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Les relations interpersonnelles à l’ère de l’internet

CHAPITRE 1 – LA CYBERCRIMINALITÉ

1.6 Les relations interpersonnelles à l’ère de l’internet

Por considerar o processo de integração profissional fulcral, para a aquisição de competências em qualquer dimensão do cuidar, e por verificar que as actividades desenvolvidas para o efeito, são sobreponíveis em qualquer contexto de saúde, foram definidas as mesmas actividades, relativamente aos vários locais de estágio onde decorreu a prática clínica. Assim, todos os EC se iniciaram com uma visita aos serviços ainda na fase pré-praxis. Para tal, foi realizado um guião de entrevista (Apêndice VI) que teve como objectivo identificar o tipo de patologias existentes em cada contexto de cuidados, e quais as limitações funcionais daí decorrentes. As diferentes reuniões com os enfermeiros supervisores serviram também para identificar necessidades de formação, efectuar as pesquisas bibliográficas específicas no âmbito da enfermagem de reabilitação e divulgar o projecto de formação, bem como os limites para a sua consecução.

De ressalvar, que considerou que a realização de uma entrevista estruturada no início do EC não seria por si só uma estratégia esgotada para dar resposta aos objectivos supra descritos, por ter a certeza que as questões nela contida iriam na sua percepção ser insuficientes. Assim, alcançou os objectivos preconizados não só através da observação, mas também discutindo em particular com os enfermeiros supervisores, sobre as várias situações que foram surgindo, sendo por assim dizer uma entrevista que se realizou em vários momentos pedagógicos, ao longo do processo de aprendizagem em contexto clínico.

Inicialmente foi confrontada com as dificuldades que no seu íntimo já estava à espera: como começar?…; Como passar de enfermeira perita em unidade de cuidados intensivos e nefrológicos, os seus contextos profissionais há 12 anos, para enfermeira iniciada no âmbito dos cuidados especializados de reabilitação?

Perante o seu questionamento delineou estratégias de aprendizagem em “três degraus”. No fundo não há “receitas”, existem sim bases essenciais e princípios que devem ser respeitados. O primeiro degrau correspondeu ao seu envolvimento no seio da equipa de saúde de cada serviço. A importância deste primeiro momento é realçada por Frederico & Leitão (1999, p.129), ao afirmarem que “é no primeiro contacto que se cria ambiente favorável à integração, uma vez que as atitudes do recém-admitido serão influenciadas pela

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impressão obtida no seu primeiro contacto com a instituição”. A intencionalidade de realizar uma integração progressiva teve, como ideia principal, a conquista da confiança dos elementos do serviço. A integração na dinâmica de cada contexto de cuidados foi gradual mas eficaz. No fundo, a integração em cada EC decorreu de forma exemplar e transparente permitindo a partilha de conhecimentos, havendo desde o início, um mútuo respeito pelas actividades de cada um dos profissionais. Este facto revelou-se determinante no processo de aprendizagem e aquisição de competências. No segundo degrau, a sua intenção centrou-se na observação e análise dos documentos e protocolos existentes nos serviços que documentassem a importância do papel do EEER, bem como na realização de conversas informais com os enfermeiros dos diferentes contextos. O último degrau focou-se na aprendizagem e execução de práticas específicas no âmbito da reabilitação a serem aplicadas às pessoas em processo de doença e respectivo familiar cuidador.

Para dar resposta á metodologia de ensino-aprendizagem preconizada foi importante acompanhar (através de observação participativa) desde logo, a actuação dos enfermeiros supervisores, realizando os cuidados de acordo com os “timings” das rotinas no momento, de forma a não entrar em “conflito” com as tarefas dos restantes profissionais. Após este momento inicial, envolveu-se na prestação directa de cuidados, utilizando como metodologia de trabalho, a adoptada em cada contexto. Em simultâneo, as atenções iam-se centrando na escolha das pessoas em processo transicional de saúde/doença que permitissem uma aprendizagem mais proficiente e sólida.

