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Matrices with an ordered pair of resonances associated with 1-dimensional quasi-periodic Schrödinger

A região oeste do estado, na qual se localiza a cidade de Cascavel, era habitada por índios da etnia tupi-guarani até a época do descobrimento. A ocupação da região ocidental do atual território do Paraná, por brancos europeus, iniciou com a chegada dos espanhóis em meados do século XVI, quando fundaram três cidades e 15 reduções jesuíticas8. As cidades

fundadas foram “Ontiveros”, próximo a atual cidade de Terra Roxa, que foi posteriormente transferida para “Ciudad Real del Guairá”, atual município de Guaíra-Pr, e “Villa Rica del Espiritu Santo”, que atualmente é o município de Nova Cantú (BONDARIK et al, 2006).

Posteriormente (século XVIII), com a expulsão dos jesuítas (1759) e a ação bandeirante, houve a destruição das reduções e a fuga dos jesuítas e dos próprios indígenas para o sul do Brasil. Com o vazio, a região foi gradativamente reocupada por índios Caingangues e Botocudos (NADLIN, 2017).

No início do século XX diversos povoados foram fundados, sendo que no Oeste e Sudoeste do Estado, as companhias concessionárias exploravam o mate e a madeira sem a preocupação de ocupar e colonizar a região. Entretanto, essa situação começou a mudar em 1920, quando o Interventor Manoel Ribas concedeu permissão para uma grande companhia, a

Industrial Madeira e Colonizadora Rio Paraná S.A – MARIPÁ, colonizar a região. Foi nessa conjuntura que os colonos, em especial imigrantes Alemães e Italianos, se radicaram no oeste do estado, reproduzindo o modelo de ocupação ocorrido anteriormente em Santa Catarina e Rio Grande do Sul (NADALIN, 2017).

Na década de 1930, com o início do ciclo da madeira, houve a chegada de um grande número de famílias de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, sendo a grande maioria colonos poloneses, alemães e italianos, os quais formaram a base populacional da cidade de Cascavel. Esse processo durou até meados da década de 50 (SEED, 2009).

Nas décadas de 30, 40 e 50 do último século, as cidades do oeste do estado do Paraná vivenciaram a chegada de um grande número de famílias provenientes dos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, as qual buscavam um novo começo. Esta era uma região promissora para o desenvolvimento da agricultura, sendo uma região a ser colonizada. Inclusive, meus próprios ascendentes fizeram parte de processo migratório9.

Essa é apenas uma pequena parte de uma grande história de imigrantes que desbravaram o oeste do Paraná. São histórias de imigrações que ocorreram em grande parte entre os anos 30, 40 e 50, quando várias famílias provenientes dos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul decidiram vir para a região.

9 Meu avô paterno Angelo Fabris, de origem italiana, juntamente com sua esposa Elvira Niquetti Fabris e seus

três primeiros filhos, entre eles meu pai, o mais velho, com apenas 6 anos de idade (Pedro), e seus irmãos (Domingos e Gelmino), chegaram em Cascavel (meus outros tios, Maria, Terezinha e Irineu nasceram depois, aqui no Paraná). O ano era 1945 e a decisão de imigrar para o oeste do Paraná se deu juntamente com outras três famílias, vizinhas em Viadutos-RS (Avelino Dallacosta, Luiz Sganzerla e Emílio Bebber). A viagem para Cascavel ocorreu em uma caravana com 3 carroças puxadas por cavalos e mulas e levou 43 dias (hoje esse caminho tem 544 km). Para se ter uma pequena ideia da aventura, para atravessar o Rio Iguaçu a caravana chegou à margem do rio perto da noite, pernoitaram, e no início do dia começou a travessia que durou o dia todo. Ao final da tarde, com a caravana na outra margem, novo pernoite, para no dia seguinte a viagem prosseguir. A balsa que fazia a travessia dos viajantes era composta por três barcos de madeira com uma plataforma de tábuas sobre eles. Com a força dos braços, o balseiro fazia a travessia através de um cabo de aço que cruzava o rio. As quatro famílias imigrantes tinham como destino Porto de Santa Helena no extremo oeste do estado (Atual município de Santa Helena, que fica às margens do lago de Itaipu no Rio Paraná). Entretanto, quando a caravana chegou em Cascavel não pode prosseguir, pois a partir de Cascavel as estradas estavam intransitáveis por carroças, posto que havia ocorrido um temporal e árvores caídas bloqueavam o caminho. Nesta ocasião, a caravana foi acolhida pela família Zandoná em Cascavel. Meu avô e os demais vizinhos seguiram a cavalo para Santa Helena, para ver as terras que haviam adquirido. Chegando lá, se depararam com o local que enfrentava um surto de malária, com muitos moradores acamados. Este fato acabou assustando os novos imigrantes, que decidiram por se estabelecer em Cascavel. Em 1947 meu avô e a família foram para Toledo (cidade vizinha distante 40 Km de Cascavel) para construir e trabalhar em um tipo de hotel e restaurante, o qual abrigaria os trabalhadores que iniciariam as construções na nova cidade. Em 1949 retornam para Cascavel, ocasião em que juntamente com João Nei Miotto, montam um Barbaquá9 de erva mate, sendo que

acabam criando raízes nesta cidade. A família de minha mãe chegou mais tarde. Em 1950, Adolfo Cortese (meu tio), ainda jovem, veio para Toledo com o objetivo de trabalhar como carpinteiro. Percebendo o potencial da região, retornou para Marau-RS em 1954 e, com a ajuda do pai, adquiriu um caminhão. No retorno para Toledo trouxe sua irmã mais velha, Olímpia e seu marido. Logo após, outra irmã (Olga) e seu marido, também imigram para cá. Em 1955 falece meu avô materno (Oreste Cortese), o que levou minha avó (Assunta Cortese), no ano seguinte, vender os bens que possuía e vir para Cascavel com os demais filhos: Clemente, Alberto Angelo, Ana Dina (minha mãe) e Lourdes Albertina.