3. Contribution au traitement des images
3.4 Adaptation des traitements
3.4.3 Les opérateurs classiques de détection des contours
MECANISMOS DE GOVERNANÇA
O mercado acarreta custos na economia, e a diminuição de tais custos decorre da existência de instituições, que reduzem incertezas porque proporcionam uma estrutura à vida diária, constituindo um guia para a interação humana (NORTH, 1990). Para o autor, instituições desempenham um papel-chave nos custos de produção, onde o ambiente institucional afeta os custos de transformação e de transação, seja pela conexão direta que existe entre instituições e custos de transação, seja pelo impacto que a influencia sobre a tecnologia empregada exerce sobre os custos de transformação.
Apesar de instituições funcionarem para conferir estabilidade e ordem, elas sofrem mudanças, tanto incrementais como revolucionárias (SCOTT, 2008). Portanto, tanto são vistas como sendo uma propriedade ou estado de uma ordem social existente, como também devem ser vistas como um processo, incluindo-se aí o processo de institucionalização e desinstitucionalização
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Relacionamentos interorganizacionais são uma opção importante para que as empresas atinjam estágios avançados de desenvolvimento em seus negócios. Isso ocorre pela criação de vantagens cooperativas através de idiossincrasias, complementaridade e combinações de recursos possíveis nestas relações (LORENZONI; LIPPARINI, 1999).
Empresas competidoras entre si coordenam seus esforços em busca de cooperação, acesso a informações relevantes, otimização de produtos e operações, e redução dos custos de transação (LAZZARINI, CHADDAD, COOK, 2008). Empresas que não possuem os recursos necessários para alcançar o desenvolvimento potencial podem responder combinando seus recursos com aqueles de organizações externas através de acordos cooperativos (COMBS; KETCHEN, 1999).
No caso específico do soro, ganhos de economias de escala e de melhoria da qualidade são possíveis através das operações de concentração do soro para reduzir o volume pela retirada de líquidos, preservando materiais sólidos. No entanto, as empresas enfrentam a necessidade de investir em ativos especializados para tais operações que podem se tornar, assim, ativos estratégicos. Portanto, uma ação estratégica para empresas deste negócio é a criação de ativos especializados, de cunho estratégico, a partir da conjunção de ativos próprios com ativos de parceiros em alianças (TEECE, 1986).
Pelo desenvolvimento de esforços cooperativos entre concorrentes é possível desenvolver rendas relacionais. Tais rendas são definidas como lucros superiores gerados conjuntamente na relação, através de contribuições idiossincráticas de parceiros da aliança (DYER; SINGH, 1998). Tais lucros não podem ser gerados por nenhuma delas de maneira isolada.
Portanto, a possível complementaridade dos parceiros em situações de cooperação considera dimensões de natureza estratégica e de natureza organizacional. Trata-se de um arranjo que possibilita um fluxo de conhecimento e apropriação de recursos gerados na relação entre parceiros (DYER; SINGH, 1998).
Para estes autores, a governança e seus mecanismos desempenham um papel importante na criação das rendas relacionais, pois influenciam os custos de transação e a criação de valor. Os acordos podem ser auto-regulados, sem
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intervenientes, ou regulados por uma terceira parte, por exemplo, agências de apoio ao desenvolvimento.
No caso específico do soro do queijo, esforços conjuntos seriam úteis para reduzir as assimetrias de informação perante clientes, as incertezas quanto ao destino a ser dado ao soro e o oportunismo nas relações com compradores, desde que operando de maneira conjunta e coordenada. Empresas em situações de vulnerabilidade de mercado podem obter na formação de alianças estratégicas os recursos necessários para anular tais vulnerabilidades (EISENHARDT; MARTIN, 2000). Os relatos apontam existir condições favoráveis às possibilidades de aliança, pois o soro é um produto sem marca, com razoável uniformidade da qualidade, desde que preservados os procedimentos mínimos de resfriamento e armazenamento, além das oportunidades de obtenção de economias de escala na concentração e no transporte do soro.
Arranjos de empresas atuantes em um mesmo segmento de mercado em uma mesma área geográfica participam de aglomerações industriais ou clusters (AMIN, 1993; GIULIANI, 2005). Em alguns casos, as interações entre os atores do cluster promovem a adoção de mecanismos de governança que facilitam o desenvolvimento de inovações para o conjunto de empresas (CASSIOLATO; LASTRES, 2003). Nesses casos, segundo os autores, são criadas as condições para o surgimento de arranjos produtivos locais (APLs), aglomerações territoriais de agentes econômicos, políticos e sociais, com foco em um conjunto comum de atividades econômicas e que apresentam vínculos entre si, ainda que incipientes. Esses aglomerados incluem não apenas empresas, mas também diversas instituições públicas e privadas voltadas à formação e treinamento de recursos humanos, pesquisa, desenvolvimento, promoção e financiamento (CASSIOLATO; LASTRES, 2003).
