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PARTIE 3 – LES EFFETS BIOLOGIQUES DES RAYONS SOLAIRES SUR LA PEAU

8 Les effets délétères du soleil

8.4 Photosensibilisation et photodermatoses

8.4.4 Lucites idiopathiques

Não deixando a questão identidade de lado, mas com uma preocupação além desta, a movimentação linguística entre os romanos baseou-se nos estudos orientados pelo papel político que a língua proporciona. As mudanças administrativas (políticas) da época formaram um contexto propício para observamos a trajetória da norma nesta conjuntura.

Para as manobras expansionistas que ocupavam os romanos a etimologia, o estudo das palavras, de sua história, e das possíveis mudanças de seu significado, constitui uma contribuição fundamental. Saber as origens das palavras, estudar as suas metamorfoses e seus usos, conforme os interesses políticos-econômicos por todas as épocas era fundamental para a manobra de massa.

Os estudos dos estóicos influenciaram o povo romano. Um dos que se destaca pelos seus estudos na área é Marco Terêncio Varrão, um importante magistrado em Roma, que se dedicou à etimologia, à sintaxe e à morfologia, destacou-se nesta última onde trabalhou a flexão a as variações da palavra. Pelo conceito de etimologia Varrão entende “um tipo de explicação semântica, em vez do tipo de explicação primordialmente fonológica da etimologia histórica que estamos habituados”. (WEEDWOOD, 1995, p. 37).

Além deste autor, outros se destacaram pelos estudos linguísticos em Roma: Donato, autor de uma gramática e Prisciano – autor de Instituições da arte gramatical, em 18 livros, no gênero, a maior obra conservada da antiguidade.

Com a derrocada, o grego deixa de ser falado no Ocidente europeu, onde, na antiguidade romana, fora praticado o Latim.

Depois da queda do império romano do Ocidente (476), o Latim passa a ser usado, pelas novas nações juntamente com suas línguas nacionais. Com a migração dos germânicos, a estrutura demográfica8 e a política do país foram alteradas. Isso influenciou a formação de novas línguas, porém o latim manteve sua posição de instrumento diplomático e cultural.

A língua italiana foi a que se conservou mais próxima do velho Latim. Na Idade Média, o Latim utilizado em Roma pela Igreja Cristã não era a língua oficial de muitos países da Europa, e todos os ensinamentos dos livros publicados até então praticamente de nada valiam para as línguas estrangeiras. Grandes mestres desses países então começaram a traduzir as obras para melhor explicá-las e exemplificá- las aos seus alunos.

Assim como os jovens romanos aprendiam latim para apropriar-se dos textos prestigiados, os estrangeiros o faziam como ferramenta para a compreensão da Bíblia. Por volta do ano 800, o interesse pelos textos da Antiguidade foi renovado, mas houve uma mudança de interesse da parte dos gramáticos. As gramáticas utilizadas para ensinar até então foram descartadas e substituídas por “gramáticas analíticas, manuais escritos na forma de perguntas e respostas, inspirados nas

8 Na Itália do Norte se haviam estabelecido ostrogodos e lombardos; na Bretanha, os anglossaxões;

na França, os francos; em Portugal, os suevos; na Espanha, os visigodos. Na Europa central continuaram os germânicos. Sobreveio ainda a presença árabe na península Ibérica na África latina.

Partitiones de Prisciano” (WEEDWOOD, 1995, p.53). Outra obra de Prisciano, a “Institutiones grammaticae” ainda obteve grande destaque na época, mas por ser muito detalhada e de difícil leitura e compreensão era utilizada apenas pelos grandes estudiosos. Desta obra, os mestres utilizavam paráfrases e versões resumidas que pudessem ser levadas aos alunos. No final da Idade Média, a lógica voltou à cena e obras de Aristóteles foram utilizadas nas aulas. No mosteiro de St. Gallen, na Suíça, aconteceu a tentativa de se unir os tipos de nomes listados por Prisciano com as categorias denominadas por Aristóteles.

Os estudos de Prisciano sobre a questão dialética que criticava a gramática tradicional predominaram até o início do século XII, quando foram consideradas obscuras demais e pouco explicativas. Nessa linha, o gramático Pedro Helias “fez um retorno deliberado aos recursos e métodos tradicionais da gramática” (WEEDWOOD, 1995, p.55), todavia ainda carregando traços advindos dos estudos dialéticos. A partir daí, gramática e dialética se dividiram, tornando-se dois estudos distintos.

Os gramáticos se voltaram ao estudo da sintaxe, tão pouco observada até então em relação às outras modalidades gramaticais. Desses estudos surgem novas gramáticas9 escolares para níveis elementar e intermediário.

O livro de gramática agora era dividido em quatro partes: “orthographia (as propriedades da littera); prosódia (as propriedades da sílaba, como duração e tonicidade); etymologia (as oito partes do discurso) e diasynthetica (sintaxe). Essa divisão será o molde da hierarquia da fonética, fonologia, morfologia e sintaxe atuais” (WEEDWODD, 1995, p. 56).

No século XII, os estudos que se concentravam expressivamente na gramática do latim, começaram a voltar-se novamente para um estudo universal da linguagem. Os textos de Aristóteles voltam a circular e trazer de volta o questionamento à cerca da natureza da linguagem. O pensamento de Aristóteles que dividia teoria da prática gerou as gramáticas especulativa e positiva, onde a especulativa dirigia-se ao estudo universais da linguística e a positiva ao estudo de uma língua em particular.

9 O

As gramáticas especulativas tiveram com autores de destaque Martinho da Dácia, Miguel de Marbais, Tomás de Erfurt e Sigério de Coutrai. Para esses gramáticos "o objeto do mundo real, externo ao entendimento, e o conceito podia ser dado a conhecer por um signo falado, tornando-se dessa maneira um significado" (WEEDWOOD, 1995, p.58). No século XIV essa concepção foi duramente atacada por Guilherme de Occam que negava a relação entre palavras e realidade, afirmando que "a língua não serve como um espelho da cognição ou da realidade exterior" (WEEDWOOD, 1995, p.59). O latim tinha um papel de grande importância mesmo nos países que não era a língua natural, apenas ele, juntamente com o grego e o hebraico eram estudados.

As gramáticas medievais vernáculas surgiram para ampliar os estudos linguísticos para outras línguas da Europa que até então não eram estudadas. Essas gramáticas tinham como objetivo serem livros didáticos preparados para ensinar latim a falantes não-nativos, explicarem os conceitos de gramática a partir de exemplos dessas próprias línguas, sendo também escrita nas línguas vernáculas como meio de expressão. Elfrico, no ano 1000, foi o primeiro a publicar uma dessas gramáticas vernáculas traduzindo obras de Prisciano para o inglês antigo. Semelhante processo o correu também na Irlanda, na Islândia e na Provença (região ao sul da França) onde autores produziram gramáticas vernáculas em suas línguas utilizando exemplos de suas próprias literaturas.