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3. Cadre de références

3.1 Concept du burn out

3.1.6 Les mécanismes du burn out

É com base no meio que envolve a criança que esta constrói o próprio conhecimento, auxiliando-a na aquisição de competências de expressão de pensamentos e ideias. Ao elaborarmos, em grande grupo, um mapa mental acerca de um tema/ conteúdo, as crianças têm a oportunidade de selecionar a informação mais significativa para a sua aprendizagem.

Na primeira intervenção, deslocámo-nos com o grupo até à sala polivalente da instituição que já se encontrava previamente preparada para a realização das atividades. O facto da sala ter um espaço amplo possibilitou a todas visualizar as atividades com nitidez, participando mais ativamente nestas.

O mapa mental efetuado pelas crianças teve por base o tema “A primavera”, na qual foi trabalhado no decorrer de toda a semana.

Nesta semana, o mapa foi realizado logo no primeiro dia de PSEPE como ferramenta de sistematização de conceitos inseridos numa história apresentada às crianças. A história intitulada “Vamos à serra” (anexo B) pertencia a um projeto inserido na sala - Mala viajante – em que todas as semanas um dos encarregados de educação elaborava uma história a ser, posteriormente, apresentada ao grupo. Os conteúdos que a história sustentava e que foram utilizados na realização do mapa mental eram maioritariamente relativos à área do conhecimento do mundo.

Antes da apresentação da história, solicitei às crianças que se sentassem nos colchões que se encontravam junto ao espaço de onde se iria realizar a dramatização da história e onde se iria realizar posteriormente a elaboração do mapa mental. Expliquei-lhes que depois de escutarem a história iriam fazer uma atividade sobre a mesma e que, para isso, teriam que estar com muita atenção. (Notas de campo, 13 de abril 2015).

Após a apresentação da história “Vamos à serra” conversámos com o grupo nomeadamente acerca das diferenças existentes entre duas das estações do ano - primavera e inverno – debatendo conteúdos relativos ao tempo atmosférico, ao tipo de vestuário e à flora e fauna de cada uma das estações, uma vez o texto fazia referência apenas a estas duas estações.

Foi notória a curiosidade e o envolvimento de todas as crianças durante o debate de ideias, assim como o conhecimento que todas as crianças possuíam acerca deste tema, sendo este conhecimento fundamental na interligação entre o pensamento e a expressão gráfica.

Durante todo o diálogo sobre a história era evidente o conhecimento que as crianças já apresentavam sobre o tema, indicando diferenças significativas entre ambas as estações, como é o caso do tempo atmosférico, do vestuário e da vegetação, uma vez que a personagem principal realçava estes conteúdos ao longo de toda a história. Uma das crianças constatou que apesar deste momento (mês de abril) estarmos na primavera, este ainda tinha algumas características do inverno. (Notas de campo, 13 de abril 2015).

Após o diálogo sobre a história, começámos por mostrar ao grupo os materiais que seriam utilizados na realização do mapa mental, assim como o tipo de representação que iriamos utilizar - colagem.

Com as crianças ainda sentadas nos colchões, comecei por lhes explicar que iriamos colocar numa cartolina tudo aquilo que tínhamos aprendido com a história. Expliquei-lhes, também, que o que faríamos era um mapa mental, que nos iria auxiliar na organização das nossas ideias sobre a primavera. Inicialmente, algumas crianças mostraram incerteza e desconfiança, pois nunca tinham realizado um mapa mental antes. Contudo, tal sentimento desapareceu depois de lhes mostrar os materiais que iriam ser utilizados, sendo que estes frequentemente utilizados em atividades na sala. (Notas de campo, 13 de abril 2015).

Os materiais utilizados (cartolina, velcro e imagens alusivas à primavera) não eram desconhecidos para as crianças, sendo que antes da aplicação do mapa mental, a educadora cooperante solicitou-nos que utilizássemos materiais do uso corrente das crianças, pois assim iriam familiarizar-se e aceitá-lo melhor, visto que estavam a utilizar materiais conhecidos.

Para tal, optou-se pela produção de um esquema e, assim, retratar todos os elementos referentes à primavera, para que ao olharem para a cartolina conseguissem identifica-los imediatamente.

Como salienta Marques (2008, p. 68):

Um mapa mental é especialmente adequado quando se pretende estruturar ou organizar algo que gravite em torno de um tema ou ideia-chave, (…). Esta disposição permite não só estabelecer uma correcta relação entre as várias partes como também possibilita uma visão global de todo um assunto.

Figura 29- Mapa mental utilizado sobre a temática "A primavera".

Inicialmente, uma das crianças começou por colocar ao centro a palavra “PRIMAVERA” juntamente com uma imagem característica desta estação do ano, sendo o ponto de partida de todo o esquema. Após isto e, de acordo com o desenrolar do diálogo estabelecido, cada criança colava uma imagem na disposição que todos concordavam, sendo possível verificar no final uma organização espacial na cartolina, sobressaindo a distinção entre a linha do céu e a linha do solo.

Na parte superior da cartolina colocaram as imagens relacionadas ao tempo atmosférico e aos animais predominantes da primavera, uma vez que o sol, as nuvens e grande parte dos animais encontram-se na linha do céu. A parte inferior destina-se às plantas e ao vestuário. (Notas de campo, 13 de abril 2015).

Posto isto, as crianças demonstraram possuir capacidade de organização espacial, sendo que conseguiram fazer a projeção do espaço no papel.

A partir da grelha de análise do mapa mental “A primavera” (apêndice I), constatámos que todos os conteúdos definidos para a aprendizagem da criança foram transpostos no mapa mental realizado. Apesar da área a desenvolver consistir na área do Conhecimento de Mundo, outra área foi também trabalhada durante a elaboração do mapa, nomeadamente, a área da Expressão e Comunicação, onde se destacou a linguagem oral e a abordagem à escrita.

Desta forma, conseguiu-se trabalhar num ambiente comunicativo e harmonioso, propiciando uma aprendizagem significativa.

Segundo Pelizzari et al (2002, p. 40) é importante que as crianças “realizem aprendizagens significativas por si próprias, que é o mesmo que aprendam a aprender”. Esta situação foi possível de se concretizar, uma vez que o mapa mental garante a compreensão e a facilitação de novas aprendizagens.

Como já salientado, todos os conteúdos que pretendíamos “passar” ao grupo foram adquiridos com êxito, pois os mesmos foram transmitidos para o mapa mental. Contudo, durante a elaboração do mapa outro conteúdo foi abordado indiretamente pelas crianças, nomeadamente algum conhecimento intuitivo da física: efeitos da força de gravidade. Este conteúdo foi referido aquando à explicitação da organização das imagens na cartolina, mais concretamente, na organização das imagens referentes ao vestuário utilizado.

- Por que colocaram o vestuário na parte de baixo da cartolina? – questiono o grupo.

- Quando despimos a roupa ela cai no chão. Por isso fica em baixo com as plantas que estão agarradas à terra. – responde uma das crianças rapidamente. (Notas de campo, 13 de abril 2015).

A realização deste tipo de atividade carece, especialmente com crianças com uma faixa etária pequena, um maior controlo naquilo que se pretende transmitir para o mapa. A elaboração do mapa mental em grande grupo auxiliou todo este processo, uma vez que, devido ao trabalho orientado que ocorreu durante toda esta atividade assim como ao controlo com os materiais utilizados, todos os elementos transpostos no mapa estão em concordância com os conteúdos destinados a aprender.