Em suma, enaltece o acolhimento, bem como o contínuo acompanhamento por parte de toda a equipa multidisciplinar, nomeadamente pelos EEER supervisores e restante equipa de enfermagem, como factores positivos no seu percurso académico. As informações obtidas permitiram obter a segurança e autonomia necessárias a cada momento, encorajando e motivando a discente para as funções a desempenhar, tal como afirma Chiavenato (2000, p. 263) sobre um programa de integração; “é fazer com que o novo participante aprenda e incorpore valores, normas e padrões de comportamento que a organização considera imprescindíveis e relevantes para um bom desempenho em seus quadros”.

A organização e dinâmica dos serviços passam essencialmente pelo conhecimento da estrutura organizacional de cada instituição, pelo que considera premente traçar uma visão globalizante sobre os campos de acção onde foram desenvolvidos os EC que dão resposta á área problemática, com o propósito de discutir á posteriori esta implicação, nos cuidados de enfermagem de reabilitação prestados. Em contexto comunitário incursou numa ECCI, cuja caracterização podemos observar (Apêndice VII), e que constitui uma das

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respostas da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI). A referenciação das pessoas pode ser feita a partir de qualquer elemento da comunidade à ECCI e ECC, isto é, familiares, vizinhos, unidades do ACES, IPSS´s, instituições hospitalares, entre outros. De acordo com a tipologia de cuidados necessários19 (cuidados com finalidade

preventiva, curativa, de reabilitação ou paliativa numa perspectiva global que visa promover a autonomia melhorando a funcionalidade e bem-estar da população alvo) e a área geográfica a que pertence, a pessoa beneficiária de cuidados, sem prejuízo do papel dos outros profissionais de saúde, será atribuído a um gestor de caso. A excepção a esta situação é a da EEER, que por ser o único elemento, acaba por cobrir todas as áreas geográficas da abrangência da UCCP. Este facto obriga a uma gestão meticulosa dos cuidados de reabilitação para serem prestados com coerência e particularidade.

A periodicidade das visitas domiciliárias é determinada por cada gestor de caso, em função das necessidades identificadas e deverá ser discutida com a pessoa e família, de acordo com os objectivos definidos do plano de intervenção individual. O modelo de prestação de cuidados utilizado por esta equipa é o de gestor de caso, definido como compreensivo, continuado e centrado na pessoa doente, apoiando-se numa equipa multidisciplinar. Focaliza-se no episódio de doença ou incapacidade durante o programa de continuidade de cuidados, tendo como objectivos a maximização da capacidade funcional e qualidade de vida da pessoa (Hoeman, 2011). Este modelo permite que haja um profissional de referência para o pessoa doente e os seus conviventes, que seja capaz, em prole das necessidades identificadas, fazer a síntese da sua situação, valorizando as suas potencialidades, os seus desejos e a suas expectativas (Hesbeen, 2003).

De referir, que todos as pessoas beneficiárias integrados na ECCI são sujeitos a pelo menos uma avaliação mensal por um profissional da equipa. Regra geral, a ECCI/ECC realiza todas as quintas feiras, entre as 15h e as 17h, uma reunião de trabalho, para discussão de casos, organização do trabalho de fim-de-semana, articulação interprofissional, aferir métodos de trabalho, discussão e resolução de problemas que a equipa considere relevantes. Uma vez que há uma permanência mais prolongada das pessoas integradas neste contexto, uma reunião semanal revela-se suficiente.

Salienta que não teve a oportunidade de até ao término do seu EC, assistir a alguma reunião devido ao facto de não estarem a ser realizadas, por motivos inerentes ao próprio funcionamento do serviço. Contudo, ressalva que este facto não foi impeditivo de se articular com os demais profissionais envolvidos no plano terapêutico da pessoa com AVC e seu

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Estes dados foram obtidos através do Regulamento Interno da UCC que por motivos de ordem formal não será apresentado neste trabalho.

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familiar cuidador, sempre que necessário. Destaca como exemplo, uma situação em que numa perspectiva de mediador de cuidados, providenciou a visita domiciliária da higienista oral a casa da Senhora L., uma senhora acamada, totalmente dependente de terceiros em consequência de múltiplos AVC´s, por apresentar periodontite, com o intuito de lhe ser prestado o tratamento adequado.

