No início do 1º Período as minhas grandes preocupações no que concerne à minha atuação, recaíam essencialmente sobre a minha colocação no espaço de aula, que inicialmente não era a mais correta, assim como a colocação da voz, de forma a que esta fosse audível, percetível e com uma linguagem cuidada e acessível para todos os alunos. Inicialmente foram estas as principais lacunas que tentei corrigir e para ultrapassar estas dificuldades o PC teve um papel fundamental, quer nos reparos que fazia às minhas atuações, quer nas observações das aulas dos meus colegas, onde nestes momentos o PC me incentivava a refletir sobre o que observávamos em determinado momento, fazendo um paralelo para a minha aula. Este método de observação e respetiva reflexão construtiva foi sempre um método muito utilizado pelo PC, método que nunca tinha como objetivo denegrir ou achincalhar a imagem dos meus colegas, mas sim refletir e expor as soluções que encontrávamos para os casos que eram discutidos.
Com a correção que fui fazendo aos meus comportamentos sob estas dificuldades e principalmente após a aula observada pelo Professor Orientador no dia 11 de Novembro de 2011, as preocupações sobre a minha postura durante as aulas de EF voltaram-se para a minha intervenção sobre a turma. Tal como se pode ler na minha reflexão de aula nº 15 “ o que o Professor
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Orientador pediu para reforçar na minha atuação, foi na intervenção sobre os alunos ao longo dos exercícios, dizendo que devo intervir ainda mais, explicando sempre tudo o que pretendo que seja por eles realizado. Devo ser mais incisivo e exigir mais dos alunos em diversos exercícios. Perante esta chamada de atenção que foi feita por alguém que é tido como um exemplo a seguir e alguém disposto a contribuir para a minha melhoria enquanto docente, imediatamente comecei a redobrar esforços para melhorar a minha atitude ao nível da intervenção sobre os alunos. Aos poucos e poucos senti que fui ficando mais ativo e marcando mais a minha presença no espaço de aula. Não tenho dúvidas que esta chamada de atenção permitiu marcar muito mais a minha presença na aula, bem como focar ainda mais a minha atenção nas prestações motoras dos alunos e na emissão de feedbacks com vista à melhoria das qualidades técnicas dos alunos.
Posso afirmar que na fase seguinte do meu estágio, quando senti que tinha ultrapassado as questões atrás descritas, comecei a ter uma maior preocupação ao nível de emissão de feedbacks, na exigência que impunha aos alunos na realização dos exercícios e na capacidade de correções de algumas ações erradas dos mesmos.
A partir do 2º Período, foi neste capítulo da minha ação, que debrucei esforços para me superar, pois que tanto o PC nas conversas que tínhamos diariamente, como o PO na observação que efetuou no 2º Período, me chamaram a atenção para estes fatores e que deveria melhorar nestes aspetos. Lembro de refletir bastante sobre estas chamadas de atenção e de perceber que tinha que ultrapassar rapidamente este tipo de limitações. Aos poucos e poucos fui tornando-me mais exigente, comecei a estar mais atento a cada gesto técnico dos alunos para que pudesse intervir de acordo com as componentes críticas que estivessem a ser trabalhadas em cada aula e comecei a sentir que a minha evolução estava a ficar evidente aula após aula. Mais uma vez tenho de reforçar o apoio que o PC me foi dando aula após aula, fornecendo-me constantemente sugestões sobre o que deveria fazer nas aulas seguintes para que continuasse a evoluir. A partir do momento que senti ter ultrapassado estas dificuldades denotei que a exigência que impunha nos alunos tinha aumentado e com isso a aplicação dos alunos também, o que
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obrigatoriamente levou a uma evolução patente nas capacidades dos mesmos, algo que me deixou muito satisfeito.
3.1.3 Observação
A Observação é uma estratégia que se relaciona com o campo educativo, ou seja, é elaborada uma ação estruturada baseada no processo de ensino e aprendizagem, de forma a alcançar os objetivos do ensino. Em Formação de Professores, a Observação tem sido uma estratégia bastante utilizada na medida em que se lhe atribui um papel fundamental no processo de modificação do comportamento e da atitude do professor em formação. Observar o professor em formação surge com a intenção de o ajudar a construir as suas práticas como docente e a modificar algumas atitudes com vista à sua promoção profissional.
