• Aucun résultat trouvé

Guy Standing and Ian Orton

7. Macro-Economic Issues

ler, de Julieta Pordeus Gadelha.

Imagem XXXVIII: capa do livro Crônicas para mamãe ler. Fonte: acervo pessoal da autora Ana Paula Mendes Silva

Em 1965, Julieta Gadelha reúne algumas crônicas publicadas na Revista Letras do Sertão, além de outros textos inéditos num livro intitulado Crônicas para mamãe ler. Nessa obra, a autora apresenta traços memorialísticos e traz aspectos curiosos e interessantes que compunham o perfil social do município de Sousa, emitindo opinião sobre questões da época como a política, a religião, as festas tradicionais.

Na apresentação do livro, ela justifica o porquê de escrevê-lo, alegando que fora uma razão de ordem sentimental muito forte: um pedido de sua mãe com apoio e incentivo de seu pai.

Há muito que vinha sendo pressionada por insistentes apelos de minha mãe neste sentido: “Julieta, por que você não reúne estas crônicas em um livro, que possa levar ao público as coisas, os fatos e costumes de nossa gente?” – Eu sempre relutava... Os apelos de mamãe martelavam-me a cabeça como pensamentos maus, que eu afastava pensando estar em risco de cometer um grave pecado. Eu achava que era pura vaidade imprimir um livro quando não se tem a necessária bagagem para isso. Mas, depois, estive pensando comigo: – não é tão comum a gente fazer gravações particulares para os amigos e parentes, por que isto, sem vaidade nenhuma, lhes causa um prazer imenso? No meu caso, a vaidade seria unicamente de meus. Mas qual é neste mundo, o pai ou a mãe que não se enche de vaidade pelo que seus filhos realizam, seja lá de que maneira, aos olhos do público? Alguém já teve este pensamento: “surrem as mães, mas não batam nos filhos... êles são a sua vaidade!”

Por isso, só por isso mesmo resolvi publicar o meu livro, que não tem pretensões literárias, nem asas para voar alto.

Êle não pode estender-se além de cinqüenta quilômetros, além dos meus, de minha gente, de minha mãe... (GADELHA, 1965, apresentação do livro).

Fica na justificativa de Julieta Gadelha a constatação do que já havíamos mencionado anteriormente, o apego a família, principalmente a sua mãe, a maior incentivadora. Fica também constatado, o apego a Sousa, sua terra natal, a sua gente, seus costumes, tudo é muito perceptível, à medida que as crônicas vão revelando estes aspectos.

Na época da publicação do livro, Julieta Gadelha já fazia parte da roda de escritores intelectuais do município de Sousa. Exemplo disso é a participação de dois deles no prefácio: Cristiano Cartaxo, político do vizinho município de Cajazeiras e Eládio Melo, professor da Escola Normal São José, reconhecidos intelectuais dos meios literários da Revista Letras do Sertão. Sobre a publicação do livro, assim escreve Eládio Melo, no prefácio do livro:

Os meios intelectuais sousenses estão em festa. Julieta Pordeus, a admirada intelectual contemporânea, que desfruta de largo prestígio em nosso setor literário, acaba de reunir, em livro, muitos dos belos contos que sempre escreve, com os quais, vêzes muitas, floriu as páginas de nossa revista “Letras do Sertão”, e de outras publicações do mesmo gênero. (MELO, 1965, p. 01)

O livro Crônicas para mamãe ler trouxe histórias carregadas de simbolismo, ora apresentando costumes, modas da época em que foram escritas, ora trazendo indignação, pessoas, aspectos sociais. A cada crônica

lida, um pouco da autora foi sendo mais revelado. “O que fica dito, diz bem da simplicidade e da sutileza com que foram tecidas as crônicas ora arrancadas do silêncio em que estavam guardadas” (CARTAXO, 1965, p. 01).