Cada profissional da ECCI é inteiramente responsável dentro da sua área de competência e, deste modo, pelo cumprimento de objectivos específicos. Assim sendo, no âmbito da enfermagem de reabilitação, o objectivo recai sobre a prestação de cuidados domiciliários de natureza reabilitadora a pessoas com AVC, pelo facto de esta patologia acarretar um elevado número de co morbilidades, sendo a primeira causa de morte em Portugal, tal como já referenciado anteriormente.

Pôde perceber que a maior dificuldade sentida pela EEER no âmbito da enfermagem de reabilitação pautava-se sobretudo pela inexistência de pares especializados com quem partilhar a sua práxis. Constatou que a EEER é responsável por projectos de intervenção no contexto da formação externa para ajudantes familiares, capacitando-os para o cuidado á pessoa dependente e família. As formações apresentam um carácter teórico (decorrem na sala de reuniões do ACES) e prático (em contexto domiciliar), e intitulam-se: “Postura Corporal das Ajudantes Familiares” e “Princípios gerais de movimentação de doentes”.

Paralelamente ao conhecimento acerca da reorganização dos Centros de Saúde, no novo modelo de ACES e respectiva caracterização física e organizacional da Unidade de Saúde e descrição das equipas multidisciplinares, foi imperioso proceder a uma breve apresentação da RNCCI20 (Apêndice VIII), como resposta intermédia entre os cuidados

comunitários e os hospitalares.

Para assegurar o cumprimento integral da resposta á área problemática delineada, realizou um segundo percurso, desta feita, em contexto de cuidados hospitalar, onde a capacitação da pessoa com AVC e seu familiar cuidador no regresso a casa, se constituiu como uma realidade a compreender, tendo em vista a promoção da mobilidade do primeiro. De referir que a caracterização do serviço se encontra em apêndice (Apêndice IX).

Para Ferro (2006) os AVC´s constituem uma das patologias neurológicas agudas mais comuns, sendo também uma das causas mais frequentes de internamento em contexto hospitalar, alertando-nos para o facto dos doentes com AVC agudo serem “referenciados de imediato para uma Urgência Hospitalar. Quando exista, devem ser

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Tal necessidade prendeu-se essencialmente com o facto de considerar este aspecto como determinante no desenvolvimento de competências e na excelência do seu exercício profissional naquele contexto. A pesquisa bibliográfica que efectuou permitiu-lhe uma compreensão desta nova resposta de saúde, das unidades que a constituem e respectiva diferenciação.

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internados numa unidade especialmente dedicada: Unidade de AVC” (2006, p.84). A referenciação a esta unidade dá-se pela activação da Via Verde AVC, intra e extra- hospitalar, suportada pelo procedimento de encaminhamento de doentes da instituição hospitalar. A demora média de internamento em 2011 de doentes com AVC na UAVC é de 4 dias, verificando-se o mesmo valor no ano de 201221.

A trombólise apenas é indicada nos AVC´s isquémicos, “o único tratamento eficaz no AVC isquémico é a trombólise por via endovenosa com rtPA realizada até 3 horas após início do quadro clínico” (Ferro, 2006, p.84). O objectivo major da actuação célere do EEER visa desenvolver na pessoa vítima de AVC, capacidades com as quais ela possa minimizar as suas limitações, adaptando o seu modo de viver a uma nova realidade, garantindo assim uma melhor qualidade de vida. Visa igualmente a valorização das potencialidades existentes, cuja finalidade é permitir a máxima inserção possível da pessoa na vida social e familiar, com ou sem recurso à utilização de ajudas técnicas ou produtos de apoio.

Comprova-se que a UAVC é uma unidade de extrema importância, pela precocidade da intervenção terapêutica, levando-nos a refletir sobre a importância destas estruturas na diminuição da morbilidade associada à ocorrência de AVC.

A equipa de enfermagem é composta por 30 enfermeiros, incluindo a Enfermeira Chefe (especialista em Enfermagem de Reabilitação, mas que apenas exerce funções de coordenação/gestão do serviço) e um EEER (que desempenham funções de especialista em reabilitação, e na ausência da Enfermeira Chefe, funções de coordenação/ gestão da equipa). O EEER integra a equipa apenas durante a semana e no período da manhã. A restante equipa de enfermagem tem formação básica em conceitos de reabilitação, ministrada pelo EEER, por forma a assegurar a continuidade de alguns cuidados na área da reabilitação à pessoa com AVC, aquando da sua ausência. Este tipo de formação está englobado num projecto desenvolvido em contexto de formação em serviço pelo próprio EEER, intitulado "Reabilita Mais".

