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Méthode adaptative d’amélioration de la cohérence

Chapitre VI. Amélioration des performances MTI

VI.3. Méthode adaptative d’amélioration de la cohérence

Como é sabido, a IC constitui uma das principais causas de diminuição da capacidade funcional e da qualidade de vida relacionada com a saúde nos indivíduos a nível mundial. A reabilitação cardíaca, surge como um complemento fundamental ao tratamento daquela patologia, uma vez que potencia o aumento da capacidade funcional e consequente melhoria da qualidade de vida, através da mudança nos hábitos de vida, nomeadamente a consciencialização do indivíduo sobre o seu estado de saúde, o controle de fatores de risco cardiovascular e prática de exercício físico. Assim, a realização deste estudo teve como base avaliar as evidências sobre a efetividade da reabilitação cardíaca (Fase II) nos doentes com insuficiência cardíaca classe funcional II e III. Seguidamente faremos uma reflexão sobre a metodologia e a validade das conclusões extraídas em cada um dos estudos selecionados para esta revisão sistemática da literatura, procurando analisar os principais resultados e a aplicabilidade dos mesmos. Do conjunto de estudos selecionados, todos apresentavam elevada qualidade metodológica.

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Relativamente à questão de partida “Qual a efetividade dos Programas de Reabilitação Cardíaca, na Fase II, nos indivíduos com Insuficiência Cardíaca Classe Funcional II e III?”, e após a análise dos quatro estudos selecionados que serviram de apoio a esta pesquisa, constatou-se que a realização de programa de reabilitação cardíaca apresenta benefícios quer ao nível da capacidade funcional, quer ao nível da qualidade de vida relacionada com a saúde.

O estudo Mohammed et al (2018) reforça o impacto da reabilitação cardíaca no controle dos fatores de risco cardiovascular, nomeadamente na diminuição significativa da TA, redução do IMC e do perímetro abdominal, e ainda redução significativa de hábitos tabágicos. Os mesmos autores referem ainda que a prática de exercício melhorou a capacidade funcional (evidenciada pelo teste de caminha de seis minutos), e a qualidade de vida (demonstrada pelo questionário MLHHFQ) nos doentes com insuficiência cardíaca. Também O’Connor, C. M., Whellan, D. J., Lee, K. L., et al. (2009) defendem que o exercício físico regular está indicado para o doentes com insuficiência cardíaca, sendo evidente o efeito daquele na diminuição dos eventos clínicos e ainda na melhoria da qualidade de vida dos indivíduos com IC.

Calegari L. et al. (2017) concluíram no seu estudo que a prática de exercício físico promove a melhoria da capacidade funcional, e qualidade de vida em indivíduos com IC, considerando que programas de reabilitação cardíaca devem ser considerados um complemento à terapia farmacológica no tratamento da IC. Estas evidências estão em conformidade com a literatura, segundo a qual a prática de atividade física regular está diretamente relacionada com a melhoria da capacidade funcional e da qualidade de vida dos indivíduos com IC (Ponikowski et al., 2016). Shah, AbuHaniyeh e Ahmed (2018) afirmam que os programas de reabilitação cardíaca baseados no exercício são seguros e aumentam significativamente a capacidade funcional, devendo ser incluídos como tratamento adjuvante no tratamento da insuficiência cardíaca.

O estudo de Papathanasiou (2017) refere que a realização de um programa de exercício físico intervalado de alta intensidade tem maior impacto na capacidade funcional e na qualidade de vida dos indivíduos com IC do que a realização de exercício físico continuo de média intensidade. O mesmo autor é unanime ao afirmar que ambos os modelos têm impacto positivo na melhoria da capacidade funcional e da qualidade de vida destes doentes, e dada a escassez de ensaios clínicos sobre esta temática, o autor refere a importância de se realizarem mais estudos para uma maior evidência científica

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Sagar et al. (2015) no seu estudo mostrou que os indivíduos que realizam programas de reabilitação cardíaca baseados no exercício quando comparados a grupos de indivíduos que não praticam exercício físico (sozinhos ou acompanhados em programas de RC) apresentam menor taxa de hospitalização. Nos estudos com avaliação da qualidade de vida através da resposta ao questionário Minnesota Living with Heart Failure, os indivíduos que integraram um programa de RC baseado no exercício, apresentavam uma melhoria clinicamente importante. Este estudo está em conformidade com o demonstrado por Craenenbroeck (2017) que refere que o exercício físico constitui uma modalidade de tratamento adjuvante baseada em evidências para os indivíduos com insuficiência cardíaca, segundo a qual os benefícios da prática de exercício físico são traduzidos pelo aumento da capacidade funcional e redução da morbidade e mortalidade. Estas evidências estão em consonância com o apresentado no estudo de Shah et al. (2018), segundo os quais a realização de um programa de exercício físico diminui o risco de hospitalização, melhora a capacidade funcional e a qualidade de vida nos indivíduos com IC, apresentando resultados mais satisfatórios que o grupo controlo.

Apesar do desenvolvimento de várias intervenções invasivas e farmacológicas, os indivíduos com insuficiência cardíaca apresentam diminuição da capacidade funcional e da qualidade de vida devido à incapacidade para realizar as atividades da vida diária. Deste modo, as evidências comprovam que a abordagem a estes doentes deve ser multidisciplinar, e a reabilitação cardíaca constitui-se como um tratamento adjuvante de extrema importância no controlo dos principais sintomas (fadiga e dispneia), através da melhoria da capacidade funcional e consequentemente da qualidade de vida, sendo de destacar a importância do enfermeiro especialista em enfermagem de reabilitação com membro integrante da equipa multidisciplinar do programa de reabilitação cardíaca.

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