Segundo Chartier, (1991, p. 182), a diferença está no sentido que se dá à escrita dos textos:

[...] Os autores não escrevem livros: não, escrevem textos que outros transformam em objetos impressos. A diferença, que é justamente o espaço em que se constrói o sentido - ou os sentidos -, foi muitas vezes esquecida [...].

Os sentidos e os sentimentos estão muito presentes na obra Crônicas para mamãe ler, de Julieta Pordeus Gadelha, já que traz sua memória e seu passado nos textos cheios de narrativas em torno do cotidiano em que vivia.

Julieta Gadelha conta sobre curiosidades de Sousa e cidades circunvizinhas. Um desses exemplos acontece na vizinha cidade de Pombal, numa casa de construção inacabada, que sempre chamara atenção de todos que por lá passavam.

A casa inacabada, segundo a autora, dava a impressão de negligência da administração pública ou de castelo mal assombrado, mas se tratava de uma casa que estava sendo construída para um casal morar, após o casamento. A construção da casa havia parado após o rompimento da noiva, pois não sentia mais amor.

Quem tiver oportunidade de passar por Pombal procure conhecer a “casa do desencanto”, na rua principal, na construção inacabada, que dá impressão de negligencia de administração pública ou de castelo mal assombrado. (GADELHA, 1965, p. 18)

Na crônica A casa do desencanto, Julieta Gadelha descreve a situação em que se encontravam os noivos após o rompimento. Foi uma história que nos chamou atenção pelo sentimentalismo trazido pela autora.

Além destas histórias, que mais parecem causos em que ficamos nos perguntando se realmente aconteceram, muitas foram as curiosidades sobre o cotidiano sousense daquela época em que ela escreveu o livro e que se fazem presentes até hoje, como as campanhas políticas, os velórios, as festas nas

casas das pessoas, os modos de se vestir, enfim, são cotidianos que vão sendo contados e revistos na atualidade.

Em algumas crônicas de Julieta Gadelha, nos sentimos em Sousa da nossa época de infância, com os mesmos costumes, as mesmas situações corriqueiras. No texto intitulado “Sepultando os mortos”, a autora expressa sua opinião quanto ao mal comportamento das pessoas nos velórios e enterros. Para ela, há um fingimento em torno de algumas pessoas que visitam os velórios e acompanham o cortejo, muitas vezes, em tom de “algazarra, em comportamento de quem acompanha bloco de carnaval. Não achei analogia mais apropriada” (GADELHA, 1965, p. 105).

Diante da leitura desta crônica, percebemos que Julieta Gadelha apresenta traços característicos das cidades do interior em que, ocasiões como essas, servem para muita gente se encontrar, inclusive políticos com eleitores, na tentativa de garantir o voto:

Uns acompanham a procissão com propósito eleitoreiro. Sim, Senhor! Já ouvi de alguém que perder um enterro é quase perder um voto. Aqui vemos a política dos urubus, pois somente os urubus e seus semelhantes é que gostam de explorar a morte. E quando está próxima uma campanha eleitoral, os entêrros da época são muito concorridos. [...] (GADELHA, 1965, p. 105)

Em sua indignação com o real propósito que deveria ter um velório, a autora vai narrando as diversas maneiras como as pessoas se apresentam e o objetivo de cada uma delas na visita ao defunto e no caminho do cemitério:

Outros vão com espírito crítico: querem apenas olhar quem chora mais ou quem não chorou; quem fez cara feia; quem deu mais ataques, quem gritou e relembrou palavras, às vêzes insignificantes, do morto ainda em vida as quais, no momento, parecem tão cheias de significação. Há os que entram na casa onde está o féretro para apresentar os sentimentos enlutados. Antes vinham sorridentes, contando histórias engraçadas. No momento em que pisam dentro de casa, fazem um esfôrço e se cobrem repentinamente de uma tristeza fictícia, com o fito de demonstrarem o seu pesar pelo óbito. Abraçam os familiares do que deixa o mundo fingindo e até chorando com êles. Logo mais, no caminho do cemitério, se ajuntam aos que gostam de aproveitar a ocasião para discutir negócios, narrar histórias interessantes que divertem, criticar as caretas dos que pranteiam o defunto, etc... enquanto durar o percurso a sua última morada. (GADELHA, 1965, p. 105)

Todos os comportamentos das pessoas que visitavam os velórios da época de Julieta Gadelha, se repetiram nos que fomos na cidade de Sousa e em cidades vizinhas, o que mostra que muito da cultura ainda prevalece. Além disso, a crônica nos revela uma grande ousadia da autora em apresentar estes comportamentos, inclusive de políticos, pois, ao ler à crônica, alguém podia se sentir constrangido por ter os mesmos comportamentos.

