2.3 Traitement de la singularité
2.3.3 Méthode de Saint-Venant
Nosso estudo de caso foi realizado em uma escola da rede pública estadual de São Paulo, situada no município de Santo André. Essa unidade escolar oferece Ensino Fundamental e Ensino Médio, funcionando em três turnos, sendo 02 turnos diurnos e 01 noturno. A escola no Ensino Fundamental possui 912 alunos com 26 classes em funcionamento. Com relação ao Ensino Médio são 693 alunos com 20 classes. Até a data de 25/01/2012 essa unidade escolar tinha um total geral de 1605 alunos matriculados, com 46 classes em funcionamento.
Os recursos físicos são compostos de: 26 salas de aula; 02 laboratórios; 01 sala de leitura; 02 auditórios; 01 sala de vídeo; 01 quadra coberta; 02 quadras; 01 teatro; 01 refeitório e 01 “acessa” (sala de computadores dirigidas por pessoas contratadas pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo).
Identificamos que o local de nossos estudos possui os seguintes Índices de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo-IDESP: em 2011 o 9º ano do Ensino Fundamental ficou em 2,57; o Ensino Médio atingiu uma meta de 2,09. As metas a serem alcançadas no ano de 2011 eram: o 9º ano seria 2,95 e o Ensino Médio com 2,31. Comparando os resultados obtidos pela escola e as
metas definidas pela Secretaria da Educação esta unidade escolar ficou abaixo das metas a serem atingidas e o fator que mais pesou para não atingir a meta em 2011 foi a evasão escolar.
A direção da escola também nos informou que, ao aplicar um questionário com a finalidade de obter dados para um Projeto intitulado “Projeto Jovem do Futuro”, os alunos responderam ter escolhido estudar nessa escola por considerá- la boa; que gostam de ler e que as disciplinas com que mais têm afinidade são Português e Matemática.
Essa opinião que os estudantes têm sobre a escola “boa” advém de julgamentos revelados por irmãos, tios e até pais que ali já estudaram. Observou- se, ainda, que 60% dos alunos são moradores da cidade de São Paulo, portanto, não moram nas proximidades da escola. Quanto ao perfil familiar: a grande maioria dos pais possui Ensino Médio, em torno de 54%; a renda familiar, segundo os alunos, varia de R$ 1.500,00 a R$ 3.000,00; muitos possuem casa própria; a mão de obra está qualificada no setor industrial.
Quanto ao corpo Docente é constituído por 76 professores. Nota-se, também, que os educadores que ministram aula no Ensino Médio já estão na escola por um período compreendido entre 5 a 20 anos. O quadro de professores dessa unidade escolar é completo. Constatamos que, em relação às aulas, estas são regularmente ministradas pelos docentes e as faltas decorrentes dos professores estão relacionadas com o abono de ponto.
A escolha dessa escola deveu-se tanto ao fato de que realizar nossos estudos neste lugar seria de fácil acesso para a pesquisadora, pois trabalha neste local, quanto para a escolha dos alunos para a pesquisa. Há também outro motivo: a pesquisadora tem um bom relacionamento com os alunos e os professores, tendo a possibilidade de pedir que nos auxiliassem em nosso trabalho de pesquisa caso houvesse necessidade.
Conversamos com a direção e com professores da escola, apresentamos nossa pesquisa e pedimos a colaboração de todos. Solicitamos aos professores de Matemática da escola que nos indicassem alunos que pudessem participar de nossos estudos.
As professoras fizeram o convite e explicavam o motivo dele. Também pediram o telefone das residências desses estudantes para que pudéssemos entrar em contato com os responsáveis e explicar-lhes o objetivo do trabalho e a importância de seus filhos fazerem parte desse projeto, além de pedir a permissão para que os alunos dele participassem.
A princípio, seis pais garantiram que gostariam que seus filhos fizessem parte desta pesquisa, conforme o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, que se encontra em anexo no final deste trabalho. Consideramos isso satisfatório, pois no planejamento do projeto havíamos proposto selecionar alunos em função de algumas características. De inicio, pretendíamos trabalhar com um grupo de alunos de 6º ano e outro grupo de alunos de 7º ano, variando o gênero e seu desempenho em Matemática na avaliação de seus professores.
No entanto, o grupo previsto não se constituiu. Como precisávamos realizar as entrevistas em horário especial, foram muitas as dificuldades para obter autorização dos pais, a fim de que os alunos ficassem na escola em outro período que não o das aulas. Alguns dos responsáveis entraram em contato por telefone e disseram que ficaria difícil levar os seus filhos, fora do horário escolar.
Começamos com quatro estudantes, mas já a partir do terceiro encontro tínhamos apenas dois – a quem chamaremos de João e Pedro (nomes fictícios). Fizemos novas tentativas para convidar outros alunos, mas não conseguimos mais adesões.
Destacamos que a pesquisa teve a permissão da Direção, pois nossas reuniões foram feitas em uma sala de aula pertencente a esse domínio escolar.
João, com 11 anos de idade no período da pesquisa, cursava o 6º ano do Ensino Fundamental de nove anos. Pedro, com 12 anos de idade no período da pesquisa cursava o 7º ano do Ensino Fundamental. Ambos estudavam no período vespertino, das 13h às 18h20min, e se reuniram conosco, antes do horário das aulas.
Com relação ao tema Proporcionalidade, João não havia estudado formalmente com o tópico do currículo geralmente identificado como Razões e
Proporções. Pedro ao contrário, já havia estudado este tópico de maneira intencional.
Na sequência, descrevemos algumas características desses alunos que podem exercer uma influência no desempenho de cada um.