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Méthodes qualitatives

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2.4 Méthodes d'évaluation des risques

2.4.1 Méthodes qualitatives

O gene corresponde a uma determinada sequência de ADN responsável pela síntese de uma ou mais proteínas ou pela síntese de factores que controlam a síntese de proteínas (Lewis, 2007. p. 2-20).

As anomalias genéticas podem ser classificadas em cromossómicas, se alteram o número ou a estrutura dos cromossomas ou em génicas, se alteram um determinado gene - mu- tação num único gene. Uma mutação define-se como qualquer alteração na sequência do ADN (Lewis, 2007. p. 239-266).

As anomalias cromossómicas de número classificam-se em aneuploidias e em poliploi- dias. As aneuploidias correspondem a alterações numéricas referentes apenas a um determinado cromossoma. As poliploidias englobam alterações numéricas em todos os cromossomas da célula. Assim, por exemplo uma trissomia 21 corresponde a uma aneuploidia, na qual a célula portadora possui três cópias do cromossoma 21 e não duas como seria normal. Numa triploidia, forma de poliploidia, a célula em causa apresenta três cópias de todos os cromossomas. As mutações cromossómicas estruturais podem ser: perda de material cromossómico - delecção, inserção de material cromossómico - inserção, duplicação de material cromossómico - duplicação, inversão de material cro- mossómico - inversão, troca de material cromossómico entre cromossomas - transloca- ção (Lewis, 2007. p. 239-266).

As anomalias génicas podem ser devidas à substituição de um só nucleotídeo ou à adi- ção ou delecção de um ou mais nucleotídeos. As mutações de substituição de um só par de bases surgem quando há troca de uma base por outra. Se esta última troca não levar à alteração do aminoácido produzido diz-se mutação silenciosa, pois não provoca qualquer tipo de consequência para a célula. Quando a substituição de um só par de bases produz uma alteração num só aminoácido estamos perante uma mutação misen-

se. Quando a substituição de um só par de bases dá lugar ao aparecimento de um dos

três codões stop no ARNm estamos perante uma mutação nonsense. Esta mutação tem como consequência imediata a terminação da cadeia polipeptídica, podendo por isso ter efeitos drásticos uma vez que altera a proteína sintetizada. As mutações em que ocorrem delecções e inserções de dois ou mais pares de bases produzem proteínas com menos ou mais aminoácidos, respectivamente. Este tipo de mutação é particularmente grave quando o número de pares de bases inserido ou perdido não constitui um múlti-

plo de três, já que os codões são compostos por três bp. Se isto se verificar, ocorre uma alteração na grelha de leitura, na sequência de aminoácidos produzidos e consequente- mente na proteína. O que significa que estamos perante uma mutação frameshift (Lewis, 2007. p. 215-238).

Outro tipo de mutação está relacionada com a alteração da regulação da transcrição e da tradução. Uma mutação no promotor de um determinado gene pode originar uma afini- dade reduzida para a ARNpolimerase e ter como consequência uma redução na produção ARNm e como resultado final uma redução na síntese da proteína. As mutações em regi- ões consensus de ligação dos FT possuem efeitos semelhantes (Lewis, 2007. p. 215-238). Outras mutações ainda podem provocar defeitos nos locais de splicing do ARNm durante a formação do ARNm funcional - splicing site mutations. Este tipo de mutação compre- ende a inclusão de intrões ao transcrito maduro de ARN e a delecção de exões no referi- do transcrito (Lewis, 2007. p. 215-238).

Algumas sequências do ADN possuem a capacidade de propagarem cópias de si mesmas. Estas sequências são conhecidas por elementos móveis ou transposões, por serem capazes de se inserirem em outros locais dos cromossomas. Em determinados casos, a inserção deste material genético pode ser causador de doença, tal como ocorre, por exemplo, na Hemofilia A (Lewis, 2007. p. 215-238).

Existem ainda um tipo de mutações relacionadas com o ADN em tandem, isto é, casos em que as repetições em tandem surgem em número superior ao normalmente encontrado. Tal como ocorre com os transposões, estas repetições, quando presentes em determina- da localização no genoma podem desencadear doença (Jorde et al., 2000. p. 29-40). Um polimorfismo corresponde a uma variação na sequência de ADN presente em mais do que 1% da população, independentemente do facto desta variação ocorrer numa zona codificante ou não codificante do ADN (Lewis, 2007. p. 2-20).

Uma mutação de forma semelhante tambem corresponde a qualquer alteração na se- quência do ADN. As mutações podem ocorrer nas células somáticas e designam-se de mutações somáticas, sendo caracterizadas pelo facto de não se transmitirem de geração em geração e podem também ocorrer nas células da linha germinativa, sendo denomi- nadas de germinativas e podendo desta forma herdar-se (Jorde et al., 2000. p. 29-40). Se uma determinada mutação for encontrada em ambas as cópias de um dado gene en- tão o indivíduo portador desta alteração diz-se homozigótico. Caso contrário, se apenas se detectar a mutação numa das cópias do gene então o indivíduo é heterozigoto para a referida mutação (Jorde et al., 2000. p. 29-40).

Muitas doenças de origem genética estão associadas a mutações e/ou polmorfismos pre- sentes no ADN. Certas variações na sequência de ADN podem assim, por um lado, causar doença ou, por outro, fornecer vantagem ao indivíduo - por exemplo, o polimorfismo no gene que codifica um receptor de superfície celular chemokine, que quando presente, leva alguns indivíduos positivos para o HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana) a terem um comportamento diferente em relação à doença, isto é, em alguns indivíduos a doença progride mais rapidamente do que em outros (Faure et al., 2000) - ou muito simplesmente

não produzirem alterações a nível de proteínas, uma vez que, a alteração em causa não origina alteração no aminoácido.

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