Em cidades do interior do Estado, sobretudo no Sertão, como é o caso de Sousa, as eleições e campanhas políticas costumam ser muito fervorosas, com divisões escancaradas de partidos, palavras de injúrias entre os candidatos.

Em uma das eleições, que não está datada no texto intitulado Campanha Política, Julieta Gadelha mostra indignação ao perceber que tem se tornado um jogo de maledicências, uma coisa vil, repugnante. Os comícios são muito comuns até hoje na cidade e sobre eles, a autora enfatiza que pela forma como estava sendo conduzida a campanha política, a presença de senhoras e senhoritas, talvez fosse proibida.

Não está distante o dia em que se anunciará: “hoje, no bairro tal, às tantas horas, comício pro candidatura Fulano de Tal... Atenção! É proibida a presença de senhoras e senhoritas, bem como de menores de 18 anos”. (GADELHA, 1965, p. 105)

Nesse sentido, percebemos as questões de gênero novamente imbricadas no texto, pois a política sempre fora no Brasil considerada uma ação cultural para homens. Ainda que a mulher se fizesse presente nos comícios das cidades do interior, como em Sousa, sua presença seria vetada pela forma como estavam sendo conduzidos os mesmos. Nesse sentido, tem forte ligação o gênero com as relações de poder, tendo em vista que a política tem um caráter, eminentemente, masculino que dá ao homem o poder de governar, de assumir um cargo político como se fosse uma ordem natural ou divina.

O gênero é uma das referências recorrentes pelas quais o poder político foi concebido, legitimado e criticado. Ele se refere à oposição masculino/feminino e fundamenta ao mesmo tempo seu sentido. Para reivindicar o poder político, a referência tem que parecer segura e fixa fora de qualquer construção humana, fazendo parte da ordem natural

ou divina. Desta forma, a oposição binária e o processo social das relações de gênero tornam-se, os dois, parte do sentido do poder, ele mesmo. Colocar em questão ou mudar um aspecto ameaça o sistema por inteiro. (SCOTT, 1989, p. 27)

Nessa época, o pouco tempo de conquista do voto pelas mulheres, que se deu na década de 1930 e o cerceamento político eram suficientes para que não fossem bem vistas em ambientes considerados masculinos, como o da política. “Na concepção que vigorou no mundo civilizado ao longo dos séculos, a culminância da existência feminina sempre se resumiu em amar, ser amada e cultivar-se para a vida em sociedade” (ALMEIDA, 1998, p. 32).

Além do cerceamento das mulheres na política, também era comum na época, como ainda é hoje, a imposição de códigos de vestuário.

Em 1964, chega ao Brasil, um modelo de traje de banho que causaria muita polêmica, indignação e repúdio: o monoquíni. Quando se deu o aparecimento desse tipo de roupa que se apresentava como novidade à moda da época, deixando visível a parte do seio feminino, Julieta Gadelha escreve uma crônica enfatizando o escândalo, a vergonha para as mulheres o uso de tal peça de roupa, principalmente, a mulher católica.

A moda que excede todos os caprichos dos seus inventores, e reduz, às vêzes, a um baixo calão a moral das mulheres, tem agora um novo meio de desqualificar a mulher brasileira. É por intermédio da sumaríssima peça de banho que recebeu o nome de Monoquíni, e que está abalando tanto o belo sexo como o sexo dito forte, ávido de sensualismo.

