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2 Analyse

2.2 Le point de vue d’experts

2.2.1 Les risques contractuels vus par un juriste

As principais vantagens relatadas nos resultados, tanto por “EPs” quanto por “ELs” estão relacionadas aos objetivos que motivaram a realização das parcerias e são condizentes com os conceitos de criação de valor de alianças estratégicas que visam o aprendizado e a co- especialização, verificados na literatura (DOZ; HAMEL, 2000), assim como com o acesso a oportunidades por meio da complementaridade e compartilhamento de recursos (LEWIS, 1992; BARROS, 2001).

Para as “EPs”, as principais vantagens foram associadas à velocidade na geração de novos negócios, ao acesso às oportunidades de negociações de terrenos em condições vantajosas, devido o conhecimento de mercado e rede de relacionamento dos profissionais locais, ao poder de negociação com fornecedores, à contribuição das “ELs” com sua expertise para a definição dos produtos e ao aprendizado sobre o mercado, que abrange todas as vantagens anteriores.

As “ELs”, por sua vez, apresentaram como principais vantagens, aspectos relacionados ao amadurecimento de seus processos de gestão e governança.

Verifica-se que, independentemente das dificuldades relatadas, os objetivos que motivaram a realização das parcerias, aqueles denominados por Holmberg e Cummings (2009) de fatores críticos de sucesso, foram em sua maioria alcançados pelas organizações envolvidas.

Se por um lado as partes puderam alcançar seus objetivos individuais de “aprendizado”, por outro lado, os objetivos das alianças, ou seja, os resultados dos empreendimentos em si, de

uma forma geral, não foram condizentes com o esperado, refletindo assim no comprometimento do alcance dos objetivos estratégicos empresariais individuais.

Diante do contexto apresentado, pode-se dizer que o comprometimento dos resultados dos empreendimentos e respectivos reflexos está associado, em parte, à impossibilidade de se superar parte das dificuldades já discutidas e, em parte, à deficiência no planejamento das parcerias, que deveria contemplar a preparação das companhias para a gestão dos empreendimentos e das próprias empresas, sob a nova escala e contexto apresentados no período em que se firmaram tais parcerias. Esta visão vai ao encontro das observações apresentadas por Rocha Lima Jr. (2007) quanto à necessidade de inovação dos processos, por parte das organizações, para atender à nova escala e características do “Novo Mercado”. Sob esta ótica, acredita-se ainda que os aspectos relacionados à deficiência no planejamento tiveram maior influência no comprometimento dos resultados do que os aspectos intrínsecos às parcerias em si, tais como diferenças culturais, relacionamento entre equipes, entre outros. Entende-se ainda que todo o aprendizado e alcance de objetivos por meio das parcerias exige das organizações envolvidas um “preço” associado à superação de dificuldades, “hiatos”, divergências, e acomodações de interesses, entre outros aspectos amplamente discutidos no presente trabalho. Acredita-se, no entanto, que o êxito da parceria em si, e das partes individualmente, está vinculado à existência de um equilíbrio entre o referido “preço” e os benefícios decorrentes da parceria.

Neste sentido, vale uma análise, paralela à reflexão proposta por este trabalho, sobre as vantagens e desvantagens das alianças estratégicas comparativamente ao desenvolvimento interno de competências, para se alcançar os mesmos objetivos de crescimento e expansão geográfica, pelo lado das “EPs” e de amadurecimento de governança e realização de negócios de maiores proporções, pelo lado das “ELs”. Não se desenvolverá, no entanto, aqui tal discussão, tendo em vista não ser o foco do presente trabalho.

Foram também relatados pelos respondentes alguns aspectos inerentes ao aprendizado decorrente das parcerias.

No que se refere à mitigação de dificuldades, verificou-se que a maioria dos respondentes entende como fundamental o estabelecimento de contrato jurídico detalhado, a divisão clara

de responsabilidades e o aprofundamento do conhecimento sobre os processos do parceiro, antes de se firmar as parcerias.

O envolvimento de gerentes e executivos na definição das responsabilidades e da negociação da aliança, assim como a realização de atividades de interação entre as equipes parceiras, são considerados muito importantes (mas não fundamental) sob a ótica dos respondentes, o que vai ao encontro dos conceitos apontados na revisão teórica (DOZ; HAMEL, 2000). O rigor com os processos individuais, visando assegurar a identidade da companhia é considerado pela maioria como muito importante, enquanto a flexibilidade para tornar os processos compatíveis com o objetivo da parceria é considerada apenas importante. Estes dois aspectos parecem antagônicos, e ao mesmo tempo se mostram com níveis de importância muito similar. Entende-se, no entanto a necessidade de um equilíbrio entre a flexibilidade e a segurança de se ter as necessidades individuais atendidas, ou seja, o conforto de que a condução dos processos irá assegurar os resultados objetivados.

No que se refere à troca de conhecimentos, foi unânime a visão sobre a importância de se permitir que os parceiros absorvam conhecimentos específicos para que possam contribuir de forma mais efetiva com os objetivos da parceria, o que é convergente com conceitos apontados na literatura. Quanto à divisão de responsabilidades, os respondentes compreendem que a atribuição de autonomia para a condução de determinados processos, e a validação conjunta para processos e decisões mais específica traria maior eficiência às rotinas da parceria.

Foram também apontados alguns aspectos relevantes a serem considerados na realização de futuras parcerias visando à mitigação de dificuldades, dentre os quais: a análise do ambiente de atuação; a análise da capacidade própria e do parceiro atender às necessidades da parceria e de acompanhar o crescimento eventualmente proposto. Tais aspectos são também mencionados na literatura, dentre os fatores para se alcançar o êxito das em parcerias.

De forma convergente com as observações apresentadas por Rocha Lima Jr. (2009; 2012), o planejamento para gestão das parcerias e agilidade para identificar desvios e agir foram também mencionados como importantes aspectos a serem considerados na constituição de novas parcerias.

5. DIRETRIZES PARA REALIZAÇÃO E CONDUÇÃO DE PARCERIAS ENTRE