4.4: Proof of the master theorem
Chapter 5: Probabilistic Analysis and Randomized Algorithms
5.4 Probabilistic analysis and further uses of indicator random variables
5.4.4 The on-line hiring problem
5.1 Níveis de destreza manual – global e fina – nos diversos
momentos de avaliação (avaliação inicial, aquisição e avaliação final) de acordo com o sexo, no geral.
Os primeiros dois quadros apresentam os resultados dos níveis de destreza manual global – Minnesota Manual Dexterity – e fina - Purdue Pegboard Test – de acordo com o sexo nos três momentos de avaliação – avaliação inicial, aquisição e avaliação final.
Sexo Masculino Sexo Feminino t p
Avaliação Inicial 15,55±1,91 16,20±0,78 - 0,955 0,351
Aquisição 16,69±1,62 16,35±1,53 0,502 0,621
Avaliação Final 16,63±1,49 17,20±1,38 - 0,906 0,376
Quadro 2 - Níveis de destreza manual fina de acordo com o sexo nos três momentos de avaliação.
Sexo Masculino Sexo Feminino t p
Avaliação Inicial 64,31±7,11 63,07±5,82 0,432 0,670 Aquisição 62,75±5,66 62,93±6,08 - 0,071 0,944 Avaliação Final 59,65±8,28 57,20±5,55 0,772 0,449
Quadro 3 - Níveis de destreza manual global de acordo com o sexo nos três momentos de avaliação.
Na análise do Quadro 2, os valores médios do sexo feminino são superiores aos do sexo masculino apenas em dois dos três momentos – avaliação inicial e final –, sendo visível nestes resultados a tendência para o sexo feminino revelar desempenhos superiores apesar de não existirem diferenças estatisticamente significativas. Em nenhum dos três momentos o valor de p é inferior a 0,05. Os valores médios do sexo feminino para este teste são gradualmente superiores desde a avaliação inicial até à avaliação final, contudo no sexo masculino existe um aumento progressivo nos valores entre a avaliação inicial e a aquisição e uma quebra entre a aquisição e a avaliação final, respetivamente.
Neste estudo, com o teste de destreza manual fina, foi possível verificar que apesar do sexo feminino exibir um melhor desempenho – na colocação de pinos – em dois dos três momentos, no outro momento é menor em comparação com o sexo masculino. Pelo que, os resultados deste estudo são antagónicos aos apresentados pela autora Vasconcelos (1993), com o seu estudo sobre a preferência e performance manuais, em 253 crianças com idades compreendidas entre os 11 e os 14 anos, tendo verificado que, os melhores desempenhos eram do sexo masculino relativamente ao sexo feminino e que este último grupo apresenta menores diferenciais do que o outro, não estavam dependentes da PM. Portanto, esta superioridade do sexo feminino pode ser resultado da propensão para o uso mais intensificado da MP em relação com o sexo masculino devido à pressão cultural (Porac e Coren, 1981).
No Quadro 3, verifica-se os resultados opostos entre o sexo feminino e o sexo masculino, nos quais o sexo masculino apresenta os valores médios superiores na avaliação inicial e final e o sexo feminino apenas nos valores da aquisição. Contudo, as diferenças não são estatisticamente significativas. Os resultados demonstram que em média o sexo feminino não necessita de tanto tempo para realizar a tarefa quanto o sexo masculino, pois a média da aquisição é mais elevada. Os valores do sexo masculino são gradualmente regressivos com um aumento para quase o dobro da diferença entre o segundo e o terceiro momento da avaliação. Entre os momentos de avaliação, o sexo feminino apresenta uma redução mínima da média, ou seja, entre o primeiro e o segundo momentos da avaliação, a diferença reside em 0,14 e entre o segundo e o terceiro momentos de avaliação a média sofre uma redução maior com uma diferença de 5,73. Em nenhum dos três momentos o valor de p é inferior a 0,05.
No teste da destreza manual global, o sexo masculino apresenta melhor desempenho em dois dos momentos e no outro momento a diferença da média não é muito significativa (0,18 a menos que o sexo feminino). Contudo, como neste teste o desempenho era avaliado através do tempo despendido na
tarefa, o momento da aquisição, os valores apresentados pelo sexo feminino corroboram a ideia de que este grupo necessitou de menor tempo para realizar a tarefa, revelando portanto, a superioridade do sexo feminino em ambos os testes.
5.2 TIMA e PM – de acordo com a direção.
Os quadros apresentados revelam a média de TIMA e os valores médios da direção de transferência entre a MNP e a MP, no geral e para cada grupo específico, em cada teste realizado.
MP-MNP MNP-MP t P Amostra Total 8,39±6,56 5,51±6,88 1,006 0,327 Sexo Masculino 10,26±3,80 4,99±6,07 1,836 0,094 Sexo Feminino 6,14±8,83 6,41±9,07 -0,045 0,965
Quadro 4 - Purdue Pegboard Test – Média de TIMA. Média de transferência da MP para a MNP e da MNP para a MP, no geral e em específico de cada sexo.
MP-MNP MNP-MP t P Amostra Total 5,03±11,39 10,30±10,57 -1,127 0,273 Sexo Masculino 1,61±14,46 10,92±12,71 -1,236 0,242 Sexo Feminino 9,12±4,95 9,22±6,82 -0,026 0,980
Quadro 5 - Minnesota Manual Dexterity – Média de TIMA. Média de transferência da MP para a MNP e da MNP para a MP, no geral e em específico de cada sexo.
