• Aucun résultat trouvé

Mesure de spin, application récente : la Cryptogra- Cryptogra-phie quantiqueCryptogra-phie quantique

Dans le document Notes de cours sur la Mécanique quantique (Page 192-195)

4.6 (*) Espace quantique total d'une particule à 3 di- di-mensions avec spin 1/2

4.8 Mesure de spin, application récente : la Cryptogra- Cryptogra-phie quantiqueCryptogra-phie quantique

Para conseguirmos uma boa harmonização entre azeites virgem extra e diferen- tes preparações culinárias, há também a considerar, não só as características dos azeites, mas também as propriedades sensoriais presentes nos alimentos, como por exemplo o doce, o salgado, o amargo, os aromas, e ainda os temperos adicionados, as gorduras presentes, bem como a sua persistência (Cerretani et al., 2007), cuja descrição se apresenta no Quadro 26.

Quando há a junção do azeite com as preparações culinárias, a intensidade das vá- rias sensações, ou propriedades sensoriais dos alimentos, podem ser quantificadas usando uma escala de 0 a 10, de acordo com o indicado no Quadro 27.

Para Cerretani et al. (2008), a harmonização do azeite com os alimentos requer a escolha de um azeite que equilibre as intensidades sensoriais correspondentes ao alimento específico, nomeadamente pela:

i) Análise dos atributos que melhor descrevem organoleticamente a preparação culinária e o azeite pretendidos;

-combinados como um todo, dando origem a contrastes sensoriais controlados. Com efeito, a harmonização numa preparação culinária tem mais por objetivo equi- librar os contrastes sensoriais do que em evitá-los (Spinelli, 2014). Os contrastes nas experiências alimentares ajudam a manter a atenção e o interesse no alimento. Veja-se o caso da gastronomia molecular, em que parte do seu sucesso se deve ao contraste entre diferentes texturas e acima de tudo entre a textura expectável e a real (Moura, 2011).

Quadro 27. Classificação

das intensidades de algumas sensações gustativas quando há a junção do azeite com as preparações culinárias (Cerretani et al., 2007). Nota: O quadro de classificação das caraterísticas sensoriais apresenta intensidade de 0 a 10. Impercetível 0-2 Sensação Gustativa Doce Salgado Amargo Ácido Aroma Aromatizado Persistência Pouco percetível 2-4 Suficientemente percetível 4-6 Percetível 6-8 Muito Percetível 8-10

O azeite virgem extra, caracterizado por diferentes estilos, pode ter um papel mui- to importante nesta ligação, contribuindo efetivamente para uma harmonia, ree- quilibrando o sabor de uma preparação culinária, ou acentuando uma conjugação agradável entre diferentes propriedades sensoriais (por exemplo). No Quadro 4.18., apresentam-se algumas sugestões de harmonização de diferentes preparações culi- nárias com azeite virgem extra de acordo com o “estilo” do azeite, algumas delas aplicadas na apresentação das características organoléticas dos “Azeites de Monta- nha”. Durante as sessões de harmonização (Figura 66), a colaboração dos partici- pantes e os respetivos comentários, bem como algumas das respostas obtidas num inquérito em que mencionam que vão utilizar estes conhecimentos a nível pessoal e/ou empresarial, revelou que a realização destas sessões foi uma forma adequada de transmitir os conceitos inerentes às diversas combinações.

Apesar das sugestões indicadas no Quadro 28, tal como se verificou nas sessões de harmonização efetuadas com Azeites de Montanha, nem sempre há consenso na conjugação dos verdes suaves e intensos por parte do consumidor. Tal é comum, também noutros autores. Por exemplo, Tardi (2014) explica uma combinação de “peixe ao sal” com um azeite maduro e com um azeite intenso. No entanto, para este autor não há qualquer dúvida que o melhor complemento de sardinhas assadas, é um azeite de frutado médio, herbáceo, em que os elementos “verdes” complemen- tam os sabores salinos e picantes.

Quadro 26. Descrição das

propriedades sensoriais dos alimentos (Adaptado de Cerretani et al., 2007). Propriedade Sensorial Doce Salgado Amargo Ácido Aroma Aromatizado Persistência Descrição

Corresponde à intensidade do doce nos alimentos que advém da pre- sença de amidos, hidratos de carbono ou açúcares.

Os alimentos contêm cloreto de sódio, mas este também lhes pode ser adicionado durante a cozedura ou tempero.

Esta característica pode ser intrínseca do alimento, ou causada por algu- mas substâncias que tenham sido incorporadas.

O ácido é atribuído à presença de ácidos orgânicos cítrico, tartárico, láctico, ou de certos alimentos, como por exemplo tomates, vinagre ou citrinos. Os alimentos têm já o seu aroma característico, como é o caso do peixe, queijo, crustáceos, cogumelos, ou causado pela presença de ervas aromáticas, especiarias

Resulta no aroma característico de agentes aromatizantes que são adi- cionadas aos alimentos antes de cozinhados.

Figura 66. Imagens recolhidas

durante as sessões de harmonização de azeite com as preparações culinárias.

Há que investigar de que forma os vários estilos de azeite podem ser utilizados com diferentes combinações com outros ingredientes, numa tradição culinária ou num prato criativo, para obter determinado efeito. Estudar as utilizações culiná- rias é importante, não apenas por si só, mas também para descrever e comunicar as propriedades de um produto que é normalmente utilizado como ingrediente. De facto, o marketing de azeites de excelência implica informar o consumidor da sua melhor utilização, relacionando-o com o que definimos pelo seu “estilo sensorial” (Spinelli, 2014). Esta informação, pode ser promovida de diversas formas, e as ses- sões de harmonização do azeite com a gastronomia são um meio eficaz de transferir mais conhecimento, embora as novas tecnologias sejam já hoje uma fonte de infor- mação muito importante (ver, por exemplo, bestoliveoils.com/pairing).