Consiste, num período de cerca de 20´ após a passagem de turno, na primeira ou segunda semana de cada mês do ano, no abordar um tema (posicionamentos da pessoa com AVC – posicionamentos terapêuticos em padrão anti espástico, transferências, mobilizações, massagem terapêutica, entre outros) que permita aos colegas rever e/ou melhorar procedimentos de actuação, aquando da prestação de cuidados a pessoas com

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AVC. O projecto supra referido é composto por duas componentes – uma teórica, já descrita, complementada por uma prática, denominada formação individual “on the job”22.

A metodologia de trabalho adoptada no serviço de neurologia focaliza-se no método individual, em que cada enfermeiro tem a seu cargo a “responsabilidade total dos cuidados a prestar durante um turno”, não ocorrendo fragmentação de cuidados durante esse período (Parreira, 2005; p. 271), caracterizando-se como uma filosofia de cuidados holística.

Semanalmente, à 3.ª feira, decorre no piso 0 como referido anteriormente, a reunião da equipa multidisciplinar onde é abordado todo o plano de intervenção; terapêutico, de reabilitação e alta hospitalar das pessoas internados, mais especificamente na especialidade de Neurologia. Fazem parte integrante daquela equipa, o EEER, a enfermeira chefe, a enfermeira coordenadora da UAVC; os clínicos - neurologistas; a assistente social, não havendo participação da pessoa com AVC ou do familiar cuidador. No entanto, identifica que esta equipa deveria ser constituída por um nutricionista ou dietista para responder às exigências próprias das pessoas com AVC, podendo, por isso, complementar esta equipa multidisciplinar, à semelhança da equipa da ECCI. Mais uma vez a intervenção do EEER neste tipo de reuniões se revela preponderante, sendo discutida a sua intervenção especializada com a restante equipa, nomeadamente no que reporta à reeducação das alterações respiratórias, sensório – motoras e cognitivas das pessoas com AVC. É neste momento discutida a alta hospitalar (local de retorno: domicílio ou as diferentes tipologias existentes na RNCCI), a qual também dependerá da avaliação feita pelo EEER.

No decurso da reunião são visualizados os exames complementares de diagnóstico realizados, com a participação dos diferentes Neurologistas, planeadas e/ ou reajustadas intervenções terapêuticas e traçados objectivos. A envolvência da família durante o internamento, as competências que detêm para cuidar com proveito do seu familiar em situação de dependência no regresso a casa, as dificuldades sentidas são assuntos também discutidos em reunião de equipa, tomando todos os profissionais conhecimento da situação familiar e social da pessoa internada. Este conhecimento visa a preparação para a alta, eficaz e atempada, mobilizando os recursos necessários para a mesma. Este aspecto vai ao encontro daquilo que é defendido por Hesbeen quando refere que “o valor de uma equipa manifesta-se pela capacidade que os diferentes prestadores de cuidados desta equipa têm para, com os recursos de que dispõem, articular com os meios de modo a oferecerem à

22 De acordo com os autores Thassanabanjong & Marchant (2009) e Sarwar, Azhar & Akhtar (2011) este método

de formação permite transmitir conhecimentos, bem como o desenvolvimento de competências e atitudes, incrementar confiança nos indivíduos treinados e permitir uma melhor compreensão ao nível do desempenho das tarefas.

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população uma verdadeira combinação de competências” (2001, p.69). Ressalva a pertinência deste momento de partilha de informação, estabelecimento de objectivos, diagnósticos, planeamento de estratégias de intervenção e avaliação de resultados como uma mais-valia para a actuação do EEER, constituindo para si um momento de grande aprendizagem e reflexão, onde articulou muitos saberes com a prática clínica. Ao participar nas reuniões, interveio durante as mesmas, alertando para alterações no estado de saúde das pessoas com AVC, e/ou necessidades da família/familiar cuidador.

