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Méthode d’ajustement en cas d’émission par assimilation

Dans le document FONDS D’EQUIPEMENT COMMUNAL F E C (Page 102-105)

Este estudo, realizado na cadeia produtiva da maçã brasileira inicia com a caracterização do segmento em um contexto global. A FAO (2005) apontava um crescimento no consumo de frutas, assim como o aumento do consumo no Brasil tendo um ritmo de crescimento superior ao crescimento da economia mundial. Desse incremento, de acordo com a FAO (2005) de produção e consumo, a maçã surge como um das principais frutas. O Brasil a partir de 1986 aparece no contexto mundial desta cadeia, pois a partir desse momento passa de importador para ser também exportador (IBGE, 2012).

De acordo com a ABPM (2012), IBGE (2012) e MAPA (2012) a pomicultura é uma atividade que apresenta características que se adapta ao clima temperado, com repouso no inverno, onde ocorre a quebra de dormência, floração e retomada do ciclo produtivo. A maçã é cultivada em todos os continentes, sendo que em 2009 obteve-se como produção mundial de aproximadamente 72 milhões de toneladas (IBGE, 2012). Os principais Países produtores são a China, os Estados Unidos, a Polônia, o Irã, a Turquia e a Itália, os quais no ano de 2009 foram responsáveis por uma produção superior a 2 milhões de toneladas. A maçã produzida no mundo tem como destino, 70% consumida in natura e os 30% restantes são industrializados, onde 15% são destinados a produção de suco e os outros 15% são transformados em geleia, purê, chips, dentre outros derivados (FAO, 2005).

A Figura 12 apresenta o mapa da produção mundial de maçã no ano de 2009.

Figura 12 – Mapa da produção mundial de maçã em 2009

Fonte: Elaborado pelo BRDE a partir de FAOSTAT (2012)

O mapa da produção mundial de maçã demonstra que há uma concentração na produção, a qual pode ser observada a partir dos dados apresentados. A produção está concentrada em 20 Países, o que equivale a 21% do total dos Países que produzem a fruta e estes, em 2009, produziram 85% da produção de maçã (IBGE, 2012).

De acordo com dados do IBGE (2012) a produção de maçã no Brasil está concentrada na Região Sul com 98% do total de maçãs produzidas no País, conforme visto no mapa, Figura 2. Nesta região os Estados maiores produtores são Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que juntos produzem 96% da produção total de maçãs no País. Por estes dados é que esta investigação utilizou como objeto de estudo a cadeia produtiva da maçã e a coleta de dados se deu nos Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul em função da representatividade destes dois Estados na cultura e comercialização da fruta no País.

Para representar a cadeia produtiva da maçã brasileira foi estudada a cadeia produtiva da maçã da Região Sul, Figura 12. Nestes Estados a maçã é uma das principais culturas cultivadas, sendo que Santa Catarina e Rio Grande do Sul são os maiores produtores nacionais da fruta. A cadeia produtiva da maçã possui inserção destacada no cenário da fruticultura brasileira, o que lhe confere inquestionável importância na economia nacional (BRDE, 2011).

A Figura 13 apresenta a distribuição da produção de maçã na Região Sul do Brasil, nos Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Figura 13 – Produção de maçã na Região Sul no ano de 2009

Fonte: SUPLA/BRDE baseado em dados do IBGE (2011)

Para o IBGE (2011), dados do senso, no que se refere ao segmento produtores no ano de 2006 aqueles que possuíam mais de cinquenta pés de maçã são 2.910 produtores, dos quais 64% tem suas propriedades no Estado de Santa Catarina e 29% no Rio Grande do Sul. Ainda, baseando-se em dados do IBGE e da ABPM, a fruta produzida tem como principal destino as packing-houses, onde a fruta armazenada passa pelos processos de classificação e embalagem. O Estado do Rio Grande do Sul conta com 110 unidades, Santa Catarina com 90, Paraná 11 e Bahia 1. A capacidade para armazenamento apresentada por eles é de 705.600 toneladas.

O relatório do censo 2011 apresentado pelo IBGE diz que são diversas as considerações que levam a cultura da maçã brasileira a ser uma das mais importantes para o agronegócio brasileiro. Este relatório apresenta a consideração de Bittencourt e Mattei (2008) onde estes ressaltam que a maçã viabiliza economicamente a pequena propriedade rural, apresentando um incremento na agroindústria, além de explorar as potencialidades apresentadas pelo clima nas regiões que produzem a fruta.

Esta tese teve como objeto de estudo a cadeia produtiva da maçã brasileira, especificamente sendo estudados os Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul por sua representatividade na produção de maçã do País. De acordo com o IBGE (2012) a produção de maçã e também os produtos derivados dela envolvem no Brasil aproximadamente 39.000 hectares, sendo que no ano de 2009 foi responsável pelo valor bruto da produção de 943 milhões de reais (IBGE, 2012). A produção de maçã no Brasil em 2010 gerou para o País no que se refere a divisas, 28 milhões de dólares (MDIC, 2012).