A abordagem de arranjos locais produtivos, muito difundida na literatura brasileira sobre aglomerações de empresas, pode ser caracterizada pela necessidade de vínculos cooperativos conjuntamente com a adoção de mecanismos de governança, o que amplia a capacidade de inovação e competitividade das empresas participantes.
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que sustentam o dinamismo das relações paradoxais de cooperação e competição entre empresas do cluster (PORTER, 1998). Para isso, é preciso haver uma congruência entre os requisitos do processo produtivo e as características sociais e culturais de um grupo de pessoas, que se desenvolve ao longo do tempo (BECATTINI, 1991).
Vilela (2010) sustenta que ações coletivas para todo o cluster são características dos arranjos de tipo horizontal, quando empresas executam atividades similares entre si, enquanto ações conjuntas entre os membros são próprias de arranjos de tipo vertical, quando empresas executam atividades complementares entre si. As ações coletivas serão possíveis caso haja atores distintos que, conjuntamente ou individualmente, contribuem para o desenvolvimento e difusão de tecnologias e acordos (CASSIOLATO; LASTRES, 2003).
Dentre esses atores, está a presença de agências e políticas públicas e privadas, que exercem um papel-chave nos processos de construção institucional. Scott (2008) oferece uma visão em que a institucionalização é produto do esforço político de atores para atingir seus objetivos. A força relativa dos atores que apoiam, enfrentam ou tentam influenciá-la afetará o sucesso de um projeto de institucionalização e a forma resultante. Esses atores frequentemente necessitam de instituições para obter ganhos de ações cooperativas.
Agências podem funcionar como auxiliares no aumento das reservas locais de economias de aglomeração, atuando como ferramentas sociais e politicas que promovem a obtenção de externalidades regionais através da promoção das vantagens competitivas (SCOTT, 2008; FUINI, 2012). Atuam no sentido de fortalecer a governança territorial, entendida como o processo institucional e organizacional de construção de uma estratégia para compatibilizar os diferentes modos de coordenação entre os atores geograficamente próximos (FUINI, 2012).
Ancorados no território, atuam nas mediações que articulam atores econômicos entre si e com outros atores institucionais, sociais e políticos através das “regras do jogo” (FUINI, 2012). Para o autor, agências de desenvolvimento afetam as formas de distribuição de poder em cadeias produtivas e outras formas de relacionamento comercial, institucional e industrial, fazendo convergir, em torno de um ator central,
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ou compartilhando em vários atores articulados, a tarefa de definir as estratégias competitivas principais de um aglomerado de empresas.
Em todo esse sistema de interações, as relações entre atores, instituições, governança, recursos e desenvolvimento territorial são continuamente alimentadas por fluxos comerciais, políticos e de informações (FUINI, 2012).
Por isso, é cada vez mais comum no Brasil a aposta em agências de apoio ao desenvolvimento para o apoio de aglomerações, em estratégias articuladas em diversos níveis escalares e que fazem dialogar os atores para superar métodos produtivos e organizacionais defasados (FUINI, 2012). Assim, entende-se o papel destas agências no âmbito de construção de estratégias que garantam apoio técnico e institucional necessário para que concentrações de pequenas empresas se tornem competitivas.
Sendo assim, em virtude dos temas expostos acima, formula-se as seguintes hipóteses de pesquisa, considerando-se a relação entre as condições causais derivadas das declarações institucionais e a adoção de mecanismos de governança: A diversidade dos mecanismos de governança está positivamente associada com cada um dos seguintes fatores:
1) Percepção da existência de adequado apoio por parte de agências de apoio ao desenvolvimento;
2) Valorização das ações de coordenação conjunta dos esforços e formação de associação de laticínios;
3) Percepção da existência de uma atmosfera de cooperação e confiança entre os laticínios;
4) Entendimento que informações relevantes contribuem para mudanças nas regras de remuneração, na melhoria da qualidade e aumento dos volumes de soro;
5.3. ANÁLISE DOS DADOS DOS CONJUNTOS FUZZY RELATIVOS ÀS