Cada metade do corpo pode transferir para a outra metade a sua aprendizagem motora (Bhushan, Dwivedi, Mishra e Mandal, 2000; cit. por Kumar e Mandal, 2005).
Na análise do Quadro 4 observa-se que no sexo feminino, a TIMA é muito similar quer com MP quer com a MNP. No sexo masculino constata-se uma maior TIMA da MP do que da MNP, tendo mais do dobro do resultado na transferência.
O valor de p neste teste é superior a 0,05 em todas as direções de transferência, logo não há diferenças estatisticamente significativas entre grupos (amostra total, sexo masculino, sexo feminino). Os resultados da média
de TIMA, no sexo feminino, são mais simétricos com o treino/prática, mas estes resultados do sexo feminino são dissimulados pelos da amostra total, ou seja, os valores do sexo feminino possibilitam normalizar na amostra total a elevada assimetria verificada no sexo masculino.
No Quadro 5, os valores do sexo feminino demonstram uma clara simetria, contudo no sexo masculino, os resultados revelam o oposto pois as diferenças entre os valores são enormes. No entanto, os resultados da amostra total, conseguem atenuar estas diferenças, contudo, apresenta valores que suportam a ideia de que existe maior transferência da MNP para a MP, com uma diferença de 5,27, sendo esta bastante relevante. Mais uma vez não se verificaram diferenças estatisticamente significativas.
Em suma, verifica-se que em ambos os testes, o sexo feminino revela índices de simetria superiores em comparação com o sexo masculino, existindo maior transferência entre MP e MNP na destreza manual fina no sexo masculino e verifica-se o oposto com o sexo feminino. Já na destreza manual global, em ambos os sexos visualiza-se maior transferência entre MNP e MP.
5.3 TIMA e PM – entre sexos.
Os quadros apresentados revelam a média de TIMA e os valores médios de acordo com o sexo na transferência entre a MNP e a MP, no geral e para cada grupo específico, em cada teste realizado.
Sexo Masculino Sexo Feminino T p
MP-MNP
10,26±3,80 6,14±8,83 1,041 0,325 MNP-MP
4,99±6,67 6,41±9,07 -0,315 0,760
Quadro 6 - Purdue Pegboard Test – Média de TIMA. Média de transferência para o sexo masculino e feminino para cada situação de transferência (da MP para a MNP e da MNP para a MP).
Sexo Masculino Sexo Feminino t p
MP-MNP 1,61±14,46 9,12±4,95 -1,100 0,300
MNP-MP 10,92±12,71 9,22±6,82 0,244 0,813
Quadro 7 - Minnesota Manual Dexterity – Média de TIMA. Média de transferência para o sexo masculino e feminino para cada situação de transferência (da MP para a MNP e da MNP para a MP).
Na análise do Quadro 6, os resultados demonstram uma maior afinidade na transferência da MNP para a MP entre ambos os sexos, e uma discrepância na transferência da MP para a MNP nos dois sexos, verificando-se assim, uma tendência no Purdue Pegboard Test para uma maior transferência na direção da MP para a MNP.
No Quadro 7, a tendência da direção de transferência é idêntica à verificada no quadro anterior, ou seja, em ambos os sexos existe uma maior proximidade dos valores entre a MNP e a MP. Contudo, o quadro 6 demonstra que no sexo masculino existe uma disparidade relevante nas duas direções de transferência manual, enquanto no sexo feminino comprova-se uma contiguidade de valores nas direções de transferência em estudo. As diferenças observadas não são no entanto estatisticamente significativa (p>0,05).
Múltiplas investigações demonstraram que a MNP (mão esquerda nos destrímanos e mão direita nos sinistrómanos) beneficia mais do treino da MP do que a MP sobre o treino da MNP (Halsband, 1992; Laszlo et al., 1970; Milisen e Riper, 1939; Parlow e Kinsbourne, 1990), enquanto outras investigações alcançaram o efeito oposto.
Segundo Porac e Coren (1981), apesar de existir uma maior tendência para a utilização da MP para realizar a maioria das tarefas, ocasionalmente a escolha recai sobre a MNP pois nem sempre a mais preferida é a mais eficaz, sendo, por vezes, esta última a mais proficiente.
Relativamente às diferenças constatadas entre os sexos, ainda não foi apresentada, no mesmo sentido, uma explicação precisa (Gabbard et al., 1995; Todor e Smiley-Oyen, 1987). A este facto deve-se, segundo alguns autores, a uma organização cerebral distinta, já outros autores sustentam que está relacionada com a questão do envolvimento social (Levy, 1976). Para o qual, referem que o sexo feminino é mais suscetível às pressões socioculturais e ambientais do que o sexo oposto e mais prematuramente sujeitado ao processo de socialização e de aprendizagem por imitação (nas tarefas domésticas, por exemplo). A maior assimetria entre as mãos deve-se ao fato
do sexo feminino se dedicar mais a tarefas de controlo motor fino e de caraterísticas assimétricas, desde os primeiros anos de vida, levando-o a ter de utilizar com maior frequência a MP (Porac e Coren, 1981).