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D.2 Les mécanismes de déformation n’impliquant pas de transferts de matière

Généralités sur les transferts de matière, les circulations de fluide et les mécanismes de

I. D.2 Les mécanismes de déformation n’impliquant pas de transferts de matière

( Estela Lapponi, artista, intérprete e atendente de telem arket ing da Cia. Port o Seguro) .

Todavia, criar prot ót ipos, cat egorias e conceitos é próprio dos corpos, pelo fat o de serem feit os com corpo. Este com corpo quer dizer que – por m eio das vibrant es est rut urais neurais, o coração a pulsar, ao queim ar o est ôm ago, ao arrepiar a pele, com o tórax a arfar, os protótipos, as categorias, os conceitos – inseparáveis da experiência, coem ergem . Reflit am os se a cada vez que víssem os um prot ót ipo de plant a – da cat egoria flor, por exem plo – fosse necessário descobrir que se t rat a de um a. Podem os não saber que t ipo de flor ela sej a ou, para cada pessoa, o signo plant a ou o signo flor possa variar de experiência e significado, m as sabem os: t rat a- se de plant a ( ou, obviam ent e um sinônim o com o m esm o sent ido) . I m aginem os aluno. Rapidam ent e nos vem um a sort e de prot ót ipos e cat egorias de aluno: um aluno ideal, um aluno da escola pública, da escola part icular, que est uda no período m at ut ino, int egral... Gost a de Hum anas, gost a de Exat as, et c., é da t urm a de dança de rua, et c. I m agine t am bém , m ar, cidade, am or, com pet it ividade, j ulgam ent o... Todos os t erm os

precisam de um lugar no rol das cat egorias conceit uais, por sobrevivência m esm o, no sent ido de poderm os nos com unicar com os out ros, com a am biência. Segundo LAKOFF e JOHNSON ( 1999) , em bora cat egorizem os (v. p. 65) de m odo inconscient e e aut om át ico

( com o resultado de est arm os no m undo) , as experiências vividas possibilit am um a recat egorização e um a m udança parcial nelas. Bem ... com o educadores é o que devem os buscar.

COGN I ÇÃO

Vamos lá! Que tal movimentar os ombros, girar um pouco pescoço e cabeça. Espreguice. Cognição não est á fora da corponect ividade!

“ O desenvolvim ento infantil, segundo Maranhão

( 2003) , precisa acontecer de form a global, nas

diferentes áreas: cognitiva, psicom otora e afetiva,

para que possa ocorrer equilíbrio entre elas.

Portanto, é necessário que observem os se os

aspectos psicom otores e afetivos estão sendo

deixados de lado em favor do aspecto cognitivo,

porque sendo um a área m ais desenvolvida em

detrim ento de outra, haverá um desequilíbrio,

um a desorganização para o bom desenvolvim ento

do indivíduo em sua dim ensão global” .

Trabalho de professora, em curso de pós- graduação. Rio Janeiro/ RJ, ( 2007) .

O exem plo é um diagnóst ico do que a pesquisa const at a ao longo de m uit os anos: Cognição é ent endida com o “ racional” ,

“ conscient e” , “ bast ant e evoluída” na hierarquia da aquisição dos “ cont eúdos” escolares. A Educação de Art e, por exem plo, na am pla

m aioria dos am bient es não chega “ nem pert o” de cognição, é

“ im aginação” . Cognição é ignorada enquant o processo que se

acont ece, sim plesm ent e, sem m uit as explicações. Nos dicionários ( consult e- os) é definida com o “ conhecer” , “ conhecim ent o” e esses com pêndios das palavras significadas, fazem , sem dúvida, m enção à percepção com o sendo processos m ent ais, et apas m ent ais. Ent enda- se o em prego de m ent al, com o “ puram ent e” m ent al, ao invés de m ent al corponect ivo ou m ente corponectiva. Esses processos seriam , na área da psicologia, cognição, volição e afet o, ou sej a, a cognição cont inua a ser, dent ro de sua própria definição, algo separado das próprias operacionalidades que a configuram .

O pólo ou m it o do absolut ism o ( ou obj et ivism o) dissem ina a convicção de que a cognição é fundada na represent ação de um m undo pré- dado por um suj eit o pré- dado. Ocorre que um processo com o o da cognição é corpo, é um a em bodied act ion/ ação corponectiva ( VARELA, THOMPSON e ROSCH 1993 e THOMPSON 1996) . O t erm o corponect iva enfat iza que há um corpo com capacidades sensório- m ot oras e, m uit o im port ant e, essas capacidades englobam e fazem part e de um cont ext o biológico, psicológico e cultural. O term o ação enfat iza que os processos sensórios- m otores, percepção e ação são inseparáveis da experiência da consciência49 e, em um sent ido m ais am plo, dos processos da cognição.