Com a indústria a produzir azeites virgem extra muito distintos, em resultado das diferentes cultivares, do “terroir”, da tecnologia, dos loteamentos, sem uma clara transferência deste conhecimento para o consumidor, dificilmente as estratégias de marketing atingirão os seus objetivos.

Quadro 28. Algumas

sugestões de combinações (harmonização) entre diferentes preparações culinárias vs. tipo de frutado dos azeites virgem extra.

“Estilo” de Azeite Maduro Verde Suave Verde Intenso Preparações Culinárias Sopas Verduras salteadas Molhos; Maionese; Ovos Pescado, fruta, saladas frias Carnes brancas

Frango grelhado Carnes grelhadas Sobremesas Molhos para massas

Combinações efetuadas nas ações de harmonização com Azeites de Montanha

Creme de cenoura Gaspacho de cereja

Salada de alface + queijo de ovelha Salada de maçã com morangos Cereja fresca com maçã Vitela grelhada

Porco com puré de cenoura preta Mousse de chocolate com sal Compota de cereja

4.4.4. Considerações Finais

A seleção do azeite a utilizar nas diferentes preparações culinárias não deve ser ba- seada na acidez ou no preço, mas sim nas suas características sensoriais, que são as que diferenciam os azeites entre si. Ao consumidor deve ser dado o conhecimento sensorial, para que aprecie e utilize, de forma adequada a diversidade de azeites vir- gem extra de qualidade, que existem no mercado. Ao estabelecer critérios de har- monização do azeite com diferentes alimentos, deixamos ao consumidor a autono- mia e uma certa ousadia, para provar diferentes combinações. No caso específico dos “Azeites de Montanha”, diferentes combinações com a gastronomia regional potenciarão uma maior diversificação nas preparações culinárias, a oferecer a um consumidor cada vez mais atento a novas sensações. Por seu turno, a introdução de “mesas de azeite” na restauração ou de “cartas de azeite”, bem como a criação de lojas especializadas, poderá ser uma boa contribuição para melhorar a aprendiza- gem e testar o azeite que mais se adequa ao gosto de cada um e dos pratos que com- põem a refeição. Sendo a gastronomia considerada um produto turístico de nicho, a ligação “azeite vs. gastronomia” é um fator de escolha e de reconhecimento do seu valor, o que permitirá potenciar ainda mais a sua utilização neste sector.

Agradecimentos

Os autores agradecem a colaboração de Nuno Rodrigues, José Alberto Pereira e do Chef Rui Cerveira na preparação das sessões de harmonização efetuadas no âmbito do Projeto Promoção e Valorização de Azeites de Montanha. Agradecem ainda as amáveis sugestões de José Alberto Pereira neste artigo.

Referências Bibliográficas

Bongartz, A., & Oberg, D. G. (2011). Sensory evaluation of extra virgin olive oil (EVOO) extended to include the quality factor “Harmony”. Journal of Agricultural Science and Technology A 1, 422-435.

Cerretani,L., Biasini, G., Bonoli-Carbognin, M., & Bendini, A. (2007). Harmony of olive oil and food pairing: a methodological proposal. Journal of Sensory Studies, 22:403-416. COI (2018). Sensory analysis of olive oil. Method for the Organoleptic Assessment of Virgin Olive Oil. COI/T.20/DOC.15/Rev.10. Conselho Oleícola Internacional

Lawless, H. T. (2000). Sensory combinations in a meal. Pp:92-106. In: Dimensions of the meal: The Science, Culture, Business, and the Art of Eating. Eds: H. L. Meiselman. Aspen Publishers.

Gouveia, J., Saldanha, J., Martins, A., Modesto, M. L., & Sobral, V. (2002). O Azeite em Portugal. Edições INAPA, SA. Lisboa.

Moura, J. (2011). Cozinha com Ciência e Arte. Bertrand Editora. Lisboa. Spence, C. (2017). Gastrophysics. The New Science of Eating. Penguin Books.

Spinelli, S. (2014). Investigating the Culinary Use of Olive Oils. Pp:195-225. In: Olive Oil Sensory Science. Eds: E. Monteleone & S. Langstaff. Wiley Blackwell.

Tardi, A. (2014). The Culinary Uses of Extra Virgin Olive Oil. Pp: 321-337. In: The Extra Virgin Olive Oil Handbook. Ed: C. Peri. John Wiley & Sons, Lda, Chichester.

Uceda, M., Aguilera, M.P., & Mazzuchelli, I. (2010). Manual de Cata y Maridaje del Aceite de Oliva. Edição Almuzara.

O projeto foi muito bom. Exis- tem muitas dificuldades econó- micas e de escoamento, e não sentimos apoio por parte do governo (da parte do ministério da agricultura) para se aguen- tar a olivicultura. A nossa zona produz um azeite de elevada qualidade e precisa de projeção, de ser promovida e valorizada. Esperemos que o projeto venha trazer mais luz e realce sobre esta temática, sobre os nossos azeites.

Manuel Gaspar da Cunha (Em- presário agrícola e produtor de azeite “Azeite do Mondego”)

A estratégia de marketing é muito importante para orientar a nossa empresa para o mercado e o simulador de marketing dos Azeites de Montanha dá-nos su- gestões pertinentes que vamos implementar para melhorarmos o desempenho da nossa

empresa.

Emília Reigado (Representante do azeite Justino Coelho Reigado)

5.

Estratégia de

Marketing para

os Azeites

de Montanha

Teresa Paiva Teresa Felgueira Catarina Alves Autoras

5.1. Gestão de Marketing no âmbito dos “Azeites de

Dans le document Notes de cours sur la Mécanique quantique (Page 192-195)