As observações das aulas dos colegas de Núcleo de Estágio foram momentos muito enriquecedores para a competência pedagógica, quer para os observadores quer para os observados pois permitia a constatação de erros e através do confronto de ideias e das respetivas reflexões, traçavam-se linhas futuras de atuação importantes. O facto de estar presente em todas as aulas dos meus colegas permitiu que conseguisse rapidamente analisar certos comportamentos que estes tinham que poderia facilmente eliminar nas minhas aulas. Apesar de apenas em 10 momentos terem sido feitos registos das aulas dos nossos colegas, sem dúvida que estes momentos de observação e análise junto do Professor Cooperante foram momentos fundamentais no meu crescimento como docente.
Para efetuar o registo das observações decidimos que estas seriam realizadas espaçadamente ao longo do ano letivo, isto para que fosse possível analisarmos a evolução de cada estudante estagiário, para que estes fossem analisados com diferentes matérias de ensino e em contextos distintos. Tal como afirmei anteriormente, no que toca às observações que foram feitas às minhas aulas, as mesmas foram fundamentais para o meu crescimento como docente. As observações que os meus colegas de estágio e o Professor Orientador fizeram das minhas aulas foram sem dúvida momentos de extrema
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importância para a melhoria de aspetos como a minha postura e as minhas estratégias. Estas observações feitas pelo Núcleo de Estágio foram feitas recorrendo a Fichas de Observação que organizam os conteúdos que eram visados em cada aula.
No 1º período estas Fichas (Anexo IX) possuíam no cabeçalho a data e o número da sessão que estamos a observar, o nome do professor que está a ser observado, o número de alunos da aula, a turma, o local onde está a decorrer a aula, a Unidade Didática da aula, o nome do observador e o objetivo desta aula. Posteriormente existe uma grelha onde surgem categorias a avaliar numa escala de 3 valores (1 a 3) conforme foi decidido pelo Núcleo de Estágio. As categorias analisadas no 1º período diziam respeito a parâmetros relativos à prestação do Professor, das suas atividades de aprendizagem, da prestação dos alunos e das interações. Dentro de cada um destes parâmetros existiam vários conteúdos que observávamos e que permitiam que no final fizéssemos uma análise reflexiva da aula. Para cada um destes parâmetros foi criado um Glossário que define cada um deles. Assim neste 1º momento de observação sentiu-se a necessidade de observar primeiramente aspetos relacionados com a postura e a movimentação.
Num 2º momento das observações começamos a debruçar-nos mais sobre as técnicas de Instrução e Atividades de aprendizagem. Estas mudanças surgiram com o objetivo de tornar mais objetiva a observação, criando critérios mais definidos e homogéneos. Foi no seguimento desta procura de objetivação que se criou juntamente com a Grelha de observação as fichas de Análise do Comportamento do Professor/Aluno/Tempo de aula (Anexo X), com o propósito de registar em minutos o tempo de aula despendido nas categorias de Instrução (I),Feedback (Fb), organização (Org), Observação (O) e Demonstração (Dm).
Por último, num 3º momento, decidimos incluir também novas fichas de observação, no caso as fichas de Observação de Sucesso (Anexo XI). Estas fichas visavam verificar a eficácia ou não, das aprendizagens dos alunos em cada exercício. Para isso foi criada pelo núcleo uma ficha na qual eram
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colocados os exercícios da parte fundamental da aula e os objetivos específicos para cada um deles. O observador tinha como função escolher um aluno e simplesmente registar se o exercício que estivesse a decorrer estava a ser cumprido com sucesso pelo aluno. Nesta grelha existiam duas colunas; numa era registada o número de tentativas efetuadas pelo aluno de cada exercício e na coluna ao lado ficava registada quantas dessas foram realizadas com sucesso, ou seja, cumprindo o objetivo específico pretendido pelo professor para esse mesmo exercício.
Conjuntamente com esta ficha, as duas fichas anteriores também eram efetuadas, sendo que o nosso núcleo era constituído por 4 estagiários existia um sistema de rotatividade entre nós, sendo que um lecionava a aula, outro observava a ficha do 1º momento, outro o do 2º momento e por fim, o outro estagiário observava e registava a ficha do sucesso, ou seja, a ficha do 3º momento.
No final de cada uma destas fichas de observação estava reservado um espaço para que cada observador pudesse fazer uma apreciação global da sessão. Estes dados eram posteriormente partilhados entre todos os estagiários, permitindo que as reflexões de aula fossem mais ricas em conteúdo, mas também que tivéssemos um maior conhecimento da atuação e com isto corrigir alguns dos acontecimentos menos positivos. Em suma, sinto que estas observações foram sem sombra de dúvida uma mais valia com vista ao melhoramento das minhas competências e que graças a elas consegui evoluir como docente.