1. L’importance des habitudes du pouvoir
1.2. Le maintien de l’Influence de la noblesse dans les campagnes
vel este methodo, em certeza e promptidão, a
todos os outros, quer locaes quer geraes, con-
tra o carbúnculo. Os meios empregados são a cauterisação pelo ferro ao rubro e a cauterisa- ção potencial ou pelos cáusticos conhecidos, líquidos ou sólidos. Como cáusticos liquidos figuram principalmente os ácidos sulfúrico, nítrico e clilorliydrico, e como sólidos o nitra- to de prata, a potassa cáustica e o sublimado corrosivo.
A acção do thermocauterio ou de qualquer dos cáusticos, poderia bastar para destruir o mal ; mas nós julgamos, com a maior parte dos cirurgiões, que a destruição da bacteria, para ser mais completa, mais regular e mais prompta, deve ser precedida de escarificações com a tesoura curva, quando a pústula é su- perficial e facilmente atacavel ; de incisões mais completas, de dissecção e resecção tão radical quanto possivel, quando a pústula é dura, deprimida e repoisa sobre uma base pro- funda e resistente.
Modo d'applicaçao dos meios cirúrgicos indicados
O grande preceito, que não deixamos de repetir, é, em toda a doença carbunculosa por contagio externo, revelando-se sob a forma de pústula ou de edema, destruir sem hesitar as partes carbunculosas, consideradas, com justa razão, como o foco d'onde irradiarão os acci- dentes consecutivos.
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CAUTERISAÇÃO LIGEIRA. — Quando a conta-
minação é recente, uma pequena incisão, desti- nada a favorecer o escoamento do sangue e facilitar a acção d'um catheretico simples, tal como o acido nítrico, ou o nitrato de prata, basta ordinariamente.
Se, porém, o período d'incubaçao passou e a pústula começa a apparecer, teremos que empregar meios mais enérgicos ; assim, é ne- cessário fazer-se a incisão crucial e a applica- ção immediata e prolongada dos cáusticos lí- quidos ou sólidos, com a cautela que reque- rem estes agentes chimicos.
CAUTERISAÇÃO PELO FERRO AO RUBRO.—
Este processo é o mais seguro, simples e ex- pedito.
No dia immediato ao da sua applicação, no caso d'insuccesso ou de successo duvidoso, o que se reconhece se a escara resultante da cauterisação não é bem caracterisada, se a dor, a infiammação e sobretudo a tumefacção não tem feito progresso, tirar-se-ha com a pinça e o bisturi as partes escarificadas, as-
sim como as novas porções carbnuculosas e renovar-se-ha com mais rigor a operação.
Quando a doença não é recente e se re- vela sob a forma d'uni tumor desenvolvido, duro, enterrando-se no meio dos músculos, mesmo dos vasos, é necessário recordar o preceito tão bem traçado, em poucas pa-
lavras, por Celso: Nihil melius est quàm pro-
tinùs addurere, e, para attingir o fim mais
seguramente, circumscrevel-o por incisões me- thodicas, dissecal-o, poupando o mais possi vel os órgãos importantes, que tem conservado quasi sempre o seu aspecto e caracteres ordi- nários e fazer em seguida a applicação, de- morada, e repetidas vezes, do thermocauterio por toda a escavação resultante. Algumas compressas frias devem ser applicadas em se- guida.
No caso da pústula ser completa ou o tu- mor bastante desenvolvido e sendo já pronun- ciados os symptomas geraes, a cauterisação ainda tem logar, senão para destruir d'uma maneira completa a bacteria que se encontra em parte absorvida e espalbada no organismo, para destruir alguma que fique no logar, para exercer uma revulsão activa e poderosa, e contrabalançar a influencia séptica sobre a economia.
Prooesso mixto pelo tbermo-cauterio e os cáusticos
Nas pústulas malignas muito graves, de marcha rápida, quando não haja a certeza de, somente pelos cáusticos ou só pelo ferro ao rubro, dominar a situação, é racional e de boa pratica combinar estas duas espécies de tratamento. Alguns cirurgiões empregam con-
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currentemente, ou antes successivamente, o thermo-cauterio e o sublimado; outros, o pri- meiro d'estes agentes e o acido azotico ou um cáustico liquido qualquer.