Na t raj et ória da filosofia na carne com LAKOFF e JOHNSON ( 1999: 9 – 15) aprendem os que a m aior parte dos nossos pensam ent os são inconscient es, não no sent ido freudiano, enquant o reprim idos, m as com o inacessível à consciência e agindo t ão rapidam ent e que se t orna m uit o difícil focá- los. Reflit a a quant idade

49 I m portante frisar, pois é sabido, por m eio de estudos atuais, que consciência não

é a m esm a operacionalidade à qual cham am os m ente: “ A consciência é o processo que enriquece a m ente com a possibilidade de saber de sua própria existência – a referência a que cham am os de self – e saber da existência dos obj etos que a rodeiam ” ( DAMÁSI O 2004: 194) . Em seu outro livro, O m istério da consciência ( 2000) , o autor explica que em certos estados neurológicos, verifica- se que a m ente se m antém ativa, m as a consciência desaparece. Ainda segundo Dam ásio, devem ser consideradas sinônim os apenas as denom inações m ente consciente e consciência.

de operacionalidades que est ão em curso, j ust am ent e agora, nest a t eseaula:

– essas palavras escrit as, são let ras unidas por você;

– você lem bra- se de algum out ro assunt o, a part ir do que lê; – planej a o que vai responder;

– pensa na sintaxe dest e t exto;

– faz relações destas palavras com outras;

– a luz lhe incom oda e você rapidam ent e se aj eit a em um a posição favorável;

– et c, et c, et c...

I m agine os alunos, eles são assim t am bém !

É enorm em ent e vast a a possibilidade da consciência, quando descobrim os e ent endem os ( o que nos é possível) com o ela é const it uída. Os aut ores usam a m et áfora de um a “ m ão ocult a que

form at a nosso pensam ent o conscient e” ( LAKOFF e JOHNSON 1999:

12) . Essa m ão ocult a é por eles nom eada de “ inconscient e cognit ivo” .

“Nas ciências cognitivas, o termo cognitivo é usado para qualquer operação mental ou estrutura que pode ser estudada em termos precisos. A maioria destas estruturas e operações têm sido descobertas como inconscientes. Então, processamento visual inclui o cognitivo, bem como o auditivo. Obviamente, nenhum dos dois é consciente já que nós não temos nem poderíamos ter ciência de cada processo neural envolvido no total e vastamente complicado processo que dá surgimento às experiências visual e auditiva conscientes. Memória e atenção estão incluídas no cognitivo, Todos os aspectos de pensamento e linguagem, conscientes ou inconscientes, são, portanto, cognitivos. Isto inclui a fonologia, gramática, sistemas conceituais, o léxico mental, e todas as inferências de qualquer sorte. Imaginação mental, emoções, e a concepção das operações motoras têm sido também estudadas de tal perspectiva” ( LAKOFF e JOHNSON 1999: 11) .

A m et áfora de “ abism o t eórico” é bast ant e pert inent e para dar cont a do que ocorre nesses cam pos invest igados: grande part e dos est udiosos da com unicação e da educação prat ica um ent endim ent o da cognição que não auxilia seus int erlocut ores a vivenciá- la com o um a ação corponect iva. Com o podem os t ornar irrelevant e o t at o que faz com que o aluno ent enda um t oque com o um a negação? Ou o olfat o que t raz o cheiro da t erra m olhada e a poluição da queim a da cana, ou da fum aça que sai dos carros, pela j anela da sala de aula? Com o achar que a cognição não engloba o pé que est á ‘dorm ent e’ enquanto o professor est á explicando o que vai ‘cair’ na prova de Quím ica, quase no final da aula? Claro, há inúm eros processos na cognição, com o o próprio conceit o de inconscient e cognit ivo: percepçãoim aginaçãoinferênciasetc. Sabem os que a im aginação é racionalm ent e engaj ada. A percepção ( por m ais que não t enham os consciência de t udo que percebem os) é vinculada ao am bient e, ao que nos ensinam , aos cart azes que vem os, ao program as de TV que assist im os, às diferentes vivências ao longo da vida.

A cognição é um est andosendo esses processos apont ados pelo inconscient e cognit ivo. Assim , precisam os m esm o criar neologism os (v. p. 1) , pois não há com o separar os processos t odos e, os que não

se conhecem ainda, do processo da cognição. Por m ais que possam os invest igar e nom ear percepção, razão, sent im ent o, sensação, t ais processos não são m ut uam ente exclusivos.

Out ro aspect o a ent enderm os em cognição corponect iva é que est e processo não é algo que vai acont ecer “ lá no final” e, só ent ão, o aluno vai poder ent ender. Quant o a est a frase, precisam os de m ais explicação para com preendê- la. Assim , dest e m odo isolada, est á inadequada e errada. Sabem os que o aluno ( e nós t am bém , pois a educação é um processo perm anent e, não nos esqueçam os) t em um t em po, qualquer que sej a, at é ent ender um det erm inado pont o, assunt o, t em a, sej a um m ovim ent o de dança, ou um m odo de t raçar

o pincel com a t int a acrílica, por exem plo. E, m uit as vezes, olham os para suas tentativas ( e as nossas) , apenas esperando o final ( que às vezes não chega da m aneira que esperam os) . E aí t em os:

NÃO

CONSI GO

,

NÃO ENTENDO,

e at é enfat izam os o

VAI

CONSEGUI R!

A propost a que, de acordo com os processos cognit ivos de um corpo, seria m ais adequada é dar at enção ao

CONSI GO I STO AGORA

,

ENTENDO I STO AGORA

e, port ant o, não ficar insist indo no vai conseguir, apenas (v. crianças, p. 25).