De acordo com o MTE (2012) a pomicultura brasileira, por sua natureza apresenta intensa utilização de mão de obra, gerando aproximadamente 58.500 empregos diretos e 136.500 empregos indiretos. Para evidenciar esse fator, que é importante para a economia das cidades, o IBGE (2012) apresentou os resultados dos dados de geração de emprego, no segmento, no mês de janeiro de 2011, onde o Município de Vacaria, principal produtor de maçãs no Brasil foi a quarta cidade brasileira na geração de postos de trabalho, ficou atrás das cidades de São Paulo, Belo Horizonte e Brasília. Já no Estado de Santa Catarina o município de Fraiburgo esteve em primeiro lugar na geração de empregos no mês de janeiro de 2011, de acordo com o IBGE (2012) isto de deu principalmente em função do período de colheita da maçã (MTE, 2011). O IBGE (2012) citando o CAFI (2010) apresenta que a fruticultura tem uma capacidade de geração de empregos 67 vezes maior do que à produção de grãos.

A cadeia produtiva da maçã é considerada uma das mais avançadas do Brasil no setor agroalimentar por diversos protocolos de qualidade nacionais e internacionais. Embora no mercado interno ainda a fiscalização em relação às condições fitossanitárias sejam deficitárias, já no mercado internacional a realidade é bem diferente, onde a fiscalização é bem rigorosa tanto comercialmente como nas defesas fitossanitárias (ABPM, 2012).

A cadeia produtiva da maçã foi o primeiro segmento brasileiro a implementar o Sistema de Produção Integrada (PI), considerado o divisor para as inovações relevantes no agronegócio do País. Os conceitos iniciais da PI foram criados nos anos 1970 na Comunidade Europeia, tendo como precursores a Alemanha, a Suíça e a Espanha. Este processo propõe em sua essência que sejam empregadas em todas as etapas do sistema produtivo através de monitoramento, iniciando na aquisição dos insumos até a comercialização junto ao consumidor, tendo sempre mecanismos reguladores que garantam uma produção considerada sustentável (ANDRIGUETO, 2002; FINEP, 2012).

No Brasil, no ano de 1998, a Associação Brasileira dos Produtores de Maçã (ABPM) após diversos estudos e discussões com seus integrantes procurou o Ministério da Agricultura,

Pecuária e Abastecimento (MAPA) e alegando pressões comerciais nas exportações solicitou que fosse oficializado o Sistema de Produção Integrada no País. Então, foi oficialmente publicada as normas de Produção Integrada de Maçã (PIM). Após alguns anos foi implementada também a Produção Integrada de Frutas (PIF) que teve sua regulamentação efetivada no ano de 2001 (FINEP, 2012).

De acordo com o MAPA (2012) as normas técnicas presentes na Produção Integrada trouxeram para a cadeia produtiva da maçã brasileira uma racionalização dos recursos utilizados na produção e uma redução na utilização de agroquímicos tóxicos. Ressalta-se que a adesão a Produção Integrada é creditada pela utilização do selo de PI, este selo leva a possibilidade, caso necessário, de rastreabilidade, com controle do histórico da atividade.

O IBGE (2012) considera que se referindo ao ponto de vista do desenvolvimento econômico e do desenvolvimento rural, a cultura da maçã apresenta-se como uma atividade com excelente capacidade de geração de renda, emprego e no que se refere ao desenvolvimento social também a maleicultura exerce influência importante, em especial quando as atividades se encontram sendo exercidas em localidades distantes dos polos dinâmicos das grandes cidades.

Outro fator que pode ser considerado como sendo importante para corroborar a importância da cultura da maçã é que esta, de acordo com o IBGE (2012) apresenta baixos investimentos para o desenvolvimento da fruticultura quando relacionado a outros segmentos do agronegócio que também são geradores de dinamismo na economia brasileira.

O MAPA (2012) demonstra dentre as razões para considerar a cultura da maçã como sendo importante para a fruticultura brasileira ressaltando, que o segmento é atraente como objeto de obtenção e geração de políticas públicas de desenvolvimento local sustentável, sendo importante também para o setor privado.

Em se tratando de inovação, no Brasil, podem ser destacados os documentos apresentados pelo IBGE, denominado Pesquisa de Inovação Tecnológica - PINTEC, além da Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras - ANPEI. No entanto, os dados apresentados por estes documentos fazem referência basicamente às atividades de inovação tecnológicas e em geral ligadas aos indicadores de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) em outros setores não havendo participação de empresas do agronegócio (FINEP, 2012).

Assim, esta tese pretende apresentar, o contexto que envolve o ambiente das inovações na cadeia produtiva da maçã brasileira. Para isso são destacadas os processos de

inovação que surgem no cotidiano das empresas, podendo ser destacados os fenômenos que contribuem para que as inovações possam emergir. No entanto todos estes fenômenos carecem de mais investigações no intuito de auxiliar na identificação dos processos que são facilitadores dos processos de inovação.

O caso da cadeia produtiva da maçã brasileira é um claro exemplo de setor que apresenta inovações, no entanto tem carência de descobertas que levem a redução das dificuldades com aspectos como: mão de obra escassa e sem qualificação, mudanças climáticas, ausência de ações claras e definidas para cumprimento das normas de qualidade nas atividades de comercialização da fruta após entrega pelas empresas classificadoras, além de controle dos resultados apresentados a partir das inovações implementadas.

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