Os que optam pelo sublimado, enchem d'esté medicamento, grosseiramente pulveri- sado, a exeavação resultante d'applicaçao do ferro ao rubro, desembaraçado, se é possível, do sangue ou restos viscosos que a obstruam, e manteem-no no logar por meio d'um penso apropriado. Os que adoptam os cáusticos líqui- dos enchem a cavidade, produzida pelo thermo- cauterio, d'algodao embebido d'estes agentes chimicos, retirando-o no fim d'um numero maior ou menor d'horas, segundo a resistência do mal, isto é, segundo a extensão e a pro- fundidade dos tecidos que se querem destruir. 0 inconveniente, que parece resultar d'esté tra- tamento, é a dôr prolongada durante a pre- sença do agente destruidor. Depois de levan- tado o penso, julgamos conveniente fazer a applicação demorada de fomentações frias ou emollientes, para acalmar a dôr e moderar os effeitos da reacção.
Applicação dos meios precedentes segundo as variedades da doença
As considerações, que temos feito, dirigem- se ás affecções carbunculosas com manifesta-
ções externas, especialmente á pústula mali- gna. Nâo será, pois, de mais indicar o trata- mento cirúrgico que melhor convém ao edema maligno e em que elle diffère. Pelo que diz respeito á 3." variedade, ou febre carbun- culosa, admittida e observada por muitos au- ctores, não nos podemos occupai' d'ella n'este momento, visto não ser cirúrgico o seu trata- mento .
EDEMA MALIGNO.—Esta forma muito gra-
ve do carbúnculo marcha, a maior parte das vezes, em concomitância com uma intoxicação geral, quando não é a consequência d'ella.
O seu tratamento externo não pôde, pois, ser senão incerto e mediocremente satisfacto- rio. A cauterisação não tem aqui o mesmo ri- gor d'applicaçao e não obedece a regras tão bem definidas. Todavia Bourgeois mostra al- guma confiança na propriedade abortiva ou substitutiva da tintura d'iodo e sobretudo do nitrato de prata diluído em agua, applicado em pincelagem nas pálpebras, quando a tume- facção é recente. Guipon aproveitando este tratamento, indicado com fé por Bourgeois, fez a experiência em 15 casos, obtendo excel- lentes resultados. Mas quando a doença tem marchado, está generalisada, como attingir e destruir o virus espalhado já na economia? Formadas as phlyctenas, as placas ecchymo- ticas, o núcleo duro central, é sobre estes
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pontos, depois de desnudados, que convém actuar, ou seja com o thermo-cauterio, que, segundo alguns auctores, tem uma acção mais viva e franca, ou com um cáustico potencial, de preferencia o sublimado, grosseiramente pulverisado e mantido no logar por meio d'uni emplastro agglutinativo. Em seguida á cauterisaçâo, recommendam os práticos lar- gas e frequentes fricções com a pomada mer- curial camphorada, as fomentações de quinina muitas vezes renovada. Se o edema é pouco desenvolvido e o estado geral não é grave poderá usar-se de pincelagem com o nitrato de prata, aconselhada por Bourgeois e expe- rimentada por Guipon com algumas curas promptas e sem deformidade; mas parece-nos que, se alguns resultados bons se tem obtido, só excepcionalmente, comparando a fraca acti- vidade do meio empregado com a gravidade e a marcha rápida do mal.
Tratamento medico
D'uma maneira geral, é necessário não perder de vista que a doença carbunculosa é rápida na sua evolução e d'uma natureza es- sencialmente deprimente. Nos casos mesmo mais simples, está pois indicado prescrever os tónicos e uma boa alimentação. Se, não obstante a operação cirúrgica, os symptomas
d'intoxicaçao se pronunciam ; se, desde o prin- cipio, estes mesmos symptomas existem, isto é, desde que se suppõe a infecção, devemos pro- curar eliminar o virus por todas as vias, em- pregando os purgantes, sudorifícos e diuréti- cos, e neutralisal-o quanto possivel pelos an- tisepticos, tónicos, por uma alimentação e be- bidas generosas.