Detectou em contexto hospitalar situações no seio de algumas famílias a quem prestou cuidados, que necessitaram da intervenção da assistente social, tendo por isso promovido o seu encaminhamento (tal como por exemplo, na aquisição de camas articuladas, e na gratuitidade do transporte de ambulância do pessoa dependente). Ao realizar todas estas actividades demonstrou capacidade de “assumir, como membro de uma equipa multiprofissional a promoção dos cuidados e uma visão integradora dos contributos dos diferentes profissionais” (Gândara, 2012, p. 2) desempenhando também funções como EEER ao “responsabilizar-se pela área de enfermagem nas equipas profissionais, no que diz respeito ao diagnóstico de saúde da comunidade e à consecução das intervenções de enfermagem dele decorrentes” (Decreto-Lei 437/91, alínea d) do nº3 do art.º 7º).

A passagem de turno23 de enfermagem é sem dúvida uma ferramenta de

comunicação e de trabalho extremamente importante na profissão de Enfermagem. É um momento, por excelência, de transmissão de informação realizada de forma oral, complementando a informação escrita, sobre o estado geral da pessoa em relação às suas características vitais e à evolução da sua situação clínica. O EEER assume portanto, naquele momento, um papel decisivo junto dos seus pares no que respeita à evidência das suas competências e à partilha dos seus conhecimentos, os quais podem contribuir para a melhoria do desempenho da equipa de enfermagem, para além, evidentemente, de promoverem a identificação de oportunidades de intervenção específica susceptíveis de produzir resultados. Destaca a título de exemplo, em contexto hospitalar, os treinos vesicais, cuja obrigatoriedade em todos os turnos deve ser assumida pela equipa de enfermagem, na ausência do EEER; a estimulação neuro sensorial, concretamente a visual ou a comunicacional, através do levante da pessoa receptora de cuidados, colocando-a no corredor, para que pudesse comunicar com as demais pessoas do serviço, fossem estas profissionais ou outras igualmente internadas. Para Menoita, et al (2012, p. 39), o sucesso

23 Opta por este conceito por tradicionalmente ser de uso corrente na prática de enfermagem, mas que se refere

à transmissão verbal de informação com o objectivo de promover a melhoria contínua da qualidade dos cuidados, enquanto momento de análise de práticas e de formação em serviço, fundamentado pelo Parecer CJ/20 de 2001 da OE (2001).

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da reabilitação “não depende de um conjunto de actos ou técnicas pontuais, mas da continuidade, coordenação e inter-relação do trabalho desenvolvido por toda a equipa, para que se traduza na resolução dos problemas e na melhoria da qualidade de vida”.

Constatou que aos EEER dos dois contextos cabe a gestão das prioridades quanto às pessoas a quem devem prestar os seus cuidados. Na ECCI e dada a cronicidade das pessoas beneficiárias de cuidados, o acompanhamento não é diário, sendo realizado com periodicidades distintas de acordo com as necessidades identificadas. Por sua vez, na UAVC/Serviço de Neurologia, o EEER articula-se com os enfermeiros generalistas da seguinte forma: diariamente, aos enfermeiros generalistas são atribuídos as pessoas internados no serviço. Após a avaliação efectuada pelo EEER, no que concerne á necessidade de cuidados de enfermagem de reabilitação, que é feita durante a passagem de turno na sala de trabalho, o EEER comunica a cada colega qual(ais) a(s) pessoa(s) que irão beneficiar de cuidados de reabilitação naquele turno específico. A partilha de informação ao longo do turno entre os pares é uma constante, no que diz respeito ao estado clínico da pessoa cuidada, possibilitando ao EEER planear a sua actuação atempadamente na eventualidade da existência de realização de exames complementares de diagnóstico, processos de transferências ou altas hospitalares, e que careçam de cuidados especializados. Na referida avaliação é tida em consideração, a estabilidade eléctrica e hemodinâmica, os défices motores, sensoriais, cognitivos e a função respiratória das pessoas receptadoras do cuidado de enfermagem.

Consciente que a passagem de turno não substitui os registos de enfermagem, de acordo com o Conselho Jurisdicional da OE (2001), realizou-os em cada local de EC de acordo com os protocolos existentes. Os registos de enfermagem são legal e eticamente um instrumento facilitador na continuidade de cuidados e processos de tomada de decisão, englobados no acto de cuidar, permitindo comunicar o essencial à equipa multidisciplinar. A

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