[...] O pior de tudo é que o MONOQUINI, feito de uma só peça, deixa uma das mais secretas partes da anatomia feminina aos olhares da população estupefacta: os seios da mulher vão ser agora tão comuns quanto a barriga da perna, se o MONOQUINI tiver entrada na sociedade. (GADELHA, 1965, p. 55)

Analisando as palavras de Julieta Gadelha, que discorre sobre a indumentária de banho, percebemos que a religiosidade exerce uma forte influência em sua opinião, uma vez que, a mulher esteve sempre atrelada ao símbolo culturalmente imbricado pela Igreja Católica como a imagem e semelhança de Maria, mãe de Jesus. Nesse sentido, o corpo feminino com uma parte íntima exposta, como o seio da mulher representaria “Um escândalo.

Uma vergonha para a mulher brasileira, a mulher católica de nossa terra” (GADELHA, 1965, p. 55).

Mesmo que na segunda metade do século XX, as mulheres tenham buscado maior expressividade e condições de igualdade entre os homens, através principalmente, do movimento feminista, a possibilidade de ter uma parte íntima do corpo exposta por de uma peça de banho, causou espanto, indignação e muita polêmica.

Em plena época de ditadura militar, em que se acentuava a força da religião católica, várias foram as críticas vindas de padres e bispos ao traje de banho, como as do cardeal do Rio de Janeiro, dom Jaime de Barros Câmara que dizia que a sociedade brasileira “não aceitará esta indumentária porque o encanto feminino, segundo as próprias mulheres, existe apenas na atmosfera de reserva e sobriedade que as cerca” (CÂMARA 1964 apud BAHIANA, 2014 p. 131).

Em artigo publicado no jornal Estadão, Humberto Werneck (2014) relata casos que aconteceram em Minas Gerais em que comerciantes expuseram a peça na vitrine de uma determinada loja e juntaram-se senhoras a fazer orações contra o traje demoníaco. Como que aludindo à polêmica da época, em 1965 o cantor Roberto Carlos lança uma música intitulada Eu sou fã do monoquíni, em que relata que “Um brotinho de monoquíni que antes só usava biquíni vinha caminhando assanhada pra lá e pra cá”.

Julieta Gadelha fala sobre protestos que ocorreram contra o uso do traje de banho e afirma que confia no engajamento da mulher paraibana na luta contra o lançamento do monoquíni:

Não desconfio da capacidade da mulher paraibana, da coragem e valor dessas tabajaras em pegar o tacape da vergonha e do pudor, para protestar contra o lançamento do MONOQUINI no Brasil, especialmente aqui, no seu Estado.

As mineiras e paulistas estão ainda na liderança. Não vacilaram em mostrar do que são capazes, valentes pra valer! (GADELHA, 1965, p. 56)

É perceptível no texto, a indignação de Julieta Gadelha, uma vez que a peça se tornara um objeto possível de ser utilizado entre as mulheres da

sociedade brasileira. Nesse sentido, a escritora faz alusão a um tema relacionado ao gênero que foi discutido em nível nacional, mas que tomou corpo também na Paraíba. Nesse sentido, não escreve fazendo uma “reconstituição de hábitos, gestos e amores como se estes nada tivessem que ver com a organização mais ampla da sociedade, da economia, do Estado” (BITTENCOURT, 2009, p. 166).

O livro Crônicas para mamãe ler, apresenta inúmeros textos de características diversas, não sendo possível neste trabalho, uma apreciação e análise de todos eles. Porém, para uma visão mais ampla e a título de conhecimento, elaboramos um quadro com o sumário cronológico dos textos, apresentando o conteúdo por eles abordado.

Com a leitura de todos os textos, percebemos que os conteúdos se dividem em: aspectos sociais, que se subdividem em religião, política e gênero; pessoas do cotidiano sousense; memórias; casos que podem ter acontecidos em Sousa ou não, uma vez que, a autora não menciona o local em alguns textos; casos sousenses e reflexão, em que a autora faz refletir sobre aspectos da vida.