E' este o tratamento que achamos racional no caso de doença carbunculosa por absorpção interna ou febre carbunculosa, em que o tratamento cirúrgico é impossivel, ou quando se trata das outras variedades com sympto- mas geraes d'intoxicaçao.
Segundo Debove, dar-se-ha ao doente, como tratamento interno : a tintura d'iodo (2 a 4 gottas de 2 em 2 horas), os tónicos, o alcool em alta dose e as inhalaçôes d'oxygenio.
Tratamento prophylactico
Este tratamento tem por fim, empregando todos os meios, todas as medidas proprias, prevenir o carbúnculo, atacal-o, impedir o seu desenvolvimento.
Os principaes são os seguintes: a diminui- ção da quantidade do gado junto n'um mesmo logar, a sua disseminação ou deslocamento frequente; a moderação do trabalho, sobretu- do em tempo de epidemia; a ventilação e boa
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limpeza dos curraes ou cavallariças onde se recolhem os animaes. Quanto a alimentação, que é a causa predisponente mais certa, deve ser variada, de boa qualidade, secca, substan- cial, alternada com a nutrição verde, aquosa.
Desde que a epidemia se annuncie, a ap- plicação d'estas diversas medidas hygienicas deve ser a mais rigorosa, e é então sobretudo que é necessário recorrer exclusivamente á alimentação reconhecida como a mais natural e a mais sã. proceder á limpeza dos curraes e cavallariças com extremo rigor, desinfectan- do-as mesmo por meio de vapores ammonia- caes; emfim, moderar quanto possivel o traba- lho dos animaes, como também proceder-se ao isolamento dos individuos doentes, á destrui-
ção pela combustão ou o enterramento, prom- pto e o mais profundo, dos animaes mortos e de todas as substancias que possam conter e communicar o virus.
* *
Por ultimo, para terminar este capitulo, quero referir-me ás tentativas de serotherapia e de immunisação.
E' este o caminho mais scientifico da thera- peutica ; foi por elle que se chegou á cura da diphteria; foi por elle que, muito antes, se
chegara empyricamente á immunisação anti- variolica ; e, seguindo na mesma esteira, Beh- ring parece estar em via de descobrir o pro- cesso de immunisaçào contra a tuberculose.
Contra todas as doenças infecciosas se teem feito tentativas, mais ou menos coroa das de êxito, de serotherapia e de immunisa- çào.
O carbúnculo não esqueceu e foi até con- tra o bacillus anthracis que primeiramente se trabalhou com affinco.
Resumirei, em breves palavras, o que ha as- sente a respeito das alterações bacillares, cel- lulares e humoraes, que se dão, quando o ba- cillo de Davaine entra em lucta com o or«'a- nismo vivo, e do partido que os bacteriologis- tas teem tirado e esperam ainda tirar do co- nhecimento d'essas alterações.
A bacteridia carbunculosa soffre modifica- ções notáveis na sua morphologia, quando so- bre ella reagem os soros sanguíneos de diver- sos animaes.
Na cobaya, o bacillus anthracis desenvolve- se á vontade, com a forma de bellos filamentos regularmente segmentados, como se pullu- lasse n'um caldo de cultura apropriado ; no coelho apresenta-se sob a forma de bastone- tes, isolados ou reunidos dois a dois; na rã dispõe-se em cadeias muito longas e finas e irregularmente segmentadas ; no soro do gato
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e do cão, ao fim de 24 lioras vêem-se bastone- tes longos, expessos e isolados ou reunidos aos pares.
Vejamos agora que acção exercem os di- versos' soros sobre a virulência do bacillo de Davaine.
Introduzindo uma cultura virulenta d'esté micróbio debaixo da pelle d'uma lesma, Kar- linski. passados vinte minutos, retirou outra vez o liquido e semeou-o em placas. Essas placas, ou ficaram estéreis, ou appareceram inquinadas com raras e pequenas colónias de
bacillus anthracis. Inoculou-as em cobayas e
ratos e notou que estes animaes não reagiram contra a bacteridia. No corpo_ da lesma os micróbios foram em parte destruidos, e os que ficaram perderam toda a sua virulência.
