exercem poderosa influência na atitude dos participantes do grupo. Há uma probabilidade de que os participantes venham com uma clareza e disposição de trabalhar que irão ajudar no período inicial.

O período inicial (estágio amorfo - ver Seção 3.5.2) é particularmente crítico, pois é neste período que se forma a identidade, a confiança e firma-se o compromisso grupai.

A disposição física do ambiente é fundamental para o trabalho em grupo. O coordenador deve preocupar-se com a privacidade do grupo e com a isenção de fatores externos que possam distrair o grupo. “Como a ambiencia física é importante, é necessário um certo grau de proximidade física entre os participantes” (Corey et al., 1983, p.95). Outras condições também devem ser observadas: a disposição dos assentos. Todos devem fícar em uma posição que possam ver e ser vistos. Deve ser um ambiente confortável, mas não ao ponto de deixar todos apáticos.

A consideração destes pontos, no período inicial é importante, no entanto além destes, como toda atividade, é preciso que o grupo tenha objetivos iniciais em comum (para que possa estabelecer outros no decorrer do curso) e que seja um grupo voluntário. Apesar de haver pesquisas, com grupos que não escolheram participar livremente da atividade, relatando resultados positivos (Zander, 1987), é importante que as pessoas tenham escolhido integrar-se ao grupo por objetivos individuais semelhantes, com forte interesse pela metodologia e seu conteúdo.

O período de transição (estágio conflitual - ver Seção 3.5.2) é caracterizado pelo conflito e pela expressão de sentimentos negativos, é típico do desenvolvimento do grupo. O problema inicial de travar conhecimento, estabelecer confiança cede lugar à expressão de sentimentos negativos. Os membros questionam os outros membros, a finalidade do grupo e o líder.

O período seguinte, que é um período de trabalho efetivo (estágio integrado - ver Seção 3.5.2) se caracteriza pela capacidade de trabalhar no aqui e agora. As pessoas aprenderam a falar sobre o que vivenciam (experimentam, sentem, percebem) ao invés de recusarem-se a trabalhar ou a falar de forma genérica e distante de si mesmos.

Muitas vezes, os coordenadores de um grupo anunciam que o grupo está chegando ao fim e não fazem nenhuma tentativa de finalizar (fechar) o trabalho iniciado. E importante terminar as atividades, consolidando tudo que foi visto em conjunto e fazendo uma auto-avalição final.

As vivências grupais ocorrem em um contexto muito semelhante aos jogos de empresas. O trabalho em/de grupo propicia essas identificações de estágios

grapais e possibilita um acompanhamento do grupo. É certo que seus objetivos são distintos (o jogo está voltado ao conteúdo e as vivências ao processo interpessoal) mas são também complementares.

A integração do jogo de empresas LIDER e as vivências grupais surge como estratégia privilegiada de ensino. Uma aplicação em que seja possível reunir ambos, é uma composição produtiva e inovadora.

2.7 A COMPOSIÇÃO DE VIVÊNCIA E SIMULAÇÃO COMO

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