QUADRO IV:

SUMÁRIO CRONOLÓGICO DO LIVRO CRÔNICAS PARA MAMÃE LER

Título Conteúdo Página

O menino da cancela Reflexão 1

Dizem que... Reflexão 5

Desembargadores sabem coar café Casos 7

O herói e as flores Casos internacionais 11

Tanto de anjos como de demônios Casos 15

A casa do desencanto Casos 17

Campanha política Casos sousenses 21

O doutor a quem não se diz obrigado Pessoas do cotidiano sousense

25

Pessimismo de Otavio Monjardim Pessoas do cotidiano sousense

29

E a missa ficou nula Social – religioso 31

Quarta - feira de cinzas Social – religioso 35

A morte do leão inglês Casos Internacionais 37

Chá de burro Casos 39

Absolvo Pedro, o poeta Social – política 41

Comparação de matuto Social – política 45

Morreu o boêmio Pessoas do cotidiano 47

A minha segunda morte (À Sônia Gadelha)

Pessoas do cotidiano sousense

49

Gratidão de seresteiro Memórias 51

O monoquíni Social – gênero 55

Por quê não corta os cabelos? Social 57

Um flagrante da vida Social – caso da seca 59

Só para futuro remoto Casos 61

Batista, figura folclórica Pessoas do cotidiano

sousense

65

Angustia de um diálogo Casos 69

Carta a Firmo Justino Memórias 73

A arte de viver Social? Reflexões 77

Desceu para subir mais Casos. 82

Menino de rua Reflexão 83

Onde há igualdade Reflexão 86

Minha primeira farda Memórias 89

Poderíamos começar tudo de novo? Reflexão 93

Não comam coração Reflexão 97

O São João mais feliz da minha vida Memórias 99

Sepultando os mortos Social 105

Êsse meu tio!... Memórias 107

O aparelho é bom mesmo Casos sousenses 111

O telefone e os recalcados Casos sousenses 115

Atire uma banda de tijolo... Reflexão 117

Paz na terra Reflexão 119

Cavalheiros do santíssimo Casos sousenses 121

O filho do sonho Reflexão 125

O presente de Raimundo Reflexão 127

O hábito faz o monge Memórias 130

O cego e o “guia de cego” Reflexão 127

Diranisa Pessoas do cotidiano

sousense

139

O legado de um canário lutador Reflexão 141

Mea culpa, meã maxima culpa! Social: religião 143

Contra Deus e a liberdade Social: política e

religião

145

Amor de mãe Reflexão 149

Tio Senhorzinho Memórias 151

Reminiscências Memórias 155

Amigos Reflexão 159

O mensageiro das emoções Pessoas do cotidiano

sousense

161

Quem quer ser meu pai ou minha mãe? Casos 163

Mensageiras do céu Casos 167

Inversão de valores Social: gênero 169

Mêdo de morrer Reflexão 173

Contra Papai Noel Reflexão 175

Fim de ano... balanço Reflexão 177

O que há de mais lindo Casos 179

Mais que uma contribuição para a cultura sousense o livro traz um pouco de como foi a vida e cotidiano de Julieta Pordeus Gadelha. Através dele, conhecemos mais sobre o contexto social de uma cidade, na época em que escrevia e publicava, uma vez que, as crônicas trazem estes aspectos.

Porém, o livro de maior contribuição para a cultura sousense, considerado de importante valor histórico e documental por críticos literários, a exemplo de Firmo Justino e Deusdedit Leitão, foi Antes que ninguém conte. É com esta obra que Julieta Gadelha se consagra como escritora local no meio literário sousense e é dela que falaremos no próximo capítulo.

No dia 8, a festa culminava com a procissão, onde se concretizava o desfile de vestidos e sapatos, com o julgamento dos rapazes que ficavam no patamar da igreja, elegendo os vestidos mais bonitos à medida que moças e senhoras iam subindo os degraus.

CAPÍTULO V

5. ANTES QUE NINGUÉM CONTE: a obra que marcou a trajetória de