Fizeram-se também experiências relativa- mente á acção de certos vertebrados, sobre a virulência d'esté micróbio, mas os resultados por emquanto teem sido contradictories. Pa- rece, comtudo, estar demonstrado que o soro do rato branco tem uma acção nociva sobre a sua acção patliogenica.
Foi Behring o primeiro que fez ensaios so- bre a serotherapia do carbúnculo, lembrando- se da acção que o sangue de rato tem sobre o seu agente* O soro de rato aniquila os effei- tos d'uma inoculação, no murganho, da bacte- ridia não esporulada. Para que a acção favo-
ravel se manifeste, é preciso pôr o soro em contacto com a cultura e inocular a mis tura.
Inoculaudoos separadamente, o animal morre; dada esta circumstancia, a therapeu tica não pôde aproveitar com esta propriedade bactericida do soro de rato.
Por isso os experimentadores dirigiram a sua attcnção para o soro dos animaes vacci nados.
Uom o soro de carneiro vaccinado, Sclavo conferiu a immunidade ao coelho.
Este bacteriologista estudou a acção the rapeutica d'aquelle soro e reconheceu que, uma dose de 2 a o centímetros cúbicos, inje ctada 12 horas depois da inoculação, impede a morte do animal; se a injecção do soro for feita mais tarde, o animal morre.
As experiências de Sclavo teem sido verifi cadas por outros bacteriologista s, que chega ram a dosear a acção antitoxica do soro.
Foi Toussaint o primeiro que fez tentati vas de vaccinação anticarbunculosa, attenuan do as culturas, por meio d'uma temperatura dysgenesica.
Pasteur repetiu as experiências de Tous saint, dando uma explicação mais plausível da acção immunisante dos produetos inocula dos. Cultivava o bacillus anthracis a 12", tem peratura a que elle se desenvolvia sem espo
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rular; passado algum tempo, transportava-a para uma temperatura eugenesica.
A bacteridia ganhava então esporos, mas tinha perdido a sua virulência.
Por meio de variações de temperatura, de pressão, de meio, emfini, tem-se chegado a obter culturas inoffensivas e capazes de con- ferir a immunidade a animaes.
Os resultados em veterinária são já ver- dadeiramente brilhantes.
De 1882 até 1884 vaccinaram-se em Fran- ça 1.788:677 carneiros, e a sua mortalidade pelo carbúnculo desceu de 10 °/„ a 0,94 °/o. Para os bois o resultado tem sido também muito animador.
Eis o estado actual da questão.
Se, para o homem, ainda não se pode con- tar com a serotheraphia do carbúnculo, temos o direito de esperar, que talvez não venha mui- to distante o tempo, em que esta doença, bem como todas as demais, que teem como causa um micróbio, possam ser triumphantemente atacadas por este processo.
Anatomia—A conjunctiva é uma bolsa serosa. Physiologia— Considerando os trabalhos de Atwater,
sou levado a crer que o alcool não é tão perigoso alimento como se dizia.
Fathologia geral-O que o berço dá, a cova o tira. Therapeutica—A composição chimica das aguas mi-
neraes não pôde explicar a sua acção therapeutica.
Anatomia pathologica—h falsa membrana diphte-
rica é clinicamente característica.
Fathologia externa—Não acho conveniente o uso do
tampão depois do avivamento e sutura das fistulas vesico- vaginaes.
Operações—Acho racional a operação de Talma em
certas cirrhoses hepáticas.
Fathologia interna—O repouso, ar puro e super-
alimentação, tanto estão indicados na tuberculose como nas ulceras da perna.
Hygiene-Os trabalhos de Behring, acerca da vaccina-
çáo anti-tuberculosa, levam-me a acreditar que a sciencia ha de achar meio de debellar tão grande mal.
Fartos-Paia o tratamento da infecção puerperal, o
melhor medicamento é o collargol.
Medicina legal—Não ha signaes pathognomonics da
morte por asphyxia.
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